What If
4 Parceiros.
Notas iniciais
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Anteriormente em “What If”:
– Boa tarde detetive. – ouço sua voz e me enfureço.
– O que ele está fazendo aqui? – pergunto brava olhando para o capitão.
– Beckett... – o capitão começa enquanto sorri. – Quero que conheça seu novo parceiro: Richard Castle.
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Kate POV.
– Você só pode estar brincando. – retruco.
– Na realidade não. – ele sorri na minha direção enquanto estica a mão.
– O que é isso? – me viro para o capitão ignorando totalmente o cumprimento.
– Ele quer te seguir. – ele olha para a janela. – Para pesquisa.
– Pesquisa? – pergunto brava olhando para Castle dessa vez.
– É. – ele responde me olhando nos olhos o que me faz mais uma vez ficar constrangida. O que era aqueles olhos tão azuis? – Para meu novo livro.
– Ok. – respondo brava vendo que não tenho outra saída. – Quanto tempo senhor?
– Isso é tudo com ele. – ele aponta para Castle.
– Só pode estar brincando. – sussurro enquanto ergo as mãos pra o auto saindo da sala do capitão.
Rick POV.
O livro não fazia sentido, assim como minha vida agora. A única coisa que eu sabia certo era essa: eu era seu parceiro. Passando por cima de todos os meus conceitos (por mais que fossem poucos eles ainda existiam) eu vou até a delegacia fazer o que fiz há quatro anos: começar a segui-la para “pesquisa”. Por mais inusitada que fosse aquela cena eu já havia vivido a exata situação há quatro anos.
– Então. No que estamos trabalhando? – pergunto sorrindo, mas posso ver que ela está furiosa com a situação. Mal ela sabia de tudo que iriamos passar.
– Eu estou trabalhando em um assassinato. – ela responde brava. – Você está aqui para me atrapalhar.
– Ok. – sorrio. – Onde estamos indo? – pergunto assim que ela entra no elevador.
– Vamos falar com a Lanie. – ela responde emburrada.
– Ótimo, talvez ela tenha pistas sobre a nossa vítima. –falo.
Kate POV.
Maravilhoso: agora virei babá de um escritor. Não acredito nisso. O que ele estava fazendo aqui afinal? Usar-me como inspiração? Eu sou uma pessoa normal, até patética às vezes... O que ele via em mim? Porém só conseguia pensar que além de toda a chatice ele era meu escritor favorito. Estar ali ao seu lado dentro de um carro era quase como um sonho se realizando, entretanto nunca imaginaria que meu “sonho” seria um Richard Castle alucinado dizendo que me conhecia há quatro anos e, muito menos, um parceiro. Se é que se pode o chamar de parceiro.
– Pensando na vida? – ele me pergunta.
– Nada que te interesse. – respondo grosseiramente sem saber o porquê exatamente.
– Ok. – ele se vira para a janela. – Mas sabe que se quiser alguém para conversar eu estou aqui. – ele olha dentro dos meus olhos mais uma vez e me sinto paralisada. O que aqueles olhos tinham comigo? A cada olhar parecia que uma bomba era colocada no lugar do meu coração.
– E porque falaria com você? – pergunto desviando o olhar.
– Porque eu sei tudo sobre você. – ele responde convencido enquanto abre a porta do carro.
– Há! – solto uma risada falsa. – Isso eu duvido muito. Já lhe falei nos conhecemos hoje.
– E eu já lhe falei. – ele me puxa pelo braço e sinto meu coração parar e os meus pulmões também. – Nós nos conhecemos há quatro anos.
– Você é louco. – me desvencilho dele com dificuldade. – Preciso olhar um corpo se me permitir. – saio na sua frente.
– Claro. – ele sorri. – Vamos mostrar o louco.
– Então Lanie... O que tem para mim? – pergunto assim que entro na sala.
– Bom... Consegui uma identificação no banco federal. – ela vem até mim. – O nome da nossa senhorita é Jessica e tem 40 anos, e assim como eu vocês já sabiam: não tem parentes próximos.
– Boa tarde Lanie! – o ouço atrás de mim e automaticamente fecho a cara.
– Boa tarde Castle. – ela olha para mim como se procurasse explicação para isso e eu simplesmente dou de ombros. – O que ele está fazendo aqui?
– Eu sou o novo parceiro de Beckett. – ele responde convencido parando ao meu lado.
– Parceiro? – olho para ele. – Está mais para carga.
– Engraçadinha. – ele ri. – O que você tem para nós Lanie?
– Então ta... – ela começa ainda meio confusa enquanto olha para nós dois. – Eu não sei muito sobre a vida dela... Na realidade ninguém sabe, mas eu posso dizer uma coisa.
– O que? – pergunto me afastando de Castle que estava com a cabeça nas costas do meu ombro. Sentir sua respiração ali era torturante para mim.
– Encontrei vestígios de pólvora embaixo das suas unhas. – ela responde. – Não posso dizer quem a matou, porém quem quer que fosse com certeza era um bom atirador, além de ter dado um tiro certeiro no coração ela ainda estava...
