When I Saw You.
5 Aquele do sonho.
Notas iniciais
— Kagome! Filha! Acorda! Kagomeeee! — Acordo completamente encharcada mas em cima da cama. Minha visão está turva mas pela voz de minha mãe, ela parece estar chorando.
— Hmmm ... O que aconteceu? — Tento levantar mas minha cabeça está muito pesada.
— Kagome! Graças a Deus! — Minha mãe me ajuda a sentar na cama e me abraça forte, minha visão começa a ficar mais nítida, passo a mão pelo cabelo e ele está completamente molhado, estou enrolada em um lençol colado ao meu corpo. Não estamos sozinhas, Inuyasha e Sesshoumaru estão no canto do meu quarto. Sesshoumaru parece nervoso, andando de um lado para o outro no telefone.
— O que aconteceu? — Minhas palavras saem quase em um sussurro. Ninguém responde, meus olhos fixam em Inuyasha, ele sustenta meu olhar, sua camisa molhada me chama atenção, suas mãos estam bem vermelhas e até machucadas. Empurro minha mãe e tento levantar.
— Kagome, espere o médico chegar — Minha mãe suplica.
— Eu estou bem, mas vocês precisam me dizer o que realmente aconteceu aqui. — Nessa hora Kouga e Sango entram correndo no meu quarto. Sango vem até mim e me abraça forte.
— Ah meu Deus! Você ta bem?! — Tem lágrimas nos seus olhos. Kouga vai até meu guarda roupa e pega uma manta, coloca ela em cima dos meus ombros e se senta ao meu lado na cama.
— Você não vai mais ficar sozinha, nem que seja preciso eu dormir aqui. — O moreno diz e pelo seu tom sério sinto um frio na espinha.
— Vocês estão me assustando, eu dormi durante o banho não foi?
— Não meu bem, tentaram — Sango passa a mão pelos meus cabelos tentando provavelmente arruma-los — bem ... — Ela hesita e meus olhos fixam novamente no garoto de olhos dourados no outro extremo do quarto.
— Tentaram matar você — Inuyasha diz.
— Inuyasha te salvou. Se ele não tivesse chegado a tempo, eu nem quero saber o que aconteceria. — Sesshoumaru sai do quarto e minha mãe sai atras dele.
— Será que ... — Penso alto — Aquela pessoa me seguiu até aqui ...
— Tinha alguém te seguindo? — Kouga me segura pelos ombros e o simples toque dele parece queimar minha pele de tão sensível. .
— Ai! — Uma mão bate no braço do Kouga com uma velocidade fora do comum.
— Ela deve estar toda dolorida por conta do calor seu idiota! — Nesse momento o garoto de olhos dourados se ajoelha ao lado da cama, ficando de frente pra mim — Tinha alguém atras de você? — Balanço a cabeça afirmando.
— Kagome, você é burra ou o quê?! — Ele levanta e sai do quarto sem olhar pra trás.
— Ele é que é idiota aqui! — Kouga esbraveja.
— Ele salvou a vida da Kagome, então ele definitivamente subiu no meu conceito — Sango me abraça levemente e eu permaneço parada, estatica. Perdida nessa situação.
—
Olho pela janela do meu quarto e vejo dois seguranças no portão da casa. Não vejo mais ninguém a 3 dias, já que estou sendo prisioneira nesse lugar. Prendo meu cabelo em um rabo de cavalo, coloco um short jeans e uma blusa preta básica, pego minha mochila e saio correndo até a entrada da casa.
— Hey mocinha, onde você pensa que está indo? — Kaede diz quando encosto minha mão na maçaneta.
— Eu preciso estudar, faltei 2 dias já! — Permaneço parada com a mão na maçaneta.
— Ain menina, eu sei o quanto deve estar sendo difícil pra você. Mas é perigoso lá fora ... — Eu a interrompo virando bruscamente.
— Eu fui atacada aqui dentro! Porque você acha que é mais perigoso lá fora?
— Você ta certa, só, não fique sozinha ... — Vou até a senhora de cabelos grisalhos e a abraço.
