What if...
1 Capítulo 1
Ultimamente tava sendo difícil, muito trabalho, muita coisa na cabeça. Por mais que Jane e Kurt estivessem estabelecendo uma relação melhor depois da armadilha da Shepherd, as coisas não estavam cem por cento.
O team voltou a trabalhar nas tatuagens de Jane, cada nova tatuagem era mais mistério, mais duvida, e mais riscos a correr.
A próxima missão não era diferente, umas das tatuagens de Jane apontava para uma gangue de ladrões de esculturas. O deposito deles era uma escola de fachada, nesse deposito eles guardavam os itens roubados, e nas “salas de aula” eram os escritórios onde eram organizados os leiloes e também a contabilidade.
A organização impressionava e a segurança também.
Patterson trabalhou durante dias uma forma de eles conseguirem burlar a segurança e entrar.
Eles invadiriam de madrugada, na troca de plantão dos “seguranças”, so haveria dois na entrada.
Entraria Reade, Kurt, Jane e Tasha, nessa ordem, seguiriam o corredor juntos e cada um entraria em uma das salas.
Reade arrombou o portão e ele e Kurt atiraram nos dois homens, eles se abaixaram confirmaram se estavam mortos e continuaram, Reade entrou na primeira sala, Kurt na a seguinte. Jane e Tasha seguiram o corredor e viraram para encontrar as próximas salas. Jane entrou na primeira, logo mais a frente Tasha entrou na próxima.
— Limpo – gritou Reade.
— Limpo – Jane e Tasha gritaram juntas.
Eles começaram remexer as gavetas pra ver se encontravam computadores, celulares. Quando ouviram um grito de Kurt, eles não estavam a sós no galpão. Ouviram alguns disparos.
Jane empurrou tudo que estava na sua frente e saiu correndo, Tasha veio logo atrás, Jane disparou contra os dois homens que vinham em sua direção, antes de um deles cair ele conseguiu atirar. Jane não olhou pra trás e correu na direção da sala que Kurt estava.
Quando Jane entrou na sala viu Kurt caído cercado por muito sangue, ela correu em sua direção, o sentimento que ela tinha era que tudo estava em câmera lenta, ela não sentia suas pernas, seus braços, apenas se jogou em cima de Kurt desesperada.
— Kurt por favor... Kurt acorda – Jane sacudia o rosto de Kurt – Kurt não, por favor, fica comigo – ela procurou pulso mas não encontrava – alguém rápido, chama uma ambulância... Reade, Tasha...
Jane estava tão nervosa que ouvia um silencio, ela não conseguia ouvir nada alem da sua respiração.
— Patterson – Jane disse com a voz tremula no radio – Kurt foi atingido, manda uma ambulância, rápido.
— Meu deus Jane, já estou mandando – Patterson respondeu – e Reade, Zapata? Cadê eles?
— Eu não sei.
Jane voltou seu olhar para Kurt mais uma vez, ele parecia tão frágil. Jane se jogou em cima dele mais uma vez desesperada, ela tinha tanto o que dizer pra ele.
— Kurt por favor, eu to aqui – Jane falou no ouvido de kurt apertando sua mão contra a dele – me escuta, fica aqui comigo, eu preciso de você aqui, nos precisamos de você, não faça isso – sentiu lagrimas escorrerem no seu rosto.
— Meu deus Jane, o que foi isso – Tasha entrou na sala – Kurt não – ela caiu sobre seus joelhos, sua perna sangrava, ela também tinha sido atingida.
Os paramédicos chegaram logo após Tasha entrar na sala. Um deles foi em direção a Tasha e a pegou no colo.
— Senhora, preciso que você saia de cima dele – um dos paramédicos disse a Jane – senhora por favor.
— Kurt por favor, acorda, fica comigo Kurt... não... – alguém tomou Jane no colo a força.
Jane chorava muito e se debatia contra Reade que tinha pegado ela no colo. Quando ela reconheceu Reade se entregou, passou o braço pelo pescoço dele aos prantos.
— Reade... – Jane não tinha forças pra completar a frase.
— Eu sei Jane, eu também estou com medo, mas eles vão fazer tudo que puderem, tenho certeza – Reade disse consolando Jane.
Reade colocou Jane no chão, ela não tinha forças pra ficar em pé, então reade passou a mão pela sua cintura acompanhando ela ate uma cadeira.
Os médicos examinaram Jane, ela estava coberta de sangue, mas era sangue do Kurt, então foi liberada. Quando estava se direcionando ao Reade um carro estaciona bem ao seu lado.
— Cadê ele? Cadê o Weller? – Nas desceu do carro gritando.
