What I Like About You
6 Surpresas
Quando a o que faltava da turma adentra a lanchonete e avista seu respectivo grupo, parece ser uma total surpresa.
-Sesshoumaru? O que diabos você faz aqui? – Pergunta InuYasha, embasbacado. Nunca imaginara encontrar o irmão em um lugar tão 'vulgar' como diria o próprio, e principalmente andando com seus amigos.
-Também estou muito feliz em ver você irmãozinho... – Responde Sesshoumaru, a altura, sarcástico, mexendo a mão em sinal de pouco caso. O grupo parece parar de respirar em conjunto. Brigas familiares nunca são agradáveis.
-Irmãozinho? – Exclamam Jasmine e Bankotsu em conjunto, matando não só a curiosidade como o clima pesado que se instalara desde a chegada do mais velho.
-É! – O hanyou parece emburrado, quase totalmente contrariado – Esse estrupício aí é o meu irmão mais velho! – Fala, mal educado, lançando ao outro seu melhor olhar assassino, sem conseguir desbancar a pose do mesmo.
-Não por opção minha... – Comenta o 'lorde', um sorriso amargo aparecendo em seus lábios, em seguida suspirando, como que por cansaço.
-Tá legal, ta legal, o impacto foi forte, mas, de qualquer forma, todo mundo veio aqui comer, não foi? Então vamos faze-lo logo! – Rin põe fim na discussão, surpreendendo todos na mesa, não acostumados a vê-la irritada, muito menos mandando em coisa alguma.
Sesshoumaru parecia especialmente orgulhoso disso, e sorri malicioso diante ao fato. Ele sabia que lá no fundo aquela garotinha podia ser bem mais do que deixava transparecer.
Bankotsu, que disfarçadamente se sentara ao lado de Jasmine deixando-a envergonhada instantaneamente, aproveitando a bagunça que estava sendo enquanto todos decidiam o que queriam pedir ao mesmo tempo, não deixando brecha para que se reparasse no que ele ou a garota faziam, decide que estava na hora de tomar uma decisão.
Uma decisão que provavelmente mudaria o curso das coisas de vez, e quem sabe de seu azar também.
-Oi Jasmine! – Ele começa, embaraçado, não sabendo como puxar assunto, agora que estava assim, tão perto dela – Percebeu como anda calor ultimamente? – Burro! Burro! Burro! Não conseguiria pensar em nada melhor não?
-O-oi Bankotsu – Ela lhe sorri, constrangida e muito vermelha – Éééé, eu percebi, não sou muito fã do calor... – Ela abaixa o rosto. Aquele era o momento, ele até segurava o ar enquanto ela lhe respondia, se não fosse agora, ele perderia a coragem e talvez nunca fizesse aquilo, tinha que tentar!
-Você quer ir ao cinema em um dia desses? – Falou tão rápido que quase atropelou as palavras, e já ia remendando quando viu a cara de espanto lançada a ele – Quer dizer, se você não quiser, eu entendo ou se quiser... – Droga! Era só tentar que já começava a perder totalmente o jeito. Ele era um caso sem solução!
Ela então lhe dá um enorme sorriso, achando-o extremamente fofo. Achava que ele nunca teria a coragem de pedir! Ficou feliz em saber que estava enganada.
-Cla-claro que sim! – Odiava quando gaguejava, mas, dada à situação, sabia que seria impossível controlar.
-Legal! Esse fim de semana, você está livre? – Ele parece já estar empolgado, ansioso e surpreso. Nunca, em toda sua vida imaginou que ela aceitaria. Ela apenas faz um gesto positivo com a cabeça, achando-o extremamente adorável por agir do jeito que agia – Então vamos?
-Claro – Ela responde entrando na animação, alargando também seu sorriso. Bankotsu, discreta, porém corajosamente, de leve, põe seu braço sobre a cadeira dela.
A única pessoa que prestava atenção na cena era Kagome, que os encarava desde o início por cima do cardápio, e ela parecia feliz com o resultado.
-Finalmente... – Sussurra para si mesma.
-O que você disse Ka-chan? – Pergunta o garoto de cabelos prateados que estava sentado ao lado dela, encarando-a de maneira estranha.
-Nada InuYasha, nada não! – Ela então encosta a cabeça no ombro dele, segurando em seu braço, ainda contente pela amiga. Ele cora no mesmo instante e a menina solta um pequeno risinho.
