Depois que Harry disse aquilo, Cher apenas deu um sorriso amarelo e se despediu, saindo logo do carro. Pelo visto ia ser um verão mais do que longo.

Cheryl’s POV

Cheguei em casa e não havia ninguém lá, novidade. Fui para meu quarto e tirei aquela roupa para colar um moletom bem largado. Eu gostava do Harry, mas toda vez que eu via o Niall, era como se os sentimentos que eu tinha por Harry ficassem mais embaralhados. Ok, deixa eu explicar, é como se Harry fosse o sol, quando eu estou só com ele, tudo é lindo, o céu é azul e tudo é maravilhoso, mas basta só as nuvens – que seriam Niall – aparecerem, que o sol desaparece e meu dia lindo dá início à uma chuva enorme. Mais então você se pergunta : Se Harry é o dia de sol, e Niall a tempestade de chuva, por que você simplesmente não escolhe o dia de sol? Bom, caro leitor curioso, eu, como toda pessoa louca e do contra, prefiro dias chuvosos. É tudo tão mais bonito nos dias de chuva, as pessoas usam roupas bonitos, a comida é melhor, você pode usar moletons, lenços e ficar em casa lendo. Mas com toda essa coisa da Caroline e do Harry, eu não vou poder ficar com o Niall. Esse é o lado ruim de seu pai ser o “poderoso” Simon Cowell, você não controla sua vida.

Fiquei mexendo nas minhas coisas até achar o violão verde que eu tanto procurava. Quando eu era pequena e minha mãe ainda era viva,ela havia comprado esse violão para mim e tinha me ensinado a tocar. Como era bom rever esse instrumento.

Flashback.

Nós havíamos acabado de chegar em casa depois do enterro de mamãe, eu, Gregory, Papai e tia Amélia, irmã de papai. Assim que chegamos, Greg foi direto para seu quarto e papai e tia Amélia me mandaram subir também, dizendo que precisavam conversar. Subi para meu quarto e peguei meu violão e comecei a dedilhar a melhor música para aquele momento.

Smile, Though your heart is aching
Smile, even though it's breaking,
When there are clouds in the sky -

You'll get by,
If you smile

through your fear and sorrow,
Smile and maybe tomorrow
You'll find that life is still worthwhile,
If you just…

Quando ia terminar de tocar o verso, fui interrompida por Simon entrando enfurecidamente pela porta, com tia Amélia atrás. Ele apenas chegou perto de mim e arrancou o violão da minha mão.

- Não mandei você subir pro seu quarto e ficar quieta? Será que você é tão burra assim, sua imprestável! – ele gritou, estendendo o violão para tia Amélia – Jogue isso o mais longe que conseguir, Amélia, livre-se disso antes que eu... – ele apenas respirou fundo e virou de costas para mim. – Livre-se disso e ajude Cheryl a arrumar as malas, ela vai ficar naquele internato em Oxford, perto da sua casa.

- Mas, pai...

- Ela vai e ponto final. – ele disse, me ignorando e saindo do quarto, batendo a porta com força.

Flashback.

É, vocês que assistem The X Factor e acham que Simon é grosso, há-há, que pena de vocês, realmente se enganaram. Nesses programas ele chega a ser meigo. É Simon, quem não te conhece que te compre. Mas enfim, voltando a história do violão, tia Amélia realmente o guardou o mais longe possível, como ela havia me levado à Oxford, lá ela me devolveu o violão. Tire-o do armário com o maior cuidado e tranquei a porta, não sei nem o que Simon seria capaz de fazer se visse isso de novo. Hoje sei que, bom, ele fez tudo aquilo porque não aguentava as “lembranças” que tinha da minha mãe quando olhava para mim e para o violão, mas para mim, até hoje, nada disso justifica.

I wanna be drunk when I wake up,
On the right side of the wrong bed,
And never an excuse that I made up,
Tell you the truth I hate,
What didn't kill me,
It never made me stronger at all

Comecei a tocar, calmamente cantando cada uma das palavras, como se estivesse cantando somente para minha mãe.

All by myself
I'm here again
All by myself
You know I'll never change
All by myself
All by myself

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.