What If ?
6 Capítulo 6 Familia Cullen X Edward Cullen
Notas iniciais
Demorei??? rsrs
nossa fala a vdd pra v6... foi muito dificil achar uma forma de escrever esse cap... Mas acho q ficou legal. Eu quero ver a op de v6! kkk bjsss
espero q gstem! :D
(peço q Leiam as notas finais é importante)*_*
“Porque o meu amor é maior que tudo isso...
Eu estarei com você, Estenderei minha mão quando você cair.
E eu vou te amar para sempre, vou cuidar de você...
Você se perdeu em si mesmo, e eu começo tudo de novo.
E não importa nada, estaremos sempre juntos, sempre aqui,
e sempre errados...
Porque nosso amor é maior que tudo isso”
Acordei tarde naquele dia. Renée estava em Port Angellis. Charlie havia me dito isso antes de sair para mais um dia de pescaria com um “novo amigo” dele. Eu não o conhecia mais Charlie falava muito bem desse homem que, assim como Jake era descendente de uma tribo que vivia numa reserva em La Push, isso de qualquer forma não me interessava. Charlie ficara preocupado antes de sair. Preocupado em me deixar sozinha em casa sem o almoço. “Fale serio! Quantos anos, acha que eu tenho!?” Perguntei para mim mesma realmente irritada. Tomei o meu atrasado café da manhã e fiquei ponderando o que eu poderia fazer naquele fim de semana que não envolvesse ficar em casa chorando por filmes de romance. Eu não gostava de boates. E também não iria fazer uma viajem para ver corpos adolescentes numa dança de acasalamento. E mesmo que eu estivesse disposta a isso, duvidava que meus pais fossem permitir que eu fizesse essa “viajem” sozinha. Pensei também em uma ida a praia de La Push. Mas temia encontrar -como a minha sorte, isso era bem possível- Charlie por lá. A idéia me desanimou. A covardia me impedia de ligar para o Jake. Resolvi por fim fazer uma visita ao meu amigo depois sair sozinha para jantar. Amanhã eu faria Ally feliz e iria com ela comprar novas poucas roupas. Eu consegui fazê-la desistir de comprar um novo guarda-roupa para mim. Mas não escapei de uma seção de “poucas novas coisas no próximo domingo”.
O caminho para a casa deles devia ser uma dificuldade. Mas o tempo e muitos erros me ajudaram a acertar sempre a entrada e consegui chegar ao local certo. Que era cheio de arvores e uma vegetação que parecia ser natural. No entanto era cuidadosamente ornamentada com flores aos pés das arvores. Com arbustos milimetricamente medidos, estudados, colocados todos no local certo. Com pedras maiores para equilibrar. Diversos tipos de flores e arvores, desde raras orquídeas azuis, jasmins até margaridas. Que davam um ar colorido e meio mágico ao enorme jardim. Havia trilhas cuidadosamente enfeitadas com muitas folhas e musgos e lianas nas arvores. Ao chegar mais perto um chafariz estava coberto de pássaros. Era incrível como eles conseguiam atrair os pássaros como nos filmes. Com certeza o mais belo jardim que eu conhecia e poderia imaginar para uma casa. Quando me aproximei a casa deles estava silenciosa de mais o que era estranho. Olhei para a entrada um tipo de escada nos levava a uma porta de vidro e madeira. Havia luminárias externas e arbustos com flores na “escada” a fachada de madeira lisa e muitas enormes vidraças claras que davam a casa um ar imponente e moderno.
Naquele momento mudei de idéia. Decidi ir, antes de bater, em um córrego que passava nos fundos. Era muito bonito, e eu e Edward descobrimos que se você entrasse mais um pouco na floresta poderia encontrar um lugar na margem esquerda do córrego onde havia enormes pedras e o sol batia perfeitamente, iluminando as rachaduras que havia entre as grandes pedras onde alguma vegetação nascia. Fui correndo pelo gramado, nos fundos e entrei pelas arvores onde havia pouca luz, somente os raios que escapavam pelas frestas nas copas das arvores. Os sons dos animais não me causavam medo, nem os insetos e as folhas secas as pedras e o estilo virgem que há floresta, o cheiro de folhas, havia musgos e espinhos por toda parte. Com paços vacilantes continuei andando, eu já podia ouvir o som da água que batia nas pedras correndo rapidamente. Logo que cheguei ao meu destino muitos arbustos me impediam de entrar. Mas estranhei que mesmo assim estivesse mais fácil do que costumava ser. Comecei a andar pelo chão que agora era somente de enormes pedras de calcário claras. Então um cheiro forte e inconfundível de nicotina invadiu minhas narinas. Chegando mais perto notei com surpresa Edward que olhava concentrado os pequenos peixes que nadavam com velocidade na água muito clara.
-Hey!- Chamei alto para que fosse possível ouvir mesmo sendo abafado pelo som muito alto da água corrente.
-O que esta fazendo aqui?- Perguntou surpreso. Não tão alto. Aproximei-me mais. Ele usava uma camisa de mangas preta e na frente havia uns desenhos cinza, por baixo havia também uma blusa de frio cinza. Junto com uma bermuda marfim.
-Nada. E você?- Disse sentando-me ao seu lado numa distancia cuidadosa que não-verbalmente estabelecemos entre nós dois. Uma distancia que havia pelo constrangimento inicial infantil que há entre meninos e meninas e que levamos conosco até hoje. Uma distância só que fora rompida não fisicamente com o profundo conhecimento de nossas almas.
-Queria relaxar. – Ele falou deixando a fumaça escapar num sopro. Olhei fascinada com o formato que seus lábios tomavam naquele movimento. O cheiro de cigarro me incomodava profundamente. Fiz um som obstinado.