– Ela estava armada! – eu e Castle falamos ao mesmo tempo.
– Exatamente. – Lanie olha pra mim e para ele, alternando entre nós dois. Até eu mesma estava confusa com aquilo... O que havia acontecido? Nada Katherine! Não se deixe levar pelo seu “lado fã” ele é um idiota. Isso aqui foi só uma coincidência
– Muito obrigada Lanie. – finalmente resolvo dizer algo. – Talvez essa fosse à pista que estávamos procurando.
– De nada girlfriend. – ela ri enquanto eu e Castle saímos do necrotério.
Rick POV.
De volta ao passado. Se eu fizesse um filme esse com certeza seria o título. Era estranho passar por tudo aquilo de novo, porque para ela é como se fosse a primeira vez. Quando falamos a frase juntos eu senti aquela pontada no meu coração: eu não conseguiria espera-la de novo, eu não estava louco, eu a conhecia há quatro anos mesmo ela não se lembrando disso.
– Va ficar dentro do carro Castle? – a ouço me chamar e só ai que percebo onde estamos: já chegamos ao distrito.
– Claro que não. – respondo desajeitado.
– Temos muito trabalho a fazer... Vamos. – ela sai caminhando na minha frente.
...
– Beckett nada se encaixa. – estávamos sentados lado a lado encarando o quadro branco como se realmente fizéssemos aquilo todos os dias. – É o crime perfeito.
– Não existe crime perfeito. – ela retruca.
– Enquanto eu não escrever. – falo convencido.
– Você nunca foi engolido por esse seu ego enorme? – ela pergunta se virando para mim.
– Não. – respondo rindo. – Mas vamos falar sobre você, que tal sair comigo? – pergunto olhando dentro dos olhos dela. Sabia o quanto aquilo a deixava, no mínimo, nervosa.
– Vamos falar sobre o caso. – ela se vira rapidamente para o quadro ignorando totalmente minha pergunta. – O que temos?
– Ashley Camp, foi encontrada morta com um tiro no coração. – começo.
– Um tiro de uma 9 mm. – ela continua. -Não tem parentes próximos, o seu primo não fala com ela há mais de dois anos e ela não tinha namorado ou algum amigo próximo.
– Olhando assim... – falo pensando. – É uma vida bastante solitária não acha?
– Concordo. – ela olha para mim. – Mas assim às vezes é o melhor.
– Não precisa ser. – coloco minha mão sobre a sua que está apoiada na bancada e a vejo se arrepiar com o toque.
– Castle? – ela se vira para mim enquanto tenta desviar a mão, mas eu pressiono minha mão, a deixando sem alternativa.
– Yo! – Espo solta um gritinho. – Consegui o que você pediu.
– Que bom. – ela finalmente se levanta e eu sou obrigado a largar a sua mão. Esposito vou lhe matar!
– Então... – me levanto olhando para a lista bancária. – Ela não tinha problemas financeiros?
– Não. – ela responde. – Pelo contrário, seu saldo está acima de 10 mil dólares.
– Beckett... – começo curioso. – Onde Ashley trabalhava?
– Isso é uma boa pergunta. – Ryan chega ao meio de nós três. – Os depósitos foram feitos de uma conta privada.
– De uma conta privada? – Kate pergunta. – Isso é estranho. Ela não namorava, não tinha família e recebia um “salário” privado.
– É estranho mesmo. – Espo diz. – Vou tentar puxar algo do registro.
– E eu vou seguir o cartão de crédito dela. – Ryan fala.
– E nós dois? – pergunto.
– Não existe nós dois. – ela fala brava. – Você vai para sua casa e eu vou para minha.
– São 20h00mins você nunca vai para casa tão cedo. – digo sem me lembrar de que essa Beckett não faz ideia de quem eu era.
– Ok. – ela joga o casaco em cima da cadeira novamente. – O que a sua versão de Beckett faria agora? Porque estou vendo que você me conhece melhor que eu mesma.
– Ela iria tomar um café com um escritor que para tudo por ela. – brinco e posso ver que ela tenta esconder o sorriso, mas não tem sucesso.
– Ok. Se você faz “tudo por mim” – ela estica os braços fazendo um sinal de aspas. – Porque você não vai embora?
– Porque agora você vai tomar um café comigo. – respondo sério parando em sua frente.
– E porque eu faria isso? – ela pergunta me olhando de cima a baixo. Meu deus, se ela soubesse o que eu gostaria de fazer com ela com certeza não me olharia daquele jeito.
– Porque é uma chance para eu provar o quão bem te conheço. – digo a primeira coisa que vem na minha cabeça esperando que funcione.
– Ok. Estou vendo que não tenho opção. Aonde iremos? – ela pergunta.
– The Old Haunt. – respondo me lembrando do bar que comprei.
– Está bem. – ela fala enquanto as portas do elevador se fecham.
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