What If
22 Siga as velas.
Notas iniciais
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Anteriormente em “What If”:
– Katherine Beckett. – ouço sua voz, mas parece que ela está vindo de um microfone.
– A partir de agora você só segue as velas e não pode fazer perguntas ok? Sua surpresa começa em... – olho para todos os lados perdida. O que ele estava fazendo? Onde ele estava?
– 3! – travo ao ver uma caixa aparecer a uns 10 passos de onde eu estava.
– 2!
– 1!
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Rick POV.
Assim que chegamos à esquina saiu correndo sem ao menos a deixar saber. Abro meu smoking e começo a tira-lo. Passo com um relógio de rua que marca 23h51min e 20 graus, para mim estava em torno de 60 graus já que o suor estava me deixando encharcado. Eu estava tremendo de nervoso.
Kate POV.
Olho mais uma vez para o lado e não encontro nem um vestígio de onde Castle poderia estar, pelo contrário, parece que Nova York só tem uma habitante no momento: eu. Dou um passo para frente e pego a caixa prateada que estava no chão. Será que eu abro? – penso em milhões de coisas ao mesmo tempo.
“Para Katherine Beckett, não abra esta caixa ainda, só a pegue e siga as velas”.
Ok. Peguei a caixa ainda fechada. Agora tenho que seguir todo esse caminho, aonde que elas iriam me levar? Começo a andar, ou melhor, a praticamente correr com a caixa nos meus braços e quando alcanço à outra esquina as velas desapareceram e a única coisa que está iluminando as ruas são os postes da prefeitura. Olho para trás e penso se devo voltar para onde as velas estavam, porém assim que me viro vejo uma seta desenhada no chão virada para cima. Era isto que eu deveria fazer? Cruzar a rua e ir para frente?
Atravesso a rua com cuidado já que não sabia nem onde estava devido a escuridão da cidade nesta hora. Parece que tudo foi desligado e o único caminho são as velas... Mas caminho para onde?
Logo que toco na calçada do lado inverso da rua uma luz brota no meu pé, uma vela e um bilhete. Olho para trás procurando pelas antigas velas, no entanto só encontro uma parede branca. Isto era um tipo de brincadeira? Porque eu estava me assustando com tudo isto.
“Em torno de 5 segundos outra vela irá ligar, espero que você as siga, ah e cuidado com os detalhes”.
Não tenho tempo nem de contar até 5 quando vejo outras 3 luzes aparecerem lado a lado a cerca de 20 passos de mim. Saio correndo quase deixando a caixa cair no chão.
Rick POV.
Chego ao destino com os cabelos molhados de suor, nunca havia me sentido tão nervoso quanto estou agora. A cada passo de Kate parecia que minhas veias e meu coração iam explodir.
– Ela já está chegando. – ouço voz dela e respiro fundo, Beckett estaria aqui dentro de minutos.
Kate POV.
Me pego parada na frente das três velas sem ter ideia do que fazer agora. Perto de cada vela havia um bilhete que eu ainda não tinha criado coragem de ler. Estou indo me abaixar quando ouço uma risada. Isto era eu?
Levanto o olhar e vejo um vídeo sendo reproduzido. Eu estava na delegacia, para ser mais específica na sala de descanso e pelo que parecia Castle era a pessoa por de trás da câmera.
– Vamos Kate! – conseguia ouvir a voz dele no vídeo.
– Me deixe em paz Castle! – no vídeo conseguia ver a minha revolta tentando puxar a câmera. Não demora muito para que eu identifique quando este vídeo havia sido gravado, naquele dia Castle e eu havíamos brigado feio por conta de um caso, o problema era que neste caso Castle estava certo e eu não queria admitir.
– Desculpe. – ele diz baixinho enquanto me dá um beijo na bochecha. Sinto meu corpo congelar assim como no dia ele congelou. Toda aquela proximidade de Castle me fazia sentir borboletas no estomago.
De repente o vídeo muda, e ao invés de me ver como uma mulher eu agora era um bebê. Deixo a caixa prateada cair aos meus pés assim que ela aparece atrás de mim no vídeo. Minha mãe.
