What I Like About You
2 Escola
Notas iniciais
Espero que a idade da fic não a coloque na sessão lixo diretamente, pois apesar de ser velha, ainda guardo certo carinho por ela, por ser a segunda fic que eu já postei na vida ^^
Rin acorda mal-humorada com o despertador às 6:00 da manhã, como detestava acordar cedo! Era madrugada, aquilo era tortura e deveria ser proibido! Ainda meio sonolenta e tonta, levanta-se arrastada, tropeçando pelas roupas que deixara pelo chão, xingando-as. Dirige-se à cozinha, sem nenhum ânimo para tomar seu café.
-Oi maninha! – Diz Kikyou, já arrumada, vestida e maquiada para o trabalho, assim que avista a irmã mais nova entrar no recinto.
-O que tem de bom? – A irmã apenas ri, já estava acostumada com a falta de vontade da irmã serelepe, ela não era uma pessoa matutina. A pequena então parece abrir um pouco os olhos, olhando em volta – Cadê a Kagome?
-Ela acabou dormindo no sofá e eu ainda não a acordei... – Responde com um tom de pena, indicando a menina ainda adormecida, na sala do lado.
-Ah... – O desinteresse era visível – Por que ela dormiu no sofá? – Pergunta mais por perguntar do que por querer saber uma resposta.
-Eu acho que ela tava com muito sono ontem, porque a gente chegou tarde e...
-Tá-tá! – Reclama a pequena, não querendo ouvir a resposta, já pegando um prato de cereal no armário e o leite na geladeira – Por que você não pode deixar o leite gelado na mesa? – Sua voz chorosa foi ignorada por Kikyou que simplesmente continuou a beber seu café, lendo o jornal.
-Eu dormi no sofá! – Entra, alguns instantes depois na conversa, uma entorpecida Kagome que havia acabado de acordar, também desanimada. Essas segundas ainda iam acabar por mata-las...
-Não me diga! – Fala Rin sarcástica, na sua acidez matinal. Já havia passado manteiga em sua torrada e agora comia aos poucos.
-Bem gente, agora que está todo o mundo aqui, vocês vão terminando de tomar o café rapidinho enquanto eu escovo os dentes, para eu não me atrasar no trabalho. – Falava agora Kikyou olhando o relógio de pulso, levemente preocupada com o horário.
Pouco tempo depois, no calor característicos daquela época do ano, duas das irmãs já se encontravam na porta, impacientes, na espera.
-Kagome! Vamos, vou me atrasar – Dizia Kikyou parada na porta, pronta para sair, voltando a olhar o relógio e bufando.
-É Kagome, também não quero me atrasar, anda logo – Agora, quem reclamava era Rin, já no corredor do prédio. A única coisa pior do que ir para a escola no ver da caçula era ir para a escola e chegar atrasada. Não gostava de entrar com todo mundo encarando-a, já sentados em seus lugares.
-Calma gente! – A morena saía do quarto correndo prendendo no pé uma sandália preta, sem salto – Tô indo!
-Tá legal! – Responderam Rin e Kikyou ao mesmo tempo, impacientes.
A do meio chegou correndo, pegou a mochila que estava caída ao lado do sofá desde sexta e saiu com as irmãs, batendo a porta. O percurso para a escola foi feito sem conversas, com a mais velha estarrecida com o horário e as outras duas cansadas demais para se importar em falar.
Descem no portão da escola, se despedindo da irmã ligeiramente.
Rin se precipita, indo para dentro da escola correndo. Era impressionante como mudava de humor rapidamente. Separa-se de sua irmã no meio da multidão de adolescentes colegiais, procurando por sua amiga, queria ver seu estado depois da bebedeira de ontem! O sorriso sacana brincava em seus lábios maldosos.
-Ayame! – Gritou a pequena, assim que avistou a amiga, correndo para abraça-la.
-Tá bom, tá bom, mas não precisa berrar – Ayame responde aos berros da amiga, tampando as orelhas. As olheiras e a cara cansaço da amiga não mentiam, qualquer um que a visse diria que ela havia aprontado alguma no dia anterior.
-É a ressaca? – Pergunta Rin, maliciosamente divertida, o sorriso ainda intacto no rosto delicado de boneca.
-Muito engraçadinha! – A ruiva não parecia no humor para brincadeiras e embora a morena pudesse entender, não conseguia se conter – Mas mudando de assunto, você viu o Kouga por aí? Eu queria pedir desculpas para ele por ontem – Diz, massageando a cabeça. Nem ela mesma acreditava no que tinha feito.