-Desde quando fuma?- Perguntei irritada e repreensiva. Ele nunca falara nada sobre cigarros. Exceto no nosso infeliz incidente de anos atrás. Mas a resposta dele para a nicotina foi a mesma que a minha.
-Não faz muito tempo, Faço isso às vezes, me ajuda a relaxar. — Ele falou naturalmente.
-Se com 17 anos precisa de cigarros para relaxar quando tiver 30 vai estar se drogando.- Falei tirando cautelosamente o cigarro de sua mão e boca, jogando-o na água corrente.
-Talvez- Falou pensativo. Dei um tapa na sua nuca e ele riu. –Sua boba! Eu não vou sair das drogas licitas pode ficar tranquila.
-Idiota!- Reclamei encerrando o assunto de drogas ilícitas –Por que nunca me falou nada? Não falou para ninguém?
-Não. Sabe que se eu fosse contar a alguém seria você- Sorri com isso. –Mas eu... Bem eu só não vejo necessidade em sair cantando “Sou fumante” De qualquer forma não sou nenhum viciado que não vive sem. Só faço isso às vezes. Não é nenhum crime.
-Para mim, você só não quer que Carlisle saiba.- Ele suspirou.
-Tem razão- Disse com um ar derrotado. –Eu não quero mesmo. Ou talvez eu queira... Assim ele veria que não sou o filho perfeito que ele espera que eu seja... — Respirou muito fundo- Que não sou nada do que ele acha.- Falou isso como se confessasse um crime hediondo.-Mas não posso decepcioná-lo. No entanto não vejo forma de não fazê-lo. Eu sou por mim mesmo uma decepção.- A auto-estima do Edward era um problema. Ele sabia que era “O cara” tanto com as garotas, com os pais os amigos a família. As pessoas se apaixonavam pelo jeito incrível dele, Por sua bondade, por seu caráter, confiança, beleza, altruísmo, humor, sorriso, alegria, infantilidade, maturidade, sua inteligência. Não importava as pessoas sempre o amavam, sempre o queriam por perto. No entanto ele tinha uma espécie de auto-negação, queria a todo custo alcançar os objetivos traçados pelo pai.
-Esta sendo muito estúpido!- Falei um pouco agressiva. –É claro que não é “uma decepção” Carlisle se orgulha de você. Deixa de ser ridículo!
-Ele se orgulha porque não me conhece totalmente.
-Eu te conheço melhor do que você mesmo e me orgulho!- Retruquei. Ele sorriu largo e, diga-se de passagem, muito lindo, mas logo o seu belo sorriso desapareceu.
-Você não é como meu pai.
-Não sou em muitas coisas. Mas nessa sim.
-Por que ele não me conhece.
-Sem essa, Edward!- Falei ainda agressiva -Você esta sendo um idiota! Devia parar com essa... Ah! Eu não sei qual o seu problema. — terminei a frase diminuindo o tom -Só tenho certeza de que ele te ama muito mais do que você imagina e não importa o que você faz. Ou como faz.- Ele deu um sorriso genuíno, lindo que fez meu coração parar e então acelerar rápido no meu peito. –Às vezes ele é duro com você, mas acredite que ele quer o seu bem acima de tudo Edward. Ele só esta tentando acertar com você.
-Você esta certa. Eu estou sendo um idiota. — Ele aceitou. Não significava que pretendesse mudar alguma coisa. Era difícil entender o Edward e os dilemas em que ele vivia. Ele parecia ser um garoto totalmente comum. Senhor de si. O Grande popular Edward Cullen. No entanto eu conhecia melhor o meu amigo para entendê-lo e saber que não era tão simples assim. Talvez devesse ser mas, Edward tornava tudo uma complicação para si mesmo.
-Bells, sabe eu não tive tempo de conversar com você ontem. Depois de brigar com Jake. — Ele falou mudando total e bruscamente de assunto.
-Aquela discussão ridícula! Pensei que já tivesse parado com essas infantilidades!- Falei repreendendo-o.
-Sim. Mas... Ah! Bella ele e um imbecil! Eu não agüento ver você sendo toda amiguinha do Black! Você o odiava tanto quanto eu. E agora isso. É um tipo de traição sabia?- Reclamou. Eu não gostava de discutir ou acusá-lo, mas muitas vezes Edward dizia coisas que ultrapassavam o absurdo, como naquele momento me acusando por ser amiga do Jacob. Será que ele não era capaz de perceber que fizera comigo a mesma coisa varias vezes? O pior era ver que ele não era.
-Não é traição ou nada que mereça tanto drama. Vai me dizer que nunca foi amigo de pessoas que realmente me fizeram mal? Que não são filhas dos verdadeiros maus, mas que realmente foram cruéis com nós dois?
-Bem, isso é diferente.
-Claro que é.
-Muitas vezes eu não tive opção.
-Sempre há uma opção.
-Nem sempre Bella
-Eu não vou discutir isso com você. Não importa o que você acha do Jacob ou o que eu penso dos seus outros amigos. E é isso.
-Na verdade importa sim.- Bufei. Eu não ia mais discutir aquilo. Fiquei parada esperando-o desistir. Logo ele também suspirou obstinado e ficou parado olhando para o céu. Como se houvesse algo extremamente interessante nos padrões que se formavam nas nuvens. O céu estava estranhamente claro. E o sol batia fraco nas pedras. Apesar de tudo, estávamos em Forks, e sol em Forks já era uma conquista. O azul celeste claro do meio dia era interrompido por manchas de algodão muito brancas. Formando uma bela pintura. Ele não falou e nem eu. Ficamos parados e chateados olhando o céu. Não havia sons, somente o gritar desesperado das correntes de águas muito claras. Era possível dali, enxergar as pedras amareladas, marrons, cobertas de lodo outras com um aspecto de vidro, brancas. Senti um vento frio vindo do norte passar por meu corpo e estremeci. O córrego também dava ao lugar um frio próprio que me incomodava.
