Notas iniciais
Acho que noiei enquanto escrevia isso hahahaha :*

Adam se afastou do carro. Colocou os airpods do seu iPhone no ouvido e tateou a tela do celular, abrindo um aplicativo. O rapaz vestia uma jaqueta de couro preta por cima da camiseta e calçava botas, que subiam com o cano até o meio da sua perna.

A rua estava deserta àquela hora da manhã e nem mesmo o sol tinha dado as caras ainda, para fazer quebrar o silêncio da cidade grande. Adam parou de frente para a grande casa de fachada de tijolos vermelhos, no mais natural estilo inglês, pondo-se a abrir a pesada porta de madeira com a ajuda de um grampo, enquanto ainda segurava o celular com a outra. Como tirar doce de um bebê, ele pensou ao destravar a porta, adentrando a sala pouco iluminada da residência logo depois.

Os móveis eram elegantes e pomposos, mas a casa não era grande e muito menos ficava em um bairro chique de Londres. Adam sentou-se no sofá por um instante, e observou o local, apontando o celular para todos os cantos. Está tudo perfeito, tudo saíra como planejado.

Levantou-se de súbito, balançando os braços como se estivesse se preparando para pular em uma piscina, passou a mão no rosto limpando o suor que brotava em sua testa e então caminhou até a escada lentamente, tomando o primeiro degrau. Ele estava nervoso, mesmo depois de ter feito aquilo tantas vezes! Mas dessa vez era diferente, dessa vez não era apenas ele que estava lá observando.

O primeiro andar era um mezanino, com vista ampla para o andar inferior. Era contudo um quarto, igualmente bem decorado como a sala, onde um jovem rapaz dormia, afogado em seus lençóis e travesseiros. O jovem estava completamente despido, de bruços e imóvel, imerso num sono profundo. Adam aproximou-se da cama com passos curtos e cautelosos, sem a mínima intenção de acordar o louro rapaz e colocou o celular encostado à um porta retratos na cômoda. Observou o despertador ao lado da cama, 04h45, e repetiu três vezes para si mesmo: faça.

Aquilo era parte do ritual.

Estava agora ao lado do jovem, a apenas alguns centímetros do seu corpo, podia até mesmo ouvir o som de sua respiração e talvez se seus tímpanos fossem mais potentes, poderia ouvir o toque ritmado das batidas do coração. Adam pegou um dos travesseiros com cuidado, pondo-o com pressa sobre o rosto do rapaz, pressionando contra sua face para que ele não fosse capaz de respirar. O jovem se debateu em agonia. Era um pedido desesperado pela vida que estava lhe sendo tomada. Quando o garoto deixou de se mexer e lutar pelo ar que lhe fora tirado, Adam soube que ele estaria desacordado.

Depois de amarrar e amordaçar o pobre coitado, Adam colocou-o nos braços, levando-o para fora da casa e pondo-o no porta-malas do carro. Antes de fechar a porta, olhou o rapaz por mais algum tempo, sempre com o celular ao seu lado. Em seguida tomou o assento do motorista e ligou o motor do carro, pondo o iPhone em cima do banco do carona.

No visor do aparelho via-se que um vídeo rodava no youtube, ganhando mais visualizações a cada segundo e fazendo a aba de comentários enlouquecer. Likes e dislikes eram computados simultaneamente, enquanto o vídeo reproduzia e entrava em replay automaticamente, seguido logo abaixo pelo título que dizia:

Como sequestrar e matar uma pessoa — parte I.

Notas finais
Reviews, por favor... Daqui uns dias vai estar assim... deve existir tutorial até para saber enfiar linha no buraco da agulha. As mulheres da terceira idade curtiram suhauahuahsuah
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.