Ainda que sempre tivesse tido uma quedinha por ele, aquilo não era desculpa para ela ter se comportado da maneira que se comportou. Só de pensar nisso, sua cabeça latejava mais forte, piorando seu humor.
-Eu não vi, vamos procurar? – Propõe Rin, com um sorriso maroto, mas pela primeira vez, sincero. Sabia que a amiga gostava do garoto e não queria que essa estragasse suas chances com ele. Se não tivesse visto que ele gostara de ter Ayame por perto no dia anterior, jamais teria deixado ela agir da maneira que agiu. Podia não parecer, mas era uma ótima amiga!
-Claro! – O ânimo parecia ter voltado para a voz da de cabelos vermelhos que já se virava à procura.
-/-
Kagome deu uma longa olhada em volta, logo depois de pegar seu material nos amarelos armários escolares. Sentiu então um pequeno cutucão no ombro e se virou, deparando-se com uma menina de cabelos castanhos, que sorria, triste.
-Oi Sango! Tudo bem com você? O que aconteceu? – Pergunta Kagome, abraçando a amiga. A conhecia a tempo demais para se deixar enganar por um sorrisinho falso daqueles.
-Estou bem na verdade e você? – Fala Sango, os olhos ainda parecendo longe, causando suspeitas na de cabelos negros, que se limita a rondar a outra.
-Estou bem, e, como foi ontem com a ligação do seu pai? – Os olhos de Sango se arregalam um pouco antes de voltarem ao normal. Bingo! Tinha acertado em cheio!
-Não foi fácil, meu pai está muito deprimido depois do divórcio com a minha mãe... Eu o Kohaku nem sabemos o que fazer direito, ele tenta se isolar da gente, esconder a tristeza... Ficamos com tanta pena, o que só faz com que o buraco entre nós aumente, nos distanciando...
-É verdade... – Parecia absorta em seus próprios pensamentos – Eu, apesar de ainda ter pais e eles ainda estarem juntos, não os vejo há muito tempo...Eles moram no interior...
-Ahhhn! – Suspiram as duas juntas
-A vida não é nada fácil – Fala Sango, a voz levemente embargada. A imagem de seu pai sozinho no apartamento, provavelmente chorando não queria largar sua mente, aderida. Nisso, os pensamentos delas são interrompidos.
-Oi meninas! Como estão? – Miroku pergunta, alegremente. Atrás dele vinha um InuYasha escondido, visivelmente envergonhado e até um pouco corado.
-Estamos bem e vocês? – Responde Sango, permitindo-se sair do seu mundo de pensamentos, olhando para os dois, logo percebendo o embaraço do de cabelos prateados.
-Também estamos... – Alguns segundos de silêncio constrangido se seguem, antes do moreno retomar a fala – Agora... Sango, você poderia vir aqui um pouco comigo, eu realmente preciso falar com você – Diz olhando-a nos olhos, para que ela captasse o que queria dizer puxando-a pelo braço. Ela nem ousa reclamar, logo notando o que ele queria fazer, os dois se afastam um pouco, saindo de perto de InuYasha e Kagome.
-Er...Você recebeu a minha mensagem ontem? – Pergunta o garoto olhando para o chão, nervosamente, enquanto mexia nos cabelos, bagunçando-os. Não queria levantar o rosto e encontrar um par de furiosos olhos castanhos.
-Sim – Responde Kagome, meio sem graça, já sabendo onde aquilo iria chegar. Mexe então as mãos exaltadamente, sentindo-se incomodada. Não gostava de brigar com InuYasha, mesmo que ele fizesse isso inevitável, ainda não gostava.
-E... – Faz uma pausa, como se ponderando se deveria ou não continuar a falar – Estamos de bem de novo? – Agora levanta seus olhos, tentando encarar Kagome, mas essa mantinha seu rosto abaixado. Na verdade, a menina estava com medo que ele percebesse a velocidade com que seu coração batia ou o rubor no seu rosto.
Estava imensamente feliz dos dois terem feito as pazes, nunca conseguiria ficar brigada com ele.
-Estamos de bem de novo! – Fala, logo em seguida dando um beijinho no rosto dele, voltando a olhar para o chão, falhando em perceber o quanto ele corara com o gesto!
