What? Surprise?
2 Desafio da noite... Ficar de pé!
Notas iniciais
boa leitura!
Runo P.O. V
Larguei tudo de qualquer jeito na cama, e desci correndo as escadas, quase caindo, mas isso não vem ao caso né, e fui direto pra cozinha apagando o fogo e tirando a panela do fogão. Abri a gaveta e peguei um garfo e comecei a mexer naquilo.
OBRIGADA DEUS, POR UM TRIS MEU ALMOÇO NÃO QUEIMA.
Tenho uma sorte do cão, vocês não acham? Abri o armário e peguei um prato, e despejei o macarrão no mesmo, e coloquei a panela na pia junto com a minha louça suja do café. Hoje não é meu dia de lavar a louça mesmo, ainda bem. Fui pra sala e liguei a TV torcendo para estar passando algo que preste na programação.
Botei no Disney Channel, e adivinha estava passando Sunny entre estrelas. Tipo é o meu programa favorito, a Demi Lovato é muito linda e engraçada.
Aumentei o som e comecei a cantar a abertura da série, enquanto minha comida esfriava. Odeio comer comida pelando, coisa ruim, perde até o gosto.
- E EU VOU BRILHAR, E VÃO CONHECER A ESTRELA, QUE EU VOU SEEEEER. QUE EU VOU SEEEEEEEER . LALALALALA LALALA YEAAAAAAAAAAAH – terminei de cantar. Porque não basta só cantar a letra, você tem é que fazer a segunda voz, e os instrumentos.
Comecei a comer, e estava bom viu, já posso casar – só que não. Estava na parte em que eles ensaiam para o programa Sem Sentido, no quadro as Garotas do Dá uma Olhada. Lógico que eu imitei elas e cantei a musiquinha. E como não podia faltar, o conflito diário entre a Sunny e o Chad.
Esses dois me fazem lembrar do Dan. Acho que não tem um dia que nós não brigamos, e sempre é por bobeira, como nossos amigos dizem, e lógico eles sempre tem a missão de separar ou acabar com a discussão.
Ao contrário da série já que todos odeiam Chad e o Mackenzie Falls. E também Sunny e Chad se amam, dãr. Tá na cara, eles não me enganam sou muito esperta, e também eu já assisti todos os episódios umas mil vezes. Vale lembrar que essa é outra diferença, eu não amo Dan, ele não me ama, apesar de todos dizerem que sim, e “os opostos se atraem”, “vocês formariam um lindo casal”. Aí eu fico irritada e brigo com todos e o mundo mágico e feliz continua.
E por falar em Kuso, aquela anta ficou de novo em Vestróia, odeio quando ele faz isso. Ainda mais quando eu peço para ir junto e ele não deixa, dizendo que não quer que eu me machuque. Garoto idiota, me machucar mais do que me deixar aqui sozinha esperando que ele volte salvo e... Afê esse miojo deve ter me feito mal, olha a besteira que eu to falando.
Deixei o prato na pia, tomei coragem e lavei aquela louça. Coloquei tudo no escorredor, sequei minhas mãos e subi lá pra cima. Puis a caixa num canto e me deitei. Que belo aniversário, estou sozinha em casa. Virei de lado e fiquei fitando as fotos do meu criado-mudo até que dormi, eu acho, já que comecei a ver ovelhinhas pulando a cerca.
[...]
Estava andando num lugar estranho, acho que era um terraço de algum prédio, cheio de plantas exóticas e lindas. Até que me viro, após escutar o barulho, e enxergo a figura de um homem, bem alto, com um terno. Ele foi chegando mais perto, mais perto e mais perto ainda, e o legal é que ele estava na frente do sol, e com essa aproximação, a luz começou a me cegar.
Comecei a ir pra trás também e escorreguei em alguma coisa, e vi que estava bem na borda do terraço e comecei a cair, cada vez mais a velocidade aumentando, e foi ai que eu comecei a gritar.
- AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAH – gritei me mexendo na cama, e só depois senti o chão de um jeito não muito legal. Sim, eu havia caído no chão, embolada no meu cobertor. E esse sonho estranho? Por que eu tinha que cair? Agora eu quero saber quem era o cara do meu sonho.
