What Happens in Vegas...
8 Capítulo 8 - Uma mera coincidência
Notas iniciais
** PDV Lary
Devia ser mais ou menos 16:00 horas quando eu e as meninas fomos para o The Fórum Shops aqui no Caesars Palace, resolvemos que iríamos rodar por alguns shoppings e fazer algumas comprinhas pra não voltarmos de mãos abanando pra Los Angeles. O Shopping era lindo, eu particularmente sou apaixonada por esse universo grego e eu fiquei fascinada com cada detalhe daquele lugar.
Logo depois, nós seguimos para o Hotel e Cassino Paris e visitamos a Le Boulevard. O teto imitava um lindo céu azul dando a impressão de que realmente estávamos em uma Rua em Paris, não dentro de um hotel.
Por toda a rua se via várias lojinhas bem modestas era tudo muito bonitinho. Logo o número de sacolas que carregávamos foi aumentando e paramos em uma pequena sorveteria pra descansarmos e tomarmos um Milk-Shake.
Nossa última parada nessa jornada de compras foi no maior shopping da Strip, o Fashion Show, eu fiquei impressionada com o tamanho daquele lugar, e eu como uma boa estilista que sou, quase tive um ataque ao ver a enorme passarela que tinha no meio do Shopping. Paramos pra dar uma pequena olhada no desfile que acontecia naquele exato momento e depois voltamos às compras.
Quando o numero de sacolas em nossas mãos se tornou absurdamente enorme ao ponto de fazer nós quase tropeçarmos a cada paço resolvemos voltar ao Caesars pra nos livrarmos do peso extra.
[...]
– Onde vamos agora? – A Kel perguntou.
Estávamos na entrada do Caesars já livres daquele monte de sacolas.
– Eu já disse que quero ir no topo da Torre Eiffel, mas já fomos no Hotel Paris e acabamos esquecendo. – A Dani disse cruzando os braços.
– Verdade Dani, desculpa! Vamos fazer assim então... Primeiro vamos na Manhattan Express e depois vamos na Torre Eifell, pode ser? – Sugeri.
– Tudo bem... Pode ser – A Dani deu de ombros.
[...]
– UHUL!! Montanha russa! Estou me sentindo uma criança. – A Kell disse empolgada assim que chegamos no hotel New York, New York.
– Realmente... A mentalidade ta bem parecida com uma criança mesmo. – Brinquei.
– Não me provoca se não eu te jogo lá de cima. – A Kel falou séria.
– Raquel não fala um negócio desses nem brincando, agora vamos logo nesse troço antes que eu mude de idéia. — A Dani disse séria.
Seguimos até o ponto de partida da Manhattan Express na cobertura do Hotel New York New York, de longe você conseguia ver os trilhos curvados em várias direções e ângulos diferentes, eu já estava com um frio na barriga antes mesmo de começar, digamos que eu não sou a pessoa mais corajosa do mundo.
Finalmente entramos no carrinho, um cara abaixou as travas em volta dos nossos corpos, então o carrinho começou a andar. Graças a Raquel nós estávamos sentadas na primeira fileira, o que era mais desesperador ainda.
Aos poucos fomos ganhando mais velocidade. O que eu estava sentindo naquele momento eu não sei explicar, só sei que eu e as meninas gritamos como nunca gritamos em nossas vidas.
O vento batia contra os nossos rostos de tal maneira que chegava a doer e a cada pirueta parecia que todos os meus órgãos se reviravam dentro de mim.
Mas o pior de tudo foi que cometemos o terrível erro de deixar a Kell sentar no meio! Ela agarrou o meu braço e o da Dani com tanta força que quando finalmente paramos, além de estar tonta, eu não sentia o meu braço esquerdo.
– Eu ainda to viva? – Foi a única coisa que consegui dizer.
[...]
Retornamos ao Hotel Paris agora como destino a enorme réplica da Torre Eifell, ela tem metade do tamanho da original e mesmo assim é absurdamente grande.
Para chegarmos ao topo da torre tivemos que desembolsar mais ou menos 15$ cada uma então finalmente entramos no enorme elevador que nos levou até o topo rapidamente.
Seguimos até o deck de observação, que de tem cerca 460-pés de altura, conseguíamos ver as fontes do Bellagio dando o seu show, carros passando em alta velocidade como vultos luminosos, pessoas do tamanho de formiguinhas circulando por todos os cantos.
A vista lá de cima era fabulosa e nós não podíamos deixar de registrar aquele momento. A Kel pegou sua câmera e tirou uma foto da vista, depois tirou uma foto nossa, e mais algumas fotos foram tiradas até finalmente nós resolvermos ir embora.
[...]
Antes de voltarmos para a nossa suíte passamos no RAO’S, um restaurante Italiano do Caesars, para comermos alguma coisa e só então fomos para a nossa suíte nos arrumarmos para encararmos mais uma noite nessa cidade que nunca dorme.
