Marcus me ajuda a chegar até Johanna Reyes. Ela estava em uma casa de madeira com um símbolo de árvore. Lá, um pensamento me ocorre.

Amizade.

–Fique aqui.-diz Marcus. Não sei se ele está realmente me ajudando, nem se eu devo realmente confiar nele. Mas não digo nada.

Eles param de conversar. Johanna é uma mulher amigável, uma melhor amiga que segura uma arma sem pestanejar. Mas tem seu lado sombrio, como a cicatriz que cruza a face, juntando o olho e o sorriso na boca.

–Tobias Johnson, não é?- ela pergunta com um certo tom. Talvez ela me conhecesse antes.- Vocês vem para fora?

–Você sabe que não, Johanna.- diz Marcus, olhando para ela.

–Para onde nós vamos?- pergunto, só para conferir.

–Fora da cerca.- ela diz. Então é para lá que preciso ir. Onde minha mãe está. Talvez ela possa me dar as respostas que irão preencher a minha memória.

–Sim, eu vou com você.- respondo.

Marcus está pronto para sair, mas eu o paro.

–Obrigado, Marcus. Tomara que nossos caminhos se cruzem de novo.

Ele concorda com a cabeça, e volta a sair. Johanna me chama.

–Tobias? Me siga.

Nós caminhamos por um tempo, em direção a um jipe, e não faço a menor ideia de como sei o que o carro é. Nos sentamos, Johanna liga o motor, e o carro vibra.

No caminho, olho para fora, as árvores, as casas, as pessoas de laranja. São poucas. Todas fazendo algo. Johanna olha para mim, e diz:

–Aqui é a minha ex-facção, a Amizade.

Me lembro da árvore pintada na maior casa por perto.

–Por que você saiu?

Ela suspira.-Eu acreditava que não precisava lutar para alcançar a paz. Eu estava errada.

–O que aconteceu?

Ela olha com o olho saudável para mim.-As pessoas da Erudição pensaram que era melhor matar uma facção inteira para combater um espécie de pessoas com genes puros, e depois pessoas que não se encaixavam no sistema de facções tomaram o controle, e não teve jeito. Tudo desmoronou.

Erudição. Outra facção que não deu certo. E os genes puros, se o texto me disse que todos os genes eram diferentes? Eu pergunto:

–Foi assim que você ganhou essa cicatriz?-logo depois de ter dito isso, me arrependo.

A cara dela endurece, e só uma palavra é emitida:

–Não.

Eu paro de falar, e os carros andam em silêncio agora. Passamos pela cerca gigantesca, e pelo lado de fora, que por um momento, é um lugar quebrado e solitário. Depois de um tempo nesses lugares abandonados, chegamos a uma base militar gigantesca, perto de aviões, algo que também não faço ideia de como eu reconheci.

Saímos do jipe, entramos na base, onde pessoas passam máquinas de detecção de metal em nós, e entregamos nossas armas. Sou o único que não carregava nada. Depois, eles nos deixam entrar. A outras milhares de pessoas dentro, mas só uma chama minha atenção.

–Evelyn Johnson?

Notas finais
Algumas memórias devem ficar paradas, ou até esquecidas.