Notas iniciais
Estou de volta com um novo capitulo fresquinho! Desculpe a demora, mas como avisei na minha outra fanfic, vou avisa-los aqui... Arranjei um emprego! Sim, não sou mais sustentada pelos pais... (mentira, sou sim. Mas agora tenho meu dinheiro!) Estou muito feliz e animada. Mesmo que eu demore, é porque eu estou escrevendo um pouco cada dia e assim vai ficar maior e melhor, certo? A viajem é cansativa e essa vida de responsabilidades é uma correria só, fora os problemas inesperados que ocorrem no caminho, mas fiquem tranquilos. A fanfic terá um final! Só não sei quando... rs Chega de enrolação! Vamos lá

H.E.R

Ryu Sanada

Desligo o telefone e suspiro. Chizu. Anos e anos amando a mesma pessoa e ela sem saber dos seus sentimentos.

Embora... Ontem aconteceram coisas que eu nunca imaginaria, nem em meus sonhos mais selvagens.

Seus beijos. Eu não os esqueço e não acho que conseguiria nem em mil anos. Foi a melhor coisa da minha vida vida! Anos sonhando com esse momento, esperando.

Jogo-me em minha cama pensando em tirar um cochilo. Não que eu tenha dormido mal, mas tenho treinado mais do que nunca. E as sensações e emoções de ontem ainda não foram esquecidas. Dormi com uma paz interior nunca sentida antes, graças á Chizu.

Coloco um dos meus braços em minha testa, cobrindo meus olhos. Meu irmão ligou hoje para avisar que viria a noite para uma visita e apresentar o mais novo membro da família, meus sobrinho. Mamãe adoraria conhece-lo. Eu fui o que menos me lembro dela, ao contrario de nii-san.

Mas sou capaz de me lembrar perfeitamente do seu jeito de ser. Amorosa e calorosa. Diziam que meu jeito calmo foi por parte do meu pai, mas eu acho e sempre achei que na verdade veio da minha mãe.

Sinto sua falta. E sei que Chizu sabe disso. Ela sempre soube. Ela me lembra minha mãe com seu jeito animado de ser. Forte, porem com um coração sincero e amoroso. Seu silencio era capaz de preencher o ambiente com palavras, mesmo sem dize nada. Ela gostava da Chizu. E foi a primeira a perceber meus sentimentos jovens e tão inocentes pela pequena menina que adorava jantar em nosso restaurante junto com seus pais, até o dia do acidente...

Fecho meus olhos com força me concentrando em seu sorriso e força. Preciso me afastar desses pensamentos.

E Chizu é a que me faz esquecer todos eles. Sempre me apoiou. Deu força. Defendeu. E...

Eu não diria que ela me ama, não da forma que eu a amo. Não ainda. Espero um dia.

Mas admito que estou confuso.

N-não que eu não tenha gostado de seus beijos... quer dizer, eu adorei. Não os trocaria por nada desse mundo!

Mas depois ela agiu como se... não se importasse. Mas tem momentos que ela os demostra e eu quase acredito que sou correspondido. Chizu não é uma boa mentirosa. Mas talvez ela não tenha percebido ainda...

Não.

Não devo me iludir. Não ainda.

Esperei e posso esperar mais.

Mas quando estou com ela esqueço isso. Está escapando das minhas mãos o controle dos meus sentimentos.

–Ryu? — ouço a voz do meu pai da escada. Levanto-me e respondo da porta.

–Estou indo — fecho a porta do meu quarto e vou descendo a escada — Sim?

–Ryu, me ajude a preparar o jantar de hoje. Será uma grande noite! Ligou para Chizu-chan? Não me diga que esqueceu, se bem que isso já é normal vindo de você ...

–Sim, ela disse que irá vir — respondo.

–Ótimo! — meu pai diz alegremente. Ele também sempre gostou da Chizu, assim como mamãe — Chizu-chan ai adorar conhecer meu netinho!

Sorrio ao imaginar sua reação. Ela com certeza vai ficar boba ao ver o bebê.

