What is Love?

8 Trabalho em Dupla. - Part II


Notas iniciais
Olha só quem tem capítulo novo... pois é! EU! Bom, avisando que esse capítulo foi todo só sobre esses dois, mas no próximo nossos queridos doidinhos voltam *---*

Cindy esfregava as mesas com um pano, que um dos funcionários do colégio havia trazido para eles junto a outras coisas que usariam a mando do diretor, tirando as manchas de tinta já secas, enquanto Nate recolhia as tintas espalhadas e arrumava aquelas com as tampas trocadas. Cindy estava com seus fones no último volume totalmente distraída com a sua função, Nate não muito diferente dela também estava com os fones, porém os mesmo mais baixos que o da garota.

Após arrumar as tampas das tintas o garoto juntou os pinceis espalhados e saiu da sala para lava-los o problema que teria que descer até o segundo andar para tal ato, já que o banheiro do quarto estava fechado e no terceiro só havia banheiro feminino, o garoto desceu sem presa nenhuma logo chegando ao segundo andar, foi até o fim do corredor, onde virou a esquerda e deu mais alguns paços preguiçosos até finalmente estar em frente ao banheiro, sem delongas o garoto entrou no mesmo jogando os vários pincéis na pia, com um suspiro cansado –mesmo sem ter feito nada cansativo até então- pegou a carteira de cigarros no bolso do agasalho pegando um voltando a guardar a carteira no bolso e dos jeans tirou um isqueiro preto, logo acendeu o cigarro dando uma longa tragada no mesmo, o garoto olhou para o teto por alguns segundos e soltou a fumaça pelos lábios.

Jogando a bituca do cigarro no lixo foi até a pia, lavou os pincéis e voltou caminhando calmamente até a sala, assim que chegou na porta abriu um pouco a boca, os papéis antes espalhados estavam todos organizados e os que não prestavam no cesto de lixo, as telas todas organizadas e o chão varrido, olhou para o fundo da sala onde a garota de longos cabelos castanhos balança a cabeça no ritmo da música que soava de seus fones e guardava as tintas no armário, agora quase todo organizado.

Nate tirou os fones e caminhou até a garota ficando atrás da mesma que não havia percebido a presença do garoto, e percebeu que ela não só balançava a cabeça mas cantava a música, mesmo que baixo, ele conseguiu reconhecer e arqueou uma sobrancelha de surpresa, ele esticou o braço colocando os pincéis em um pote que estava dentro do armário assustando a morena que deu um pequeno grito fazendo Nate soltar uma baixa risada.

—Muito engraçado. –disse ela, séria, enquanto tirava os fones.

—Não imaginava que curtia Ramones. –comentou mudando de assunto dando um passo para trás, já que estava muito próximo a garota.

—Porque? Só porque não sou uma “revoltada” como a Lory? –perguntou fazendo aspas com a mão e sorrindo.

—Não... –respondeu prolongando a palavra. —Só não imaginava.

—Sei. –falou Cindy passando pelo garoto e indo até a mesa da frente. —Vai me ajudar ou vai ficar parado? –perguntou pegando em um dos lados da mesa.

—Para que exatamente você pretende tirar isso? –perguntou caminhando até a garota.

—Não é para tirar, ou você acha que irei lavar esse chão? –ele deu de ombros pegando no outro lado da mesa começando a movê-la. —É só para arrastar ela para você lavar! –no mesmo instante o garoto soltou a mesa.

—Eu lavar? –perguntou sério.

—Claro! Eu já fiz muita coisa enquanto você foi sabe-se lá Deus aonde para lavar os malditos pincéis.

—No segundo andar, e você que bancou a “The Flash”. –disse ainda sério.

—Olha aqui garoto, eu tenho muito mais o que fazer do que ficar aqui limpando a porcaria de uma sala quando isso deveria ser trabalho das faxineiras do colégio, mas se for preciso eu fico aqui até amanhã e só saio quando você terminar de lavar o chão, eu não vou fazer tudo sozinha! –Cindy praticamente gritou com o garoto que só levantou a sobrancelha esquerda em resposta. —Tudo bem.

Cindy pegou uma das cadeiras e colocou próximo a porta e se sentou enquanto encarava o garoto que fazia o mesmo, eles ficaram se encarando por alguns longos segundos como se desafiassem um ao outro, até que Nate se pronunciou dando-se por vencido.

—Okay, mas custa você me ajudar? –perguntou dando um pequeno sorriso, Cindy sorriu também.

—Custa minha paciência e esforço! –respondeu ainda sentada. Nate bufou indo pegar o balde de água e os outros produtos do outro lado da sala.