-Esta frio- Comentou rompendo o silencio.
-É.
-Bella, você consegue ver alguma figura nas nuvens?- Perguntou. Era uma pergunta estranha, mas eu sabia que na verdade ele estava se certificando de que eu não estava com raiva. E eu realmente não estava. Somente chateada por ele ser injusto com Jacob, mas não com raiva.
-Claro. Olhe- Apontei para uma nuvem que eu jurava ser um belo jacaré ele tinha uma boca desfigurada e grande que ia em direção a uma menina que só era possível ver os cabelos. — Não parece um jacaré querendo devorar aquela garota?
-não. Onde esta a menina?- Bufei.
-Ela esta ali! Só posso ver seus cabelos.
-Não há nenhuma menina lá! Só umas manchas brancas desfiguradas e abstratas. Ah! Eu queria ver alguma coisa também. Achava que era só nos filmes.- Eu ri.
-Então, é isso! Você tem que se permitir vê-las. Tente encontrar as imagens.
Ele se deitou.
-Se vou procurar alguma forma é melhor fazer direito. Uma vez que eu nunca consegui ver nada. – Disse rindo. Eu ri.
-Não devia desprezá-las assim. Pode ser bem divertido olhar as nuvens Edward.- Ele me olhou sorrindo, largo com deboche. Dei de língua para ele que gargalhou. Isso era chato! Então ele inclinou um pouco para meio que se sentar, levando uma das mãos até a minha.
-Vem olhar as nuvens também. Agora será um “caça imagens. — Rindo Puxou-me um pouco para me fazer deitar na pedra fria de calcário. Não era exatamente atraente mas, eu também gostava de olhar as nuvens deitada. Ele olhou concentrado o céu. Eu sorri observando seu rosto distraído. Ele era dolorosamente lindo. E tão impossível. Passei nervosa a mão em meus cabelos. Um gesto que aprendi vendo o Edward fazer muitas vezes. Meu coração sempre ardia quando eu sentia a profundidade dos meus sentimentos por ele. Era mais que uma amizade muito verdadeira, mais que atração, paixão mais que tudo que eu podia imaginar ser possível. Eu dormia não acreditando que era possível eu amá-lo ainda mais e então acordava descobrindo que amava. Seus olhos verdes esmeralda brilhavam reflexivos e cintilantes. Ele era muito lindo. Vislumbrei a barba mal cuidada. Que o tornava muito lindo. E logo me lembrei das tantas coisas que havíamos passados juntos. Eu lembrava-me dos tormentos do inicio da adolescência. De uma época em que ele queria muito ter barba. E eu me preocupava em ser muito magra. Todos os problemas da infância e adolescência eu passara ao seu lado. Juntos em tudo o que fazíamos. E então aos poucos eu o assistia se perder de todas formas de si mesmo. E isso me matava aos poucos. Eu me assistia perdê-lo e não sabia o que era pior.
-“I’m here without you baby, but you still on my lonely mind think about you baby”... Ele cantarolava baixinho “Here without you”
-Esta apaixonado Cullen? — Ele riu
-Eu nunca vou me apaixonar esqueceu?
-Claro, claro. – Falei sorrindo. Pelo menos com isso ele confessava, de novo, que não estava apaixonado pela Tânia. No entanto também confessava que não poderia se apaixonar por mim. Suspirei. Eu precisava desistir e esquecê-lo de uma vez por todas. Não seria nem um pouco fácil. Ele riu. –Encontrou alguma coisa?- Perguntei.
-Sim e não. Com algum esforço, e eu digo muito esforço mesmo, eu consegui ver o seu jacaré e confesso que ele não se parece nada com um jacaré, é mais um crocodilo e um crocodilo feio.- Ele era mesmo um chato. O meu jacaré não era um crocodilo e sim um jacaré que gostava de comer humanos.
-É claro que não é um crocodilo é um jacaré.
-Jacarés não comem meninas. E até agora estou procurando a menina.
-Ele tem uma dieta diferente. — Nós dois rimos.
-Não sei. Ali tem um coelho?- Perguntou apontando para um ponto do céu com uma nuvem pequena onde havia outra próxima formando um rabinho felpudo de coelho.
-Pode ser. – Ele riu.
-É! –
-Sabe que quando eu era menor pensava que os desenhos de animais nas nuvens deveriam ser historias de seres já mortos. Havia uma estranha calma na morte deles. Outras nem tanto – ele me olhou como se eu fosse um ET.
-Eu sempre te achei meio estranha.
Ficamos algum tempo discutindo os desenhos abstratos que haviam nas nuvens. Discutir por coisas bobas com ele era muito legal. Apesar de tudo.
-Não existem unicórnios!- Ele falou levantando-se e me ajudando.
-É claro que eles existem! São rosa e possuem um chifre na testinha fofa deles e naquela nuvem há um chifre!- Ele suspirou com deboche e depois me olhou como se quisesse me ajudar. Com a boca em um nó e o canto das sobrancelhas para cima. Eu estreitei meu olhos. Ele passou um braço pelos meus ombros fazendo-me sentir estranha como sempre ficava quando ele se aproximava de mim.
-Bella Bella querida- Começou com a voz suave e lenta como se falasse com um débil mental.- Não existem unicórnios. Nãão eles são seres fictícios.- Ainda pronunciando lentamente cada silaba como se falasse com uma retardada ele tentava não sorri.
-Eu sei que eles não existem!- Falei por fim tirando seus braços do meu ombro. Ainda com borboletas no meu estomago. Ele gargalhou.
