What The Hell
27 Capítulo 27: Vou comparar-te a um dia de verão
Notas iniciais
– Elena filha o que aconteceu?
– Damon tá tudo bem? Vocês se machucaram muito? — Giuseppe e John analisam os filhos procurando machucados, feridas, ossos fraturados. — Meu filho que susto você me deu.
– Tá tudo bem... É melhor levarem a Lena pro hospital logo.
– Eu não precisaria ir pro hospital se você não fosse tão péssimo motorista.
– Desculpa mas o X-Box não ensina a dirigir com uma louca do lado, um veado na estrada e um soco no olho Elena. — Damon cruza os braços e Elena começa a gargalhar fazendo ele a olhar sem entender nada.
– Foi engraçado quando eu te acertei.
– É e agente poderia tá morto agora. — Damon cruza os braços emburrado.
Elena continua rindo e Damon não aguenta e começa a rir junto com ela. Todos olham pra eles sem entender nada enquanto os dois sentam no chão gargalhando.
– Tá, tá... Foi engraçado e tudo mas vocês dois precisam ir pro hospital. — Giuseppe disse.
POV (Elena)
Estava em um quarto do hospital pensando no que tinha acontecido hoje. Eu quase matei nós dois, que horror.
A esse amor... Tão lindo, quando correspondido, mas machuca tanto quando ignorado. Um sentimento tão frágil, tão sensível, mas que força alguma destrói... Esse amor que ilude, e faz sonhos se transformarem em realidade, como uma droga que te faz ver o mundo de uma forma diferente, te faz imaginar coisas e ser capaz de faze-las... Ah esse amor... O que? do que você tá falando Elena? Eu to falando que quero mudar... Quero perdoar, esquecer e acima de tudo amar. Quero viver uma aventura, quero correr perigo mas também quero me sentir segura.
– Hey... — Ouço uma voz um tanto familiar, mas meio embargada e tremula, e vejo aquela figura loira com os olhos vermelhos e inchados entrando no quarto e correndo até me lembrando do que tinha acabado de acontecer. — Amiga...
– Calma Car eu to bem. — Falo abraçando minha amiga a reconfortando e chorando junto dela, pensando no que me havia acontecido... Eu poderia ter morrido hoje, poderia ter perdido a chance de fazer sexo selvagem outra vez na sala do Ric. Ai Gilbert.
– Eu tive tanto medo amiga. — Car limpa as lágrimas e sorri meiga pra mim. — Como vão as coisas entre você e o Dam?
– Realmente? Eu não sei se o Damon é o que eu quero pra minha vida Car... Quer dizer que futuro eu teria com ele? Eu fico pensando nisso a todo momento e as vezes chego a me convencer disso... Mas ai ele aparece e é como se todo o esforço pra me afastar dele não fizesse sentindo algum pra mim, como se ele fosse uma corrente que me prendesse nele e me impedisse de fugir... Eu não sei o que é, mas sei que é bom... Porque eu não preciso fazer muito esforço pra me esconder atrás de um muro de sentimentos. Com ele eu só preciso ser eu mesma. E por mais que eu negue e brigue comigo mesma por ser idiota o bastante de me apaixonar cada dia mais por ele, a verdade é que a cada dia eu imploro em pensamento pra ser dele outra vez. — Desabafei tudo o que estava sentindo pra minha amiga.
– Elena. — Caroline me abraçou outra vez mas agora sorrindo. — Isso é tão fofo
– É... Elena? — Olho para a porta onde um homem com os olhos inchados chama meu nome. — Posso falar com você?
– Agora? Depois de anos você quer falar comigo? — O olho debochada e ele abaixa a cabeça.
– Eu vou ver se o Damon tá bem. — Carol me deu um abraço e saiu do quarto.
– Acho que eu fui um péssimo pai não é mesmo?
– Nem pra isso você tava presente! — Falo com lágrimas nos olhos. — A April veio com você?
– Na verdade eu terminei com ela dois meses depois... E casei outra vez. — Ele levanta a mão mostrando uma aliança. — Tive uma filha, e mais uma vez eu perdi a oportunidade de ver ela crescer.
– Quantos anos ela tem? — Perguntei.
– Agora? Cinco anos. — John fechou a porta e caminhou até mim. — Eu fiquei ausente nos momentos mais marcantes para um pai... Eu não vi os primeiros passos do Jeremy, não ouvi quais foram suas primeiras palavras... E perdi o nascimento da Nina.
– Nina? — Pergunto?
– Elena Nina Gilbert Peterson... É o nome da sua irmã. — Riu. — Então a Isobel me deu a ideia de uma viagem, pra vir ver meus filhos. E eu... Sinceramente só queria ver você... Eu senti raiva e todos os sentimentos mais horriveis pelo o Jeremy. Mas depois do que você falou, do que ele fez por vocês. Eu nunca tive tanto orgulho do meu filho.