O chão estava quase todo esfregado, Cindy dessa vez estava de pé encostada no batente da porta, entediada, com frio, cansada e esperando que Nate terminasse logo aquilo, ela virou o rosto para os onde o garoto estava e cruzou os braços o observando, os cabelos castanhos pareciam terem sido cortados recentemente, a pele parecia um tanto pálida, mas não lhe dava a aparência de estar doente, na opinião da garota o tom de pele combinava perfeitamente com os lábios finos avermelhados que pareciam terem sido criados especialmente para os sorrisos tortos e marotos dele, ele parecia um tanto forte um pouco mais que Luke, talvez, ela não tinha certeza. O garoto se virou e ela o encarou e logo percebeu o sorriso maroto no rosto dele que a fez revirar os olhos e se virar para ver o corredor, que no momento estava vazio “O que o pessoal deve estar fazendo agora?” se perguntava olhando o corredor, mas seus pensamentos foram interrompidos por um pigarreio atrás dela fazendo-a se assustar.

—Dá para você parar com isso? –perguntou se virando e dando dois passos para trás por conta da proximidade do garoto.

—Eu te chamei duas vezes você não se virou, estava ai viajando.

—Não fala dessa forma, até parece que ta falando com alguém drogado. –disse revirando os olhos.

—Você tem umas ideias bem estranhas Cindy. Mas acho que você já pode me ajudar a só tirar o sabão e secar, né? –perguntou sorrindo.

—Tá, que seja, eu quero ir embora logo. –disse indo ajudar o garoto.

[...]

—O que aconteceu com sua camiseta? –perguntou Nate pegando o balde com os produtos enquanto Cindy levava o rodo e a vassoura, eles tinham finalmente acabado e após guardar as coisas poderiam ir embora.

—Lory, aconteceu Lory. –respondeu tentando não tremer com o frio.

—Ela realmente invocou com você. –disse ele rindo de uma forma mais solta, o que chamou atenção de Cindy e a fez involuntariamente sorrir.

—Não é engraçado, agora tem uma valentona no meu pé e provavelmente irei levar uma surra. –falou enquanto abria a porta do armário de zelador e guardava as coisas.

—Porque tem tanta certeza disso? –perguntou fazendo o mesmo que a garota.

—Ora Nate, eu sou orgulhosa e não abaixo minha cabeça para pessoas como ela, ela não suporta ser enfrentada e como é maior e mais forte que eu irá me bater até quebra três costelas minhas. –explicava enquanto iam até o portão do colégio.

—Ela não vai te bater! –afirmou sorrindo.

—Como pode ter certeza?

—Acredite, ela não vai! –disse e abriu o portão da escola para saírem, mas Cindy recuou tremendo ao sentir o vento de fora alcançar sua pele, Nate a encarou e abriu seu agasalho o tirando e estendo-o a garota que o encarou estranhando. —Vamos pegue.

—Mas e você? –perguntou ainda incerta de aceitar ou não, mesmo que seu corpo implorasse por ser aquecido pelo casaco preto.

—Não me importo com o frio e minha camiseta é de longe mais quente que a sua. –respondeu um tanto indiferente, mas claramente era verdade o tecido da camiseta dele era mais grosso e de mangas longas. —Pegue antes que eu desista! –seu tom indiferente mudou para um tom de brincadeira.

—Obrigada! –agradeceu pegando o casaco e o vestindo, ajeitou a mochila e abraçou os braços tentando se aquecer mais.

Os dois saíram do colégio e começaram a caminhar, Nate a encarou estranhando a garota não estar com a bicicleta e então perguntou.

—Cadê sua bike?

—Pneu furado. –respondeu simplesmente a garota parecia um tanto distraída.

—Você mora longe?

—Um pouco. –o encarou. —Por que?

—Porque tenho quase a certeza que você tomará chuva! –respondeu e só então Cindy percebeu e algumas gotas já caiam. —Minha casa é perto, você pode esperar a chuva passar e depois te levo em casa com a moto do meu irmão.

—Eu não vou pra sua casa, vai saber se você não é um maníaco sexual. –disse com a voz subindo dois oitavos.

—Você realmente tem umas ideias, bem estranhas, se eu quisesse abusar de você eu abusava na sala de artes que estava vazia e não tinha ninguém no andar. –revirou os olhos e a garota o encarou.

—Tudo bem, não vai ser nada legal pegar uma chuva, mas promete que não tentará nada. –falou séria e Nate riu.

—Você é maluca!

—Eu não sou maluca! –rebateu o fazendo rir.

—Tá bom, vamos logo antes que comece a chover de verdade... Maluca –disse apressando os passos e Cindy o acompanhou.

[...]