-Vai saber!- Disse ainda rindo. Depois ficou serio com a expressão suave. –Acho que devíamos voltar para casa.
-Você acha? — A voz cristalina da Alice ecoou, nós dois olhamos ao redor para encontrá-la. Então ela apareceu no meio dos arbustos e pisando com dificuldade na lama desviando-se do mato alto que havia para chegar onde eu e o Edward estávamos.
-O que esta fazendo aqui Ally?- Perguntou Edward com surpresa.
-Procurando vocês.-
-Estão nos procurando?- Perguntei horrorizada com a possibilidade.
-Não. Sou só eu. Sabe... Queria ver se achava vocês dois numa situação constrangedora. — Ele falou sem se sentir envergonhada. Edward balançou negativamente a cabeça e depois suspirou com desgosto.
-A única coisa que encontrou foi você mesma se envergonhando.
-Não há nenhuma vergonha. Olhe, eu até gosto da Tânia agora, mas nada melhor que uma sacanagem para terminar o sábado.- O comentário da Alice me fez perceber que já era bem mais tarde do que eu estava imaginando.
-Nossa como o tempo passa rápido quando ficamos olhando as nuvens. — Edward falou divertido.
-Verdade.- Concordei estranha.
-Pelo amor de Deus Alice! De sacana com você basta o Jasper não?
-Vai começar essa brincadeira chata de novo?- Ela perguntou fazendo beicinho.
-Você é que não para com sua brincadeira de “beward”- Ela falou com uma vozinha fina e enjoativa o termo “beward” inventado pela doida da Alice.
-na-na-na-na-nam!- Ela começou fazendo o conhecido som infanftil.- Bella e Edward! Bella e Edward! Bella e Edward!- Ela cantou correndo perigosamente pelas pedras. Edward logo se lançou atrás dela e os dois começaram uma brincadeira idiota de gato e rato. Devia ser coisa de irmãos. Eu não sabia porque eu não tinha irmãos.
Então Edward a segurou com força e lançou na água. Ela gritava tanto e tão alto que me preocupei em não ficar surda. Ela tremeu com o gelo que aquela água devia estar. Fim de tarde, em Forks, na água é loucura.
-Idiota! Desgraçado! Edward você não podia fazer isso seu Filho da puta.
-Sua mãe é a mesma da minha esqueceu?- Ele provocou
-Então esta bem! Namorado de uma!- Ela falou com um sorriso cruel e o cabelo escorrido pela água. Ele fechou a cara.
-Se vai jogar baixo saiba que eu também sei fazer isso.
-Não se preocupe que eu não sou como sua puta. – Ela gargalhou.
-Eu te pego Alice!- Ele tirou a camisa e o tênis, eu tentei desviei o olhar para não ficar muito com cara de apaixonada, mas foi impossível não ofegar com sua barriga reta enfeitada com gominhos, ele tinha um corpo musculoso e proporcional como se fosse esculpido a mão. Os braços fortes levantaram para retirar a blusa. Prendi a respiração. Não encare. Pensei comigo mesma. E então se jogou na água atrás da Alice. E o meu momentâneo tormento passou. Eles continuaram com a brincadeira de gato e rato só que dessa vez na água. Então o Edward saiu da água me olhando com um sorriso largo e uma cara estranha. Ele estava lindo de mais sem sua camisa. Poderia me deixar louca, no entanto ele vinha em minha direção fazendo meus pelos da nuca se eriçar por um motivo completamente diferente do imaginado. Não tinha nada relacionado ao deus grego a minha frente.
-Pare! Eu não estou brincando. — Falei com a voz tremula. Estava extremamente frio para um banho. Nunca era um dia bom para esse tipo de brincadeira em Forks, mas naquele momento era horrível. Vi Alice olhando com expectativa a aproximação do irmão ridículo dela. Ela sabia bem o que estava por vir. E estava ansiosa. “Que belos amigos você tem Bella!” Pensei irritada.
-Edward é serio. Pare!- Olhei em seus olhos para ele ver que eu não estava brincando. Seu sorriso se alargou ainda mais. Aquela grande parte de mim que era muito louca por ele achou aquele sorriso muito lindo.
-Eu não estou fazendo nada. – O fuzilei. –Não quer me dar um abraço Bellzinha?- A voz tornava-se ameaçadora e divertida.
-Não! Não quero nada!- Falei alterada.
-É claro que quer bella! Olha como o Edward é lindinho. Se não fosse meu irmão... – Alice falou com uma voz estranha. Eu a olhei assustada. Edward riu.
-Você não vai escapar de mim. Nem a Ally pode fazer isso que dirá você com essas pernas que mal a ajudam andar.- Ele riu, gritei. Levantando-me e fugindo sabendo que era inútil. Menos de 3 segundos senti seus braços me agarrado com força. Senti uma corrente elétrica muito forte passar por meu corpo que se enrijeceu rapidamente, a sensação pareceu inundar cada célula do meu corpo paralizando meus músculos e atingindo meus ossos. Perdi a respiração de novo. A reação assustou-me. Tudo bem que eu era louca por ele, mas era só um abraço e ainda brusco numa situação irritante. O pensamento me acordou e Eu gritei dessa vez ainda mais alto.
-Nããão! Por favor, não! Esta muito frio!Muito mesmo! Edward por favor! Por favor! – Ele gargalhou ainda mais. Estava próximo o suficiente para sua respiração fazer cócegas em minha pele. Engoli em seco. Fazendo uma careta. Fui cruelmente jogada na piscina de gelo. E então ele tentou fugir, provavelmente Alice já esperava por isso e o segurou jogando-o na água conosco.