John estava sentado na cadeira ao lado de minha cama com o rosto entre as mãos.
– Papai! — Falei o fazendo levantar o rosto e me olhar confuso. — Minhas primeiras palavras foram papai.
– Me perdoa? — Se levanta me abraçando.
Não digo nada apenas afundo meu rosto em seu peito me sentindo segura com aquele contato.
– Eu te perdoo!
POV (Damon)
– É o que? — Me levanto da cama e olho pro meu pai ainda não acreditando no que tinha acabado de ouvir.
– Filho, você anda muito estressado... Um tempo longe disso tudo pode fazer bem pra você.
– Não... Não pode, pai! — Encosto a cabeça na parede tentando digerir aquilo.
– Não importa... Você vai e pronto. Filho você tem noção do susto que deu na gente hoje?
– Então é isso? Você acha que o acidente tem alguma coisa a ver com o meu estres?
– Não, eu acho que você, o Stefan e a Candice precisam de um tempo longe daqui. — Fala me encarando e agora eu percebi o que ele tava tentando fazer.
– É a Pearl? Você quer mandar agente pra fazenda da Vó Anne pra não encontrar a Pearl? — Meu pai abaixa a cabeça sem dizer nada.
– Já comprei sua passagem, sua Avó vai estar te esperando no aeroporto na sexta. — Ele fala e sai do quarto e deixando sozinho.
– Posso? — Caroline entra no quarto e me abraça. — Nunca mais faça uma coisa dessas.
– Eu prometo. — Falo afundando meu rosto no vão de seu pescoço e suspirando profundamente.
– Que foi? — Pergunta se sentando na cama e batendo na mesma para eu me sentar ao seu lado. — Me conta.
– Meu pai vai me mandar pra fazenda da Vó Anne em dois dias. — Falo deitando a cabeça no colo de Carol.
– Tá e qual o problema? Você precisa mesmo de um tempo. — Ela fala acariciando meus cabelos.
– Eu não quero um tempo Car.
– Não quer um tempo, ou não quer ficar longe da Elena? — Pergunta me fazendo rir. Como ela faz isso? — Olha... Na minha opinião, você deveria se aproximar mais dela antes de tentar qualquer coisa. Quer dizer a Lena gosta muito de você, e ela tá com muito medo de se machucar outra vez... Ela disse que luta todo dia pra te esquecer, mas ai você aparece e faz todo o trabalho dela ser em vão.
– Ela disse isso?
– Sim... Disse mais algumas coisas também... — Caroline me olha com aquela cara de sapeca. — Dam, você tem todas as chanses, não joga fora por favor. Que tal se ir todo mundo tirar umas férias na casa da vó Anne?
– Explique! — Me sento encarando Caroline.
– Eu, a Lena, o Tetef, a Bonnie, o Jeremy, a Anna, o Tyler, a Bekah, o Matt, a Leeh, Gata, Tyelle e você. — Fala e eu paro pra pensar um pouco. — Como agente fazia todos os verões, só agente.
– Isso parece uma boa idéia.
– É uma idéia brilhante. — Fala batendo as palminhas. — Vou falar com o pessoal.
(...)
– Eu não posso te dar mil razões pra você ficar junto comigo... Mas posso te dar uma razão. Eu te amo, e a única razão é você.
– Quero ser o único que você deseja.
– Você foi o primeiro que eu amei. E é o único que eu sempre vou amar.
– Damon? — Olho pra porta e vejo meu pai encostado. — Acordado?
– Nem dormi. — Digo com um sorriso fraco.
Meu pai fica uns segundos me encarando com um sorriso bobo de um adolescente broxa apaixonado. — Escola! — Fala abrindo um enorme sorriso e saindo do quarto.
– Bom de mais pra ser verdade né Sr.Giuseppe! — Falo rindo e entrando no banheiro pra tomar um banho.
Eu e Elena não precisamos passar a noite no hospital então fomos liberados ontem mesmo. Ainda não vi a Lena depois do acidente, e pra piorar o dia essas malditas lembranças não me deixam.
Terminei de me arrumar e desci as escadas encontrando meu pai ouvindo aquelas músicas depressivas que ele ouve, mas que me por um momento me fez prestar atenção.
Deixa eu pensar, que é tudo fantasia, que eu te tenho todo dia, que eu nunca te perdi. Deixa eu te amar, hoje muito mais que antes, pelo o menos um instante quero ter você aqui...
Automaticamente a imagem de Elena se estabeleceu em minha mente fazendo eu me perguntar porque eu a deixei escapar. Porque a vadia da Katherine queria te comer. Vadia... Deuso? O que? Você não precisa mais usar esmalte não. Eu sei! O.O
– Pai to saindo! — Falo saindo de casa no mesmo momento que ela. — Hey.
