Notas iniciais
* Tosse tosse * Tira as teias de aranha * Tem alguém aí? * Errr..... Eu trouxe a Marceline.... Gomen nasai >n

Caroço havia levantado para beber um pouco de água. O cuco marcava meia-noite e ela não conseguia dormir. O vento soprava nas cortinas floridas da cozinha, e a porta do seu quarto bateu, forte, do outro lado da cabana. Ela pôs o copo na pia e tentou voltar para a cama, mas a maçaneta era forçada do outro lado, como se alguém a puxasse de volta. A princesa se cansou e deu as costas, pensando em repousar no sofá. Então a porta se abriu.

O quarto estava escuro, as velas haviam se apagado; provavelmente por causa da janela aberta. Lumpy não se lembrava de tê-la aberto, já que a tormenta se avizinha, mas não se incomodou; apenas fechou-as. Pegou os fósforos em sua gaveta e reacendeu a primeira vela. Ao virar-se para acender a outra, que se abrigava no criado-mudo do outro lado, o vento soprou sobre a vela e a chama esvaiu-se. A roxa não entendeu, já que a ventana permanecia fechada. Simplesmente ateou fogo novamente no pavio. Ao cruzar o quarto para iluminar a outra extremidade, sentiu algo atrás de si, como um tornado ou um espírito, que apagou as duas velas. A princesa foi arremessada contra a parede; a madeira estalou em suas costas.

Atordoada e jogada no chão, sentiu uma respiração se aproximar de sua face. Era fria e, ao mesmo tempo, quente. Levou a sua mão para onde a sensação vinha e tocou em lábios. O primeiro trovão bradou e a princesa se encolheu novamente, acuada; sem poder ver, tentava se misturar às vigas e desaparecer. Apesar da escuridão, fechou os olhos, temendo o desconhecido. Caroço estremeceu ao sentir algo tocar-lhe a face. Sua respiração era pesada e o ar fazia curva. Sua boca foi beijada pelo silêncio. Macio.

Ela abriu os olhos, amedrontada, e viu um rosto distorcido em sua frente. Ao menos aquilo parecia um rosto. Gritou e viu a desfigurada figura se aproximar. Quando toda a face emergiu da escuridão e se delineou na luz fraca da Lua, Lumpy se defendeu. Seu punho voou para frente, acertando o queixo da medonha criatura, que riu e voou para perto da janela. O vidro gritou.

– Você precisa aprender a bater, hahaah

– Marceline?

– Boo! Hahaha – Exclamou a princesa demônio que rodopiava pelo quarto – Papai fala muito sobre você.

– Não imagino sobre o que, ele nem ao menos conversa comigo.

– Ele faz o tipo calado – A vampira tocou os pés do teto e tentou beijar a princesa novamente.

– Para! – Caroço a empurrou e saiu de perto, acendendo as velas com sucesso; a cinza ria com vontade.

– Então? – Perguntou Marceline, que parou de gargalhar subitamente e se sentou no teto.

– Então o quê? – A roxa não obteve resposta.

A mais jovem tirou as pantufas e se deitou, cobrindo-se com uma velha pele de lobo que havia roubado de Finn. “Droga”. Marceline pairava sobre a cama, fitando a face de Caroço, sem piscar, sem sorrir. Apenas olhava profundamente. A roxa buscava algo no quarto para se distrair dos olhos frios da companheira.

– Lembra daquele dia em que nós nos divertimos juntas? – Perguntou a garota imortal.

– Lembro.

O dialogo não prosseguiu e, após algum tempo, caroço conseguiu dormir. Quando acordou, na manhã seguinte, percebeu que Marceline estava deitada ao seu lado, imersa no feitiço de Morfeu e ressonando como um gatinho. Sua imagem naquele momento nada lembrava à vilã.

O Sol ameaçava aparecer detrás das montanhas de açúcar e terra, entoa Lumpy fechou as cortinas para que a luz não machucasse a amiga. Saiu sem fazer barulho e preparou panquecas. Comeu sozinha. Pegou o casaco e saiu. Voltou ao anoitecer e Marceline continuava na cama. Caroço acendeu as velas, mas o vento soprava sobre ela.

Notas finais
Sobre o "bônus" do cap. 6 varmp.deviantart.com/art/Six-537430334 Eu... Não vou para de escrever... Mesmo que ninguém nunca mais leia... Porque eu sou apaixonada por essa fanfic...