What if you could stop time? - Faberry
1 Capítulo 1
Notas iniciais
O que você faria se pudesse parar o tempo? Roubar o que você quiser? Trapacear?
Eu, Rachel Berry, tenho tal habilidade. Mas do quê me serve se eu não posso controlá-la?
E assim que é todos os dias de minha vida desde o fundamental: Em algum momento aleatório do dia, tudo para por exatamente 5 minutos e de algum modo meu corpo sente quando esse pequeno período está para acabar. Então por 5 minutos todos estão como estátuas, o que seria bem proveitoso se eu fosse corajosa o suficiente para fazer algo.
E se tudo voltasse ao normal de repente? Esse era meu medo pois veja, eu não sou exatamente adorada por todos, na verdade, é ao contrário, as pessoas me odeiam e não têm medo de demonstrar. Por isso, se eu fosse pega em algum ato estranho, minha vida escolar se tornaria pior do que já é.
Então, seja onde for que eu esteja, eu apenas observo tudo.
Hoje era um dia comum. Em algum momento o tempo pararia e eu agiria como sempre. Era uma entediante segunda-feira e infelizmente teria que entrar para a aula que compartilho com a pessoa que mais me atormenta. A linda e loira Quinn Fabray, a HBIC das Cheerios, com o rosto perfeito adornado com um par magnífico de olhos cor avelã.
Eu me sinto muito, muito mesmo, intimidada por Quinn. Mas claro que não demonstro. Enfrento a Fabray de cabeça erguida, assim como todos os obstáculos de minha vida. Sim, eu sou tudo isso de dramática.
Todos os alunos já estavam em seu lugar e como minha sorte é horrível eu tenho que me sentar ao lado de Quinn. Isso já me rendeu várias broncas, ela me atormenta até na sala de aula e o professor parece ignorar o fato de que não é minha culpa!
Ao retornar dos meus pensamentos percebo que o tempo parou.
“Ótimo! Só porque quero que esta aula acabe logo.” Digo bufando.
Resolvo levantar e observar os rostos e expressões dos meus colegas de classe. Quando meus olhos pousam sobre Quinn. Bom, isso é novo. Por minhas recordações, o tempo nunca parou quando eu estava próxima dela.
Fico a observando por um tempo. Ela é tão bonita, a garota mais bonita que já conheci. Mais linda ainda quando não está me insultando.
Tomo um pouco de coragem e me aproximo dela. Estico minha mão para tocar no seu rosto e deslizo os dedos até seu maxilar. A sua pele é tão macia. Me aproximo um pouco mais e fico rosto a rosto com ela, fixo meu olhar nas suas íris avelãs sem retirar a mão de sua face.
“Então é você que anda parando o tempo?” ouço a pessoa a poucos centímetros de mim falar.
Assim que a realização me bateu soltei um grito assustado, minhas pernas estavam trêmulas então ao andar para trás tombei na carteira e caí.
Quinn se levantou com o mesmo ar de superioridade de sempre, expressão fechada.
“Você acabou de tocar no meu rosto Man Hands, é isso mesmo?” ela disse com voz ameaçadora.
Me encolhi no lugar me sentindo mais intimidada que nunca. Eu sabia que não deveria ter arriscado! Agora eu, Rachel Berry, que tenho sempre uma resposta. Não tinha a menor ideia do que dizer, estava simplesmente mortificada.
”Anda Treasure Trail, responde!” Quinn gritou.
Me assustei e dei um pulo no lugar. Estava aterrorizada. As lágrimas já ameaçavam cair quando ouço Quinn suspirar. Levanto minha cabeça e a encaro com os olhos lacrimejando. Sinto sua postura relaxar e vejo um par de braços fortes mas ainda femininos estendidos para mim.
Bem, isso é inesperado. Olho para sua mão estendida e de volta para ela múltiplas vezes em busca de confirmação.
Quinn revira os olhos e vejo a pontinha de um sorriso em sua expressão. Isso me deixa mais relaxada então me sinto livre para aceitar a ajuda. Seguro sua mão e sinto um arrepio. Em seguida um impulso me coloca de pé.
“Obrigada.” murmuro bem baixinho olhando para baixo.
“Olhe para mim quando estiver falando Berry.” Quinn ordenou.
Ergo minha cabeça rapidamente encarando-a.
“Minha vida vai ser um inferno de agora em diante, não é?” Dou uma risada auto-depreciativa.
Quinn coloca as mãos na cintura e encosta em uma carteira.
“Como você faz isso?” ela questiona ignorando minha pergunta.
“O que? Parar o tempo?”
“Óbvio, o que mais você saberia fazer?”
Solto um som indignado. Como assim? Ela nunca ouviu minha voz incrível aperfeiçoada com vários anos de prática?
“Licença. Saiba que sou muito talentosa.” Digo orgulhosa.
“Como se eu quisesse saber algo sobre você.” Quinn murmura desviando o olhar.
“Então não me pergunte mais nada.”
“Eu pergunto o que eu quiser e quando eu quiser anã. Quanto tempo dura esse seu... poder?” Ela tenta encontrar a palavra adequada.
“Pelo que eu já experenciei, são 5 minutos. Mas depois de hoje, não tenho tanta certeza.”
“Por que diz isso?”
“Tenho essa habilidade há muito tempo. E nunca ocorreu de alguém, exceto por mim, poder se mexer.”
“Entendo. Quanto tempo falta?”
Fechei os olhos brevemente e me concentrei um pouco.
“Um minuto e alguns segundos, se você pretende me poupar da humilhação, acho melhor nós nos sentarmos nesse momento e fingir que nada aconteceu.”
“Certo.”
Soltei um suspiro aliviado. Como nosso tempo já era bem curto resolvi me sentar. Passei bem próximo a Quinn, esbarrei levemente em seu ombro por acidente e a ouvi respirar profundamente. Em seguida a mesma segurou meu pulso me impedindo de chegar ao lugar.
“Quinn?” a chamei em um sussurro.
Então ela, em um rápido movimento pegou uma mecha do meu cabelo, aproximou de seu rosto e respirou nela por alguns segundos.
Engoli seco, com dúvida se isso era uma ameaça. O que era bem estranho. Mesmo assim eu não me arriscaria questionar.
“F-fique calada, não fale para ninguém.” Quinn resmungou e foi se sentar.
Olhei para ela e ví que estava pálida.
“Quinn? Você está bem?” me aproximei descansando uma mão em suas costas e a outra na sua testa.
“Não.” ela murmurou.
“O que você está sentindo?” questionei preocupada.
“Eu só preciso...” Quinn que estava sentada me puxou até ela e afundou seu nariz no meu cabelo respirando profundamente nele. O contato durou por poucos segundos e me deixou surpresa. Quando ela me solta, a observo preocupada e confusa ao mesmo tempo.
“Perdeu alguma coisa aqui RuPaul?” Fabray diz com a voz fria.
Percebo que o tempo já havia voltado ao normal e todos estavam olhando para mim.
“Hey Srt. Berry, sente-se!” O professor praticamente grita e todos começam a rir, principalmente Quinn, o que me enche de raiva. Mas eu posso fazer algo sobre isso? Não. Então sento bruscamente no meu lugar e lanço um olhar frio para Quinn que como reação apenas sorrí.
Notas finais
Espero que tenham gostado, se sim, não esqueçam de deixar um review ;)
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