–Não fique ai sorrindo feito um bobo pensando na Chizu-chan. Me ajude para que o jantar saia na hora hoje. Sem Chizu aqui o trabalho fica um pouco parado — meu pai solta um longo suspiro.

–Imagino.

–Ryu, quando você pensa em se declarar para a Chizu? — surpreendo-me com a pergunta. Nunca imaginei que meu pai fosse tão direto assim. Não em relação á mim e a Chizu.

–Eu já fiz isso -respondo simplesmente.

–Ah — ele parece decepcionado.

E assim o assunto acaba.

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–Ryu!

–Nii-san — respondo — chegaram cedo.

–Que animaçao, Ryu — meu irmão diz sarcasticamente sorridente enquanto sua esposa, minha cunhada, sorri ao seu lado embalando um pequeno ser em seus braços envoltos em uma manta azul escura. — Onde está a Chizu?

Ele olho para os lados espantado com a sua ausência.

–Ora, vocês chegaram meia hora adiantados, se bem que Chizu-chan sempre chega cedo. Não sei o porque da sua demora — meu pai aparece atrás de mim.

–Tem certeza que ela vem, Ryu? -Tohru me olha intensamente.

Não respondo. Pego a bolsa de bebê da mão de Haruka enquanto eles entram.

–Ah, Agora deixa eu ver meu netinho!

–Calma, pai. Ele pode se assustar.

–Mas ele parece ser tão quietinho! Parece com o Ryu quando era mais novo. Até agora não fez um pio.

Observo o clima familiar e logo também sinto a ausência de alguém, e esse alguém é Chizu. Geralmente ela sempre chega com uma hora de antecedência. E faltam meia hora para o horário marcado. Será que ela não irá vim? Acho que peguei pesado demais ao telefone com ela...

Suspiro e esfrego minhas têmporas. Acho que não estou muito bem. Talvez eu esteja pegando pesado demais. Chizu sempre me diz para me cuidar direito. E a própria sempre esteve por perto para garantir isso.

–Ryu? — a voz de Tohru me tira de meus pensamentos — Você está bem?

–Sim — aceno positivamente.

–Logo Chizu estará aqui, não se preocupe.

–Ah, Chizu-chan? — Haruka agora nina suavemente o bebê — A namorada do Ryu-kun? Ela é tão simpática! Ela vai adorar ver o bebê, né querido?

–Sim, tenho certeza que ela deve estar doida para vê-lo — Tohru sorri suavemente para sua esposa — Ah, Haruka, ela não é a namorada do meu irmãozinho. Não que eu saiba.

–Mesmo assim, Chizu é como se fosse da família — meu pai diz carinhosamente.

Suspiro e assim, logo todos me encaram.

–Eu jurava que eles eram namorados... seria tão fofo — Haruka ajeita a criança em sua colo.

–Eu disse que eles não eram, ainda, mas no futuro quem sabe? — Tohru sorri para mim.

–O que você quer dizer com isso, Tohru? — meu pai pergunta desconfiado.

–Nada não, pai

Incrível como eles falam de mim como se eu não estivesse aqui.

Ouvimos passos curtos leves do lado de fora e logo a porta é aberta suavemente. Só uma pessoa que tem a total liberdade de entrar assim, sem nem ao menos avisar.

–Chi!

–Tohru!

Observo surpreso enquanto ela corre para os braços do meu irmão.

–Ótimo! Agora que Chizu-chan chegou, vamos comer! — anuncia meu pai.

Assim que se afastam percebo que há uma bolsa com Chizu. Ela logo se vira para cumprimentar Haruka e logo se volta para o bebê em seus braços.

–Ah meu Deus, é ele? — Chizu pergunta para Haruka que sorri acenando positivamente.

–Chegue mais perto, Chizu — Tohru a incentiva.

Observo tudo atentamente junto com meu pai, que por sinal está transbordando em alegria.