Olhei para a janela, e já estava meio escuro. Procurei pelo relógio na comada e quase caio de novo, como eu não sei se eu ainda estava no chão, mas deixa quieto. Já eram 19h38min, e sabe o que é isso? Atrasada pra caramba. Levantei com cuidado, para não escorregar nas cobertas, com sucesso.
Peguei uma toalha e corri para o banheiro do corredor, e notei que a casa estava no total silêncio, acho que meus pais vão passar a morar naquele restaurante, porque ta difícil viu. Tomei o banho mais rápido da minha vida, até agora, porque eu não vejo o futuro ainda, e sai enrolada na toalha procurando a caixa. A achei num cantinho, a peguei e coloquei-a na cama de novo.
Me troquei, e o vestido entrou certinho, coloquei aquele brinco de caveirinha prata, mais a minha pulseirinha que ganhei há uns anos atrás da minha mãe. Nunca tiro ela, meu amuleto da sorte, desde o dia em que eu fui com ela pra escola e tirei nota boa numa prova. Deixei o salto pra depois, e comecei a passar uma maquiagem bem daora que a Julie me ensinou uma vez. Até que ficou legal, pra quem não tem noção nenhuma de make up.
Passei um perfuminho, deixei o cabelo solto mesmo, com a minha franja de lado. Descobri que preto fica legal com azul. Beleza Runo respira ta na hora – pensei comigo enquanto encarava aquele par de sapatos.
Sentei na cama, e calcei-os. Até aqui tudo bem, agora quero ver eu levantar. Segurei-me numa cadeira e dei impulso pra cima, e devagar fui soltando minhas mãos. OK, TO DE PÉ SENHOR. Mas a felicidade durou pouco quando dei o primeiro passo e quase cai.
É, acho que vou ter que treinar isso daqui.
Arrumei minha postura, e comecei a andar devagar, devagar mesmo, tipo lesma sabe, e fui aumentando aos poucos a velocidade conforme eu ia e voltava do trajeto que eu fiz, mas não deu muito certo não.
Isso aqui vai demorar... Olhei pro relógio e já eram 20h15min. PUTA QUE PARIU. Tirei aquilo do meu pé, peguei a bolsinha na caixa, puis dinheiro que tinha pegado no quarto da ‘mamis, meu celular e as chaves de casa. Desci correndo com os saltos na mão mesmo, tranquei tudo e gritei por um taxi que estava passando por ali, porque se você acha que eu vou a pé com esse treco, vocês estão certos porque o taxi não parou.
[...]
É na hora do desespero que a gente consegue tudo, porque eu consegui andar nesse treco, só quase cai umas vezes, mas o meu pé ta doendo muito. É bom essa pessoa ser o Zac Efron porque eu nunca sofri tanto em quase meia hora.
Eram 20h45min quando eu cheguei aqui no parque. Agora a questão é: CADÊ?
Avistei um banquinho perto de um poste de luz e fui me sentar, e aproveitei para tirar os sapatos. Respirei não sei quantas vezes, me recuperando. Ah mas se eu encontro aquele taxista, eu mato ele.
E até agora nada de nada, nesse parque frio e escuro – mentira. Se surpresa não vem até Runo, Runo vai até surpresa. Pessoa folgada, quer que eu a ache. Mereço.
Me levantei descalça mesmo e comecei a andar, e como sou muito atenta eu desviei de uma pedra que estava me irritando no meu caminho, mas pra que se preocupar com isso, quando tem outra logo depois e você não a vê porque esta zombando mentalmente da primeira, porque não caiu nela.
Lembrei-me da dor de quando cai no meu quarto de tarde, mas com certeza essa ia ser pior. Fechei os olhos e esperei a maldita, mas eu não senti nada. Suspirei com isso, até que eu percebo que há mãos fortes segurando a minha cintura, ou seja, alguém me salvou dessa desgr... WOW, ALGUÉM? ALGUÉM QUEM?
