What Is The Love For You?
6 Capítulo 4
Notas iniciais
“-Você gosta de mim?-eu perguntei debilmente.
-Não, eu não gosto de você-ele falou, isso doeu. Doeu muito-Eu amo você
Isso melhorou a minha vida. Ele se aproximou de mim, nós estávamos a dois centímetros.
-Aria-James isso é hora de falar o meu nome?Mas espera,ele não me chama de Aria.
-Aria-não era ele que falava,era a minha mãe,mas a voz saia da boca de James .Tem alguma coisa muito errada nisso.
-ARIAAAAA.”
Acordei sobressaltada e cai de cara no chão, ai meu nariz. Foi tudo um sonho...AI MEU DEUS!!!EU SONHEI QUE IA BEIJAR JAMES HASTINGS?!O QUE ESTÁ ACONTECENDO COMIGO?QUAL É O MEU PROBLEMA?EU NÃO POSSO TER ESSE TIPO DE SONHO COM ELE!ELE É JAMES HASTINGS!!!
-Elizabeth, você está bem?-minha mãe perguntou preocupadamente.
Ah, dai a voz misteriosa que saia da boca de James, ela estava tentando me acordar.
-Sim...ou mais ou menos, meu nariz está doendo.- eu disse e minha mãe rio.
-Desça para tomar café-ela falou e saiu do meu quarto, virei de barriga pra cima. É impressão minha ou está tudo girando?
Ai, que dor de cabeça, mas isso já virou rotina. Levantei com um pouco de dificuldade ,tudo ainda estava girando e meio escuro, me sentei na cama e respirei fundo, eu não podia desmaiar de novo, estava tudo tão bem.
Felizmente, depois de um tempo foi diminuindo, ainda estava um pouco tonta, mas bem melhor. Troquei de roupa e fiz minha higiene matinal e desci as escadas correndo, má ideia, eu quase cai de cara no chão pela segunda vez hoje, a tontura ajuda, mas ainda bem que teve o quase.
Quando cheguei na cozinha, eu vi uma pessoa que não deveria estar ali. O que meu pai está fazendo aqui? Ele não estava viajando?
-Pai?
-Aria,meu anjo-ele disse e veio me abraçar-Senti saudades.
-Eu também senti,pai.-eu realmente sentia falta dele,ele precisava ir, eu entendia, mas isso não me impedia de sentir falta dele.
-Então...como vai a escola-ele falou como se estivesse tudo normal, ele não queria tocar no assunto.
-Bem...eu vou dar uma volta- eu disse saindo da cozinha.
-Não vai comer nada?-minha mãe perguntou.
-Não, to sem fome-eu disse e sai de casa.
Encontrei com James na frente da minha casa.
-O que faz aqui?-eu perguntei.
-Não posso mais visitar uma amiga?-ele deu um sorriso encantador.
-Não quando essa amiga está parecendo uma barata tonta, está tudo girando- eu disse rodando o meu dedo.
-Ei, você está bem? Que pergunta idiota... -ele disse passando o braço pela minha cintura-Vem vamos pra sua casa.
-Não,eu não quero ir pra casa.
Ele suspirou e pareceu pensar por alguns segundos.
-Ok, vamos pra minha casa, Liz.- ele falou e me pegou no colo.
-Não me chame de Liz e me ponha no chão... esquece -eu desisti de tentar fazer ele me por no chão quando tudo começou a girar mais do que antes.
Ele caminhou até o seu quarto e me carregou com a maior facilidade, como se eu fosse uma pena. Ele me colocou na cama e sentou do meu lado.
-Por que você não queria ir pra sua casa?-ele indagou enquanto brincava com uma mecha do meu cabelo.
-Meu pai chegou de viagem e... -a tontura só piorava, fechei os olhos pra ver se melhorava — Bom, parece que ele está diferente comigo, como se tivesse pena ou sei lá, está tentando evitar o assunto ou eu estou cada vez mais paranoica.
-Eu acho que você está cada vez mais paranoica-ele falou acariciando minha bochecha. Eu ri fracamente.
-Me promete uma coisa?
-Uhum.
-Se eu desmaiar, você não vai me levar para o hospital?
-Elizabeth...
-Olha, eu estava bem, ele ia dar um mês pra ver se piorava ou...não sei,eu tenho um mês antes de todo o tratamento e a tortura começar,então por favor,não me leva pro hospital.
-Ok.
-Promete?
-Prometo, mas se você desmaiar... o que eu faço?
-Só espera, eu vou acordar depois de um tempinho.
Ele deitou do meu lado e eu coloquei minha cabeça em seu ombro.
-Então, como foi sua noite?-ele perguntou isso me fez lembrar o sonho e eu fiquei com vergonha.
-Hã... normal e a sua?
-Normal-ele falou, mas deu uma risadinha como se soubesse de alguma coisa. Medo...
Nós ficamos em silêncio, mas não foi um silêncio desconfortável, foi...bom. O tempo passou e a tontura também passou, graças a Deus. Nós ficamos ali o resto do dia, assistimos filmes, comemos pipoca e demos risada. Ele era divertido, bem diferente do idiota que eu pensei que ele fosse.
Mas pra mim ele ainda é idiota.
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