Os olhos de Chizu brilham agora ao ver o pequeno ser, só com a cabeça descoberta e dormindo calmamente.

–Mas ele é tão quietinho!

–Sim, só dorme e o mínimo de barulho que é faz é para mamar e logo depois volta a dormir — Haruka responde e Tohru acena concordando.

–Ele com certeza puxou o tio então — Chizu diz e sem querer me olha. Quando devolvo seu olhar ela logo desvia e volta a olhar para Haruka e o bebê.

Balanço a cabeça discretamente após isso. Logo se segue uma tonteira, e isso não é normal. Nunca tive nenhuma tonteira. Na verdade, nunca fiquei doente. Nem sequer uma vez.

–Chi, que sacola é essa na sua mão? — Chizu estende a mão para entregar a sacola para Tohru.

–Ah, uma coisinha que eu comprei para o bebê. Por isso cheguei quase em cima da hora. Foi uma correria! — Chizu parece estar nervosa.

–Ora, obrigado! Vou deixar junto com as coisas dele para logo abrir, primeiro vamos comer — Haruka aponta para a bolsa onde coloquei. Tohru pega o carrinho de bebê e o leva para a cozinha enquanto todos nós vamos logo atrás.

Enquanto sigo para a cozinha me dou conta de algo que nunca me aconteceu antes. Não estou com fome.

Mas porque será...?

Nos sentamos e as conversa vão se seguindo. Não sei se Chizu percebeu ou não, mas ela está sentada ao meu lado. Isso foi uma coisa automática, sempre sentamos um do lado do outro quando comíamos aqui. Talvez ela nem tenha percebido, ainda.

Mas com certeza os outros perceberam o clima que está entre a gente desde que ela chegou. Não nos falamos nenhuma vez e ela fez questão de me ignorar. O porque disso eu também não sei.

Mais uma vez Chizu me confunde, acho que isso é uma coisa feminina. Confundir os homens.

–Ah, tio, não quer ajuda? — Chizu já estava se levantando da cadeira, meu pai a segura suavemente pelos ombros sorrindo para ela.

–Imagina! Hoje não é dia do seu expediente. Você é convidada. E nem estou cansado hoje já que Ryu hoje não foi treinar e ficou aqui me ajudando.

–Ryu não foi treinar hoje? — Chizu estranha.

–Sim — respondo mesmo sem ela nem ter me olhado. Apoio meus cotovelos na mesa enquanto passo minhas mãos pelo meu rosto.

Chizu inesperadamente me olha e parece preocupada.

–Ryu, você está bem?

–Sim — respondo imaginando que ela esteja se referindo á minha saúde e não as minhas emoções.

–Chi tem razão Ryu. Você está mais quieto do que o normal, parece cansado — Tohru franze as sobrancelhas.

E então me torno o assunto do jantar.

Meu pai vai e vem com as comidas botando-as na mesa. Olho para a variedade na mesa e não sinto a menor vontade de comer nenhuma. Todos vão se servindo, inclusive Chizu mas eu não chego a tocar em nada.

Chizu assim que termina de se servir olha de relance para mim e logo para com a comida a meio caminho da boca.

–Ryu, você não vai comer?

–Não estou com fome

A atenção da mesa se volta toda para mim novamente.

–Isso não é muito comum vindo de você, Ryu — meu pai olha atentamente para mim.

–Eu sei. Não sei porque, mas estou sem a mínima vontade comer.

De repente sinto mãos suaves em meu pescoço e bochecha e percebo que são as mãos de Chizu.

–Ryu, você está quente! — Chizu exclama. Meu pai se sobressalta -Oji-chan, tem algum remédio para febre aqui?

–A-ah tem. Chizu, leve Ryu lá para cima que eu pego e levo até lá! — meu pai se levanta rapidamente.

–M-mas Ryu nunca ficou doente! — Tohru parece pasmo — Mas também do jeito que ele está treinando. Ninguém é de ferro.

