Whats Love?
1 Visita Inesperada
Notas iniciais
Calipso estava sozinha. Como sempre, cuidando de seu jardim. Percy Jackson havia deixado a sua Ilha há muito tempo, e desde então, não havia recebido mais visita alguma. Hermes havia aparecido, Deméter havia aparecido algumas vezes, para lhe dar mais coisas do que plantar. Alguém lhe cutucou.
– Esperando visitas, Calipso? – Afrodite, deusa da beleza e do amor, estava a sua frente, e Calipso se levantou rapidamente para fazer uma reverência – Não, querida. Não é necessário. Não hoje. – Calipso tirou a terra do vestido que usava e olhou nos lindos olhos da deusa. – Perseu Jackson libertou filhos de titãs, e você é filha de Atlas, portanto, deveria ser libertada. – Calipso hesitou – Desculpe-me, querida. Mas em breve você irá receber uma nova visita.
Claro que ela não havia sido libertada.
– Senhora Afrodite. – Calipso disse – Já se passaram mil anos desde a visita de Percy Jackson?
– Não, não passaram. Mas não se pode prever o destino, minha querida. – Afrodite suspirou – As Parcas podem favorecer você. Ogígia não é tão má assim, é? – Calipso deu de ombros.
Suas memórias com Percy Jackson na Ilha foram ótimas, mas como sempre, ele teve que partir. Ela teria que deixar esse herói ir. Novamente.
– Espero que ele não tenha me esquecido.
– Quem? – Afrodite perguntou. – Percy? Ah, não, Calipso. Eu aprovava o amor de vocês. Mas Percy foi destinado a ficar com Annabeth Chase.
– Annabeth Chase. – Calipso repetiu, lágrimas se formando em seus olhos – Não deixe mais ninguém vir aqui. Vou oferecer-lhe imortalidade, mas... Vou ter o coração partido.
– Infelizmente, a decisão não é minha. Agora eu tenho que ir, cuide-se e faça a próxima visita que você terá ser inesquecível.
E Afrodite sumiu. Visitas sempre são inesquecíveis, mas deixam-na para retornar a vida real. A vida que ela nunca se quer teve, a imortalidade tem seus pontos positivos. Mas também tem seus negativos. Calipso tornou a cuidar de seu jardim, plantando uma flor que, como Deméter prometera, seria a mais linda de todas, e que ela poderia lhe dar o nome que quisesse.
– Vou dar-lhe meu nome. – ela concluiu.
– Seu nome? Bela escolha, Calipso. – ela sorriu – Em breve voltarei com mais coisas que estou comprando em Nova York! Cuide-a como cuida sua vida. Essa pequena planta, Calipso, pode representar uma grande responsabilidade na sua vida.
E desapareceu, como todos frequentemente faziam. Ela baixou os olhos para sua planta e a plantou, colocou um pouco de água. Quando levantou a cabeça, ouviu um canhão – havia sido um canhão, ou alguém caindo? – Definitivamente alguém caindo. Na água.
Percy. Calipso se lembrou. Filho de Poseidon. Ele está de volta. E saiu correndo, felizmente, não demorou muito a encontrá-lo. Puxou sua mão com força, e seu cabelo escuro ficou visível.
– Percy! – ela disse, feliz. Mas não era Percy. Não seria. Ele não voltaria a encontrá-la, e nem Ogígia. O garoto tossiu, e Calipso logo viu que ele seria sua próxima paixão. – Calma. – ele continuou tossindo água. Calipso o sentou e ele respirou fundo, fitando-a com seus olhos castanhos. A garota sorriu – Está melhor?
– Melhor? – ele olhou ao redor – Onde estou? Um segundo atrás eu estava em uma missão. – Calipso olhou para ele como quem gostaria que falasse mais, mas com um olhar tristonho – Ah, sim, certo. Ninguém me designou ela, eu sou filho de Hades, Nico di Angelo. Estava procurando por... pistas. Sobre o que aconteceu quando fui trancado num lugar onde você não pode crescer. Agora me fale você. Quem é? Onde estou?
– Sou Calipso. E você está em Ogígia, uma ilha. Estou feliz que você está bem, o último herói que esteve aqui demorou um tempão pra acordar. – lágrimas se formaram nos olhos dela e Nico a fitou. Nunca havia visto uma pessoa tão linda em toda a sua vida.
– Ei, não chore. Está tudo bem. – ele a confortou – Quantos anos você tem? – ele perguntou, e logo viu que não era uma pergunta boa à ser feita.
– Eu... Eu não sei. – ela soluçou.
– Ilha de Ogígia. Mitologia Grega? Calipso, você é uma ninfa? – outra péssima pergunta a se perguntar. Mas ela assentiu, tentando resistir ao choro. – Ah, deuses. Desculpe. Eu sou insensível as vezes.
Calipso deu uma risada e estendeu a mão para Nico, que a segurou. Eles andaram até a praia, onde Calipso olhou para ele.
– Se quiser saber minha história. Eu sou Calipso, filha de um titã. E eu fui designada a ficar nessa Ilha para sempre, e a cada mil anos, um herói novo aparece aqui. – ela se recusou a contar o resto – No geral, é isso. As Parcas você deve conhecer, filho de Hades.
Nico riu, e ela instantaneamente se apaixonou. Por ele. Por sua risada. Sua aparência. Pálido, magro. Cabelos negros, curtos e lisos. Olhos escuros. Usava uma roupa preta. E ela não pôde não rir junto.
– É, eu conheço as Parcas sim. Então, um herói não vem aqui há mil anos? Eu sou um herói?
Calipso olhou para baixo.
– Não exatamente. O último veio há pouco tempo, e aparentemente, sim. Você é um herói.
Ele fez uma careta, se exibindo. E depois ficou muito pensativo, e olhou para ela.
– Você é filha de um titã – ela assentiu – Você deveria estar livre. Percy Jackson liberou filhos de titãs. Por que você ainda está aqui?
– Você conhece Percy? – ela perguntou, rápido. – Eu não sei, Afrodite não me disse isso. Ainda.
– Calipso – Nico começou – Por acaso Percy Jackson foi o herói que veio aqui, alguns anos atrás? – Calipso assentiu. – Deuses, preciso ir embora. Como se sai dessa Ilha?
Calipso suspirou.
– Mais rápido do que eu imaginei. Fique, por pelo menos algum tempo. Imploro, venha conhecer onde moro, meu jardim e a praia. Por favor, Nico di Angelo. – Nico pensou, estava faminto, precisava de um banho e de uma boa cama.
– Você tem uma cama sobrando? – ele perguntou.
– Eu sempre tenho camas sobrando, Nico. – ela sorriu, mas ainda assim, sabia que Nico teria que a deixar cedo ou tarde.
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