Por volta das 23:00 nós finalmente estávamos prontas (Eu/ Dani/ Kel)
– Eu tava pensando que depois do Cassino, nós podíamos ir na Pure... – A Kell falou saindo da suíte na nossa frente.
Assim que ela passou pela porta, a única coisa que vimos foi ela esbarrando com um cara que tinha surgido do nada bem no meio do corredor. Ela certamente teria se estabacado no chão se não fosse pelo cara que a segurou pela cintura por reflexo.
Eu e a Dani estávamos tão ocupadas rindo da cara da Kell, que demoramos quase um século até perceber que esse “cara” na verdade era o Petter, então os meninos logo apareceram e encararam a cena meio confusos.
Podem ser apenas meras coincidências, mas a forma como nós vivemos esbarrando com esses caras por todos os cantos está começando a me assustar um pouco.
– Raquel você está bem? Me desculpa mesmo, eu não te vi... – O Petter disse preocupado.
– To bem sim. Relaxa Petter... Mas sabe, quando eu disse “A gente se esbarra por aí” eu não quis dizer pra nos esbarrarmos literalmente. – A Kell fez graça e nós rimos.
Então o Petter finalmente percebeu que ainda estava segurando a Kell pela cintura sem nenhuma necessidade, a soltou no mesmo instante e começou a ficar com as bochechas meio coradas.
Ele começou a passar as mãos no cabelo disfarçando, eu estava achando tão fofo que se ele não fosse comprometido eu juro que tinha agarrado ele.
– Então... Vocês estão indo pra onde? – Perguntei na intenção de desviar o foco pra mim e funcionou.
Logo todos me encararam, ele entendeu o que eu estava tentando fazer e sorriu em agradecimento.
– Bom... Não sabemos ainda, alguma sugestão? – O David perguntou.
– Eu acho que vocês deveriam ir ver os Chippendales, nós estivemos lá ontem e parece o tipo de coisa que você gosta. – A Kell falou o encarando com um sorriso travesso.
– Chipen... Quem?? – O Logan perguntou confuso.
– Nada... Não liguem pro que a Raquel fala. – A Dani disse dando uma cotovelada na Kell que ria da situação.
– Nós estávamos indo pro cassino. Podem ir com a gente se vocês quiserem. – Sugeri.
– O QUE? NADA DIS... – A Kell começou a falar e dessa vez foi eu quem dei uma cotovelada nela. – Ai... Ta bom, não falo mais nada!
[...]
Os meninos acabaram aceitando se juntar a nós mesmo com os protestos por parte da Raquel, então nós finalmente pegamos o elevador, descemos e seguimos até o cassino. Assim que chegamos pude ver que o lugar já estava bastante movimentado, para todos os cantos que você olhasse tinham pessoas jogando ou apenas circulando para la e pra cá.
Primeiramente tentamos a sorte nas famosas maquinas caça-níqueis, cada um de nós jogou pelo menos umas cinco ou seis vezes mas ninguém ganhou absolutamente nada. Jogamos também outros jogos como: Black Jack, Dados e agora estávamos na mesa de Poker.
Estávamos todos concentrados quando vimos uma garota linda com um vestido preto decotado e cabelos vermelhos como fogo chegar perto do David e colocar a mão no seu ombro. Ele levantou o olhar imediatamente e foi passando pelo seu decote até parar no seu rosto, estava meio na cara de que ele não fazia idéia de quem ela era mas gostou do que viu.
A garota sorriu, se aproximou do seu ouvido e falou alguma coisa que não consegui entender devido ao barulho ao meu redor. Quando ela terminou de falar ele deu um sorriso malicioso e colocou suas cartas na mesa abandonando o jogo.
– Galera, não me esperem... – O David disse já se levantando.
Ele segurou a ruiva pela cintura e eles sumiram no meio da multidão então todos nos entreolhamos e rimos.
– O que aconteceu aqui? – Eu disse ainda rindo.
– Parece que o David se deu bem... – O Logan disse olhando na direção em que o amigo tinha sumido.
– E é tão fácil assim? — A Dani perguntou.
– Com o David é sim, as mulheres praticamente se jogam em cima dele. Eu não entendo isso. — O Petter deu de ombros.
– Preciso beber alguma coisa... – A Kel disse se levantando bruscamente da cadeira e abandonando o jogo.
Ela saiu da mesa tão rápido que nem deu tempo de pedir pra ela trazer algo pra mim. Olhei pra Dani com uma cara tipo “o que foi isso?”, mas a Dani deu de ombros ela estava preocupada de mais com as suas cartas pra reparar nas maluquices da Raquel.
– Gente eu sou uma droga no Poker! Vou até o bar, alguém quer alguma coisa? – Falei abandonando a mesa e me levantando.
– Não, valeu. – A Dani disse ainda concentrada nas cartas.
– Eu também não quero nada por em quanto. – O Petter falou em seguida, então eu encarei o Logan.
– Eu quero um... Quer saber... Eu vou com você! Também sou uma droga nesse jogo. – O Logan disse abandonando a mesa também.
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