What I am
9 Capítulo 9
Notas iniciais
O caminho para o hospital foi completamente degradante, Charlie quando chegou ao colégio e foi manipulado pelo Cullen e insistiu que eu fosse numa maca com um colar cervical laranja, dentro de uma ambulância, eu xinguei o paramédico mentalmente durante todo o percurso e obviamente o Cullen idiota por não estar preso numa maca como eu.
Uma enfermeira velhinha me levou para fazer um raio-x, eu fiquei emburrada durante todo o exame, Edward Cullen não estava acorrentado numa maca com Tyler Crowley choramingar desculpas esfarrapadas no seu ouvindo, eu estava estressada, cansada e entediada. A enfermeira ficou assustada com a quantidade de concussões curadas e cicatrizes que haviam no meu crânio, eu apenas respondi que minha mãe havia me deixado cair quando criança. Muitas vezes.
–Me perdoe Bella, eu deveria ter... –Tyler se desculpava pela milésima vez, eu já estava a ponto de fazer ele engolir a cortina branca de bolinhas verdes que separava nossos leitos quando o Edward Sorriso Idiota Cullen entrou no quarto.
–Ahh Edward me desculpe eu... –O Crowley estupido recomeçou a ladainha dessa vez dirigida a Edward que apenas deu seu sorriso “Sou Melhor que Você” e o calou com uma frase.
–Sem sangue sem danos. –ele disse mostrando aqueles dentes perfeitamente brancos, eu fiz uma careta para sua piadinha sem graça, que certamente foi perdida pelo humano.
–Então como você está Bella? –ele perguntou com os olhos cerrados, eu fiz a mesma expressão.
–Acorrentada numa cama e você? –eu disse ironicamente, sua expressão se suavizou.
–Vim aqui para te libertar, e então qual é o veredito? –ele perguntou, sua voz beirava a preocupação, isso fez com que minha expressão se atenuasse também, por algum motivo, sua preocupação comigo me sensibilizou.
–Eu estou bem, mas mesmo assim estou presa aqui, quando eles vão me liberar? –eu perguntei fazendo um beicinho involuntário. Edward sorriu, sua expressão se tornou quase... Carinhosa?
–Meu pai em breve virá examina-la. – Como se estivesse escutando (o que eu imaginei que estava) Dr. Cullen entrou na pequena sala bem como se tivesse sido chamado, ele era a encarnação de Brad Pitt em forma de vampiro, pelas historias de Billy eles eram atraentes, mas o Dr. Cullen era incrivelmente lindo.
–Como estamos senhorita Swan? –ele perguntou sorrindo calmamente, e transmitindo paz para mim. Edward encostou-se na parede carrancudo, eu não entendi exatamente o porque.
O doutor olhou meu raio-x brevemente e depois sorriu para mim. Como era possível que a matilha quisesse matar um homem tão bom? Minha parte mais nobre perguntou. Porque ele é um vampiro, minha parte ruim respondeu.
–Bem, Isabella, está tudo bem com o seu exame, não parece ter sofrido nada muito ruim. –Ele disse e andou até o meu lado, suas mãos foram de encontro a minha cabeça e tocaram-na clinicamente a procura de algum ferimento. Eu estremeci.
–Sensível? –ele perguntou calmo.
–Nem tanto. –eu respondi no mesmo tom, fazendo Edward disfarçar a risada com um tossido falso. Eu o olhei franzido o cenho, ele apenas deu de ombro se desculpando.
–Você faz uso de algum medicamento controlado? –ele perguntou, eu abaixei os olhos, e ele pareceu notar minha vergonha.
–Sim. –eu respondi baixinho.
–Quais? –ele perguntou educadamente.
– Clonazepam, cloxazolam e outros, alguns são naturais, como aqueles florais estúpidos. –eu murmurei descontente, agora, Edward Cullen sabia da minha loucura.
–Você tem a necessidade de tomar algum agora? –ele perguntou pacientemente, percebendo que eles eram em sua grande maioria remédios calmantes.
–Não, eu estou bem, obrigada. –resisti ao impulso de revirar os olhos.
