What It Was To Cry
4 Welcome To Real Life
Notas iniciais
Gregory dirigiu até em casa e Cherry agradeceu baixinho dizendo algo que não podia ser ouvido muito bem e entrou correndo até seu quarto. Batendo a porta com força e se atirando na cama. Nesses momentos ela desejava ter sua amiga Victoria e seu amigo Ren (esquerda). Ela adorava a companhia dos dois, Victoria falava de seus livros de romance e de como a mocinha jamais ficava com o herói no final do primeiro livro da saga, Cher adora o jeito com que a garota vibrava e gritava quando os personagens se beijavam. E também adorava Ren e seus traços leves, suas piadas sem graça e provocações chatas. Ela os amava como irmãos, ou talvez Ren, um pouco mais do que isso, mas os amava. E nesse momento, se sentiu totalmente tola por ter abandonado o colo de uma mãe para sair pelo mundo desconhecido e perigoso. Foi engatinhando até uma gaveta e pegou uma lamina, não fazia isso a um tempo mas sentiu a necessidade. Empurrou a lamina fina contra a pele clara e mais uma imensa cicatriz se abriu, se camuflando em meio as outras demais.
Londres, 15 hrs do mesmo dia.
Todos os garotos fingiam estar entretidos com as mãos e celulares enquanto davam a Simon um momento para se recompor. Sabiam o quanto o homem amava a filha e que era um bom homem, mas também nunca entenderam o motivo de distanciar a filha tanto assim, e qualquer que fosse o motivo, sentiam que era melhor nem saber. Simon passava as mãos no cabelos e massageava as têmporas, uma secretária lhe trouxe aspirina e saiu rápido.
– Quer que eu vá falar com ela? – perguntou Niall, de longe o mais preocupado, Harry o teria fuzilado com os olhos se não estivesse tão ocupado fingindo distração. Simon fez um gesto com a mão como quem dispensava tal ação de Niall, quem quer que fosse falar com a garota agora, só iria trazer mais confusões. Gregory já havia ligado avisando que a irmã queria voltar para a escola, mas Simon não a afastaria e não deixaria com que ela se afastasse tão fácil dessa vez.
– Querem saber? Levantem e nós vamos agora para casa. – ele disse e os meninos o olharam como se fosse louco, realmente parecia agora. – Levantem, esqueceram que sou seu chefe?
Todos levantaram preguiçosamente resmungando baixo e seguiram Simon até o carro para ir até sua casa. Coisa boa provavelmente não iria acontecer...
Cheryl estava lavando os “machucados” e ouviu alguém abrir a porta do quarto, subitamente escondeu os braços atrás do corpo, quando viu Greg entrar no quarto.
– Cheryl... me de suas mãos. – ele disse, esticando os braços enfrente ao corpo para que ela fizesse o que ele pediu, ela somente negou com a cabeça.
– Não.
– Cherry, colabore. Vamos, me de seus braços.
– Não.
– Cheryl Elizabeth Cowell.
– Gregory Joseph Cowell. – sim, seus pais tinham péssimos gostos para nomes.
– Cheryl, sério me de suas mãos, eu não vou contar a ninguém. – ele disse, olhando no fundo dos olhos da irmã se aproximando lentamente. – Palavra de escoteiro.
Ele levantou o dedo mindinho e a garota olhou para ele hesitante, estendendo o dedo mindinho e tocando o dedo do irmão, que sorria. Ela entregou os braços para ele, que limpou os ferimentos adequadamente e fez um curativo nos pulsos feridos da garota, depositando beijos depois de fazê-los. A menina sorriu se lembrando de Vic e Ren. E então depois, Simon entrou no quarto olhando a estranha afeição entre os irmão. Greg abraçou Cherry para disfarçar seus pulsos com curativos.
– Cherry, sinto muito por minhas palavras. – Simon disse, se aproximando da filha bem mais calma. – Mas Gregory me fez pensar que, como você ficou muitos anos naquela escola, deveria ficar aqui por uns tempos. E já que ficará aqui, pensei que poderia ajudar.
– Espera... – Cheryl disse, toda a raiva havia desaparecido. – Vou ficar... aqui? Morando?
– Sim. – Simon disse, sorrindo, Cheryl pulou de alegria e depois abraçou Gregory e o pai, não conseguiu conter a felicidade. Finalmente estava livre daquele presídio/lar de novo.
– Obrigada Simon e Gregory, vou tentar meu melhor, palavra de escoteira.
Ela disse, zombando do irmão, que riu com ela e a abraçou, ela viu os meninos e abraçou a todos.
Londres, uma semana depois, 10 de Dezembro.
Todos se espreitaram e entraram sorrateiramente com Victoria pela frente no quarto de Cherry, queriam só ver a cara da garota quando visse a melhor amiga. Carregavam um bolo falso lilás com uma faixa roxa com letras verdes claras que dizia “PARABÉNS CHECHE, TE AMAMOS!” Todos entraram no quarto e Vic, examinando tudo, pegou a primeira almofada e tacou na cara da amiga.
– Ta na hora de levantar, gorda! A Bastos vai passar aqui e arrancar seus cabelos se não levantar sozinha. – a morena disse. Bastos era a monitora do dormitório. Dizer que ela era antipática seria elogio.
– Enrola ela só mais cinco minutos, Victoria. – a garota disse, cobrindo a cabeça ruiva até o topo com o cobertor verde claro. Só então reconheceu a voz da amiga, empurrando o cobertor com tudo e pulando em Victoria. – Victoria!! Você veio...
– Claro que sim. – disse a morena, carinhosa afagando os cabelos da amiga, quase chorando. – Parabéns, puta!
Todos foram abraça-la e desejar parabéns. Por último Simon que lhe deu um beijo na testa. A pequena sorriu e abraçou o pai de volta.
– Chega de mela cueca. – disse a morena, puxando Cherry para seus braços e fazendo uma cara diabólica. – Adivinha o que tem dentro do seu bolo?
– Hum... Ah, não, Victoria. Por favor me diga que não tem um go-go boy aí dentro. – Cheryl disse, arqueando as sobrancelhas. Vic levantou os ombros e rolou os olhos.
– Considere-o como quiser.
Cheryl se inclinou para abrir a tampa do bolo e deu de cara com um garoto sorridente e saltitante de olhos azuis profundos.
– Ren! – ela gritou e pulou sobre o bolo, conseguindo não quebrá-lo. Ren a abraçou e saiu do bolo, agilmente. Niall e Harry assistiam a cena quietos. Niall discretamente apertou a caixa preta em seu bolso. Ela não é para mim mesmo... Nenhuma garota poderia gostar de mim. Ele pensou e sorriu falsamente para a amiga.
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