-Que bom – Diz o de cabelos prateados, sentindo como se o peso do mundo lhe saísse das costas. A única coisa que não queria era ficar brigado com ela, não podia ficar brigado com ela, não podia perdê-la, mesmo que isso significasse que teria de ficar do seu lado apenas como amigo – Você sabe... Eu sou um pouco impaciente e- — Começa a se justificar
-Eu sei, não precisa se explicar – Kagome sorri, pegando a mão dele e segurando-a com força entre as suas, o que deixa InuYasha mais vermelho ainda. Volta a soltá-la, mas ainda sorrindo, os dois conversam indo de encontro aos dois outros amigos do outro lado do corredor.
-O que você pensa que está fazendo me arrastando desse jeito? – Pergunta Sango visivelmente irritada, tratando de tirar sua mão da de Miroku
-Calma aí mocinha! Eu só quero que a Kagome se acerte com o InuYasha... Mas se você quer algo mais... – Fala Miroku com cara de safado, tentando passar a mão nela, indo colocar a mão em lugares impróprios.
-Nem pense nisso! – Grita Sango e dá um tapa na cara dele – Eu já tinha entendido, não sou lerda! A Kagome tinha me dito que eles estavam brigados! Queria dizer o que você fazia segurando minha mão seu pervertido? – Fala irritada, com os dentes semicerrados. Ele a olha com falsa mágoa no olhar e ela devolve-lhe um sorriso mais calmo – Está bem, a gente espera um pouco aqui e depois a gente-
-Não será preciso nada disso! – Responde Kagome chegando seguida por um visivelmente feliz, InuYasha.
-Vocês se acertaram? – Pergunta Miroku visivelmente aliviado ante ao fato do amigo ter feito as pazes com a garota que gostava já há mais de três anos.
-O que você acha? – Pergunta InuYasha com uma cara cínica, tentando esconder a felicidade que lhe saltava até dos poros.
Miroku apenas ri, com medo falso da cara do amigo. Quando se conhece alguém desde que essa pessoa tem seis anos, aprende a perder o medo mesmo das expressões mais sinistras.
-Mudando de assunto – Comenta Sango, interessada – É verdade que o seu irmão mais velho entrou no colégio este ano? – Fala, olhando diretamente para o meio youkai, que lhe dá um sorriso torto.
-Infelizmente, sim, é a mais pura verdade! – InuYasha tinha uma cara de assustar qualquer um que passasse.
-Infelizmente? – Sango parecia ser a única a não entender o que acontecia.
-É, nós não nos damos muito bem... – É a única coisa que ele diz antes se virar, indo em direção a sala de aula, como se colocando um ponto final no assunto. Para tentar quebrar o clima que se instalara subitamente, as garotas procuram alguma coisa sobre o que conversar, a fim de aliviar a tensão.
-Ka-chan, esquecemos de ir ao parque nas férias! — Murmura Sango, de fato contrariada ao lembrar-se do fato.
-É sim, esquecemos — A garota olha para a amiga, colocando a mão na testa com um sinal de drama — Droga! Como pudemos esquecer, a gente queria tanto, ainda mais você!
-O que a Sango queria tanto? — Pergunta Miroku, terrivelmente interessado no atual assunto.
-Ir ao parque de diversões — Responde Kagome, com um sorriso, simpática. Ele estranha, levantando uma sobrancelha em desconfiança.
-Por que? — Ele não parecia entender, e Sango toma a dianteira para explicar, antes que o garoto pensasse alguma besteira, como sei lá, que ela tinha alguma tara por palhaços ou algo do tipo.
-Porque nós duas não vamos ao parque desde que éramos muito pequenas — Ela sorri — E da última vez que eu fui... Foi com o meu pai — O sorriso se alarga, levemente melancólico — Significa muito para mim...
O garoto se cala, encarando-a em um misto de fascinação e comoção.
-/-
-Olha Ayame, o Kouga está ali! – Indica Rin para a amiga, o sorriso maroto ainda grudado em seus lábios.
-Não faz isso Rin-chan, você sabe que eu odeio quando você me olha assim! Vamos lá, me dê apoio! – A ruiva já ia puxar a amiga para acompanha-la, mas essa faz força para se manter no lugar. Ayame a encara, entre confusa e desesperada. – O que você está fazendo? Assim ele vai embora!
-Eu simplesmente acho que isso é uma coisa que você deve fazer sozinha, você não precisa de mim... – O sorriso dela se alarga – Não quero ficar segurando vela, só isso!
-Ah... – Suspira a menina, resignada, sabendo que não conseguiria fazê-la mudar de opinião, simplesmente se virando e indo na direção do garoto moreno.