–Eu vou lá para cima descansar então. Vocês podem ficar aqui e comer tranquilamente — levanto-me rapidamente e me arrependo. Vi estrelas, galáxias e o universo enquanto começo a respirar pesadamente agora.

Chizu também se levanta e deixa sua comida intocada. Ela pega um dos meu braços e vamos andando até as escadas.

–Chizu, vá comer. Eu sei onde fica meu quarto.

–Deixe de ser teimoso e vá andando logo! Você não de ficar doente, pode ficar até piorar -faz uma carranca e me puxa em direção as escadas.

Chegando ao meu quarto, tiro meus sapatos e deito na cama.

–Troque de roupa, bote uns moletons — Chizu pega umas peças aleatórias no armário e me entrega -Vamos.

–Você quer que eu me troque na sua frente?

–A-argh, idiota. Vou esperar lá fora. Assim que acabar, avisa — sai do quarto com passos firmes e bate a porta com força.

Respiro fundo e tento me forçar a levantar. Nunca soube como é ficar doente, agora sei e é horrível.

Ergo-me da cama com dificuldade e começo a me trocar. Com um pouco de dificuldade por causa da tonteira mas logo que termino de tira-las e colocar a calça de moletom, a chamo.

Chizu logo entra e para.

–Ryu! Eu disse que quando você acabasse de se trocar para me chamar. Você não botou a camisa ainda! — exclama e olha para meus pés mas não para a parte de cima. Ela está constrangida com a minha forma física? Nunca percebi ou isso é novo.

–Não consegui — digo com a voz arrastada. E é verdade. Meus braços parecem chumbos de tão pesados. A cada minuto que passa fico pior.

–Não tem jeito — Chizu diz preocupada. Pega o casaco de moletom ao meu lado na cama — Estique seus braços para frente.

Faço assim e ela devagar vai colocando o casaco.

–Não precisa levantar os braços, dá para colocar assim.

–Não sozinho.

Assim que ela termina eu me deito na cama com os olhos fechados e cansados.

–Chizu, vá comer. Quando chegar o remédio eu vou toma-lo e ir dormir.

–Não, eu como depois que você dormir então — ela cruza os braços e sinto seu peso na ponta da cama.

Três batidas na porta e logo ouço meu pai entrar com uma caixa de remédios na mão.

–Aqui está. É um desses aqui, mas não sei qual. Vou estar lá embaixo. Acho que Tohru e Haruka vão passar a noite aqui.

–Tudo bem, Oji-chan. Ah, eu ia pedir para passar a noite aqui, ia ligar para minha mãe avisando. Para cuidar do Ryu, e assim não precisa se preocupar e poderia cuidar do Tohru e da família dele — Chizu diz com um pouco de constrangimento pelo tom da sua voz.

–Hum — meu pai diz pensativo.

–A-ah mas se não quiser não tem problema! Claro, afinal a casa já vai estar cheia de gente e mais uma ainda que nem é da família se metendo ...

–Mas é claro que não tem problema, Chizu-chan! Ora, deixa de besteira que você é da família! Mas não se esqueça de ligar para sua mãe avisando — meu pai diz animadamente.

Hoje teremos casa cheia pelo jeito. Ouço tudo simplesmente. Chizu irá passar a noite aqui junto com meu irmão e sua família.

Não sei se Chizu passar a noite aqui nas condições atuais será uma boa ideia...

–Ah, só pegar uns travesseiros e cobertores extras que tem aqui no quarto do Ryu. Forre-os perto da cama dele, assim vai ser melhor. Ou se você quiser, pode dividir a cama com o Ryu, vocês faziam muito isso quando eram criança.

Sinto meu rosto esquentar e imagino como Chizu deve estar ao ouvir isso.

–O-Oji-chan! Isso quando éramos crianças. Não podemos mais fazer isso!

–Oras, e porque não? Para mim, vocês sempre serão crianças.

–Porque... porque... não, não pode.

–A malicia está em você, Chizu e eu confio plenamente em vocês.

Eu não queria estar ouvindo isso!

O que ele está fazendo?!

