When I Met You
1 Não olha por onde anda não?
Notas iniciais
Eu estava em casa no computador quando decidi ir ao Mcdonalds fazer um lanche porque estava morrendo de fome,
no meio do caminho me esbarrei em um cara todo encapuzado que acabou machucando meu braço
- ei não olha por onde anda não? -passei a mão no braço que começou a doer-
- me desculpe, não foi minha intenção. Posso ver se machucou?
Então ele começou a examinar o meu braço, me olhou nos olhos e disse
- você esta bem? — então quando eu olhei diretamente em seus olhos eu vi que nunca deixaria de reconhecer aqueles olhos e aquela pintinha um pouco á baixo do canto do olho esquerdo. -
- EEEEEI EU TE CONHEÇO VOCE É O J... — Imediatamente ele tapou a minha boca com a mão dele e quando percebeu que eu já tinha passado do estado de choque ele resolveu soltar. -
- sim, sou eu Justin Bieber só tenta não gritar, por favor, não sabe como é arriscado estar aqui sozinho.
- porque você esta caminhando pelas ruas sozinho garoto? Esta querendo ser atacado por milhares de fãs é?
- eu estava junto com o Kenny indo a uma loja, entramos na loja e eu fui ao banheiro e na volta acabei me perdendo dele, então fui dar a quadra para ver se o encontrava em algum lugar e acabei me esbarrando em você, tem certeza que você esta bem?
- meu braço esta um pouco dolorido, mas acho que não quebrei nada — eu disse e ele começou a rir -
- ainda bem mesmo eu não iria querer ver uma bebe chorona chorando por culpa de um empurrãozinho — ele disse ainda rindo -
- eu sou muito forte sabia, não choro por qualquer coisa, e não brigue comigo você não vai querer me ver brava — brinquei -
- ta, tudo bem é melhor eu parar eu não quero voltar com um olho roxo pra casa — rimos -
- então por onde a apressadinha estava indo?
- ao Mcdonalds eu estava em casa, sozinha morrendo de fome e decidi ir fazer um lanche, parece que foi a única coisa que eu fiz certo hoje
- e a fome passou?
- se ela passou? Ta aumentando a cada minuto que eu to aqui conversando contigo
- então você me daria a honra de fazer um lanche contigo?
- claro, até porque uma companhia assim como a sua é normal no dia-a-dia não é? — ele começou a rir de novo, então eu disse -
- mas só com uma condição.
- seja qual for, pode falar.
- você ser apenas o Justin e não a celebridade enquanto estivermos lanchando
- okay, farei o possível — ele sorriu, seu sorriso era tão lindo, meigo, suave e espontâneo -
Começamos a andar em direção ao Mc quando me deparo com uma pessoa alta muito alta, devia ter uns 2 metros de altura, suada e ofegante eu me assustei e dei dois passos para trás. e então a parede gigante começou a falar em meio ao desespero
- JUSTIN! NUNCA MAIS SUMA DESSA MANEIRA, ONDE VOCE SE METEU? E QUEM É ESSA GAROTA?
- calma Kenny, eu fui ao banheiro e não te encontrei, eu pensei em dar uma volta no quarteirão para encontrá-lo ai acabei me esbarrando na Brenda.
- se esbarrando? Machucou-se? Como você esta? Esta bem?
- fica calmo Kenny já disse. Eu estou bem, mas parece que a pancada foi mais forte para a Brenda, sabe com é né, garotas...
- hey, Justin e estou aqui sabia?
- eu sei só estou brincando — sorriu levemente -
- você esta bem garota? Foi forte a pancada? — disse Kenny com cara de preocupado -
- não, esta tudo bem, só esta um pouco dolorido, mas logo passa. — respondi -
- e então onde o senhor pensa que esta indo agora Justin? — disse Kenny com um ar de sarcasmo —
- ao Mcdonalds, quando me esbarrei com a Brenda, conversamos e ela acabou me contando onde estava indo ai eu pensei, poxa vida eu também estou com fome, na verdade muita fome. — respondeu Justin -
- sim eu sei, com fome não é? e essa fome é de que? Lanches ou garotas? — Kenny falou fazendo piadinha com ele então Justin praticamente o fuzilou com os olhos e depois ficou vermelho de vergonha, quando me dei conta nós três estávamos rindo da piada do Kenny -
- Kenny, chega de perguntas e vamos logo que meu estomago esta pedindo por comida já. — disse Justin tentando sair da saia justa em que Kenny o colocou -
- ah claro, o seu estomago, estranho agora mudou de nome e localização não é? Fica ao lado esquerdo do peito agora?