– E ai! — Sorri e caminha até mim. — Você tá bem?
– Sim... E você? — Pergunto enquanto caminhamos até a escola... Deus ela tá tão sexy hoje, que vontade de possuir esse corpinho lindo... Hoje tem aula do Ric?
– Com um pouco de dor na cabeça... Mas bem. — Sorri... E que sorriso... Meu Deus eu me apaixonei pela a minha vizinha. Se apaixonar pela a vizinha não é legal. A Leeh fala enquanto começa a travar uma batalha de travesseiro com o Deuso. É bom porque ela sua vizinha. E é um inferno porque ela é sua vizinha. O Problema não é ela ser minha vizinha, o problema é ela ser ela. — A Car me falou sobre a fazenda.
– Bem... Se for pra ir, vai o bonde todo. — Falo sorrindo meio envergonhando por não conseguir parar de olhar pros peitos dela. — A Leeh quer ficar aqui com o Kol, a Gata vai passar um tempo com o pai e a Tyelle quer ficar com o Ed e as meninas.
– Então é só agente mesmo?
– Você vai? — Meus olhos tomaram um brilho intenso quando ela afirmou com a cabeça.
– Saudade da vó Anne... E agente precisa de diversão, já que da ultima vez não deu muito certo.
– Teria dado certo se você não tivesse acertado meu olho. — Falo rindo.
– Hey a culpa não é minha... É do veado.
– O Jeremy tinha que tá na rua...
– Damon! — Elena ri me dando tapas.
– Brincando, eu amo o Jer. — Falo a verdade, por mais gay e broxa que seja.
Chegamos na escola encontrando o resto do pessoal conversando animadamente. Caroline abraçada com Klaus encostada no carro dele, Bonnie e Matt abraçadinhos, assim como Kol e Leeh, Stefan e Gata, Jer e Ed... Todos juntos...
– O Matt e a Bonnie são os únicos que continuam juntos. — Falo sorrindo ao ve-los tão ligados.
O namoro deles começa na 3ª série e continua até hoje, tenho certeza que eles vão se casar e morar na casinha de cerca branca que era minha e da Lena, antes da Katherine me colocar como menu principal na lista dela.
– É... O amor deles é lindo. — Elena diz com uma certa tristeza na voz, sendo substituída por um sorriso enorme ao se aproximar de todo mundo.
– Eles tão namorando? — Pergunto olhando pra Caroline e Klaus.
– Ainda não. — Elena diz rindo e olhando pra Bonnie que ri junto.
– Cheguei. — Carol abraça Elena sorrindo. — Então quer dizer que amanhã a liga ataca na fazenda?
– Só avisando se for pra ser da liga, eu sou o Batman! — Falo e eles riem.
– Tá chega de briza e vamos entrar logo, pra esse dia acabar logo. — Elena fala e sai com a Carol e Bonnie.
Matt, Jeremy e Tyler vão pro refeitório. Ed, Gata, Leeh e Lili vão pra aula e eu e Kol vamos pra aula de química.
Não sei bem o que aconteceu, mas eu quase coloquei fogo na escola.
– Tinha que ser! — O professor me olha com raiva e nós dois fomos expulsos da sala.
– Se não se importa. — Falei me levantando do banco.
Fui caminhar um pouco pela a escola, pensar em qualquer coisa que não fosse "Elena". Mas ficou meio impossível quando eu vi ela sentada em um banco lendo um livro.
– Vou comparar-te a um dia de verão. — Falo ficando de frente pra ela. — És bem mais adorável e mais pura... Agita o vento, blá, blá, blá, essa parte eu não me lembro e coisa e tal. Bom... Eu sei lá. — Elena começou a rir e se levantou ficando de frente pra mim.
– Comparar-te a um dia de verão? Há mais ternura em ti, ainda assim: um maio em flor às mãos do furacão, o foral do verão que chega ao fim. Por vezes brilha ardendo o olhar do céu...
outras, desfaz-se a compleição doirada,
perde beleza a beleza; e o que perdeu
vai no acaso, na natureza, em nada.
Mas juro-te que o teu humano verão
será eterno; sempre crescerás
indiferente ao tempo na canção;
e, na canção sem morte, viverás:
Porque o mundo, que vê e que respira,
te verá respirar na minha lira.
– Você é mais linda do que um verão inteiro. — Falo e Elena ri.
– Eu sinto sua falta.
Eu não posso te dar mil razões pra você ficar junto comigo... Mas posso te dar uma razão. — Ele falou no microfone. A rua enteira havia saido de casa e estavam todos na rua nos olhando. As meninas estavam na porta de casa. — Eu te amo, e a única razão é você
Notas finais
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