When I found you
3 Who?!
Notas iniciais
— Hello, patinha — Só tinha uma pessoa que me chamava assim: Killian.
— O que você quer? Ainda é cedo. — Ele me ligou às 7h da manhã, eu iria matar ele.
— Eu preciso conversar. Levanta e vem abrir essa porta. — Lá fui eu, enrolada no edredom, caminhando até a sala e abrindo a porta pr'aquele lápis de olho.
— Really? Não podia ser a Ruby, Jefferson ou Mary? — Perguntei indignada.
— Não, patinha. Agora senta aí. — Me empurrou no sofá e se sentou ao meu lado.
— O negócio é o seguinte: Tem um cara — Revirei os olhos — Ele é suuuuper legal e tudo mais, mas eu só quero sexo. Como eu digo isso sem magoar?
— Killian desde quando você se importa com o sentimento alheio? — Bocejei enquanto aguardava sua resposta.
— Tem razão. — Ele abriu um sorriso imenso. — Eu não me importo. — Foi para a cozinha — Vou preparar nosso café da manhã, você merece por ser uma ótima conselheira.
— Você merece um soco por me acordar cedo só pra te apontar o óbvio. — Escutei sua gargalhada e não pude evitar sorrir.
Voltei para o meu quarto tomar um banho, quando sai o cheiro de café inebriante tomou conta de mim. Como eu amava aquilo. Killian, apesar de ser um pé no saco as vezes, em contraditório era um ótimo cozinheiro.
— Que horas é a entrevista? — Me perguntou colocando café em minha xícara.
— 10 horas. Eu poderia estar dormindo agora, sabia? — Estiquei — me para alcançar a canela que estava ao lado da cafeteira.
— Aí, credo, eu precisava de alguém. Uma rainha sempre precisa de um conselheiro real. — Dei um soco no seu braço e ele reclamou, o que me fez rir.
— Querido, quantos casos desse você já teve? — Perguntei calmamente. Não houve resposta. — Exatamente!
Conversamos algumas amenidades até ele dizer que tinha um coração para quebrar. O levei à porta, ele me deixou um beijo na testa como de costume, assim como Jefferson fazia.
— Boa sorte lá, ouvi dizer que a chefe apesar de ser gostosa é um porre. — Mandou um beijo no ar e virou para se dirigir até o elevador.
— Muito obrigada, Killian. Você acaba de acabar com meu nervosismo. — Fechei a porta com o pé.
Esperei alguns minutos para me arrumar, Kill já tinha me ajudando a escolher a roupa mesmo alegando que eu deveria fazer compras pois nada estava na moda.
Vesti uma calça jeans, blusa braca, jaqueta preta e calcei uma bota também preta. Olhei no relógio e estava na hora.
Desci o meu prédio em extremo nervosismo que foi acalmado quando liguei o rádio do meu fusca e tocava wanna be yours do Arctic Monkeys.
Cheguei à empresa onde ocorreria a entrevista.
Minhas mãos suavam, minhas pernas tremiam e minha respiração estava um pouco desregulada.
— É só uma entrevista de emprego, Emma, não é nada demais. — Eu dizia baixinho adentrando o prédio.
Parei em frente ao balcão onde estava a recepcionista — que era muito bonita, inclusive. Ela me indicou o sofá onde eu deveria esperar.
Às 10 horas em ponto, uma mulher vestindo uma roupa social grafite saiu de um elevador com uma prancheta em mãos.
— Senhorita Swan? — Ela olhou ao redor me procurando com olhos. Me levantei e lhe lancei um sorriso que foi retribuído por ela. — Podemos subir? A Senhora Mills está aguardando.
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