A situação entre nós já não é mais como antes. E isso só piora as coisas!

–Pai, deixe que Chizu cuide das coisas aqui e vá ver Tohru — digo com os olhos ainda fechados — Ah e Chizu? Apague a luz por favor.

Sem dizer mais nada meu pai desce as escadas e Chizu apaga as luzes. Só com a iluminação do lado de fora já é o suficiente.

–Um minuto Ryu, eu vou ligar para minha mãe para avisa-la — aceno suavemente com a cabeça e ouço a porta do quarto ser aberta e fechada suavemente.

Vai ser uma longa noite...

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No meio de uma escuridão inacreditável eu me pergunto onde estou. Ah. Eu dormi. Depois de ter tomado o remédio que Chizu me deu.

Depois tudo fica escuro. Só me lembro da minha cabeça encostando no travesseiro e de mais nada. Pelo menos agora me sinto bem melhor.

Olho para o lado em direção ao relógio digital ao lado da minha cama.

4:34.

Mas onde está...

Me arrasto suavemente até a beirada da cama e tento ver apesar da escuridão com a pouca luz que surge através das cortinas.

Vejo um vulto deitado em baixo da cama. Forço um pouco mais e percebo que Chizu é o vulto.

Ela está dormindo virada para meu lado. Provavelmente para caso acontecesse alguma coisa...

–Ryu — geme. Sinto meu rosto formigar.

E-ela está sonhando comigo?

–Idiota do beisebol — geme de novo.

Ah, sim, é comigo que ela está sonhando.

Não consigo evitar de sorrir. Talvez eu parecesse um maníaco á espreita essa hora da noite olhando para uma garota que está dormindo no seu quarto...

Ouço um zumbido vindo de onde Chizu está. O barulho persiste ate que ela rapidamente se mexe e põe a mão embaixo do travesseiro pegando algo. Um celular.

–Já está acordado! Está passando mal? — se espanta ao já me ver despertado.

–Não, ao contrario. Estou ótimo.

–Mesmo assim — se levanta — Falta uma dose do seu remédio.

Sento-me e percebo que mesmo me sentindo melhor, ainda há os vestígios de uma febre em meu corpo.

Chizu estende a mão para mim com o remédio e a garrafa d'água que eu não tinha visto antes. Ao terminar de engolir a agua junto com o remédio, Chizu se aproxima e sinto suas mãos tocarem minha testa, bochecha e pescoço.

Minha vontade é de encostar meu rosto em suas mãos e ser acariciado levemente.

–Você ainda está com febre. Está quente.

–Talvez seja o quarto, estou me sentindo bem melhor agora.

–Você está descansado agora. É diferente. Ainda tem um pouco de febre, mas está abaixando.

–Não dormi direito noite passada — admito

–E porque não? — se senta ao meu lado da cama.

–Quer mesmo que eu te diga?

–Argh! Esquece. Nem doente você me dá sossego! -cruza os braços e olha para a luz vinda da janela em frente á cama — Só falta dizer que te assediei ontem!

–Na verdade, é exatamente assim que eu eu me sinto — brinco.

–Só para deixar bem claro. Eu fiz aquilo por causa das câmeras! — me encara furiosamente.

–Sim, e quando estávamos no seu quintal e você pediu para que eu não parasse de te bei...

–Eu estava... estava... entusiasmada por causa do beijo! E também, foi a primeira vez. Você sabe, que eu...

–Para uma primeira vez , você fez muito bem — recordo-me das sensações e imediatamente o impulso de continuar o que fizemos, volta com mais força -Ah, e você não é a única.

Fico um pouco sem graça agora. Fui apaixonado pela mesma garota desde a minha infância toda, quase, sempre rejeitei qualquer confissão de qualquer outra garota. Meus pensamentos sempre foram para uma só.

Chizu. Sempre para ela e por ela.

–E-então como você sabe que eu fui bem? — pergunta baixo. Seus olhos se voltam para o chão imediatamente -Se você nunca... e eu também não...

