What if...
3 Capítulo 3
— Vim ver como o Sr estava, mas parece que esta tudo bem – disse a enfermeira ao entrar no quarto acordando os dois.
— Desculpa – Jane desceu da cama o mais rápido que pode.
— Tudo bem. Vim examinar você, é bem rapidinho, mais tarde volto pra te levar pra fazer uns exames de imagens.
A enfermeira era muito simpática, aparentava ter mais ou menos 50 anos, e enquanto examinava Kurt ficou conversando, eles ate deram algumas risadas com ela.
— E ai? – perguntou Jane aflita, ao ver que a senhora tinha terminado de examinar ele.
— Então, os batimentos estão um pouco acelerados, mas acho que a culpa é sua – ela disse rindo – ta tudo certo.
— Isso sempre acontece quando estou perto – Jane disse entrando na brincadeira – então tudo segue normal.
A enfermeira saiu do quarto e Kurt começou a se remexer na cama.
— Kurt, o que foi? – Jane perguntou
— Eu quero sair daqui, ir pra casa, não aguento mais ficar deitado – ele disse tentando se sentar.
— Sabia que não tem problema nenhum em pedir ajuda – Jane disse ajudando Kurt e levantando o encosto da cama.
— Obrigado por...
Neste momento o telefone do quarto tocou. Jane atendeu, respondeu alguma coisa e desligou.
— Era da recepção, chegou uma visita pra você – Jane disse indo em direção a ele – ela vai ficar com você pra eu ficar com a Zapata na casa dela.
— Quem é?
— Patterson.
— Menos mal, não iria aguentar as broncas da Sarah, não agora – Kurt disse e eles riram.
— Então fica bem, à noite eu volto – Jane disse segurando a mão de Kurt e dando um beijo no seu rosto.
— Vou sentir sua falta.
Jane saiu do quarto sem olhar pra trás, porque era bem capaz de ela desistir de ir embora pra ficar com ele.
Jane e Patterson se encontraram no corredor, se abraçaram.
Jane deu algumas recomendações, elas riram e se dirigiram aos seus destinos.
*
— Olá – Patterson abriu a porta do quarto – vim retribuir a gentileza – disse oferecendo as flores que escondia nas costas.
— Ei, você sabe que não precisava, certo?
— Sim, eu sei, mas quis fazer assim mesmo – Patterson sentou na cadeira que Jane tinha colocado ao lado da cama – feliz por você estar bem, mas precisamos falar sobre o que aconteceu lá dentro.
— Sim, precisamos. Os homens que me atingiram não eram da Sculpt, eles eram da Sandstorm e estavam lá pra matar a Jane.
— O Reade me falou, mas eu quero saber a sua versão também.
— Quando nós entramos eles entraram logo atrás, eu percebi, entrei na sala e esperei, imaginei que fosse homens da Sculpt, quando a Jane e a Tasha passaram pela sala que eu estava, indo em direção às salas a frente eu ouvi um deles xingando o outro falando “é a de cabelo curto seu idiota” e passaram na porta da sala que eu estava, creio eu que um deles pensou que fosse a Tasha, mas o outro corrigiu – Kurt sentiu uma fincada no ombro e levou a mão até la.
— Weller, desculpa, a gente não devia ta falando nisso agora , quando voltarmos pro escritório conversamos – Patterson disse.
— Não. Quando eles passaram eu puxei um deles pra dentro da sala e nós começamos a lutar, ele disparou uma vez e acertou no meu ombro... depois disso eu já não lembro de mais nada.
— Depois disso eles foram atrás da Jane que estava indo te socorrer, ela atirou nos dois, estão mortos. Encontramos celulares, com a ordem de execução e detalhes sobre o nosso plano de invasão.
— Eles queriam matar a Jane. Ela já sabe disso? – Kurt perguntou mostrando preocupação.
— Ainda não, estamos mantendo todos com guarda costas, por proteção... – Patterson parou de falar e ficou estática por alguns segundos.
— Patterson – Kurt disse chamando ela de volta.
— Weller, espere ai, você disse que eles não sabiam quem era a Jane, certo?
— Um deles não – Kurt respondeu tentando pegar o raciocínio de Patterson.
— Eles não são da Sandstorm Weller, nós estamos procurando no lugar errado.
— Por que você acha isso? Quem iria querer matar Jane além deles?
— A sandstorm quer você vivo por alguma razão, tanto que eles armaram pra você não estar na armadilha. Eles teriam mais cuidado, a Jane já falou que os integrantes da Sandstorm arriscam a própria vida pra salvar a missão, eles não atirariam em você Kurt. Tem mais coisa ai do que nos podemos imaginar.
— Que teoria maluca Patterson, mas faz sentido. Agora eu concordo que nos devemos conversar sobre isso quando voltarmos para o escritório, porque a minha cabeça já ta rodando com tanta informação.
— Concordo, continuarei trabalhando nisso... – disse Patterson pegando o tablet para fazer algumas anotações.
— Agora não Patterson – Kurt pousou sua mão em cima do tablet – vamos descansar um pouco.
Patterson concordou com um movimento de cabeça e guardou o tablet na bolsa.
— Você nos assustou hoje, ficamos preocupados, principalmente a Jane – Patterson disse se acomodando melhor na cadeira – mais de um ano que eu conheço ela, e nunca a tinha visto sentir medo, achei que ela nem sabia o que era isso – Patterson finalizou dando um sorriso.
— Eu vi, tomei a maior bronca. Ela quer que a gente pare de ir perseguir as pistas das tatuagens.
— Ela não ta errada Weller, precisamos ter mais cuidado. Agora mais que nunca, não sabemos o que esta acontecendo.
—Verdade – isso deixou Kurt pensativo.
Eles conversaram por um tempo, até Kurt cair no sono. Patterson também aproveitou para descansar um pouco.
Fale com o autor