—Ah... Antes de entrarmos, peço que não ligue para os gritos que ouvir, provavelmente meu irmão e a namorada vão estar discutindo. –Disse Nate assim que paparam na porta da grande casa dele, era com certeza maior que a casa que Cindy vivia com a mãe.

—Tudo bem... –respondeu confusa.

O garoto abriu a porta e entrou logo dando passagem a morena que entrou totalmente envergonhada e de certa forma insegura, afinal, mal conhecia Nate, e poderia apostar que boa companhia não era, mas de certa forma ela sentia que deveria confiar, mesmo que pouco, nele.

A casa era incrivelmente arrumada, não havia nada aparentemente fora do lugar, todos móveis pareciam extremamente caros, mas o grande lustre na entrada foi o que com toda certeza havia deixado a garota com o queixo no chão, seguiram até a sala onde Nate jogou a mochila no sofá e pediu que Cindy fizesse o mesmo, ela tirou a mochila das costas e colocou-a no canto ao lado do sofá.

—Nate, querido, quer que eu prepare um lanche... –dizia uma mulher entrando na sala, mas ao avistar a garota calou-se e a observou deixando Cindy completamente sem jeito e corada.

—Mary, está é Cindy uma colega e Cindy está é Mary minha segunda mãe. –a mulher sorriu para o garoto e em seguida para a menina.

—É um prazer conhecer você querida, nossa mas você não parece nada com os outros amigos de Nate. –Disse Mary.

—Espero que isso seja bom. –falou Cindy ainda sem jeito.

—Pode apostar que é! –sorriu recebendo um olhar repreensivo de Nate. —Irei preparar um lanche para vocês, venham!

Os três seguiram até a cozinha e Cindy não se espantou da mesma ser realmente grande, ela se sentou em um dos bancos do balcão que ali havia ao lado de Nate, que parecia tão desconcertado quanto ela.

—Seu irmão ainda não desceu para comer nada, acha que devo ir chama-lo? –perguntou Mary enquanto preparava alguns sanduíches.

—Melhor não, você sabe como ele é. –a mulher assentiu e em poucos minutos terminou de preparar o lanche dos jovens, colocando os pratos com sanduíches e dois copos de suco. —Obrigado Mary.

—Obrigada! –agradeceu Cindy seguida de Nate.

—Imagina crianças. –falou saindo da cozinha deixando os dois a sós.

Cindy completamente envergonhada encarava a janela que tinha de frente para eles, onde podia ver nitidamente a chuva ficando cada vez mais forte, o que a fez pensar se aquela maldita chuva passaria logo ou se demoraria muito fazendo com que ela tivesse que ficar naquela situação.

—Não vai comer? –perguntou Nate já em seu segundo sanduíche fazendo a garota assentir e pegar um para comer. —Você tá com vergonha?

—Não, não, imagina. –respondeu sarcasticamente o que fez o garoto rir.

—Porque? –perguntou agora encarando a garota sentada ao lado, Cindy percebendo o olhar do garoto nela fixou os olhos na janela.

—Porque... Porque mal te conheço, e estou na sua casa, isso é uma situação muito estranha. –respondeu pegando o copo de suco e quase tomando-o todo de uma vez.

—Estranho é como a Mary te tratou, isso sim! –Nate virou o rosto percebendo que a garota não o olharia, mas aquele comentário acabou fazendo com que ela o encarasse curiosa e ele logo voltou o olhar nela.

—O que quer dizer com isso? –perguntou.

—Ela te tratou bem, ofereceu para fazer lanche, te chamou de querida e em nenhum momento perguntou se você estava com drogas nos bolsos. –Cindy arqueou uma sobrancelha fazendo o garoto rir. —Longa história.

—Seus amigos devem ser horríveis para ela fazer tal pergunta. –comentou enquanto pegava o segundo sanduíche.

—Você não tem moral de falar dos meus amigos, os seus são incrivelmente estranhos. –falou parecendo, de certa forma, convencido.

—Estranhos? Sério que você tá falando que meus amigos são estranhos? –perguntou Cindy começando a se irritar.

—Você tem que admitir que eles são, uma ruiva burra, um loiro gay, uma baixinha invocada, e os outros dois, que não tem nem como identificar são indiferentes na história. –falou dando de ombros fazendo a garota o encarar incrédula.

—Primeiramente Grace não é burra, Will não é gay, Isa pode ser baixinha e um pouco invocada sim, mas é um amor de pessoa e o Luke e o Drew não são indiferentes, não fale dos meus amigos! –disse brava se levantando.

—Foi mal aí, mas você falou dos meus primeiro. –rebateu se levantando também.