— A culpa é sua – Jane disse avançando em Nas – eu disse que era pra pararmos de fazer isso, não da mais. E se – Jane engasgou segurando as lagrimas – e se... se ele morrer... – Reade segurou Jane que fraquejou.
— Jane... Jane para, Kurt não vai – Reade sequer conseguia pronunciar aquela palavra – ele vai ficar bem, todos vamos ficar bem.
Reade levou Jane de volta para onde estavam, e Nas entrou dentro do galpão a procura de Kurt.
— A Tasha, cadê ela? – perguntou Jane quando finalmente se acalmou.
— Ela foi alvejada na perna de raspão, nada grave. Mas perdeu muito sangue então levaram ela pro hospital por precaução – reade respondeu e pegou na mão de Jane – nos vamos ficar be...
Antes de Reade acabar de falar os paramédicos saíram do galpão com Kurt em uma maca. Reade e Jane correram para vê-lo.
— Kurt... Kurt me escuta, você vai ficar bem, fica bem, por favor – Jane disse alto.
Os paramédicos não deixaram Jane se aproximar, e ela caiu nos braços do Reade, frustrada, mais uma vez. E viu Nas entrar na ambulância para acompanhar Kurt.
Reade colocou Jane dentro do carro e levou ela pro escritório.
*
Quando Jane saiu do elevador Patterson já estava la esperando por ela. Jane não conseguiu se conter e mais uma vez chorou abraçada a Patterson.
— Vamos ali você precisa de um banho, vou te ajudar com isso – Patterson disse tomando a mão de Jane levando ela para o vestiário.
— Eu preciso saber noticias do Kurt – Jane disse quase sem forças.
— Deixa comigo, vou ligar pra Nas – Reade falou.
Patterson ajudou Jane a tirar a roupa e entrar na ducha. Pagou uma calça legging que sempre ficava la e uma blusa do Kurt que ele tinha deixado la também, pensou que talvez Jane gostaria de ter algo dele com ela.
Quando ela se trocou agradeceu Patterson e foi em direção a sala de kurt, sentou na cadeira dele e ficou ali pensano, ate adormecer.
*
Já passava das 5:00 da manha quando os peritos chegaram com alguns pacotes e entregou para Patterson.
— São os celulares que estavam com dois dos homens que foram abatidos dentro do deposito.
Patterson pegou os pacotes e foi em direção ao seu laboratório, ela tinha certeza das trocas de plantões dos seguranças da Sculpt, e que eram apenas dois homens que ficavam de guarda na porta. Alguma coisa não tava encaixando. Antes dela começar a mexer no telefone Reade entrou no laboratório.
— Patterson, cadê a Jane? – ele perguntou
— Vi ela entrando na sala do Kurt, por que?
— Tenho quase certeza que os homens que atingiram Kurt não eram da Sculpt – Reade falou.
— Por que? – Patterson se virou pra ele interessada.
— Quando nos entramos no galpão so tinha os dois seguranças, mais ninguém, eu tenho absoluta certeza que eles entraram depois de nos. E ouvi um deles falando algo como “ Jane é a de cabelo curto” so que na hora não me liguei, passou pouco tempo ouvi uns disparos, depois mais disparos e os gritos da Jane. Ainda voltei ate no portão e nas outras salas pra conferir se tinha mais alguém, mas não tinha. Se eles soubessem de nos eles não mandariam so mais 2 homens.
Patterson conectou um dos telefones no computador e começou a vasculhar.
— Aqui – ela disse mostrando o celular pro Reade – você tem razão.
Patterson mostrou as mensagens recebidas pro Reade, com informações sobre a missão. E ordem de capturar ou matar Jane.
— Patterson... – Reade ficou sem palavras.
Jane entrou no laboratório. Patterson desconectou o celular do computador, ela não queria que Jane ficasse sabendo de nada, pelo menos por enquanto.
— Alguma noticia do Kurt? – Jane entrou dizendo.
— Mais cedo quando liguei ele ainda estava no centro cirúrgico – Reade disse – vou ligar pra Nas de novo...
— Não precisa – Jane interrompeu – eu quero ir pra la, vamos? – Jane chamou Reade.
— Jane acho melhor esperarmos por noticias aqui – Reade respondeu.
— Estou indo – disse Jane saindo do laboratório – com ou sem você.
— Vou com ela, qualquer coisa me liga – Reade disse para Patterson.
— Vamos esperar o Kurt acordar, pra pegar o depoimento dele – Patterson disse – manda noticias por favor, e não deixa a Jane fazer nenhuma besteira, sobre a Nas... você sabe ne...
— Pode deixar... – Reade falou e saiu.
Jane aguardava Reade no elevador, eles seguiram juntos para o hospital.
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