Notas iniciais
Olá queridos e queridas >////////<
É com muita vergonha, que hoje venho postar o primeiro capítulo dessa fic '-'
Eu sei, está uma bosta TuT MAS.. Espero que gostem... Se tiver algum erro ou qualquer outra coisa: me perdoem, é o nervosismo :v
Comentários e favoritos são sempre bons e bem-vindos kk

Bem, já tenho esta fic em outro site de divulgação de fanfics.

Jimin P.O.V

Acordei com a voz de minha mãe, praticamente, estuprando meus ouvidos. Como pode uma mulher de 39 anos, ter uma voz tão estridente logo pela manhã?

Estava disposto a permanecer deitado e fingir estar dormindo, enquanto ignorava ela chamando incessavelmente meu nome. Mas meus planos foram interrompidos quando senti um par de mãozinhas intrometidas tentarem arrancar as cobertas de cima de mim. Não. Não é pelo frio.

— To acordado! ~ Gritei em um pulo, enquanto segurava as cobertas, assustando-a.

— Oh... Querido, pensei que ainda estava dormindo! ~ Disse ela, lançando-me um sorriso terno.

— Não... O que foi? Ainda não está na hora de levantar. ~ Disse coçando os olhos.

— Preciso conversar sério com você. Se arrume e desça, estarei te esperando para o café. ~ Disse ela e logo saiu do quarto.

Conversar? Sério? Logo de manhã? Coisa boa é que não é. Levantei e tomei um banho rápido, vesti meu uniforme e desci com calma. Minha mãe já tomava seu café, sentei-me á sua frente e peguei alguns biscoitos.

— Nossa, meu filho... Que penteado excêntrico... Vai adotá-lo? ~ Ela perguntou, observando-me.

Fiquei confuso e então passei as mãos pelos fios, lembrando-me de que ainda estavam bagunçados.

— A-Ah... Não... Só não penteei... ~ Franzi o cenho. ~ Mas então... O que tinha de tão sério pra falar? ~ Perguntei enchendo um copo com leite.

—Então, meu filho... Lembra que eu e TaeHee dissemos que a filha dele viria morar com a gente, qualquer dia desses?

Não. Não. Não. Qualquer coisa, menos uma caipira fedorenta para encher o meu saco. Minha mãe continuou falando, mas eu não quis prestar atenção.

— Jimin? Jimin?

— Hm?

—Tudo bem pra você?

— Se eu disser que não, vocês largam mão da idéia de trazê-la pra cá? ~ Perguntei, já sabendo a resposta.

— Não... Não mesmo.

— — -

A manhã estava incrivelmente chata e parada. Duas aulas de matemática sempre tiravam o meu humor, coisa que hoje está em falta.

— Jimin... O que foi? – Ouvi Kook chamar-me ao longe, mas ignorei. Ignorei até sentir um tapa em minha cabeça.

— Puta que pariu. O que foi? – Perguntei irritado.

— Por que você está assim? – Ele perguntou meigo. Juro. Ainda dou um tiro nesse moleque. É uma de minhas metas a serem cumpridas antes de morrer.

— No intervalo eu falo. Quando todos estiverem juntos.

Kook se calou e voltei fingir prestar atenção nas aulas. Segunda aula, terceira e enfim, intervalo. Praticamente joguei meu material dentro da mochila e saí acompanhado de Kook, ao encontro dos outros. Contei á eles tudo que minha mãe havia me falado pela manhã.

— Nossa cara... Mas... Ela é bonita? ~ NamJoon perguntou, pervertido como sempre.

— Sei lá cara. Nunca vi ela. Mas deve ser manézona. ~ Respondi sem dar atenção aos comentários que os outros faziam.

Logo o intervalo acabou e retornamos á sala. Não consegui prestar atenção em nenhuma das duas aulas; fiquei fazendo desenhos aleatórios em meu caderno, até que fui interrompido pelo sinal avisando que poderíamos sair. Amém! Livre do inferno escolar por um final de semana, mas preso á um pesadelo caipira até sei lá quando.

Respirei fundo e caminhei para fora do colégio, e vi algo... Escroto? Minha mãe, conversando e gargalhando com meus amigos. Aproximei-me lentamente, tentando entender a situação, e percebi que olhavam confusos para aquela mulher chamada “minha mãe”.

— Er... Oi? ~ Disse juntando-me á eles.

— Hey! Filhote! ~ Minha mãe gritou, fazendo sinais com as mãos, algo que eu não queria entender. Ainda interno essavéiasem noção.

Primeiro:vai trazer uma caipira fedorenta para morar em nossa casa.

Segundo:agora me envergonha na frente da escola inteira.

Uma pergunta: O que eu faço com você, mãe?

Atravessei a roda de amigos e segurei minha mãe pelo pulso.

— Hey! O que esta fazendo? ~ Perguntou olhando-me. ~ Eu estava batendo um papo maneiro, com seus amigos maneiros!