-Não se preocupe, eu vou ficar vendo daqui! – Grita quando a amiga já estava um pouco longe, mas ela lhe responde com um aceno irritado de mão.
-Boa Sorte! – Ainda grita Rin. Até podia ser sacanagem, mas definitivamente a amiga tinha que tomar uma atitude e se ela sempre estivesse por perto, ela não o faria.
-Er...Kouga? – Chama a garota, timidamente, assim que se aproximara o suficiente.
-Ah! Ayame é você! Tudo bem? – Pergunta Kouga surpreso, ficando tenso.
-Estou, e você? – Pergunta parecendo sorrir, mas visivelmente desconfortável. De todos os garotos? Por que tinha de ter dado vexame justo na frente de Kouga? Justo do garoto que ela gostava! Burra, burra, burra!
-Eu estou bem — Aquele conhecido silêncio constrangedor se forma e os dois ficam calados, sem saber o que dizer, ou mesmo como agir diante da situação, até que ela retomou a fala.
-Que bom! Mas, eu vim aqui para pedir desculpas para você por ontem... Eu não devia-
-Não precisa! É sério! Foi um acidente – Diz Kouga um pouco sem jeito, tentando achar as palavras certas. Maldita timidez!
-Que bom – Ayame sorri, aliviada. Isso quer dizer que não tinha estragado todas as suas chances não é?
-O que você faz espiando? – Pergunta uma voz fria e grave, que Rin. Ela se vira rapidamente, sem de fato reparar com quem falava, respondendo no automático.
-Não estou espiando! Para a sua informação, ela sabe que estou aqui e-.
-Eles são um casal? – Pergunta o homem para Rin, que para sua explicação pela metade, virando-se para encara-lo pela verdade pela primeira vez. Assim que o faz sente seu coração falhar uma batida e revirar dentro de seu corpo, a cor fugindo-lhe do rosto.
-Qu—e –e-e-m me d-e-e-era! – Maldita gagueira, nunca tinha gaguejado antes, por que agora que ela estava simplesmente na frente do garoto mais bonito que ela já tinha visto na vida? Suspira fundo, tentando se acalmar, voltando a falar, rápido, com medo de falhar — Ela gosta dele e, tenho para mim que ele gosta dela, mas eles não se declaram nunca!
-Hhn – Responde o rapaz com desinteresse, como se na verdade, nunca tivesse feito a pergunta. Ele parecia altivo demais para se preocupar com coisas banais como aquela. Rin sentia-se terrivelmente pequena próxima a ele.
-Ei, mas afinal de contas, quem é você? É aluno novo? – Tenta falar qualquer coisa, sentindo-se que seria um incômodo ficar em silêncio.
-Sou sim, meu nome é Sesshoumaru, estou no terceiro ano do colegial... – Ela imaginara que agora ele perguntaria o seu nome, mas como não o fez, ela se adiantou.
-Meu nome é Rin e estou no primeiro ano! – Tinha certeza de que nunca tinha dado um sorriso tão amarelo em toda a sua vida!
-Prazer senhorita! – Ele faz um pequeno gesto com a cabeça, virando-se e se afastando, sumindo tão repentinamente como havia aparecido.
-Tchau Sesshoumaru! — Fala Rin, mais para ela do que para qualquer outra pessoa, distraída com a beleza do rapaz de profundos olhos dourados e compridos cabelos prateados.
Nisso, Kouga avistava Ayame se afastar.
-Aiii, merda! – Suspirava Kouga, voltando-se para seu material, tentando não pensar na sua própria falta de capacidade.
-Quando você vai se declarar para ela? – Pergunta Bankotsu chegando e vendo as cenas finais do que ocorrera.
-No mesmo dia que você se declarar para Jasmine! – Comenta Kouga, rindo sacana.
-Então esquece definitivamente! – Responde Bankotsu, agora emburrando e também virando-se para guardar seus livros.
-Menininha... – Fala Kouga, irritando o amigo.
-Rin, quem era aquele? – Pergunta Ayame que se aproximava, vendo que a amiga conversara com um alto rapaz de cabelos prata.
-Sesshoumaru! – Responde Rin, ainda em transe.
-Ahn, legal! – Ela então percebe o que acontecia e é sua vez de dar um sorriso maroto, a amiga mal perdia por esperar! – Ele era bonitão! Vamos indo para a sala? – Pergunta, fingindo inocência.
-Vamos, o sinal já vai tocar – Diz Rin, parecendo voltar à realidade, olhando em volta repetidas vezes antes de se afastarem indo para suas aulas.
Continua!
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