- Kenny, para — disse Justin todo corado ele ficava tão fofo com vergonha — vamos de uma vez.
Então chegando ao Mcdonalds o Kenny avistou uma loja de velharias, não sei bem o que era mas ele ficou tão entusiasmado que quando vi já estava do outro lado da rua praticamente dentro da loja.
- então, já que Kenny finalmente nos deixou sozinhos vamos entrar.
Entramos no MC estranho porque geralmente aquele lugar esta lotado até mesmo em dias de semana, era sexta-feira e havia apenas um casal sentado ao fundo com uma criança de mais ou menos um ano de idade. Fomos direto ao caixa e pedimos o nosso lanche, a mulher do caixa devia ter uns 37 anos estranho geralmente são jovens que ficam atendendo os clientes no caixa mas logo de cara a mulher reconheceu o Justin.
- Então? O que deseja Senhor Bieber?
- Bom eu quero...
- HEEEEY — o interrompi logo de cara -
- o que foi?
- o que eu disse mais cedo?
- a é me desculpe nada de Bieber
- Por favor, me chame apenas de Justin — disse ele gentilmente ao caixa e depois me olhou e deu um leve sorriso -
- tudo bem, então Justin, o que vai querer?
- dois BigMc e dois Iced Tea (chá gelado).
- okay, são 35 dólares.
Justin colocou a mão no bolso, mas eu fui mais rápida que ele.
- eu pago! — disse antes que ele empurrasse o dinheiro de uma vez para a caixa.
- nada disso, eu quem pago, cavalheirismo lembra? — disse Justin -
- não é a mesma coisa quando se trata de Justin Bieber.
- tudo bem então.
Entreguei o dinheiro a mulher do caixa que levemente riu da minha conversa com o Justin.
- Pode esperar aqui ao lado, por favor.
- Obrigada.
Pegamos o nosso lanche e nos sentamos em uma mesa no canto, estranho Justin querer sentar ali, pois não havia ninguém, a não ser o casal, mas eles pouco se importavam com a nossa presença, não havia o porquê dele se esconder.
- Damas primeiro! — disse Justin —
- Agora sim.
Nos sentamos e começamos a lanchar.
- então, me fale um pouco sobre você.
- bom, meu nome você já sabe, tenho 16 anos moro aqui em Atlanta a mais ou menos quatro anos.
- que legal, onde você morava antes?
- No Brasil
- Como? Isso é sério? Que incrível, eu nunca tive uma amiga brasileira, fãs tudo bem mas assim amiga como você, nunca tive isso realmente é incrível.
- que honra a minha então.
- me conta mais, sobre seus pais, sua família o que você faz.
- bom meus pais são separados há cinco anos, eu moro somente com a minha mãe, meu pai ainda esta no Brasil. quando minha mãe se separou só esperou o tempo de os papeis do divórcio ficarem prontos e nos mudamos para cá.
- sinto muito por isso eu sei como é chato.
- não sinta, sabe, eu já me acostumei, me sinto melhor assim, minha mãe esta feliz meu pai esta feliz eu estou feliz, melhor do que ver eles o tempo todo brigando.
- se você pensa assim, isso é muito bom porque geralmente as pessoas ficam revoltadas com a separação, os filhos pensam que é por culpa deles, mas não é isso.
- verdade...