–A questão não é essa, Chizu — respondo sorrindo suavemente — É o que se sente.

Me encara atentamente agora.

–Eu posso te mostrar, Chizu — me inclino em sua direção.

–R-Ryu, eu...

Estendo minha mão para seu rosto e acaricio. Ela se silencia e nos encaramos. Sinto seu rosto quente em minha mão.

Vou me aproximando lentamente. Ela fecha seus olhos com força e segura em meu braço com força. Fecho meus olhos assim que eu encosto meus lábios nos seus.

Chizu me segura com mais força agora enquanto eu vou me aproximando mais. Mexo meus lábios suavemente, no começo ela não estava reagindo, mas agora seus lábios imitam os mesmos movimentos.

Sua mão sobe e para em minha cabeça, me segurando por lá agora. Quando ela começa a fazer carinhos em minha nuca.

Avanço com o beijo e ela geme. Me afasto rapidamente.

–O-o que? Porque parou? — diz ofegante. Seu rosto está vermelho. Seus olhos brilhantes de emoções que, talvez, nem ela saiba o porque.

Sem esperar por mais nenhuma palavra avanço para ela novamente e já começo beijando-a mais desesperadamente.

Chizu me corresponde da mesma forma.

Sinto mais uma vez meu lábio inferior ser mordido e em troca toco seus lábios pedindo para que os abrisse.

Num ato inesperado Chizu me empurra para a cabeceira da cama enquanto sinto sua língua em minha boca.

É uma das melhores coisas que eu já senti na vida.

Não, a melhor mesmo.

Sinto meu coração bater freneticamente em meu peito. Levo minhas mãos as suas costas e fico acariciando-a lá.

Essa foi a razão pelo qual dormi mal noite passada. Estava pensando nos seus beijos e toques, me perguntando quando seria a próxima vez que eu poderia senti-la assim.

Sinto a adrenalina e outros hormônios correrem ferozmente pelo meu corpo, inibindo qualquer pensamento ou ciência de que a luz do quarto, que antes estava apagada, agora está acessa. Sendo que nós não acendemos.

Nenhuma vez...

Separo-me bruscamente de Chizu interrompendo o beijo e olho para porta.

Haruka está parada á porta com o bebe em seus braços e parecendo chocada.

Chizu logo percebe a situação e se assusta.

–A-ah o bebê estava na hora de se alimentar e aproveitei e vim aqui para ver a com Chizu se você estava bem, já que foi quase na hora de você tomar seu remédio, eu achei que... deixa para lá! — Haruka parece estar sem graça e com vergonha — Não vim fuxicar nem nada, eu juro!

–H-Haruka — Chizu se levanta desesperadamente -Nós sabemos que você não é assim.

–Ficou feliz em vocês acreditarem em mim — suspira enquanto olha rapidamente para o bebê — ah, podem deixar que eu não irei contar nada!

–N-não espere — Chizu argumenta — Não é nada disso que você está pensando!

–Eu realmente não vi nada — pisca um olho para nós — Se bem que eu já esperava isso. Bem, já vou dormir... e é melhor vocês fazerem o mesmo, viu?

Com um boa noite simpático e extremamente feliz, Haruka apaga as luzes e fecha a porta.

Ficamos calados, olhando para a imensidão da porta.

–Ela não vai falar nada — digo. Sou bom em conhecer as pessoas e sei que ela não faria uma coisa dessas. Nem para o Tohru ela vai dizer alguma coisa.

–A questão não é essa, Ryu!

–Então, qual é? — pergunto serio.

Ela olha para a janela e fica em silencio.

A vida está armando para nós coisas demais. Talvez tantas coisas, que no final nós não iremos saber como lidar com elas.

Notas finais
Espero que vocês tenham gostado. Qualquer erro peço desculpas antecipadamente, ser escritora e revisora ao mesmo tempo complica. Esse capitulo achei meio chato (sim, achei) mas o próximo será mais emocionante e cheio de surpresas, prometo! Então, até