Notas iniciais
Primeiro capitulo,espero que gostem.

Fiquei uma semana sem ir pra aula,hoje seria o meu primeiro dia como uma doente naquele lugar.Sintia que todos me encaravam como se algo tivesse mudado,eu nunca fui a popular,na verdade nem amigos eu tinha.Mas porque hoje eles estavam me olhando como se eu fosse um ET? Eu costumava ser invisível.

-Elizabeth! Que surpresa agradável –disse o idiota se aproximando

-Primeiro: Meu nome não é Elizabeth,meu nome é ARIA, A-R-I-A. E segundo: Hastings,que surpresa desagradável! –eu ironizei

-Pode me chamar de James gata! –ele falou piscando –Ou melhor,me chama de Estados Unidos e me USA –ele completou com um sorriso extremamente idiota,alias tudo que ele faz é extremamente idota,ele é extremamente idiota.Idiota!

E graças aos céus,o sinal tocou indicando a primeira aula,quem disse que ele ia?! Eu nem sei como ele chegou ate o terceiro ano,ele me contou que repetiu um ano,acho que foi a primeira serie.

Aula de biologia,adivinha o assunto? Câncer porque justo hoje tudo decidiu virar contra mim e me lembrar de todos os problemas pelos quais passei na semana passada?!

-Professor,posso ir ao banheiro? –eu falei com a voz tremula e ele assentiu,sai o mais rápido que pude de lá e só parei de andar quando percebi que estava bem longe,e o que eu fiz? Chorei igual uma retardada,parece que tudo que eu faço essa semana é chorar,vou ficar desidratada desse jeito.

Isso pode ate parecer drama mas pensa uma menina de 17 anos que nem viveu ainda,ainda nem descobriu o “amor” ter que morrer daqui a pouco,pois é, essa sou eu.

Alguem encostou no meu ombro chamando minha atenção quando eu olhei ...O idiota (não sei qual é meu problema com essa palavra,eu adoro ela!)
-Vai embora,caralho –eu falei estressada,ele me perseguia?

-Oh meu Deus! Voce ta chorando? –ele falou preocupado
-Não,eu to limpando meus olhos,não ta vendo?

-Ah para de chorar! Por favor,não chora!!
-E desde quando você se importa comigo? –eu perguntei
-Pode parecer que não,mas você é legal –ele falou tentando me confortar.
-Quer dizer que eu não pareço legal? –eu perguntei
-Não,não é isso! É que as vezes você é meio grossa –ele disse
-Entao eu sou grossa e chata? –eu perguntei arqueando a sobrancelha
-Não mas pelo menos você é bonita!

-Não tenta concertar o erro,eu já entendi que sou chata e grossa

-Pelo menos eu fiz você parar de chorar! –ele disse convencido
-Se você não sair daqui eu vou chorar,eu juro que vou chorar!
-Não chora,por favor eu já to saindo!-ele disse começando a se desesperar.

-É melhor você ir ou...-eu disse começando a “chorar”.

-Por favor não chora, tchau- ele disse e saiu correndo. Idiota.

Suspirei e fui em direção ao banheiro, lavei meu rosto e ajeitei meu cabelo. Olhei meu reflexo no espelho e se você prestar bastante atenção eu estou mais pálida que o normal ou eu estou ficando paranoica. Perfeito. Uma doente paranoica, melhor

impossível. Eu não voltei pra sala, quando bateu o sinal do recreio eu fui para a sala pegar minha coisas, eu ia pra qualquer lugar, menos ficar aqui e muito menos ir pra casa. Quando eu estava chegando na portaria eu encontrei com a diretora, tem como o meu dia melhorar?

-Senhorita Adams, a senhorita poderia me acompanhar até a minha sala?-ela disse parecendo...com pena?

Eu assenti e a acompanhei até sua sala.

-Sua mãe me ligou para informar sobre sua...ahn...situação-ela disse desconfortável. O que? Minha mãe falou pra ela? Ela não poderia ter feito isso comigo. Não deixei ela terminar e fui direto pra casa, entrei e comecei a procurar minha mãe, a encontrei na cozinha.

-MUITO obrigada-eu disse ironicamente, fui para o meu quarto e bati a porta com força.

Eu acho que me esqueci de comentar que o Hastings é meu vizinho a janela do quarto dele da para a janela do meu quarto, mas isso não é importante não agora.

-Obrigada pelo que?-minha mãe disse entrando no meu quarto.

-Por ter contado pra diretora que eu vou morrer.

-Você não vai mo...

-Sim, eu vou e você sabe disso, eu tenho pouco tempo pra aproveitar a droga da minha vida e você estragou a oportunidade que eu tinha de agir normalmente, como se nada tivesse acontecido, nem que seja por um mês, ela vai contar pros professores e talvez até para os alunos e sabe o que eles vão fazer? Eles vão sentir pena, vão ficar com medo de ficar perto de mim, porque eu posso simplesmente “apagar” do lado deles, e o pior não é isso, estou acostumada a não ter amigos, o pior é a pena, o que eu menos preciso agora é pena. -eu disse extremamente irritada, eu estava praticamente gritando.

-Minha filha, você não pode se estressar e...

-Por quê? Eu vou morrer de qualquer jeito- eu disse rindo sarcasticamente.

-Elizabeth...

-Não me chame de Elizabeth, e nem tente dizer que eu não vou morrer, eu tenho Leucemia, isso não é uma simples gripe, agora por favor saia do meu quarto-eu disse apontando para a porta.

-Aria, eu sinto muito-ela caminhou até a porta e antes de sair se virou para mim- Eu te amo muito.

Suspirei e olhei pela janela...Droga! Parece que o fato do idiota ser meu vizinho era importante sim, ele estava parado na frente da janela me olhando preocupadamente.

-Como assim você tem Leucemia?

Notas finais
Esse capitulo ficou meio dramático,mas é porque ela ainda não se acostumou com a idéia,não desistam da fic,por favor.Obrigada por lerem e não se esqueçam de comentar.