Em meio a insultos meus para o Edward, dele para a Alice e da Alice para nós dois. Terminamos nossa brincadeira gelada. Em pouco tempo nosso corpo se acostumou com o frio e sair dali parecia ser impossível. Ficamos conversando, mas com o crepúsculo a hora de voltar para casa tornou-se bem clara. Ao sentir o frio que doía nos meus ossos xinguei o Edward de vários nomes que vieram a minha cabeça, no entanto ele se divertia com isso. A Alice também estava irritada, mas não sabia se ria ou se reclamava.
-Não sei por que esta reclamando tanto Bella.- Falou dando uma gargalhada catastrófica.
O mal humor que me atingiu foi forte o suficiente para me fazer pegar uma pedra que havia no caminho dos arbustos e acertá-lo com toda a força que eu não tinha. Ally riu de novo e resolveu participar da brincadeira. Acertando-o também. Ele saiu correndo protegendo-se das pedrinhas pequenas que jogávamos.
Quando chegamos a casa deles fomos vitimas das piadas cruéis do Emmentt. E da cara horrorizada da Esme ao nos ver sujando o piso extremamente branco com água lamacenta.
-Por que todas as vezes que vem aqui, você, o Edward e mais alguém voltam de algum lugar sempre num estado ridículo como esse Bella? – Emmentt perguntou caindo em sonoras gargalhadas
Ficamos alguns segundos parados no meio da sala ouvindo as gargalhadas do Emmentt que já durava quase 10 minutos. Aquilo era chato.
-Vamos ao meu quarto trocar de roupa. Vou te emprestar umas coisinhas bem legais.- Ela falou com um sorriso endiabrado.
-O que?- Perguntei horrorizada.
-No meu quarto claro! A não ser que queira fazer isso no quarto do Edward.- Eu fiz uma careta feia e horrorizada. Mesmo sendo apaixonada por ele não ia querer isso. Fala serio!
-Não duvido. Bella com essa cara de santinha dela.- Emmentt falou com se estivesse descobrindo algo. Fiz uma cara feia para ele que riu acompanhando por Edward que piscou.
-O que é isso? Um complô contra mim?
-Estão contra mim, também.- Edward respondeu.
-Claro, claro.- Respondi seca. Depois fulminei Alice. Que naquele dia estava muito engraçadinha. – Sem exageros.
-Claro, claro.- Me imitou.
Claro, claro que a Alice não me ouviu. Eu estava vestida com uma calça ridiculamente apertada. E ainda por cima preta. Eu me recusei permanentemente a usar qualquer sapato dela e peguei meu tênis mesmo. Uma blusa branca tipo regata solta. O ar condicionado na casa deles impedia e tornava desnecessário o uso de casacos ou roupas de frio. Eu me sentia meio nua usando aquilo.
-Deixa de ser boba Bells! Esta linda! Apesar deste tênis ridículo.
-Ah que engraçada você Alice!
-Não quer ficar para o jantar? Aí você dorme aqui. Eu já avisei o Charlie.- E ela estava perguntando para que? Suspirei.
-Claro Alice! Eu aceito o seu “convite”.- Ela riu. Suas mãos ainda passavam com um pente pelo meu cabelo. Aquilo era ridículo. Mas Alice sempre vinha com a desculpa de que ela não tinha cabelos longos e não podia fazer isso nos dela. No final ela prendeu minha franja para trás. E os deixou solto mesmo. Onde estavam os meus óculos? Eu os usava mais por prenvenção que necessidade.
-Bella aceitou jantar conosco!- Alice falou enquanto descia saltitante as escadas. Eu fui mais cuidadosa. Não importava quantos anos você freqüenta a casa de alguém. Cair das escadas nunca era uma situação considerada comum.
-Serio Alice? Ela aceitou? Pensei que ela não tivesse opção.- Emmentt falou rindo. Por que ele estava sendo mais legal comigo? Perguntei-me internamente.
-É claro que tinha.- Ela falou com uma voz ofendida que se não fosse a Alice eu acreditaria.
-Tânia virá jantar conosco hoje.- Edward anunciou com uma voz alegre. Eu pretendia dar uma resposta irônica, mas sua felicidade me desarmou. Eu suspirei.
-Legal.- Alice respondeu.
-Sim! Ela me ligou agora avisando. Pensei que ela estivesse com raiva por haver duas chamadas dela aqui.- “Isso algum dia foi motivo para ficar com raiva?”
-Claro, Claro. Que bom que Tânia não esta com raiva!- murmurei só para mim. Alice riu. E disse algo bem baixinho para si mesma. Algo relacionado á “Ela pensa que me engana”. Aproximei-me dela.
-Quer parar com isso? Fala serio!- Sussurrei para ela.
-Que foi? Eu não disse nada.- A fuzilei.
-Por que você não me conta a verdade?- Ela falou com raiva.
-Não há nada de verdade. É você que esta louca.
-Então por que esta com ciúmes- Eu já ia responder uma negação quando os olhares desconfiados de Emmentt e Edward cruzaram com os nossos.
-O que vocês duas estão cochichando aí?
-Nada.- A Alice respondeu seria e definitiva. Estranho.
Descemos as escadas e logo estávamos conversando os quatro na sala. O celular de Emmentt tocou e ele sorriu largamente. Vi de longe a foto da rose aparecer na tela grande. Ele saiu da sala.
De repente Esme apareceu arrumada, mas não para chamar atenção. Ela trazia uma expressão de duvida e preocupação ao mesmo tempo. Meninos eu tenho que ir... Ir – Ela estava nervosa. –Fazer uma compra importante... para... Eu tenho que comprar um vestido para um aniversario de uma amiga em Seatle. –Edward fechou a cara.
-Não pode fazer isso depois?- Alice perguntou com um tom de astucia.
