What Goes Around, Comes Around...

12 Coração quebrado e orgulho inteiro...


Notas iniciais
"Amar assim, jamais dizer adeus, Já não é mais a grande surpresa..."

Se beijaram novamente, e as coisas esquentaram. Quando Charlô tentou abrir os botões da camisa de Edward, ele interrompeu o beijo e, recuperando o fôlego, tentou recobrar a razão.

–Charlô, vamos para o apartamento. Vamos fazer as coisas direito.

–Ora... Mas não era eu a careta?

–Não estou dando uma de carola, mas eu disse que lhe traria pro meu apartamento. Se continuarmos assim eu não garanto que vou me comportar.

–É uma ameaça?

–É quase uma certeza. Não vou me comportar, não vou responder pelos meus atos. — E chegando próximo ao ouvido dela — você não sabe o que eu estou imaginando. O carro não é o melhor lugar.

Ele abriu a porta do carro, para que ela pudesse se deslocar primeiro. Não tinham as roupas amarrotadas ou a aparência desfeita. Uns ajustes e já estavam novamente alinhados, decentes. Ele trancou o carro, depois de pegar a bolsa de Charlô, e subiram, de mãos dadas. Em um momento, dentro do elevador, ele a puxou para perto, envolvendo-a em um abraço, ao qual ela correspondeu satisfeita. Eram emoções demais, ele sabia. Ele também estava um turbilhão ambulante.

Edward morava na cobertura do edifício de 30 andares. A acústica do ambiente era excelente, não reverberava o barulho dos passos. O apartamento ocupava todo o andar, assim como acontecia nos demais andares. Ele olhou significativamente para Charlô antes de abrir a porta. Lá dentro era tão bonito quanto fora, tão perfeito e clássico como o dono. Ela estava encantada com as cores, a disposição dos móveis. Deslizou os dedos pelo sofá, pelo piano.

Edward aproveitou a distração de Charlô e se aproximou por trás. Abraçou-a, beijou seu cabelo, seu pescoço, as laterais do rosto. Ela ainda não estava totalmente entregue, ainda tinha algum sinal dentro dela que a impedia de ceder. Ele sentia isso e respeitava, porém não se intimidou por este detalhe. Deslizou seus dedos pelos braços dela, depois pelo tronco, e a enlaçou pela cintura.

–Gostou do apartamento?

–É lindo. Moderno mas clássico. Harmônico. Deve ser uma delícia morar aqui.

–é verdade, um bom ambiente. Quer beber alguma coisa? Ou comer? Comeu tão pouco no jantar.

–Não, estou satisfeita. Me leva para conhecer os cômodos da sua casa.

De mãos dadas eles foram em cada cômodo, conhecendo os pormenores do apartamento. A sala de lazer enorme, a biblioteca cheíssima de volumes lindos, a cozinha moderna e espaçosa. Por último o quarto. A porta estava fechada, e Edward abriu-a olhando nos olhos de Charlô. Ficaram ali, se encarando, de frente para a porta aberta. Então ela olhou para dentro do cômodo, avaliando.

–É grande, caberia uma festa para 30 pessoas, rs.

–A cama também é. Ninguém precisa dormir agarrado.

–Já fez o teste?

Ele sorriu e não respondeu. Nessas horas parecia ser um menino.

–Primeiro as damas.

–Eu quero entrar de outra forma neste quarto.

–De outra forma? Rs. Carregada?

–Não. — Ela o puxou pela gola e o beijou. Um beijo profundo. Quando ele correspondeu, ela foi levando-o para dentro do quarto, em direção da cama. Empurrou-o e ele caiu deitado. Ela fechou a porta e parou novamente na frente dele.

–Agora sou eu quem dá as cartas aqui.

Notas finais
ÊTA FERRO!