What Is Love

1 Quando tudo começou


Notas iniciais
Sabe, por um motivo desconhecido, eu amo essa fic..

Eu estava muito aflita, todos caçoavam dos meus grandes óculos e da minha aparência estranha, afinal estávamos no primeiro ano do ensino médio, as garotas costumavam andar maquiadas e perfumadas. Vou me apresentar primeiro, acho que contando um pouco da minha história você vai entender melhor.

Meu nome é JongUnnie, conhecida mais como Unnie, morava com meus pais em Tóquio, mas quando estava na quinta série eu me mudei para Seul morar com meus tios. A história pode ser um pouco dramática pelo meu ponto de vista, afinal, quando seus pais morrem você se torna uma própria peça melodramática. Meus pais morreram por minha culpa — juro que não é drama -, quando eu estava fazendo birra no meio da rua por uma barra de chocolate. Eu me recordo desse dia como se tivesse sido ontem..

– Pai, compra aquela barra de chocolate pra mim ?

– Unnie, querida, o pai não pode. Desculpe — aquele olhar, aquele olhar humilde e honesto me deixava tranquila, como se não houvesse problema algum no mundo.

Mesmo assim insisti.

– Mas eu quero. Mãe! — comecei a aumentar meu tom, para ver se conseguia, mas parecia não estar dando certo.

– Unnie, você ouviu o seu pai. Vamos embora.

Posso interromper ? Mesmo assim eu vou.

Umas características do meu pai: Nome: HansHyun, mas mamãe o chamava de Hansi — um apelido muito fofo, por sinal -, no dia de sua morte ele tinha 45 anos. Era japonês e sul-coreano, o pai coreano e a mãe japonesa, mas isso não vem ao caso. Ele tinha 1,80 de altura e pesava, mais ou menos, uns 56 kg, éramos muito pobres mas mesmo assim éramos uma família muito unida. Cabelos pretos e bagunçados — assim como os do Harry Potter. Me desculpem a comparação -. Estava à procura de um emprego, já que foi despedido do restaurante, ele era garçom.

Umas características da minha mãe: estava sempre de péssimo humor, chingava todo mundo — inclusive a Dona Yuvi, que cuspia em nossa porta toda vez que passa por lá -. Nome: Yoona, papai a chamava de Yon. Quando morreu tinha 37 anos, um pouco mais nova que papai. Pesava, mais ou menos uns 60 kg, e media por volta de 1,70. Tinha cabelos castanhos que iam até a bunda. Ela era linda. Trabalhava como cabeleireira em um salão à três quadras de casa, e quando chegava, por volta das 8 da noite, preparava a janta.

Continuando..

– Mas pai! Eu quero chocolate! — grite, indignada.

– Unnie, não! — seu olhar mudou de doce para severo.


– Então eu vou roubar!

Saí correndo em direção à loja de doces. Ouvi meus pais correndo logo atrás mas não me virei para olhar. Entrei na loja, arfando, e fui ao corredor dos chocolates.

– Unnie! Unnie! Já pra casa, agora! — ouvi minha mãe berrando.

Peguei a primeira barra de chocolate que vi e saí correndo no meio da rua. " eu peguei " pensei. Meu coração palpitava de emoção.

Meu primeiro roubo, o que não para por aí.

– Unnie! — meu pai olhava pra mim, triste e decepcionado, do outro lado da rua. Mamãe estava ao seu lado, seus olhos faiscavam ao me olhar com a barra de chocolate na mão.

Logo, tudo aconteceu rapidamente. É estranho lembrar dessa cena.

Mamãe veio correndo em minha direção, segurando uma placa de ferro na mão esquerda — ela era canhota -, e, como não havia olhado para atravessar, um caminhão pipa veio em alta velocidade. E a acertou em cheio.

Vi aquele caminhão passar por cima dela, não foi umas das melhores coisas que já vi, mas lembro perfeitamente da cena. Fiquei paralisada, em choque. Não conseguia me mexer e nem gritar, apenas ouvi e observei o tumulto ao redor dos restos da minha mãe. " YOOOOON ! " o berro do meu pai. Um berro completamente desumano e desesperado. Não consegui ver nada depois daquilo, apenas meu pai caindo em cima do que um dia fora minha mãe. Ele teve um ataque cardíaco e morreu. Ali mesmo. Junto com a pessoa que ele tanto amou.

Depois de tudo fui levada até a delegacia. Mas não me permiti a dar uma palavra do acidente. E fui salva da narrativa por um garoto, que contou tudo o que acontecera. Ele era lindo, maravilhoso, a coisa mais linda que eu já havia visto. Cabelos loiros e bagunçados, que iam até os olhos, eram lisos e brilhantes. Seu rosto era lindo, bochechas fofas, boca muito bem contornada, nariz pontudo e os olhos. ah, os olhos. Verdes e puxados de uma maneira incomum. Ele era sul-coreano. Dava para ver pelo modo da pronúncia, o sotaque e seus lindo olhos.

Só tinha um pequeno problema. ele trabalhava na loja de doces. Todas as minhas esperanças em ser feliz ao seu lado morreram ali. Afinal, eu era muito nova para ele. E ele jamais me perdoaria pelo roubo.

– Foi tudo o que eu vi, delegado. — sua voz era doce, como se ele cantasse enquanto fala.

– Tudo bem, Eun. Você disse o que precisávamos saber. Fico grato, pode ir. E você, garotinha — ele se virou para mim -, devia se envergonhar de roubar uma loja de doces.

– Mas foi apenas uma barra de chocolate, senhor.

– Não importa. Meu pêsames. Sinto muito pelos seus pais, foi uma perda muito dolorosa, por isso não vou brigar com você. Há algum parente seu que more por aqui ?

Parente ? Eu não sabia direito, mamãe nunca falara de ninguém.. a não ser que...

– Tenho tios que moram em Seul. — eu nunca havia falando com eles antes, mas já tinha visto fotos. Pareciam ser legais.

– Ótimo, acho que sei quem são. vou ligar agora mesmo.

Foi uma tarde entediante. E o pior de tudo é que eu não me sentia mal pela morte dos meus pais. Apenas apavorada.

Passados dois dias meus tios vieram. Foram super simpáticos, inclusive meu tio, que parecia querer ficar o mais próximo possível de mim. Minha tia se chamava Hyunnie, que insinuava o meu nome ser uma homenagem à ela, tirando isso ela era uma réplica loira da minha mãe. E quando descobriu que ela havia morrido, entrou em choro. Meu tio era a coisa mais simpática e ao mesmo tempo imprevisível que eu já havia visto. Ele havia chegado do exército fazia 2 meses, então sua aparência não era a das melhores.

– Queridinha, vamos para Seul amanhã, tudo bem ? — a voz dela era completamente irritante e fina. Mas ao julgar pelas roupas eles pareciam ser bem ricos.

Ao amanhecer eu já estava no avião a caminho da minha nova vida.

Notas finais
Bom, ta aí o primeiro capítulo.. mereço review ?