– Katie! – ouço a voz do meu pai no vídeo e lágrimas se formam nos meus olhos.
– A deixe Jim. – minha mãe falava.
– Ela vai conseguir sozinha.
– Ma-ma. – eu gritava feliz no vídeo enquanto tentava me levantar.
– Isso meu amor, vem para mamãe. – ela dizia no vídeo toda animada enquanto eu começava a ir a sua direção quase caindo.
– Isso meu amor! – ouço a voz do meu pai rindo atrás da câmera e as lágrimas começam a ficar mais fortes.
– Você conseguiu Katie! – a voz da minha mãe é a última coisa que eu escuto antes que o vídeo pare e a parede fique preta novamente.
Sentia meu coração latejando e acredito que meu rosto não deveria estar nas melhores condições por conta da maquiagem que provavelmente está toda borrada neste momento. O que ele havia feito? Reunir todos estes momentos e reproduzir no meio da rua em Nova York?
“AMIGA, ADMITA VOCÊS SÃO PERFEITOS JUNTOS!” – uma voz brota no silêncio da noite. Lanie.
É... Nós éramos perfeitos juntos mesmo, e eu poderia dizer isso sem nem ao menos ter dormido com Castle, até porque no fundo eu sabia que iria ser perfeito dentro das quatro paredes, assim como sempre foi fora delas.
– Agora, se você puder juntar a caixa eu agradeço. – ouço a voz da morena novamente, só que desta vez quando olho para trás eu encontro uma pessoa parada com uma vela na mão.
–O que está acontecendo aqui Lanie? – olho para ela que está sorrindo e não recebo resposta alguma.
– Beckett! – vejo duas luzes flutuando e vindo à minha direção. Assim que elas param ao lado de Lanie dois rostos conhecidos aparecem: Ryan e Esposito.
– Meninos? – pergunto abismada com o que estava vendo. – O que é isto?
– K- Becks! – outra voz aparece e eu congelo. Maddie? O que ela estava fazendo aqui?
– Maddie? Você não estava na França? – pergunto para loira assim que ela se posiciona ao lado de Lanie.
– Galera o que é tudo isto? As velas, os vídeos e esta caixa?
– Katie! – ouço a voz já muito conhecida de meu pai se aproximar e quando as lágrimas já estão querendo aparecer novamente uma mão toca no meu ombro.
– Você está pronta? – ele está na minha frente agora com uma vela em mão.
– Pronta para o que? – pergunto, porém ele vira as costas e para ao lado dos meninos.
– É o seu aniversário! – eles gritam juntos e eu não sei o que fazer se choro ou se acabo rindo. Tudo isto era uma surpresa?
– Isto era meu presente? – pergunto chocada enquanto encaro o objeto prateado que ainda estava no chão.
– 3! – eles começam a gritar e não me respondem.
–2!
–1! — vejo várias luzes se acenderem atrás do pessoal. – Feliz aniversário Kate!
Neste momento eu já estou chorando e rindo ao mesmo tempo, eles se deram todo este trabalho por mim, todas essas velas e toda essa preparação só por causa do meu aniversário? Este ano eles se superaram... Só estava faltando alguém. Onde estava Castle?
Rick POV.
Observando na sombra quando todas aquelas luzes aparecem sinto meu coração saltar pela boca. Sei que Kate não consegue me ver já que estou a vendo de costas e seu olhar está virado para Ryan e Espo que acabaram de chegar com as velas na mão. Ela estava linda, e mesmo com o rosto vermelho do choro ela era a mulher mais bonita que eu já tinha visto. Assim que Jim sai do meu lado e toca no ombro dela meu coração congela. A contagem iria começar dentro de 1 minuto e eu já teria que estar preparado para o que viria depois da virada. Toco no meu bolso e sinto a caixa de veludo e respiro fundo. Era agora...
Kate POV.
As lágrimas tomam conta de mim quando encaro todas aquelas pessoas e luzes na minha frente. Estava tudo tão lindo e único que chorar era um ato automático.
