When A Heart Breaks
6 Desastres e vinganças.
Notas iniciais
Que tal resumir o natal desastroso que passei com a família do J?
Ok, ok, começando com o macarrão com queijo que Justin quis em cima da hora. Ficamos até uma e meia da manhã de natal preparando, mais antes disso, a tia estranha de Justin trouxe uma carne assada com aparência ótima, Justin foi inventar de querer comer e a carne tava tão dura que quando ele viu que cortar não tava dando certo ele decidiu puxar ela da bandeja. A carne voou pra cabeça do tio dele, o molho fez a carne grudar no cabelo do cara. Justin foi tirar e a peruca do cara veio junto. É isso aí, era uma peruca. Todo mundo ficou pedindo desculpas mais eu acabei tendo um ataque de risos. O cara me olhou com um olhar de que me mataria depois mais aconteceu uma coisa melhor ainda. A ex-namorada de Christian, uma tal de Paloma ficou gritando do lado de fora piores coisas sobre ele, e ele também ficou gritando apelidinhos de mal gosto para ela o qual me diverti mais foi o "enfeite de jardim para dia das bruxas". Chaz e Ryan apareceram as duas horas na manhã e ficamos conversando até que eu senti cheiro de macarrão com queijo queimado. Justin correu para cozinha e sim, o macarrão com queijo virou carvão.
A noite foi muito divertida, mais enfim, as quatro e meia da manhã já estou deitada na cama, lembrando da noite para dormi.
- Gostou da noite? — Justin perguntou, saindo do banheiro enxugando o cabelo com a toalha.
- Nossa, amei. Sua família é a melhor em dar festas de natal. — Eu disse, cai na risada ao lembrar da peruca do tio de Justin.
- O pior de tudo foi meu macarrão com queijo.
- É.
Cai na gargalhada novamente, Justin também ria.
- Foi um desastre.
- É.
Voltei a rir novamente, Justin deixou a toalha em qualquer canto e se deixou na cama ao meu lado me abraçando pela cintura e me puxando para ele.
- Tá com sono? — Perguntou, o rosto dele estava super perto do meu.
- Sim. — Sorri. — Foi um dia/noite muito longo.
- É. Apesar dos desastres, eu gostei.
- Eu também. — Sorri. — Você está cheirando a canela, J. — Disse sem pensar. Eu amo o cheiro dele.
- E você esta cheirando a Jujubas.
- Eu gosto do cheiro de canela.
- Eu gosto do cheiro de Jujubas. — Ele ri.
Eu estava destruída demais sentindo o cheiro de canela dele que vinha de sei-lá-onde, porque Justin não tem perfume com essência de canela, na verdade nem sei se existe mais ele me tirou dos meus devaneios ao me beijar.
Mesmo perdia no beijo, bati em seus ombros por ele me pegar de surpresa, ele somente sorriu e voltou a me beijar. O beijo de Justin era tão gostoso. Paramos o beijo com pequenos selinhos.
- Cadê o sono que você tinha? — Ele perguntou.
Bati no ombro dele.
- É você aí que fica me beijando.
Ele riu.
- Você gosta.
- Você também gosta.
- É. — Ele ri.
- Vamos dormi, J.
Me virei para ele e ele passava as mão na minha cintura.
- Não tô mais com sono. — Ele beijou meu pescoço.
- Então fica acordado, porque eu vou dormi.
- Nossa, Ann.
- Boa noite. — Me virei para ele e beijei o seu rosto.
- Boa noite. — Ele me deu um selinho, eu sorri mais me virei de volta e apaguei.
(..)
- JUSTEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEN! — Gritei do banheiro. Tinha pasta de dente nas pontas de todo o meu cabeço. PASTA DE DENTE!
- Oi chuchu. — Ele chegou na porta do banheiro.
Comecei a jogar tudo que encontrava em minha frente nele. Pasta de dente, escova de dente, de cabelo, sabonete, vidros de shampoo, que teria quebrado se não fosse de plástico.
- VOU MATAR VOCÊ! — Gritei.
Ele saiu correndo para fora do quarto. Corri atrás dele.
- CALMA ANNABEL. — Ele gritava e eu só corria atrás dele.
- CALMA NADA SEU PESTE! — Corria atrás dele para onde quer que ele fosse.
Acordamos todos na casa, todos mesmo. Os tios de Justin, Pattie. Os avós dele.
- Que gritaria é essa? — Perguntou Pattie.
Apenas apontei para o meu cabelo. Justin foi para trás dela e usava ela como "escudo"
- Mãe, essa doida quer me bater.
- Pattie, olha o que ele fez com o meu cabelo. — Disse fazendo biquinho.
- Nossa querida, isso vai ressecar todo o teu cabelo. — Ela disse ao chegar perto de mim. — Pode bater nele, eu deixo.
Bom, eu estava liberada.
Sai correndo atrás dele. Ele subiu as escadas e correu rápido se trancando no quarto em que dormíamos.
- Deixa eu entrar logo Justin! Iria te matar mais cedo ou mais tarde mesmo. — Disse calma. — Boa J, querido, abre logo.
- Nem vem falar manso. Você é uma psicopata, não sabe brincar. — A voz dele soou abafada.
- Ok, ok, não vou mais bater em você. Só quero ir tomar meu banho e tirar essa pasta de dente das pontas do meu cabelo. — Disse mais calma.
- Sério?
- Sim, pequeno.
Ele abriu a porta e eu entrei, a fechando atrás de mim. Ele sorriu.
- Desculpa.
O metralhei com os olhos.
- Não fala comigo, estou com raiva de você.
- Já pedi desculpa. Não devia ter mexido com o teu cabelo, sei como tem ciumes dele. — Ele veio me abraçando por trás, eu bati na mão dele.
- Me solta!
Fui para o banheiro e tirar aquela coisa dos meus cabelos não seria fácil. Mesmo, mesmo. Mais ia ter volta. É claro que ia.
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