-Na verdade não. Estou adiando a muito tempo. De qualquer forma não devo explicação a você Alice.- Ela ficou seria.
-Nossa! Ela não estava pedindo explicações Esme!- Edward falou um pouco agressivo.
-Vocês ficam me rondando!- Ela reclamou- E olha como fala comigo Edward! A Srta. Grogan vai deixar o jantar de vocês pronto.- Ela também ficou agressiva. E saiu com pressa.
-Saco!- Ele murmurou para si mesmo. Depois aproximou-se de mim.
-Pensei que essa palhaçada já tinha acabado.- Ele falou no meu ouvido. Fazendo cócegas.
-Não temos certeza Edward.- Murmurei virando-me para ele. Falando baixo.
-Claro que temos! Olha como ela estava Bella!- Suspirei triste.
-Faz muito tempo.- falei bem baixo. Edward decidiu que pouparia a Alice disso. Mas eu vislumbrei o seu rosto numa mascara de dor e naquele momento eu soube que Alice também sabia. Provavelmente não sabia de que se tratava de Black. Mas ela sabia. E não me contara como o Edward fizera. Provavelmente quis poupar a mãe. Eu teria que falar isso para o Edward. Aproximei-me mais dele. Me colando perigosamente ao seu corpo para manter minha voz muito baixa.
-Preciso falar com você.- Falei preocupada. Ele me olhou com uma expressão também nervosa. Nossos rostos estavam próximos demais. Por que eu não conseguia simplesmente me concentrar no que era realmente importante quando estava perto dele?
-Qual o problema?- Perguntou. O ar da sua fala fez meu coração disparar. “Merda! Concentre-se” Gritei para mim mesma.
-Depois.- Falei antes que eu me esquecesse.
Naquele instante Tânia entrou cumprimentando-nos e notando com uma expressão irritada pela realmente estranha proximidade entre nós dois. Apesar de não ser nada de mais o que falávamos a situação não era a melhor de todas. Meu amigo percebeu também. Não adiantava afastar rapidão naquele momento por que isso sempre é pior eu sabia. Então fiz isso devagar e disfarçadamente sem tocar no assunto. Edward agiu assim também, levantando-se para abraçar a namorada.
Alice ficou calada e distraída o tempo todo.
-Alice nem exagerou dessa vez.- Edward falou para mim rindo, ele agora estava distraído do assunto Esme, ou fingia para a Tânia e Alice.
-Claaro que não!- Respondi irônica.
-Ficou legal.- Ele cumprimentou-me e eu só sorri. Não acostumada com elogios nem vindos do meu pai.
-É verdade.- Tânia concordou sorrindo falsamente.
Alice nos trouxe alguns aperitivos e Coca.
Emmentt com um sorriso grandão e totalmente vestido.
-Vai tirar o atraso Emmentt?- Edward perguntou com um sorriso malicioso. Ally deu uma risadinha.
-Vai te foder Edward!- Ele xingou.
-O único que vai foder aqui é você Emm!- Tania defendeu o namorado rindo. “Que nojo!” Garota estranha.
-É verdade. Como você é mulher é só comida!- Ele retrucou rindo também.
-Olhe como fala com minha namorada cara!- Edward falou realmente ofendido. Fala serio!
-Nem vem gulosão! Ela quem começou!- Os dois riram.
-Tchau Emm!!!- Alice terminou a discussão absurda do Emmentt , Edward e Tânia.
Continuando com Nachos, conversando e rindo. Quer dizer os três. Para mim, nada era engraçado naquele momento. O meu humor estava piorando a cada segundo. Eu realmente odiava a conversa da Tânia. Ela não era só namorada do meu melhor amigo, mas também era uma pessoa fútil. Insuportável. Eu odiava a Tânia cada vez mais. Odiava os olhares furtivos que às vezes ela me lançava. Foi assim até Srta.Grogan aparecer anunciando o jantar. Fomos com pressa até a mesa. Eu diria que ela só não cozinhava melhor que a minha avó então estávamos todos animados.
Naquele momento quando notei-nos os quatro sentados a pequena mesa. Tânia tinha a mão segura pela de Edward que a fitava com encantamento. Alice sorria balançado o cabelo. Eu mal podia ouvir o que eles falavam. Os três sorrindo felizes, Ele sua namorada e sua irmã. Uma sensação que não era totalmente estranha passou por mim, mas que ali na casa e na mesa dos meus melhores amigos era sim muito estranha. Uma sensação que eu nunca havia sentido quando eles estavam por perto. Aquele sentimento que diz que você não pertence aquele lugar, aquele grupo. Quando você se senti um intruso. Como se ali onde você esta não fosse o lugar certo para você. Era assim que eu me sentia. Eu não era parte daquele grupo. Fingi estar distraída e um pouco entediada. Este ultimo eu não precisei fingir porque eu estava realmente entediada. Logo a Srta.Grogan apareceu com uma lasanha simples. Edward pareceu gostar. Ele amava lasanhas ou massas. Ele sorriu para mim devolvi o sorriso um pouco contido. Na sobremesa Srta.Grogan preparou uma torta de chocolate. Recheada com creme de avelãs e coberta por uma pasta de chocolate e amêndoas. Havia por cima um tipo de farofa doce e foi servido com sorvete. Confesso que eu amei porque eu adorava chocolate.
Tânia convidou o Edward para irem juntos a algum lugar e ele aceitou prontamente.
-Agora é a vez de vocês tirarem o atraso?- Alice perguntou divertida.
-Isso não tem graça. — Edward falou chateado.
-Teve graça com o Emmentt. Cuidado para não terem uma convulsão. — Ela gargalhou. Eu os ignorava completamente evitando ser notada. Ignorando as dores pulsantes no meu peito. Maldição! Praguejei enfadada.