—É eu falei, mas diferente de você eu disse devem, porque eu não os conheço para dizer que são, como você disse que os meus “são”. –cruzou os braços o encarando, ele ergueu a sobrancelha esquerda a encarando.

—Tá, que seja, foi mal, tá? –ele se sentou e Cindy sentou-se também, porém séria. —Qual é Cindy...

—Nem vem com essa de “qual é” pro meu lado, Nate! –falou fazendo o garoto rir.

—Você deveria ser menos estressada.

—E você menos idiota.

—Maluca! –falou voltando a comer.

—Quer levar um soco? –perguntou segurando a risada, mas sem sucesso acabou rindo.

—Não, obrigado! –respondeu também rindo.

Após comerem se dirigiram a sala onde conversaram um pouco, Cindy já mais à vontade conversava com o garoto como se o conhecesse a muito tempo mal percebendo a hora passar, mas se perguntava porque na frente dos outros ele agia tão diferente, pensou na possibilidade de ser o tipo de garoto que gostava de bancar o revoltadinho, mas algo lhe dizia que era mais que aquilo.

Cindy olhou em seu celular e viu que havia passado mais de uma hora e meia, então olhou na janela percebendo que a chuva já havia parado, com um suspiro olhou para o garoto que mexia em algo no bolso e batia o pé esquerdo freneticamente.

—Nate. –ele a encarou. —A chuva já passou, acho que já posso ir. – se levantou pegando a bolsa.

—Espera eu só pegar uma blusa e a chave da moto com meu irmão. –falou enquanto se dirigia a escada começando a subi-las, foi então que Cindy olhou para si mesma vendo ainda estar vestindo o agasalho do garoto, ela mal se lembrava de estar com ele, mas sendo maior que ela, havia esquecido que não era um dos seus agasalhos grandes.

—Vamos? –perguntou Nate descendo as escadas e a garota somente assentiu.

Após Nate pegar a moto parou com a mesma em frente sua casa, onde Cindy estava parada olhando para seus pés e mexendo na alça da mochila, Nate lhe entregou um capacete e ela o colocou, lhe disse o nome da rua de sua casa e por sorte o garoto conhecia, Cindy montou na moto e ficou um tanto indecisa se segurava na cintura do garoto ou não, até que sentiu ele pegando em seu pulso e passando o braço dela em volta de sua cintura.

—Melhor se segurar, eu não costumo ir devagar. –a voz do garoto havia saído um tanto abafada por conta do capacete, mas ela havia entendido.

Realmente Nate não costumava ir devagar, a cada curva Cindy apertava os braços em volta do garoto, ela não era muito fã de moto e ainda rápido daquele jeito a fazia gelar, mas logo haviam chegado na rua de sua casa, o garoto começou a ir devagar para que ela o indicasse a onde parar, assim que ela mostrou qual era a casa Nate estacionou a moto e Cindy desceu tirando o capacete o entregando ao garoto.

—Obrigada pela carona. –agradeceu arrumando o cabelos que haviam bagunçado ao tirar o capacete.

—Não foi nada. –falou dando de ombros.

—E pelo dia, foi divertido. –disse corando e Nate ao perceber o rosto vermelho da garota sorriu.

—Quem sabe nos repetimos a dose qualquer dia, mas na sua casa! –Cindy o encarou por alguns segundos e sorriu.

—Te garanto que será mais legal ainda! Tchau idiota.

—Tchau maluca! –disse acelerando a moto e saindo.

Cindy se virou e caminhou até entrada de casa, assim que entrou foi direto a cozinha a procura da mãe, sem sucesso foi a sala e ao quarto, ao perceber que a mesma não se encontrava constatou que a mesma iria trabalhar até tarde.

A garota foi até seu quarto onde deixou o agasalho de Nate sobre a cadeira do computador e foi até o banheiro, onde ligou o chuveiro enquanto se despia logo entrando debaixo da água quente, que molhava desde seus fios de cabelos até seus pés, relaxando cada parte dolorida ou cansada de seu corpo, passou as mãos nos cabelos e logo um nome veio em sua cabeça e certos olhos azuis brilhantes.

—Droga! –resmungou colocando o rosto embaixo da água.

Após o longo banho desligou o chuveiro e ao desligar ouviu a campainha tocar freneticamente, se enrolou na toalha e saiu do banheiro nem enrolar os cabelos na toalha, com os cabelos molhando a casa, a garota desceu os degraus indo até a porta, onde a pessoa continuava a tocar a campainha.

—Eu estou indo, caralho! –gritou chegando perto da porta logo a abrindo.

—Ah... Oi! –disse a pessoa olhando-a de cima a baixo.

Notas finais
Eita que esse foi grande O.O Mas o que acharam?? Comentem! Beijinhos