What If
24 You. I just want you.
Notas iniciais
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Anteriormente em “What If”:
– Eu estou disposto a provar. – ele morde o lóbulo da minha orelha me deixando arrepiada. – E você está?
– Es-st-ou. – digo entre gemidos enquanto puxo o corpo dele mais próximo ao meu. Qualquer insegura que eu sentia é abandonada assim que sinto a mão de Castle encontrar a pele da minha cintura e sua boca encontrar o ponto fraco no meu pescoço.
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Kate POV.
Os raios solares adentram o quarto indo direto no meu rosto e me despertando. Sem querer abrir os olhos mexo minha mão encontrando os lençóis macies nos quais eu estava enroscada. O cheiro no ar é a próxima coisa que eu sinto: Castle. Levanto-me em um salto sentando na cama assim que não sinto seu corpo ao meu lado. Onde ele estava?
Olho ao redor e me deparo com a zona que nós havíamos deixado a suíte. Havia travesseiros jogados no chão, porta-retratos no chão e roupas espalhadas por todos os cantos do quarto, sem contar com o rastro dos pares de pés que saiam do banheiro e chegavam até a cama.
Toco nos meus cabelos e abro um sorriso só de lembrar a noite passada. Com certeza havia sido a melhor de toda a minha vida. Desvio meu olhar para minhas pernas que estão cobertas pelo lençol e encontro marcas de aranhões por toda a extensão, do pé até minhas coxas. Só de olhar para as marcas me tele transporto para noite anterior no sofá.
– Ri-ck... – digo como um suspiro enquanto sinto seus beijos no meu pescoço. – Acho melhor nós irmos para o quarto.
– Ótima ideia. – ele me puxa pela perna e se levanta me fazendo entrelaçar as pernas ao redor do seu corpo. Caminhamos com os corpos grudados até eu me ver prensada na porta do seu quarto com minhas mãos agarrando os cabelos de Castle.
– Ka-te. – ele geme no meu ouvido e agarra minha coxa. – Você precisa me deixar abrir a porta. No momento em que a maçaneta gira nós dois entramos automaticamente no quarto. Castle caminha até sua cama e com um estrondo a porta se fecha me fazendo rir em meio ao beijo. Aos poucos sinto minhas costas encontrando a cama e o corpo de Castle ficar em cima do meu.
Um sorriso surge no meu rosto novamente. Cada detalhe havia sido tão perfeito e único que havia me deixado na dúvida se algum dia eu realmente havia sido amada por outro homem, tanto dentro quanto fora de um quarto. Logo que me levanto da cama meu pé encontra a camisa branca de Castle, que agora estava toda amassada, claro, por minha culpa.
Vou desviando das roupas e chego à porta do banheiro seguindo um rastro molhado. Devagarzinho abro a porta com um pouco de medo do estado que o banheiro estaria depois daquela segunda rodada.
– Meu deus! – não consigo conter um pequeno gritinho ao encarar o estado da pia e do chão do banheiro. Escovas de dente e nossas toalhas que antes estavam em cima da bancada e penduradas nos ganchos da parede agora estão emboladas no chão molhado. Me abaixo pegando as toalhas encharcadas e colocando-as em cima da pia, assim que me levanto novamente deparo com uma figura um tanto quanto nova: eu mesma, só que desta vez eu estava irreconhecível.
Meus cachos estavam sendo iluminados pela luz que entrava através das janelas e eu parecia mais bonita aos meus próprios olhos. Outro toque que não passa despercebido é a camisa vermelha que eu visto agora, ela servia exatamente como um pijama apesar de para ele não ser nada comparado a isto. Pego a gola da blusa e a dobro um pouco logo encontrando mais marcas das nossas loucuras. Um chupão marcava o vão entre meu pescoço e minha orelha esquerda.
– Cas... Acho melhor você parar de me torturar. – falo implorando para que este joguinho de gato e rato acabe logo. Ele estava me deixando louca.
– Para que a pressa não é mesmo? – ele morde meu pescoço fazendo eu me contorcer. Sinto a respiração dele ficando mais próxima a minha, o que me faz abrir os olhos e encontrar as pupilas azuis já dilatas e escuras. Beijamo-nos mais uma vez e aos poucos Castle tira nossas roupas. O contato entre as peles quentes me causa arrepios em todo o corpo. Era agora que tudo mudaria...