- AAAAAAAAAAAAAH! SOLTA, SOLTA! – comecei a estapear quem quer que fosse com a minha bolsa, enquanto dava uns gritinhos doidos. A pessoa se soltou e começou a se proteger. Cadê luz quando a gente precisa dela?
- Calma aí, para de me bater sua louca! – falou para que eu parasse, e aí eu paro? E essa voz? Conheço ela de algum lugar. Forcei minha vista um pouco, já que o poste que estava perto de nós estava com a luz meio falha. Quase soltei tudo que estava em minhas mãos quando percebi quem era. Não, não era o Zac Efron.
Choremos.
- Dan? – perguntei em choque, ok não estou entendo mais nada nessa vida – o que está fazendo aqui, que eu saiba você devia estar em Vestróia, assim como Jul... Ah aquelas duas me pagam, mentiram pra mim. Mas porq – soltei tudo de uma, e com certeza eu soltaria mais, se ele não tivesse me chamado a atenção quando colocou no meu ombro e me chamado.
- Ei calma garota, vai devagar – falou na maior calma, tipo hippie sabe.
- Como você quer que eu fique calma? – perguntei incrédula, mas me acalmei logo – espera, você é o cara do presente?
- Ponto pra Runo Misaki – respondeu com uma voz, parecendo aqueles apresentadores de games nos programas de tv, e rindo abaixando o olhar – e espero que pra mim também – deduziu olhando de um jeito estranho pra mim, de cima a baixo o meu lindo corpinho, só que não.
- Talvez, sei lá – respondi meio confusa, eu havia gostado sim, mas nunca iria admitir isso, orgulho fala mais alto. – mas olha aqui – perguntei chegando mais perto – se acha que você pode ir mentindo assim pra mim, está enganado. Qual é o seu problema, as pessoas ficam preocupadas sabia? E tamb...
- As pessoas ou você? – perguntou com um sorrisinho convencido que só ele tem, e só aí eu me toquei do quão perto eu tinha ficado dele, com a minha aproximação repentina. E o ruim é que ele me pegou com essa perguntinha ridícula.
- P-por que eu me preocuparia com você? – não acredito que eu gaguejei droga – só porque lá é perigoso, e poderia acontecer algo de ruim com você? Nem pensei nisso – acabei de perceber que eu não tenho controle do que eu falo. O QUE DIABOS E ESTOU FALANDO? – ai que merda – murmurei, mas ele deve ter ouvido já que soltou uma risadinha – do que está rindo babaca? – perguntei olhando diretamente para ele – terceiro erro dessa noite.
E senhoras e senhores, ele sorriu.
- Agora você sabe como eu me sinto toda vez que você vem me pedir para ir comigo – disse simplesmente. Comecei a sentir um calorzinho na minha bochecha, ah não creio, e ele notou – alias você fica linda coradinha – juro que essa risadinha dele ta me irritando.
- Cala a boca – resmunguei meio alto. E quando foi que a mãozinha linda dele foi parar na minha cintura e a respiração aumentou. Af ta tudo muito lento pro meu gosto. To mais lerda que a Demi Lovato cara.
Até que o sinal dos deuses toca, apesar de ser somente o celular dele mesmo. Ele separou. ESPAÇO PESSOAL MEU QUERIDO, e pegou o aparelho. Se não engano é toque de mensagem... hum... Ele terminou de ver o torpedo, bloqueou o celular e voltou a me olhar. E eu esperando por uma explicação, do tipo quem é.
- E aí? Vai falar de quem era ou não? – sem rodeios meu bem.
- Relaxa ciumenta, era mensagem da operadora – respondeu sarcasticamente.
- Não vou me irritar com isso, não vou – algumas pessoas contam até dez, eu falo comigo mesma. – mas então, a gente vai ficar aqui a noite toda?
- Como eu sei que você é uma gulosa, a gente vai ir comer alguma coisa, mas antes eu tenho que passar em casa. – ignora, e pensa na comida.
E lá fui eu sendo arrastada até a residência daquele indivíduo, fazendo meus pés sofrerem novamente.
CONTINUA
Notas finais
até o próximo
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