InuYasha decididamente não estava acostumada a estar perto de garotas. E Kagome adorava saber disso.
-Você já decidiu? – Ele pergunta, muito corado, tentando o máximo possível para não gaguejar.
-Sim – Ela diz, se desencostando dele e dando um sorriso. Assim que todos dizem seus pedidos, o hanyou e Miroku se manifestam para ir realiza-lo.
O lanche transcorre com naturalidade, e, depois desse, todos permanecem a mesa, conversando sobre os mais variados assuntos, todos leves e sem importância. Rin então olha em volta um instante, levantando-se e atraindo os olhares para si.
-Eu já volto, creio que tenho de ir ao banheiro – Ela dá um sorriso e se encaminha devagar para a porta branca do outro lado das juntadas, duas mesas redondas em que todos se encontravam.
Fica andando de um lado para o outro do local de azulejos azuis claros por um instante e então espia pela porta, notando que ninguém prestava atenção, aquele era seu momento! Rapidamente esgueira-se do toalete, atravessando a lanchonete até a porta de entrada de vidro.
Uma vez ao ar livre, respira fundo, seu coração batia acelerado pela aventura! Mal podia acreditar que conseguira! Levanta os braços para o alto, comemorando em silêncio, mas ao virar-se, leva um susto tão grande que quase vai ao chão.
-O que diabos—Você está fazendo aqui? – O tom da menina era alto e agudo, e ela tinha uma das mãos sobre o coração e os olhos arregalados.
-Não vai libertar seus amigos da penitenciária temporária? – Era a impressão dela ou ele tinha um sorriso de puro escárnio naquele rosto, antes tão perfeito. Ela estreita os olhos, desconfiada e irritadiça.
-Sim... – Respira fundo então, recuperando-se – Mas por que o senhor gostaria de ir junto?
-Só gostaria de ver se fará tudo corretamente. – A voz era fria e imperativa e, desde aquele instante a pequena percebeu que seria inútil discutir e simplesmente se virou encaminhando-se para o colégio.
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Kikyou parecia não ter tempo para se preocupar nem com uma migalha de pão a mais, de tanto o trabalho que tinha. Sentia-se agitada, quase estupefata, por ter tanta coisa para fazer e tão pouco tempo para realizar tudo aquilo.
Ajeita o cabelo no rabo-de-cavalo pelo que parece ser a centésima vez, antes de voltar a olhar para os papéis e para o computador a sua frente.
A publicação daquela edição da revista era em uma semana e tudo estava uma bagunça! Quase nada estava pronto, a capa ainda não existia. A morena sente-se extremamente nervosa e desanimada, será que conseguiam pedir mais de alguém do que isso?
Ouve então uma suave batida na porta, e, sem nem sequer se dar ao trabalho de levantar os olhos, diz a pessoa para que entre.
-Kagura, não tenho tempo para conversar agora, mas se você quiser me ajudar aqui—
-Não é a Kagura – A voz grave e máscula faz um arrepio percorrer a espinha de Kikyou e ela levanta os olhos imediatamente, trêmula.
-Naraku, o que deseja? Se não percebeu, estou ocupada agora – A voz saiu firme, apesar da torrente de emoções impacientes que a percorriam. Ele então sorri, o sorriso bonito e irresistível de dente brancos e perfeitos, e a moça sente-se abaixar o rosto, com certa vergonha de encara-lo.
-Não vim aqui incomodá-la senhorita – Ele então parece alargar ainda mais o sorriso – É só que a presidente decidiu que seria melhor se fizéssemos a capa hoje mesmo – Ela levanta os olhos e, não sabia explicar ao certo, mas parecia haver algo de maldoso naquela ligeira contração de músculos faciais que via a sua frente.
-Estou ocupada agora, terá de ser amanhã – Ela responde, seca e prática, sem hesitação.
-Assim você me magoa – Ela começava a sentir-se irritadiça novamente, odiava quando vinham atrapalhar seu trabalho, principalmente quando era simplesmente pelo prazer de tira-la do sério – Mas estou sendo franco agora Kikyou, pense um pouco, nós saímos para fazer a capa agora, você não só descansa um pouco disso tudo aqui, como também se livra do fardo de ainda não termos uma capa.
Ela o encara, longa e demoradamente, firme. Ele sustenta o olhar.
-Você não vai desistir enquanto eu não aceitar não é? – Os olhos dela estavam estreitados, já esperando pela resposta positiva.