Entrei na sala com o Maximo de dignidade que eu podia. Edward sorriu para mim. Fingi não perceber nem eu sabia o motivo de fazer isso. Ele veio em minha direção.
-Algum problema?- Perguntou baixo puxando-me para um pouco longe das meninas. Ele esperava a resposta com as sobrancelhas franzidas. Como ele conseguia tão facilmente me ler eu não sabia, mas isso era um saco.
-Não. Por quê?
-Nada você estava estranha no jantar. Há algum problema com ela?- Ele perguntou com uma compreensão estranha para quando o assunto era problemas com Tânia.
-Ela quem?- Ele me deu um sorriso irônico. –Não. Na verdade não... Desde que ela seja legal com Alice estará tudo bem. Mas essa é nova desde quando você “aceita problemas com ela”–
-Desde nunca. Mas se você não pode me forçar a gostar de seus amigos não precisa gostar dos meus. –
-Não há nenhum problema com ela. Fique tranquilo.Como eu disse se... Se ela for legal com a Ally esta tudo bem. — Eu me forçaria a cumprir com o que eu falava. Ela o fazia feliz então isso seria o suficiente. Desde que ela fosse legal com os dois. Ele sorriu.
-Eu fico tão feliz em ver que você se preocupa tanto com ela Bells! É muito bonito isso.
-É minha melhor amiga.
-Mas, você gosta da Tânia. Certo? –Eu sorri. E balancei positivamente a cabeça.
-O que você queria falar comigo mais cedo antes da Tânia interromper? –Eu gostei muito mais do que devia do modo chateado com que ele fez a pergunta. Se eu pretendia cumprir com minha promessa isso já era um erro.
-Não é n... Ok, Acho que não é a melhor hora. Com Alice aqui muito menos com a Tânia. Mesmo porque se demorarmos mais ela vai achar que aquele incidente mais cedo não foi coincidência. -Ele gargalhou. Chamando atenção da Tânia e da Alice que olharam-nos desconfiadas. Bem eu queria que essa desconfiança tivesse fundamento.
-Verdade. –Ele concordou. –Mas eu não vou esquecer.
-Claro que você não vai.
-Tchal Bells. –Ele falou sorrindo lindamente.
-Vai tirar o atraso!- Ele fez uma careta.
-Essa mente de vocês vai levar todos para o inferno.
-Olhe quem esta falando!- Alice riu.
Os dois saíram pela porta abraçados. Alice os olhou sorrindo e então virou-se para mim.
-Pronta para se divertir agora que esses dois sumiram daqui?
-Diversão... Ai! Eu não estou não. –Ela gargalhou.
-Chamando urgente Rosalie Hale! –Alice falou com uma voz grave ridícula. Segundos depois. -Não há problema. Na verdade é uma ótima noticia. Três palavras, Bellzinha, compras, roupas novas! Wooohooo -Ela esperou com um sorriso grande. Ouvi um grito. E então. –NÃO IMPORTA QUANTAS PALAVRAS FORAM! –Eu gargalhei. Na verdade importava sim.
-Ok. Estaremos esperando você hmm… Na… Macy’s (N/J Eu não sei se há uma franquia da Macy’s num shopping qualquer de Port Angellis mas... Isso aqui é uma fic vale qs td e eu ñ lembrei d nenhuma loja rsrs) Eu me preparava. Tinha certeza de que seria uma droga.
Meus pés doíam desesperadamente. Já era sexta loja em que entrávamos. Alice ficava cheia de roupas e eu não permitia que ela levasse todas. Então as coisas corriam quase equilibradas. Os olhos da Rosalie brilhavam e ela não conseguia deixar de levar coisas para ela também. O mesmo com a Alice. Eu suspirava a cada hora. Entramos numa sétima loja para experimentar sapatos. Foram 18 escolhidos por Alice. 15 pela Rosalie. Levamos dois. Um de cada. E elas escolheram cinco para elas mesmas. Eu “casualmente” mostrava para elas os modelos para que elas se esquecessem de mim. Funcionava um pouco.
Eu não sei como elas conseguiam usar saias curtas e aquelas blusinhas. Regatas, botas, sandálias, calças justas, lindos vestidos. Algumas roupas eram tão estilosas que conquistavam até a mim. Não era como se eu odiasse belas roupas. Só achava que não combinavam para mim. Eu tinha meu estilo apagado e uma mudança muito bruta seria meio louca. Não combinavam com meus óculos. Aqueles que Alice não me permitia usar desde do dia passado alegando que eu só os usaria quando fosse ler. Eu realmente não precisava deles. Mas como eu contei, gostava de usá-los por prevenção. Fora uma recomendação do oftalmologista.
Rosalie apareceu do nada experimentando um vestido dolce & Gabana. Ela me analisou. Analisou o meu jeans velho que eu esquecera um dia na casa da Ally. E o casaco marfim da Alice. Não combinava com All-Star muito menos com o jeans desbotado. Mas ela não teve escolha.
-Que tal escolhermos um modelo para você usar agora?-
-NEM PENSAR! –Falei irritada. Ela deu um sorriso amarelo.
-Depois vem reclamar. – Suspirei. Quando a seção de tortura terminou, eu já me encontrava num estado de inércia.
-Olá Bella! –Jasper cumprimentou-me alegremente. Sorri com a nova amizade que formava-se entre nós dois. Alice sorriu. Eles sorriram um para o outro sem dizer nada.
-A jazz desculpe! Você estava certo o tempo todo... Eu só não falei com você antes porque... Porque... Ah! Eu não sei porquê! –Jasper riu.
