When I Met Her

1 A dor da perda


Notas iniciais
Hey, Hey, Hey!!! Fic novaaa!!! Espero que eu consiga terminar, pois preciso que vcs me cobrem pra eu adiantar essa história!! Beijos, espero que gostem

Em meio ao ruído de sirenes e luzes vermelhas piscando, ele se encontrava absorto, bilhões de imagens passando em sua cabeça, confusão e desespero tomavam conta de seus pensamentos quando chegara à estrada que dava acesso ao seu bairro. A garganta seca, respiração descompassada e coração acelerado, o medo era palpável. Um aglomerado de pessoas o impedia de ver e testificar o que ele mais temia. Era ela. Por um momento o mundo parou de girar e seu coração parou de bater. O peso da dor era demais para ele, e em frente àquela cena grotesca, caiu sobre seus joelhos e soltou um grito cortante. O carro de Melissa estava totalmente destruído e em chamas, Ela havia sido lançada para fora e estava estendida no chão do outro lado da rodovia, seu corpo ensanguentado, seu lindo rosto desfigurado por hematomas e cortes profundos, seus belos olhos já não tinham mais brilho, apenas o olhar distante de um corpo sem vida. Ele queria apenas abraça-la, mas não podia. Paramédicos a rodeavam, e policiais o impediam de se aproximar. Era o fim, sua amada já não estava mais ali, seus sonhos, planos, o filho que ela esperava e que já era tão amado por ambos, foram arrancados pela crueldade do destino.

QUARTA-FEIRA, 07h15

Acordei cansado, era assim todas as manhãs. Dormir já não fazia mais efeito, pois meu corpo não sabia o que era relaxar. Levantei fui fazer minha higiene matinal, vesti bermuda, camiseta e tênis. Peguei meu Ipod e fui correr. Sabe quando você faz algo e nem percebe que está fazendo? Esse sou eu correndo. Não vejo nada nem ninguém, apenas corro. Minha mente se liberta e esqueço um pouco a dor dos meus dias, conviver com a dor se tornou mais simples ao longo desses 6 anos, tão simples que chorar até dormir se tornou um hábito, um ritual do sono eu acho...

— Noah, espera cara! Passou e nem me viu?

— Você sabe que me desligo quando estou correndo Ben, já deveria estar acostumado. – continuei olhando para frente.

— Eu sei, mas você parece que está fugindo de alguém essa manhã, está correndo feito louco. – Disse ofegante tentando acompanhar minha passada.

— Talvez eu esteja mesmo.

— De quem? – me olhou confuso.

— De gente chata que quer puxar assunto essa hora da manhã! – dei um meio sorriso e ele entendeu minha ironia.

— Você não muda mesmo, não é? – parecia irritado – Mas, me diz, como estão as coisas com seu pai?

— Melhores, parece que ele e a mamãe querem voltar a morar aqui em Nova York.

— Uau, isso seria perfeito! Seus tempos de solidão iam acabar. – sorriu tentando me fazer sorrir também, não funcionou. – Qual é Noah, você não tem mais vida! Desde que a Melissa morreu você vegeta dentro daquele apartamento, é de casa para o escritório, do escritório para o café, do café para casa. Já está na hora de você superar, seguir em frente, acabar com esse luto eterno cara!

— Mais respeito, Benjamim! É da minha esposa que você está falando – parei de correr e o encarei, carrancudo. Não gosto quando ele se refere à Melissa desse jeito.

— ELA SE FOI, NOAH! E não há nada que você possa fazer para trazê-la de volta... – me encolhi, pois aquela era uma verdade que eu não gosto de ouvir. – Escuta, eu tenho certeza de que ela iria querer que você seguisse com sua vida, amigo. Você não pode passar o resto da sua vida sem amar alguém de novo.

— Pra quê, Ben? Pra vida puxar meu tapete outra vez? Pra eu sofrer, pra esse buraco no meu peito que não cicatriza nunca ficar cada vez maior? Eu a amava mais do que a minha própria vida, e ninguém vai conseguir preencher o vazio que ela deixou, ela e o meu filho que ela carregava na barriga! Eu não quero me envolver com mais ninguém, eu não quero mais sofrer, você não entende? – a essa altura eu já esbravejava. – Sei que você quer me ajudar, mas essa não é a melhor maneira.

— Está certo, Noah. Só que é difícil para mim, ver meu amigo morrer e ficar seco por dentro. Você era um cara pra cima, feliz, sorridente...

— Mas isso acabou! O cara que você conhecia morreu junto com a Melissa naquele acidente. – disse encerrando a conversa. – Tenho que ir, a gente se vê.

Coney Island, Nova York

— Brooke, me ajuda aqui, essa é a última caixa. – tentando me equilibrar na escada do prédio com uma caixa duas vezes maior do que eu.

— Holly, suas costas vão te matar, porque você não esperou para eu descer e te ajudar?

— Ah, eu tô tão feliz que nem estou pensando na dor. Finalmente temos um apartamento, amiga!

— Eu também nem acredito, caramba! A faculdade passou tão rápido... Agora nossa vida vai começar de verdade! Cuidado com a porta – passando a caixa no batente da porta caltelosamente.

— E amei esse bairro, é tão fofo! – pondo a caixa no chão.

— Temos que comemorar, vamos sair mais tarde? Eu vi uns bares bem legais pro lado do centro, podemos ir mais tarde, o que você acha?

— Ótima ideia, temos que festejar, finalmente vida adulta!!! – nos abraçamos e deitamos no chão pois eu estava morta de cansada de tanto carregar caixas.

Financial District, Nova York

— Noah, vamos sair mais tarde? – aparecendo do nada na minha mesa. Ben adora fazer esse tipo de coisa.

— Ben, agora não! Estou ocupado. – bebericando meu café

— Ocupado fazendo o quê? Tá aí lendo jornal – desdenhando – Vamos, cara. Vamos em algum lugar legal, música ao vivo, cerveja boa, gente bonita. Tem uns pubs legais lá no centro, vamos?

— Se eu disser que sim, você promete ficar quieto o resto do dia? – disse sem olhar para ele

— Prometo, amigão! Você não vai se arrepender! Passo na sua casa às 20:30. – saiu todo alegre.

Notas finais
E aí?? Curtiram? vamos que vamos, até o próximo capítulo