-Mas é claro que não – Ele parecia ser franco com uma sinceridade azucrinante. A moça então suspira fundo, tentando acalmar-se.
-Promete que pelo menos teremos a capa pronta até amanhã? – Volta a encara-lo, dessa vez totalmente honesta.
-Nem que tenhamos de trabalhar a noite inteira.
Ela então respira fundo novamente, antes de desligar o computador, levantando-se e se encaminhando para a porta.
-Siga-me...
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A biblioteca nunca antes parecera um lugar tão quente e pacato como no dia de hoje. Os corredores desertos do local transmitiam um ar macabro, e não fosse as faixas de luz que escapavam pelas janelas abertas, o casal que lá se encontrava podia ter a certeza de estar muito assustado.
No local reservado para a área de estudos, Kouga e Ayame estavam em uma das mesas ali dispostas para os alunos, conversando para matar o tempo, afinal, não é como se tivessem muito mais o que fazer por ali. O primeiro sentado em cima de uma das mesas e a menina andando de um lado para o outro, mexendo as mãos rapidamente, transparecendo sua pouca paciência.
-Quem poderia ter feito uma coisa dessas? – A ruiva estava fula, como isso podia ter acontecido? E justo com ela, com o garoto que ela gostava e logo num dia que tinha esquecido o lápis de olho! O desastre não poderia ficar pior, ou assim ela esperava... – Não é possível que já tenham trancado tudo a essa hora do dia! Tem gente que estuda de tarde! – Ela se abanava de calor, e estava vermelha por sua raiva e pela temperatura.
-Eu não vejo ninguém aqui... – O moreno diz olhando em volta, mas cala-se imediatamente ao ver o olhar de ódio que ela lhe lançava – E eu não disse nada! – Ele fala, rápido, levantando as mãos no ar e fechando os olhos, inocentando-se. Ela apenas suspira irritadiça antes de se entregar.
-Ok, pode até ser que o movimento seja baixo, mas ainda assim... – Ela mexe os braços mostrando sua frustração e nervosismo – Está sujeita a pessoas que queiram vir, eles não poderiam simplesmente trancar as coisas dessa maneira! E tem outra, por que fazer isso? Eu juro que ainda não entendi o motivo...
-Eu também não sei – Kouga permanecia pensativo, queria sair dali o mais rápido possível, afinal, não é como se fosse seu sonho de consumo, tímido como era em relação a esse tipo de coisa, ficar preso com a garota que gostava – O que faremos? Afinal, deve ter alguma coisa que possamos fazer nessa situação não?
-Pelo jeito, esperaremos até alguém vir e abrir a porta – Ayame começava a desanimar, sentando-se em uma cadeira, ao lado do local onde Kouga estava sentado, na mesa. Ele então parece pensar em algo.
-O que você estava fazendo na biblioteca já que não foi você quem me chamou? – Fala o moreno, não querendo ficar em um silêncio constrangedor, tentando puxar assunto.
-Eu cuido dela todas as sextas-feiras e ainda aproveito para estudar – Responde sem ânimo, apoiando a cabeça na mão direito, incrivelmente não querendo continuar com a conversa. Nunca antes imaginara que chegaria um dia que não teria vontade de falar com o menino ao seu lado.
Mas ele não parecia desistir, em um desespero quase cômico.
-Jura? Que legal! – Comenta se virando para ela e sorrindo, simpático e encantador, mas Ayame continua sentada fitando os próprios pés. Uma ideia passa por sua cabeça, já que estava presa lá, porque não fazer algo útil como esse tempo.
-Por falar nisso, já que não temos nada para fazer, creio que vou estudar – Dizendo isso, a menina se levanta, encaminhando-se para a estante mais próxima, dos livros de biologia, olhando para cima, até avistar o livro que costumava usar.
O rapaz a encarava calado, acompanhando cada um de seus passos com o olhar.
A ruiva pega então a escada que sempre deixava ali para alcançar seu livro e sem pensar sobre o assunto, sobe e o alcança, mas então, ao olhar mais um pouco percebe dois outros livros que sempre quisera dar uma olhada. Ainda no automático, os empilha em uma mão, enquanto segurava a escada com a outra.
Desce devagar e cuidadosa, segurando os três livros, colocando toda a sua preocupação em equilibrá-los, não vendo quando, ao alcançar o chão, há um livro em seu caminho, tropeçando no mesmo e caindo para trás.