–Bem Isabella, se sentir dor tome um Tylenol, se for algo muito forte volte ao hospital. Foi muita sorte a sua. – Ele disse sorrindo.
–É sorte mesmo foi Edward estar parado ao meu lado. –eu disse acidamente, O Dr. Ficou repentinamente ocupado com a papelada a sua frente ele se virou para Tyler dizendo que ele ficaria mais tempo no hospital. Eu me levantei e andei até Edward.
–Posso falar com você? –eu perguntei tentando soar educada, e falhando miseravelmente.
–Seu pai está te esperando. –ele disse cerrando os dentes e se afastando, eu cheguei mais perto e pressionei-o.
–Eu quero falar com você não se se importar. –ele saiu apressadamente da sala e me esperou no corredor.
– O que você quer? –sua voz expressava tanto desgosto em falar comigo que aqui só me irritou mais, me controlei para simplesmente não rosnar.
–Você me deve uma explicação! –eu disse irritada.
–Eu salvei sua vida, eu não te devo nada! –ele disse com asco, eu ri sem humor.
–Ahh você apareceu magicamente do meu lado, sim você me deve uma explicação! –eu disse furiosa. Controle-se! Eu gritei para mim mesma.
–E você parou a van com um chute! Acha realmente que realmente que alguém vai acreditar em você? –ele perguntou e eu franzi o cenho, desarmada.
–Eu não vou contar a ninguém. –eu disse baixo.
–Então por quê? –ele perguntou diminuindo o tom também.
–Eu não gosto de mentir, Edward. Mas cada um de nós tem seus segredos, você tem os seus e eu os meus e não cabe a eu revelar os seus, só me diga Edward porque você resolveu me salvar corajosamente? –eu perguntei friamente.
–Eu não sei! –ele murmurou confuso, e eu fiquei tocada com aquilo, minha mão se ergueu involuntariamente para tocar o braço dele, eu queria desesperadamente dar-lhe algum alento. Mas a fera dentro de mim rosnou, dizendo que se eu avançasse eu iria mata-lo, eu voltei para o lugar.
–Espero que goste de se decepcionar Isabella, pra mim chega dessa conversa. –ele murmurou mais recomposto e saiu andando bravamente pelo hospital.
Eu sai pisando duro e encontrei Charlie e metade da escola na recepção, Charlie correu ao meu encontro eu me apoiei nele e sussurrei.
–Vamos sair aqui não quero falar com nenhum deles. –eu disse amarga e ele apenas assentiu, vi o olhar apreensivo de Ângela e me senti culpada, então fiz um sinal que depois ligaria para ela que assentiu paciente.
Charlie sentou-me ao meu lado na viatura, ele parecia incomodado com alguma coisa durante o caminho, eu ergui a sobrancelha para ele como se dissesse “desembucha”, ele suspirou.
–Eu liguei para Billy, La Push toda está em alerta por sua causa, ligue para Jacob quando chegar em casa, eu disse a eles que o Edward Cullen te salvou. –ele disse baixinho e eu gemi alto.
–Eu não acredito pai! –eu disse exasperada, Sam me repreenderia eternamente por isso, o que foi que eu fiz? Eu não devia ter parado a van com um chute! Coloquei a cabeça entre as mãos, mas por mais entranho que podia parecer, foi o rosto triste de Edward que eu vi quando fechei os olhos, meu coração se apertou.
Charlie estacionou em frente a casa, eu sai batendo a porta do carro exageradamente, e deixando-o para trás, fui diretamente ligar para Jacob, em dois toques ele atendeu, eu suspirei antes de começar a falar.
–Jake. –eu disse ternamente.
–Sam quer você na clareira de sempre.- ele disse pragmaticamente.
–Não faça isso Jacob, por favor, não faça isso! –eu implorei beirando ao choro, ele suspirou pesadamente.
–Eu não escolhi, ele é o Alpha, apenas esteja aqui, as dez. –ele disse e desligou, não pude evitar as lagrimas, sentei-me na minha cama e deixei elas correrem livremente pelo meu rosto, não havia mais esperanças.
Eu estava fora da matilha.
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