— Eu vou ficar bem, já que me viu, vou sair pelos fundos. — Saio correndo de casa, vou pra casa do Kouga.
—
Toco a campainha duas, três vezes antes que a porta abra.
— Srt Higurashi. — A governanta da casa dos Hasegawa's é totalmente diferente da nossa Kaede, sua carranca nunca muda, antes de continuar ela me analisa da cabeça aos pés. — O Sr. Kouga ainda não voltou do colégio.
— Tudo bem, eu o espero em seus aposentos. — Digo da forma mais cordial possível, como uma secretaria eletrônica.
— Não acho apropriado! — Reviro os olhos antes de responde-la de uma forma mais direta.
— Sra Takeda, me desculpe por vir assim sem avisar, mas preciso estudar com o Kouga. Então eu vou subir okaay? — Dou um sorriso doce e entro na casa (Mansão né?!) dos Hasegawa. Subo as escadas e entro varada no quarto do moreno. Ao abrir a porta já sinto o cheiro de seu perfume. Meus olhos enchem de água me mostrando o quanto estou assustada, o simples cheiro do perfume dele faz eu me sentir mais segura, Kouga sempre esteve lá pra me abraçar. Engraçado como o quarto dele não mudou nada, todos seus diplomas em cima das prateleiras laterais, troféus e fotos, fotos desde que eramos pequenos até hoje. Uma foto dele com a Sango no baile de inverno do ano passado me chama a atenção, ele sempre teve uma queda por ela mas por alguma razão nunca disse nada pra ela ... Talvez eu devesse ajudar ... O sono começa a bater pelas noites mal dormidas. Vou até a cama e deito, pego no sono com o pensamento de que aqui estou segura.
POV KOUGA
Chego em casa e a senhora T já está de bico pra mim.
— Tá, o que eu fiz? — Digo já suspirando.
— Essa sua amiga Kagome está cada dia mais folgada, alguém precisa ensinar modos a ela!
— Onde ela está? — Meu coração acelera no momento em que escuto o nome dela.
— No seu quarto. — Não digo nada apenas corro o mais rápido possível.
Abro a porta do quarto e não a vejo, entro no quarto e começo a vasculha-lo atrás da morena.
— Kah — Me detenho quando a vejo dormindo na cama, ela parece tão tranquila que tenho medo de acorda-la. Coloco minha mochila no chão, tiro o tênis e vou até a garota que sou perdidamente apaixonado desde os 7 anos de idade.
Sua respiração suave faz seu peitoral subir e descer, o cabelo negro está preso e um pouco bagunçado, eu não a vejo a 3 dias e parece que ela está ainda mais bonita. Passo minha mão levemente pelo seu rosto, sento ao seu lado, aproximo nossos rostos e lhe dou um beijo no nariz, como fazíamos quando eramos pequenos. Nesse momento ela se mexe e acaba subindo um pouco mais o corpo fazendo meu beijo descer até seus lábios. Ela não acorda mas fico sem reação por um minuto. Eu queria fazer isso a tanto tempo ... Seguro suavemente o rosto da morena e lhe dou um beijo leve e delicado.
— Hmmmm — Kagome passa os braços pelo meu pescoço e me beija de verdade, ela aprofunda o beijo e eu correspondo sem pensar duas vezes. Minha mão se detêm na barra de seu short e quando ela desce seus beijos para o meu pescoço eu me perco.
— K-kagome, vai com calma — Ela me dá uma mordida firme no pescoço e eu tenho certeza de que vai ficar uma marca. Eu seguro sua cintura com força e tentando fazê-la voltar para cama, ela geme no meu ouvido e me solta, voltando a dormir, me deixando pegando fogo e completamente desnorteado. Meu coração parece que vai sair do peito.
— O que foi isso Kagome? — Levanto e vou direto para o banheiro — Preciso de água gelada.