Sou retirada dos devaneios pelos barulhos de passos atrás de mim. Abro os olhos. (Eu estava de olhos fechados?) Atrás de mim apoiado no mastro da porta e com duas xícaras de café nas mãos: Castle.
– Bom dia. – digo sorridente assim que vejo ele se aproximar e encostar minhas costas no seu peito. Observava-nos pelo espelho, a “minha” camisa vermelha entrava em contraste com a azul de Castle e nossos olhos se comunicavam em silêncio.
– Vejo que você encontrou as marcas de ontem. – ele diz baixinho rindo.
– Pois é. – rio. – E pelo visto não são poucas.
– Pode apostar que não. – ele pega na borda da camisa e só de sentir a ponta dos seus dedos rasparem pelo meu corpo me sinto arrepiada. Assim que me vejo minha coxa direita novamente me deparo com os aranhões.
– Eu já vi. – rio ao ver a cara maliciosa de Castle.
– Todos? – ele pergunta me examinando de cima a baixo. Onde mais poderia ter?
– Acho que não. – ele se auto responde e coloca a mão no meu pescoço repetindo o movimento que eu havia feito antes e revelando mais uma vez a marca roxa, e não para por ai. Ele abre o primeiro botão da blusa expondo a marca que eu tinha no meio dos seios e depois pede para eu me virar relevando mais uma parte do meu corpo onde aranhões eram notados: minhas costas.
– Uou! – só consigo dizer isto.
–Me desculpa. – ele fala sério e eu fico confusa.
– Por isto? – pergunto e ele acena sério ainda. – Cas... – finalmente me viro ficando frente a frente com ele. – Eu amei cada segundo.
– Mesmo? – ele pergunta agora com um sorriso.
– Mesmo. – respondo sentindo meu rosto corar. – Inclusive quando nós fizemos esta pequena confusão aqui.
– É... – ele começa a se explicar, mas eu interrompo colocando nossos lábios. Coloco minhas mãos no seu pescoço e depois deslizo para as costas o que gera um gemido de Castle. O que tinha de errado com ele hoje?
– Kate... – ele diz me chamando a atenção. – Eu vou derrubar as xícaras.
– Desculpa. – pego os dois objetos cheios de café e coloco em cima da pia. Volto meu olhar para Castle e agarro seu rosto com as duas mãos beijando novamente.
– Nós temos que parar. – ele fala e eu entro em choque. Ele não tinha gostado, era isto... Eu não havia sido tão boa quanto às modelos nas quais ele já estava acostumado.
– Por quê? Você não gostou? Mas eu tinha pensado que... – despejo uma pergunta atrás de outra.
– Calma. – ele pega na minha mão. – Como poderia não ter gostado? Eu amei cada segundo.
– Então o que tem de errado? – pergunto vendo as alianças se tocarem e a mão de Castle envolver a minha.
– Você não se lembra de ontem a noite? – ele pergunta malicioso. — Lembro. – respondo. – De quais das partes?
– A parte onde as minhas costas se tornaram suas reféns. – ele responde e eu rio fechando os olhos por vergonha.
– Posso ver? – pergunto já abrindo a camisa de Castle. Quando ele tira a camisa e se vira para mim eu encaro o estrago que as minhas unhas haviam feito com as costas dele. Vermelho era pouco para descrever as marcas que iam desde o pescoço dele até o final de sua coluna. Passo os dedos pelas marcas e sinto o corpo de Castle enrijecer ao meu toque. Algumas marcas eram superficiais, assim como as minhas, porém outras eram fortes e um resquício de sangue ainda era visível.
– Agora se lembrou? – ele pergunta colocando a camisa e se virando para mim.
– Desculpa? – digo em tom de dúvida arrancando um sorriso dele.
– Kate. – ele se aproxima e me agarra pela cintura. – Depois de ontem à noite você pode arranhar a minha cara se você quiser. Não consigo me conter acabo caindo no riso. Ele conseguia ser tão fofo e romântico durante nossas conversas e, ao mesmo tempo, sexy de um jeito novo e único que eu estava amando.
– Agora vamos tomar nossos cafés? – alcanço a xícara para ele que a agarra e depois me puxa para fora do banheiro.
Rick POV.
As costas e os braços doíam, e claro, meu pescoço não estava livre das famosas marcas roxas. Todos estes detalhes faziam a noite de ontem se tornar real, já que depois de três rodadas com ela eu me pegava sonhando.