- sabe, meus pais me tiveram ainda adolescentes minha mãe tinha apenas 18 anos, e nós morávamos numa cidade muito pequena, não tínhamos muitos recursos, meus parentes moravam longe, então por muitos anos da minha vida, foi apenas minha mãe e eu e o nosso apartamento pequeno que nem nosso era na verdade, eu aprendi a tocar violão então eu ia nas ruas e começava a tocar e as pessoas começaram a me dar dinheiro por isso por um lado foi até bom pra mim, eu ter que aprender a me virar, fazer tudo sozinho isso me fez evoluir como pessoa e ter mais maturidade.
- nossa Justin, eu sabia que você teve uma infância carente, mas não sabia que era tanto assim, eu sinto muito por isso.
- tudo bem, eu vejo que graças a isso eu tenho tudo o que tenho hoje. Pois bem, chega de histórias tristes ou não vamos terminar de comer nunca. — começou a rir —
- é verdade.
Continuamos a comer e Justin olhou pra mim e sorriu.
- o que foi? — perguntei curiosa —
- nada, é só que tem um pouco de molho no cantinho da sua boca deixa que eu tiro.
Então ele se aproximou de mim tão rápido e olhou bem dentro dos meus olhos, meu coração acelerou minha respiração parecia que pulava e ao mesmo tempo parava eu não consigo descrever aquele momento, então ele pegou com sua mão e tirou, era uma gota tão pequena, eu precisaria de uma lupa para conseguir enxergá-la. Então Justin ainda olhando nos meus olhos sorriu.
- pronto, muito melhor.
- argh, obrigada — eu senti meu rosto esquentar — Terminamos de comer e continuamos ali conversando mais alguns minutos. -
- vamos?
- para onde? — respondi, onde mais ele queria que a gente fosse? -
- para minha casa quero te apresentar alguém.
- tudo bem. Mas e o Kenny?
- não tem problema a casa é aqui perto.
- acho melhor pararmos ali na loja avisarmos ele, ou então ele vai ficar furioso.
- tudo bem então senhora sabe tudo — começamos a rir — fomos até a loja e vimos Kenny sentado em uma poltrona rodeado de velharias.
- hey Justin, como foi o lanche? — ele piscou então Justin deu uma revirada nos olhos e respondeu
- lanchamos e conversamos estou indo pra casa, tudo bem se eu for até ali sozinho?
- tem certeza de que não precisa de mim?
- não, são apenas algumas quadras Kenny.
- tudo bem então, vai pela sombra.
- tchau Kenny — me despedi -
- tchau garota que já me esqueci do nome.
- Kenny, o nome dela é Brenda.
- ta tudo bem, tchau Brenda, nos vemos por ai.
Saímos da loja e começou a chover.
Chovia demais, então começamos a correr de nada adiantou, pois eu já estava toda molhada e Justin na estava muito diferente de mim. Paramos para pegar fôlego.
- sabe que você fica muito bonita toda molhada? Ainda mais de baixo dessa chuva.
- para Justin seu bobo.
- é serio, e eu estou com vontade de fazer o que eu sempre quis fazer na chuva.
- a é o que? — eu disse ainda ofegando -
- isso!
Foi quando ele me puxou e me deixou colada ao corpo dele, ele olhou dentro dos meus olhos e sorriu e então ele me beijou, um beijo puro, doce indescritível eu sentia seu hálito quente entrar na minha boca, estávamos nós dois em uma sintonia perfeita eu não sei por quanto tempo nos beijamos, porque na hora parecia que o tempo parou, eu me entreguei totalmente ao seu beijo, seus lábios macios colados aos meus, eu mal conseguia respirar então paramos e ele olhou nos olhos e começou a sorrir.
- Obrigada.
- hã? Pelo o que?
- Por ser a dona do melhor beijo da minha vida! — então ele me beijou novamente, meu coração parecia que ia pular para fora do peito, minha respiração parecia acelerada e ao mesmo tempo parada com ele ali comigo tudo tava tão perfeito.
- acho melhor irmos de uma vez, ou você vai pegar um resfriado. — eu disse, pois estava frio -
- eu deveria dizer isso, olha você tomando novamente as minhas ações.
- tudo bem, não me intrometo mais.
Então continuamos andando até chegar na casa dele. uma mulher abriu a porta.
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