Por um momento fecha os olhos esperando encontrar o áspero chão, que não veio. Ao invés disso, sente dois braços a segurando, com força, mas com cuidado e quando ousa abrir os olhos, encontra os de Kouga, muito próximos aos dela, encarando-os diretamente, os olhos azuis dele nos verdes dela.
Kouga então se aproxima com cuidado, encostando seus lábios nos dela, assustando-a de primeira e fazendo-a estremecer. Parecendo perceber o que fizera, ela a solta, apressado, colocando-a em pé.
-Desculpe-me, eu juro que não queria- – Mas pára diante do olhar confuso que ela lhe lançava.
-Então você não queria, quer dizer, não queria me beijar? – Ela parecia magoada e ele sem reação – Quer dizer, não me queria? – Ela dá dois passos para trás, não querendo chorar na frente dele, mas ele a alcança rapidamente, segurando-a pelos pulsos.
-Não foi isso que eu quis dizer... Eu... – Não sabia por onde começar. Parecia escolher as palavras em um momento crítico.
-Então o que você quis dizer? – Ela aumentava o tom, quase gritando, angustiada.
-Eu quero dizer que eu gosto de você Ayame! – Ela se cala, olhando para ele surpresa – E que eu gosto a um tempo, mas eu tinha vergonha de dizer e— Mas ela o cala, beijando-o, estupefata. O beijo era quente e molhado, impaciente, como de dois amantes que ainda não se conhecem e tentam se descobrir.
A língua de Kouga pede passagem na boca de Ayame e essa permite, iniciando um contato mais íntimo e uma briga pelo espaço limitado. Ela coloca seus braços em torno do pescoço dele e ele a segura pela cintura, começando a andar para trás até encostarem-se à parede. Ele pára de beija-la e os dois respiram fundo, recuperando o fôlego.
Ela o encara por um instante, antes de começar a falar.
-Eu também gosto de você, e gosto há bastante tempo—Isso é quando ambos ouvem um barulho estrondoso, e se separam com o susto – O que foi isso? – Pergunta, assustada
-Eu não sei, vamos ver – Ele a conduz pela mão, feliz por poder segura-la de tal forma.
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Enquanto isso, duas pessoas na frente da porta da biblioteca discutiam, impacientes.
-Rin! Por que você tinha que fazer tanto barulho para abrir essa maldita porta? – A voz, apesar de fria possuía uma forte ponta de irritação.
-Desculpa Sesshoumaru-sama, juro que não foi de propósito! A porta simplesmente fez barulho, a culpa não foi minha! – Reponde a garota, levemente enfezada pela insinuação de que pudesse ter feito aquilo de propósito, em sua defesa
O silêncio é preenchido pelo barulho de passos vindo de dentro da biblioteca.
-Viu o que você fez? – Novamente, a voz era descaso, fria e desprovida de emoções. A menina finge que não o escuta, presa no seu próprio mundo de preocupações.
-Ai meu Deus! Eles estão vindo, e se eles nos virem? – Rin estava exasperada, os olhos arregalados de medo. O homem a sua frente acha graça em sua atitude, embora não transpareça nem um pouco.
Sesshoumaru olha em volta e vê a porta do armário dos produtos de limpeza, de frente para a porta da biblioteca, ele então, o mais rápido que pôde, sem dar muita atenção a pensamentos que pudesse ter depois, puxou Rin para dentro do "quartinho", fechando a porta.
-Mas o que? Sés-! – O de cabelos prateados faz ela se calar colocando o dedo indicador dele na boca dela. Entendendo o sinal, se cala, o silêncio dominando o local tão pequeno.
O youkai roda os olhos com os pensamentos que o vem a mente, talvez devesse ter pensado melhor no que fazer, não tinha parado para pensar que o lugar fosse tão apertado! Rin estava com o corpo encostado ao seu, de frente para ele, os dois muito próximos. Ele a encara nos olhos durante alguns segundos, sem desviar, e ela, ao perceber a situação, cora e vira a cabeça para o lado.
-É... Eu... – Começa Sesshoumaru, baixinho, tentando começar a explicar que não havia pensado direito, mas as palavras eram como pedras dentro de sua boca.
-Tudo bem... – Ela parecia não se incomodar, surpreendendo-o e depois o irritando um pouco, odiava pessoas que tentavam ou que conseguiam lê-lo. – Eu sei – Termina.