– Ka-te! – solto um grito misturado com um gemido assim que sinto a mão dela agarrar meu membro. Esta mulher ia me matar a qualquer momento.
– Beck...- sou interrompido ao sentir a boca dela se fechar em torno dele. A partir deste momento meu corpo se contorce enquanto Beckett continua percorrendo cada parte dele.
– Shh. – ela resmunga me dando um selinho.
Puxo o lençol mais para perto dos nossos corpos que agora estão apoiados um no outro enquanto minhas costas estão apoiadas no apoio da cama. A cabeça de Kate está no meu ombro e sua mão descansa em cima da minha perna esquerda.
– Hm... – ela geme. – Você se superou hoje em escritor.
– Inspiração não faltou. – respondo rindo.
– Imagino. – ela larga a xícara vazia na cômoda e se volta para mim. – Planos para tarde?
– Estou a seu dispor. – respondo sorrindo e recebendo um sorriso de volta. – O que você quer fazer?
– O que acha de nós vermos um filme? – ela propõe.
– Aqui mesmo? – pergunto e ela concorda com a cabeça. – Só escolher madame.
– Ok. – ela se aproxima um pouco mais de mim. – Eu vou terminar de me vestir e você faz a pipoca?
– Por quê? – pergunto. – Não me importo de ver filme com você assim.
– CASTLE! – ela me joga uma almofada. — Martha ou Alexis não precisam me ver deste jeito.
– Duvido muito que elas venham para casa. – respondo rindo. – De certo pensam que ficaremos o dia inteiro dentro do quarto. – digo malicioso.
– Por quê? – Kate se vira perguntando. – Nas outras vezes foi assim?
– Quer dizer... – começo a falar, porém Kate se levanta brava. – O que você está fazendo?
– Esquece Castle. – ela responde olhando para baixo.
– Kate eu estava brincando. – me arrasto até o lado da cama onde ela está e a puxo pela camisa. – Amor olha para mim.
– O que você quer? – ela finge a melhor cara de brava para cima de mim me fazendo rir baixinho.
– Senta aqui. – a puxo novamente para cama. – Eu estava brincando, mas se você quiser passar o dia inteiro dentro do quarto eu não me importo.
– Acho que nós já tivemos o suficiente por uma noite. – ela ri baixinho e eu a abraço.
– Concordo. – dou um beijo no seu ombro. – Agora vamos ver aquele filme?
– Com certeza. – ela dá um salto e me puxa pela mão.
Kate POV.
Coloco minha mão dentro do pote de pipoca e acabo encontrando o fundo melecado de manteiga. Viro-me para ele que ainda tem o olhar vidrado na televisão e na incrível atuação dos atores. Os olhos azuis parecem brilhar de um jeito especial e único, e por um momento não consigo distinguir se isso é consequência do filme ou minha.
– Acabou a pipoca. – digo o fazendo rir.
– Também né. – ele brinca. – Você atacou o pote de pipoca.
– Eu?- me ofendo. – Nunca.
– Aham. – ele ri e depois pega na minha mão sem desviar o olhar da televisão. Fico durante um tempo só sentindo nossos corpos se encostando e ele acariciando minha mão esquerda onde um grande anel de diamante chamava a atenção. Eu estava noiva. E o melhor: noiva de Richard Castle.
– É grande o suficiente para você? – ele pergunta e eu vejo os olhos rindo.
– Érgh... – retruco. – Já vi melhores.
– Engraçadinha. – ele ri. – Espere pelo seu anel de casamente então.
– O que? – me levanto chocada. – Este é só o anel de noivado?
– Você está me subestimando, é claro que este é só o de noivado. – ele fala sério e meu coração para de bater durante algum tempo.
– Você está falando sério? – pergunto e ele balança a cabeça confirmando. – Cas...
– Kate não comece. – ele me interrompe. – Você merece tudo o do melhor.
– Meu deus. – solto ainda chocada. – Ainda não acredito que isto está acontecendo.
– E acredito que você ainda não viu a melhor parte não é mesmo? – pergunta e eu franzo a sobrancelha.
Delicadamente Castle pega minha mão e retira o anel, me fazendo olhar para parte interna onde só agora percebo tinha algo gravado. Ele tira o anel do seu dedo também e coloca ao lado do meu. Eles se completavam.
‘ R.C belong to K.B’ – era o que estava gravado no dele.
‘ Always’ – estava gravado no meu.
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