— Não, mãe! Não estava “maneiro”! Você precisava me envergonhar desse jeito? ~ Soltei o pulso dela e fui até o carro. ~ Eu te odeio! ~ Disse e logo entrei no carro.

A viagem foi completamente silenciosa; minha mãe, tagarela como sempre, não pronunciou nenhuma palavra. Ela estava... Triste? Sim, suas expressões não eram as mesmas e ela dava suspiros toda hora. Se eu pudesse definir tudo o que EU estou sentindo em uma palavra, sem duvida nenhuma seria: arrependimento. Não queria ter dito aquilo pra ela.

Ela estacionou o carro na garagem e descemos. Antes que ela entrasse em casa, segurei seu pulso e a abracei firme.

— Desculpa mãe... Eu não queria ter falado daquele jeito com você... Eu não te odeio... Eu... Amo você! ~ Disse rápido de mais. Ela me apertou mais ainda em seus braços, estava quase sem ar, mas apenas continuei com o abraço.

— Também te amo, filho! ~ Pude ouvi-la fungar.

—Não chora mãe... Eu já pedi desculpas...

— — -

Estava deitado em minha cama, ouvindo as musicas de minha banda favorita, quando vi minha mãe entrar no quarto. Ficamos um tempão em silêncio, ela se sentou na cama e voltou a observar-me.

— Filho... Logo TaeHee chega com ela... O.k? ~ Disse receosa.

— O.k né? Fazer o quê...

— Seja educado com ela... Não brigue com ela, e... Quando ela chegar... Vá cumprimentá-la.

— Não prometo nada. ~ E foi ao som dessas palavras que ela saiu de meu quarto.

Fiquei mais um tempo em silêncio, até que adormeci em meio á pensamentos. Não demorou muito e acordei assustado. Estava ofegante e suado, minhas mãos tremiam. Até em sonho essa caipira anônima vai me seguir?

Sonhei que ela corria insanamente atrás de mim, ela era incansável, já estava a ponto de ter um infarto e ela ria sadicamente, com seu chapéu de palha. Acordei quando, infelizmente, ela havia me alcançado. Graças ao meu bom e querido Deus. Depois dessa, até vou ir mais á Igreja.

Fui despertado de meus devaneios, quando minha mãe invadiu,DE NOVO, meu quarto.

— Querido... Ela chegou... Seja bom com ela, sim? ~ Disse ela meiga.

— Tá... Vou ver o que faço. ~ Disse indiferente.

Logo ela saiu e eu fui para o banho, mais uma vez. Tomei um banho mais longo que o normal, 15 minutos para ser exato. Coloquei uma regata branca e meu calção preto, e claro, um de meus vários bonés. Passei bastante perfume, tenho que mostrar á ela meu nível. Mostrarei quem manda nessa casa, quem é o macho-alfa!

Dei uma última olhada no espelho para garantir, sim, eu estava gostoso.

Desci lentamente as escadas e pude ver apenas algumas malas velhas e bregas, e então pude ouvir meu padrasto falar, lá na cozinha.

Não queria demonstrar estar interessado em ver a caipirona, então esperei ali, ao pé da escada. Mas que demora. Já estava prestes a desistir e subir novamente as escadas, mas infelizmente TaeHee e minha mãe apareceram na sala.

—YeBin... Venha aqui... ~ TaeHee, meu padrasto, pediu.

Logo uma figura brega, estranha, desengonçada e mal vestida apareceu, prendendo toda minha atenção á ela. Poderia observá-la por mais tempo, para procurar mais defeitos, mas minha mãe insistiu em atrapalhar meus pensamentos.

— Filho, a ajude a carregar as malas lá pra cima, certo? ~ Minha mãe perguntou, abraçando a garota estranha.

— Estou com cara de empregado? ~ Perguntei sério e minha mãe me lançou um olhar furioso. Acho que se estivéssemos naquelas histórias em quadrinhos, onde os heróis tem super-poderes, com certeza eu já estaria torrado com o olhar laser, da super MiYeon. Pobre de mim.

— N-Não precisa... Eu... Eu levo! ~ Disse a criatura de olhos esbugalhados, pegando as malas com dificuldade.

— Viu mãe, ela leva! ~ Olhei com deboche para a dona MiYeon. Sério. Já estava vendo a hora em que ela pularia em meu pescoço e me estrangularia.

— Jimin... AGORA! ~ Disse ela irritada.

Como não sou burro, apenas fiz o que o mestre mandou. É claro que antes rolei os olhos e bufei. Típico.

Caminhei lentamente até as malas, que pareciam ser mais velhas do que minha avó, e as peguei. Pesadas. Muito pesadas. O que será que essa caipira esta carregando? Será que as coisas do sertão são mais pesadas?

Carreguei aquele peso todo até o quarto de hospedes que não era mais de hospedes, mas sim da caipira, e joguei as malas no chão. Se ela está pensando que serei o empregado dela, está muito enganada.

Notas finais
Obrigada a quem leu até aqui *u* e logo terá o próximo capítulo! ♥