When I Felt In Love
5 5º Capítulo
Notas iniciais
No dia seguinte, Juliana acorda transparecendo toda a sua felicidade adquirida na noite passada. Mariana e Marcela a observam sorrir involuntariamente durante o café:
Mari: Resolveu se arrumar, foi?!
Ju: Não passei por uma ‘transformação’ por nada.
Ma: Está linda! Gostei assim!
Juliana sorri.
Elas comem e percebem novamente que a mãe não para de sorrir, como se lembrasse de algo.
Ma: Percebeu que alguém viu o passarinho verde ontem, Mari? — provoca Marcela
Mari: Não só viu como adorou — as duas riem, zombando da cara de Juliana.
Ju: Como vocês são engraçadas! Minha barriga até dói de tanto que estou rindo. Só que não! Ha Ha
Mari: Tem alguém que está usando até gírias! Pelo visto esse Cadu fez maravilhas nesse corpinho! Usou e abusou da Dona Risadas Que Fazem A Barriga Doer — Marcela já não se aguentava, não parava de rir da reação de sua mãe.
Ju: Vocês estão precisando de um namorado! Urgente!
Ma: Mãe, mas um namorado não dá conta de nós duas — ela e Mariana riam, acordaram com “todo o gás”.
Juliana as observa sem achar a menor graça:
Ju: Estou indo trabalhar! — diz, impondo-se.
Mari e Ma: Nossa que revoltada!!- elas zombam ainda mais
Juliana decidiu ir a pé, mesmo com um salto nude enorme e um vestido florido mais delicado do que qualquer coisa que ela já havia usado. Estava aproveitando o dia! Recebia olhares indiscretos e gostava disso! Gostava de ser desejada, ela não sentia-se assim há muito tempo, ela adorava, amava, ainda mais com os olhares masculinos ( e femininos também) como se a quisessem nua, totalmente vulnerável. Era assim que ela se sentia : vulnerável. Ela gostava, gostava de ser chamada de gostosa, mesmo que fosse vulgar, ou até mesmo das cantadas seguidas de olhares com um tom de “quero te comer”. Vulgar? Claro! Mas para quem não transava desde que Cabral descobriu o Brasil, comer, transar, trepar, fazer amor, tanto fazia, ela queria aquilo… Sexo. Sim, sexo. E há anos ela não admitia isso, nem para si, era 'desnecessário’… Mas hoje não, hoje ela estava diferente, estava sexy, confiante, feliz, ela finalmente voltará a ser quem era, a mulher que parava o trânsito, que conseguia tudo apenas com um olhar, que seduzia qualquer ser vivo na terra apenas com seu sorriso, mas uma coisa nela não mudou: continuava desastrada!
Ela esbarrou em ninguém mais ninguém menos que Alex, dessa vez a pé, ou melhor, correndo, suado, sexy, delicioso, aquilo, de certa forma a excitava. Ele não conseguia dizer nada, estava extasiado, ela era linda!
Encontrar alguém que a chamou de senhora sem fala diante de si era maravilhoso! “Juliana, se controle. Não é porque você 'se assumiu’ que vai sair seduzindo qualquer um na rua, você já tem alguém”, ela o observou como ele fazia com ela. Ele lembrava alguém: seu príncipe sedutor Cadu, o motivo de toda essa reviravolta!
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