Na experiência de voltar a deixa-la sem graça, maldoso, o de cabelos prateados volta a encara-la, e como tudo que se joga volta ao chão, ela volta a corar, dessa vez mais forte, e ele sorri, malicioso.
Com delicadeza, vira o rosto dela, cuidadoso, e eles se encaram por um minuto, um minuto estranho e inquieto. Sesshoumaru queria saber até que ponto ela o deixaria ir, então aproxima seu rosto devagar, isso é quando ambos ouvem a voz de Ayame do lado de fora e se separam, o máximo possível, rapidamente, saindo do momento de embriaguez.
-Realmente, não tem ninguém Kouga-kun! O que será que foi aquilo? – Comenta a ruiva, olhando em volta a procura de qualquer coisa suspeita.
-Eu não sei, mas, pelo menos a porta abriu, alguém deve tê-la destrancado – O moreno reponde, despreocupado, dando de ombros.
-É verdade, vamos... – As vozes de Kouga e Ayame parecem se distanciar, e, ao ouvi-los, Rin e Sesshoumaru saem do local do esconderijo, bem a tempo da pequena pegar o casal virando o corredor, ao longe, de mãos dadas.
-Nós conseguimos! – Rin se empolga, gritando, e sem pensar pula no pescoço de Sesshoumaru, apenas para notar o que fazia e soltá-lo, muito envergonhada.
-De-desculpe minha falta de jeito! – Pede a menina, olhando para o chão e encarando os pés como lhe era costumeiro quando fazia algo que se arrependia de ter feito.
-Não foi nada – Sesshoumaru apenas se delicia com a espontaneidade da garota, impressionado por como ela conseguia deixa-lo fascinado sobre as coisas mais insignificantes. Forma então um pequeno sorriso – Você quer uma carona? – Apressando em mudar o assunto, para deixa-la mais a vontade.
-Hai! – Ela responde, aliviada por terem saído daquele tópico embaraçoso.
Os dois saem e antes de ir para casa, passam na lanchonete, apenas para encontrar todos ainda conversando, animados pelo lanche que tinham terminado há pouco. Avisa a todos que tinha saído para dar uma volta e que agora iria para casa.
Ainda sorrindo, animada com o que tinha feito, vai para o carro, saltitante, sendo seguida por um Sesshoumaru, que a encarava, estudando-a. O caminho é feito em silêncio, apesar da menina cantarolar quase o caminho inteiro, feliz e satisfeita consigo mesma.
Ao chegar em casa, ela sorri, agradece e se despede, subindo para o seu andar, distraída, ainda deliciada pensando na proeza que tinha realizado. Ao entrar no apartamento, parece ouvir uma risada estranha, que a acorda para a realidade, afinal, quem diabos poderia estar ali, ainda não era hora de Kikyou chegar e Kagome provavelmente tinha saído havia pouco da lanchonete e ainda ficaria algum tempo fora com os amigos antes de voltar para a casa.
Com cuidado coloca a cabeça na porta da sala, espiando, somente para encontrar sua irmã mais velha, sentada no sofá escrevendo, com um sorriso que não lhe era peculiar quando trabalhava, sentada ao lado de alguém que Rin nunca tinha visto. Ficou imóvel por um momento, pensando no que fazer, completamente sem jeito, até que Kikyou levantou o rosto e a viu
-Rin, que bom que você chegou! – A irmã lhe sorri, carinhosa, e depois olha em volta, parecendo que esquecia de algo, se apressando – Esse é Naraku. Naraku, essa é minha irmã Rin
-Muito prazer Senhorita Rin – O rapaz a cumprimenta, com um sorriso no rosto, extremamente simpático e educado.
-Muito prazer Naraku – Era a vez dela de olhar em volta, parecendo pensar em algo – Kiky-chan, você sabe se a Kagome-chan volta para o jantar hoje? – Pergunta a menina, olhando para os lados, quase como se a procurasse
-Não sei, acho que ela está na casa do InuYasha, ela me disse que tinha que fazer um trabalho aí – Responde a mais velha, despreocupada, sem se importar.
-Ai meu Deus! – Algo parece descer na cabeça de Rin, como um meteoro em brasa –Eu também tenho um trabalho pra segunda! – Com isso, sem se lembrar das pessoas na sala, sai correndo para o quarto, deixando para trás um Naraku e uma Kikyou muito divertidos com seu jeito atrapalhado.
Continua!
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