-Esta tudo bem! Eu também não devia julgar a Tânia. –Ela riu. E o abraçou. Eles pretendiam se beijar.
-Eu tenho uma coisa para te contar também.
-Bem... Eu vou deixar vocês juntos. -Eu sai dali pronta para deixar o casal feliz.
-Tchal Bells! –Eles falaram juntos.
Fui em direção aos banheiros. Passando pelos corredores vi o Jake que piscou. Eu sorri em reposta. Quando eu cheguei perto da porta ouvi vozes conhecidas.
-Você não pode fazer isso!- Era a Rosalie?
-Posso sim! Estou fazendo. E eu também vou dar um jeito na outra vadia dele. –
-Eu só conheço uma.
-Cale a boca Rosalie!
Tânia saiu do banheiro com raiva e não me viu. Entrei em passos rápidos e vi a Rose olhando-se no espelho. Quando ela me viu sorriu.
-Oi Bella! –Falou alegremente.
-Pode ir falando o que esta acontecendo. –Ela sorriu.
-Nada, mas nós duas precisamos conversar. No final da aula eu vou à sua casa. Seus pais estão lá? Ah! E nada de Alice.- Arregalei os olhos. O que a Rose queria?
-Não. Ok. Mas qual o motivo da discussão com a pulga loira?- Ela riu do apelido e eu também.
-Nada de mais. Não concordo com umas coisas que aquela vadia faz.
-Não concorda mesmo! Ela já até é uma vadia! –Nós duas rimos.
-Não se esqueça! Hoje no final da aula.
Quando cheguei na aula de trigonometria Tânia realmente não parecia que havia acabado de ter uma briga com uma amiga. Sua expressão era calma e satisfeita. Edward entrou e sentou ao seu lado. Sentei-me numa carteira diferente naquele dia. Ao lado de Angela Weber. Uma menina que era parecida comigo em varias coisas. Ela sorriu para mim. Muito simpática. Sorri em reposta. Ficamos caladas por algum tempo. Não queria que ela pensasse que estava ali por sua causa. Era paranóia, mas eu não deixava de ser assim. Não era como se eu a odiasse. Na verdade ela parecia bem legal. Metade da aula passou-se em silencio.
-Sou Angela Weber.
-Isabella Swan. Bella.
-Eu sei. – Ela riu. A queridinha dos Cullen. –Fiz uma careta. Todos me conheciam como “A alguma coisa dos Cullen”
-Eu também sabia quem você era. –Nós duas rimos. Passei toda a aula numa conversa interessante com Ang. E recebendo olhares furtivos da Tânia. E claro a professora que nos repreendia às vezes.
A aula dessa vez passou rapidamente. Não era totalmente desmotivadora. Mesmo as outras que não foram com Angela Weber.
No intervalo antes de sair correndo como um cãozinho adestrado para sua namorada Edward apareceu perguntando-me sobre Ang. Respondi rapidamente. Ele saiu. Então Jake apareceu convidando-me a sentar com ele. Eu fui de bom grado. Nãos nos vimos nenhuma vez no fim de semana. Rosalie que nos observava piscou para mim, cutucando Alice. Ela se virou prontamente rindo. Balancei negativamente a cabeça.
-Suas amigas apostam em nós dois. –Jake riu.
-Hunf –fiz um som perturbado. E ele riu mais. Conversar com Jake era muito bom. Ele era natural e bem humorado. Eu realmente gostava dele.
No final da aula Rosalie já me esperava. Ela sorriu ao me ver. Correspondo meio confusa. Edward apareceu de repente. Rosalie o olhava seria e preocupada. Estranhei o comportamento dela. Nós três conversamos um pouco. Depois ele se despediu de mim e da Rose.
Andamos juntas pelo estacionamento. Rose amaldiçoou a nevoa por estragar seus cabelos. Eu ria.
-Ainda bem que eu vim de carona com o Emm hoje. –Ela falou casualmente.
O caminho foi silencioso. Rose reclamou algumas vezes do meu Sentra, embora eu não me importasse muito. Ela não era a primeira a reclamar e não seria a última.
Quando chegamos em minha casa acendi a luz da pequena sala. Ela foi entrando sem se preocupar. Subiu as escadas e parou no topo.
-Qual é o seu quarto? –Lembrei finalmente que ela não mora aqui. Pensei irônica.
-Segunda porta a esquerda.- ri enquanto a via.
Rose estava sentada na minha cama olhando-me com cautela. Eu me sentei a sua frente olhando em seus olhos.
-O que você quer? –Perguntei achando o clima estranho.
-Bem eu queria dizer que eu já sei de que lado estou. Entre você e a Tânia... Eu estou com você.
Fim
Notas finais
*Eu tb tow c/ umas ideias aqui rsrs
1ª- Que tal um POV edward (BONUS) pra v6 entenderem melhor a familia e os problemas dele? acho q seria legal.
Aí tipo em vez de o proximo cap ser "Estou do Seu Lado" Será esse do Edward. aí v6 escolhem! Lembrando que o cap do eddie entra nessa parte da historia. Então tipo se v6 escolherem "EdSL" ñ terá o pov edward! rsrs... (eu até queria mas vai ficar muito estranho se ele vir depois rsrs)
2ª estava pensando em algumas vezes postar um link de what if pra v6 verem os novos caps (E tb vai anunciar a fic rsrs) pq as vezes eu vejo minhas fics qd vou olhar... Ja tem uns 3 caps novos... Então aí as vezes eu posto mais uma vez o link? oq v6 acham? (A fic vai vir na sinopse com a palavra "link" pra ninguém confundir... rsrs)
Então é isso galerinha deixem aí suas opniões e coments pra eu num precisar ficar cobrando néh? kkkkk
bjssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssssss até o proximo cap! ^_^
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