Notas iniciais
Oie. Então, não me matem pela demora, o capítulo já estava todo pronto mas eu pensei melhor e resolvi fazer algumas alterações. O intuito é fazer o melhor possível.

Essa semana parecia não ter fim. Como a vida de alguém podia passar por momentos tão turbulentos assim? Tudo o que eu queria era ter forças o suficiente para enfrentar esse medo bobo de ser abandonada novamente. Será que dessa vez eu não deixaria mais ninguém entrar em minha vida ou as barreiras estava apenas no meu coração? E como poderia impedir a entrada de alguém que já estava muito bem instalado? Não podia, isso é fato. Todos os meus pensamentos levavam até ele e aquele momento que deixamos inacabado, desde aquele fatídico dia não trocamos nem mesmo uma palavra, por minha culpa, é claro. Recusei todas as chamadas, não respondi as mensagens nem mesmo as li. Não sabia o que dizer ou o que pensar, mas sabia que uma hora ou outra nos encontraríamos e seria inevitável tocar no assunto, só estava piorando ainda mais a situação protelando dessa forma, e como a Carly disse eu estava sendo infantil e o magoando. Como se isso não fosse o bastante ainda tinha aquela situação mal resolvida com o Tony, desde o dia da discussão não falamos nada além do estritamente necessário.

Ao fim de mais um interminável turno no Quimera me deparo com a pessoa que venho tentando evitar todos esses dias e ele me olha como se eu fosse sair correndo a qualquer momento, não o culpo de pensar assim depois do meu comportamento escorregadio dessa semana. Mas não há como fugir. Ele vem em minha direção a passos lentos como que para não me assustar. Pela sua aparência diria que ele está tão mal quanto eu.

– Oi Freddie. — falei encarando o chão. Minhas mãos tremiam não tanto pela noite fria e sim pelo confronto que teria agora. As coloquei no bolso do meu casaco e esperei ele se pronunciar.

– Oi, você poderia ao menos olhar nos meus olhos, prometo que não vou tentar nada não precisa ficar com medo.

– Eu não tenho medo de você. — Falei lhe olhando tentando fazer piada. Bem a minha cara tentar fazer graça em situações sérias

– É um alívio ouvir isso não suportaria se tivesse.

– Bem... eu não sei como dizer isso, não sou muito boa com as palavras, é... eu queria me desculpar Freddie, eu fui uma boba agindo daquela forma. Você deve estar pensando horrores de mim neh. — Disse tropeçando nas palavras, mas acho que ele entendeu. Sentei no meio fio e ele fez o mesmo. Apoiei minha cabeça em seu ombro, parecia que o constrangimento inicial havia passado.

– Relaxa, não precisa mesmo se desculpar, eu que preciso fazer isso. Fui um tolo precipitado, mas é que eu achei que tivesse alguma chance com você, acabei me enrolando todo. Eu fiquei com tanto medo de perder você. — Ele falou passando os braços sobre meus ombros e encostando a cabeça na minha. — Mas você poderia me explicar o que aconteceu pra você fugir daquele jeito? Já sei, eu estava com mau hálito não era?

Não pude deixar de rir com aquilo, tinha esquecido esse lado dele, ele conseguia fazer com que uma conversa constrangedora transcorresse o mais fácil possível.

– Não, não foi isso.

– Então o que foi? Pode falar, eu aguento.

Como explicar todos os fatos que me levaram aquele impasse? E explicar isso logo aqui? Ok eu confesso estava tentando fugir, fazer o que, protelar era minha especialidade.

– Eu não queria falar sobre isso nessa situação, que tal irmos amanhã a algum lugar então eu te explico tudo.

– Ok, e aonde você quer ir?

– Eu ainda não conheço sua casa, que tal lá?

– Ok, se prepare pra conhecer o santuário de um Nerd.

– Muito bem a auto-aceitação é o primeiro passo para resolver os problemas. Essas são palavras de uma Psicóloga. — Ele deu uma risada e ficamos apenas ali apoiados um no outro por um tempo. — Bom, eu acho melhor eu ir, já está bem tarde.

– Tudo bem, você tá de carro?

– Não, eu to dormindo essa semana na casa da Carly, e é pertinho daqui então eu vou a pé mesmo.

– 11 horas da noite? Tá louca se pensa que vai só. Anda, eu te deixo lá.

– Como você é controlador. — Falei o olhando feio.

– Pode pensar o que quiser não vou nem discutir.

– É sério você deve estar cansado e louco pra chegar em casa eu sei me cuidar. Tchau. — Tentei passar por ele que bloqueava meu caminho.

– Você vai querer fazer do jeito fácil, ou do jeito difícil?

– Você é um chato sabia? — Ele sorriu, como se eu o estivesse elogiando e não xingando. Entramos no carro e ele deu a partida em menos de 5 minutos chegamos ao bushwell nos despedimos e combinamos o encontro do dia seguinte. Eu passaria a tarde no apartamento dele.

Quando ele foi embora eu percebi a encrenca em que havia me metido, eu prometi que lhe contaria tudo então teria de cumprir minha promessa. De repente o peso dessa constatação parecia esmagar-me. Definitivamente, não estava preparada pra isso.

Notas finais
Espero que tenham gostado. Provavelmente a fic já está chegando ao fim. (isso ainda está em discussão) digam-me o que acharam.