—
POV KAGOME
Me surpreendo ao acordar e ver que já é de noite, estou arfando e me sentindo quente. Kouga está no sofá do outro lado do quarto com um livro na mão, seu braço está apoiando sua cabeça, os óculos o deixa com um ar até bem sexy, se bem que a camisa sem mangas está ajudando bastante também. Pqp, Kagome! Ele é seu amigo, isso tudo é culpa do sonho maluco(delicioso) que você teve com o Inuyasha enquanto dormia!
Puxo a presilha que prendia meu cabelo.
— Kouga, porque não me acordou? — Me aproximando dele vejo que está dormindo também. Ele é muito bonito. Muito mesmo. Não é atoua que as meninas se estapeiam no colégio por ele. Pego o livro e deixo na escrivaninha, seguro seu braço e lento puxa-lo.
— Vamos pra cama, veeeeeeem! Eu tenho que voltar pra casa — Nesse momento ele me puxa e eu caio sentada em seu colo — O que?! — Ele abre os olhos e me encara.
— Você não vai sair daqui — Seus olhos fixam em meus lábios, com a proximidade de nossos rostos posso sentir sua respiração acelerada.
— Kouga ... não é melhor ... — Ele roça suavemente os lábios nos meus, o toque é tão intenso que me arrepio inteira. Minhas mãos o seguram pela nuca e eu o beijo, um beijo intenso e urgente. Ele me levanta de modo que eu sente em cima de seu corpo com uma perna de cada lado. Suas mãos passam a brincar por baixo da minha regata, eu aproveito e tiro a jogando no chão. O moreno segura minha cabeça gentilmente quando interrompemos o beijo e prende seus olhos azuis, agora escuros, nos meus. Ele está pedindo permissão. Balanço a cabeça afirmando minha decisão.
* Dream Off *
Acordo atônita com Kouga dormindo do meu lado, levanto a coberta e fico aliviada ao ver que estou vestida.
— Foi só um sonho ... — Suspiro fundo. Viro de lado ficando de frente para meu melhor amigo de infância — Nossa, você conseguiu me deixar inquieta — Respiro fundo tentando regular a respiração. Escuto ao longe umas vozes, parece uma briga. Eu me levanto e vou até a janela. Vejo meu avô com meus dois seguranças discutindo com os pais do Kouga.
— Que merda! — Kouga diz me dando um susto.
— Você não avisou a minha mãe?! — Puxo a orelha dele como se fosse criança.
— Avisei garota — Ele puxa uma mecha do meu cabelo solto — Você parecia tão tranquila, não quis te acordar — Com o quarto escuro os olhos dele brilhavam como estrelas.
— Eu preciso ir — Quando me aproximo pra abraça-lo, penso no sonho que tive e travo. Kouga continua parado me olhando. Por uma fração de segundo olho em seus olhos e um incomodo surge — Tchau! — O fogo voltou, pqp!
Entro em casa sendo arrastada pelo meu avô.
— Aiiiiiiiiiiiii vovô, eu já disse que avisei. Você sabe que eu nunca fugiria. — Eu caio sentada no sofá. A carranca feia do meu avô vai melhorando conforme vou o bajulando — Eu estava com tanta saudade do senhor! Parece mais novo,o que tem feito? Amanhã posso cozinhar o que o senhor quiser!
— Sua comida é péssima, mas eu estava tão preocupado com você, Kagome! — Ele respira fundo — E também, eu sei que você e o Kouga são amigos desde a infância, mas ele continua sendo homem e você está noiva!
— Vovô! Eu pensei que a unica pessoa que concordaria que isso é uma loucura é você! Me casar com aquele sujeito todo emproado? — Reviro os olhos e cruzo os braços.
— Filha, você sabe que se eu pudesse decidir, isso estaria fora de cogitação. Mas o seu pai não pensa assim. — Ele senta ao meu lado e segura minha mão — Ele te ama, disso não tenha dúvida.
— Eu não o vejo a dias, ele ainda está viajando como sempre. Então não dá a minima pra mim. — Seguro o choro.
— Você vai ver, vai dar tudo certo.
Fale com o autor