– Eu não ganho nem um abraço? – pergunto para eles que continuam a me encarar e com um sorriso no rosto.
– Bom, Kate... – ouço sua voz e um sorriso se abre no meu rosto. Ele apareceu no vídeo. – Eu sei que sou escritor, mas estou tão nervoso que não conseguiria nem pronunciar meu nome direito agora. – olho para o telão onde meu antigo distintivo aparece. — Eu não sei se você lembra, mas este foi nosso primeiro caso juntos. Nossa primeira prisão juntos. – ele fala, porém agora sua voz não está no vídeo e sim perto de mim.
– Harrison Tisdale. – falo baixinho me lembrando do irmão assassino de 4 anos atrás.
– Foi neste dia que eu percebi o quão determinada você é. – ouço a voz dele e só isto já basta para me deixar arrepiada.
A imagem agora muda e ao invés de ver meu distintivo vejo um galpão abandonado. Que lugar era es... Lockwood. O nosso disfarce. – meu cérebro já me fornece as memórias do dia.
– Esta é uma lembrança da primeira vez que nós nos beijamos, foi no caso da sua mãe, e nós dois sabemos que não foi só para enganar o guarda. – ouço a voz dele mais próxima de mim, porém ainda não consigo identificar onde ele estava. — Foi neste dia que eu percebi o quão extraordinária você é.
Estou chorando novamente enquanto relembro tudo que passamos em todos esses anos de parceria.
– E uma das mais dolorosas recordações. O funeral do Montgomery. Foi neste dia que eu disse que te amava pela primeira vez mesmo você estando apagada nos meus braços. – cada vez ouço sua voz mais próxima da minha e mesmo assim não consigo ver onde ele está.
– Dele você deve se lembrar. – ouço um latido e depois e segundos um cachorro vem correndo na minha direção. Royal. – sorrio em meio as lágrimas enquanto acaricio o pelo do Golden Retriever. – Naquela noite eu não queria ir embora da sua casa e muito menos largar sua mão. – sorrio ao lembrar o evento. — Foi quando eu percebi o quanto você e eu daríamos certo.
–Isto foi semana passada. – uma foto nossa no hospital aparece e a voz de Castle denuncia o quão próximo de mim ele estava agora. – Foi quando eu percebi o quanto precisava de você ao meu lado, e não só como amiga ou parceira.
– E isto foi hoje. – uma foto nossa andando pelas ruas de Nova York com o sorvete nas mãos. Na foto eu ainda estava suja e Castle estava com a mão nas minhas costas. – Foi quando eu me dei conta que precisava fazer o que estou fazendo agora. – vejo Royal sair correndo enquanto me levanto e olho ao redor. Onde aquele infeliz estava? Qual o propósito de me fazer chorar assim?
– Kate, quando aparece um obstáculo você não desiste, você segue em frente e faz todos nós seguirmos em frente também, porque você já viu o pior e sobreviveu ao pior e sabe que nós vamos conseguir sobreviver também. Você diz que é toda sombria e que está quebrada e que ninguém nunca iria aguentar viver algo assim, mas isso não é uma falha. É uma qualidade, isto faz você ser você mesma. Eu te amo Katherine Houghton Beckett e eu quero passar o resto da minha vida ao seu lado, então se você puder abrir esta caixa eu agradeço.
Me abaixo com um sorriso no rosto e lágrimas nos olhos agarrando a caixa. Retiro a tampa com as mãos tremendo só para encontrar um papel virado de cabeça para baixo. Ouço passos se aproximando, porém meu olhar está vidrado no bilhete. O viro devagar e encontro a seguinte frase: turn around. (vire).
Obedecendo ao bilhete viro devagar ainda com o este em mãos. Meu coração quase para quando o encaro na minha frente, porém ele não estava de pé, pelo contrário ele estava abaixado na minha frente. Ajoelhado.
– Katherine Houghton Beckett, você quer me fazer o cara mais feliz do mundo e se casar comigo? – ele diz com lágrimas nos olhos e um anel dourado na mão.
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