Notas iniciais
Estou tremendo de ansiedade, já que é a minha primeira fanfic, e é logo sobre meu OTP de Fairy Tail, e sou muito tímida, por isso demoro algumas vezes para postar (ou me imaginar postando, como foi o caso desse capítulo). Mas eu realmente espero que gostem!
Boa leitura ^-^/

O tempo anda tão rápido que você não percebe coisas simples.

Como aquela garota de cabelo azul, que se atrapalha toda quando vê o rapaz moreno seminu passar em sua frente, e acaba derrubando os pedidos. E que o mesmo, apesar de sempre rejeitá-la, acaba indo ao seu resgate quando necessário.

Como aquela loira que vive devendo o aluguel, não importando o quanto trabalhe na cafeteria e em outros lugares, reclama de um certo rapaz de cabelos rosa e seu gato irem em seu apartamento o tempo todo, mas que na verdade sentiria falta disso se acabasse.

Como aquele jovem de cabelos pretos e longos, com a aparência amedrontadora, que está comendo um bolinho de ameixa, na verdade é um cara até que fácil de lidar, e que gosta de implicar com garotas de estrutura baixa e adoradoras de livros.

E como aquela ruiva e aquele azulado sentados ali na mesa mais afastada da cafeteria não percebem o quão importante são um para o outro.

É... o tempo passa rápido, mas não rápido o suficiente para esquecer das pessoas que são importantes.

E é isso que aqueles dois na mesa mais excluída do lugar descobrirão logo logo.

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- Erza, pode me fazer um favor?

A garota levantou os olhos para a pessoa que a chamava, e em seguida, revirou-os. Ele estava sorrindo debochadamente de novo.

- O que é, Jellal? – perguntou ela, voltando sua atenção para as louças que estava arrumando.

- O que acha de ser minha maid particular? – Esse desaforado.

- O que acha de levar um murro? – retrucou, sem dar nem ao menos uma olhada.

- Não é o meu desejo número um, preciso admitir. – Erza deu um meio sorriso. Não conseguia ficar com raiva daquele idiota. As xícaras estavam quase prontas nas prateleiras. Depois disso era só ajeitar os pires e então ajudar Lucy a atender os clientes.

- Se tem tanto tempo livre para desperdiçar, por que não vai fazer algo de útil? – questionou.

- Nah, não quero. – Depois de entrarem de férias na faculdade, a maioria dos amigos de Erza havia arranjado um emprego de meio-período, ou até de um período completo, menos Jellal. E ela, claro. Ela gostava de experimentar várias coisas ao mesmo tempo, e como o período de férias era curto, ela precisava aproveitá-lo ao máximo. Porém, como Juvia ficara mal, ela decidiu substituí-la em seu emprego de “maid”, como diria Jellal.

Para falar a verdade, Erza não se sentia muito bem com aquela roupa. Adorava roupas, é claro. Sentia como se fossem armaduras, mas aquela em especial era tão... não ela. Talvez pensasse assim porque todas as outras meninas que trabalhavam ali eram tão mais bonitas, mais femininas, e menos “Erza”.

Apenas não combinava.

- Tudo bem, apenas não incomode os clientes, ok? – Erza estava tentando mostrar o quanto desaprovava a ideia de Jellal sobre ter ficado ali na cafeteria a manhã toda, sabe-se lá porque, mas na verdade sentira falta dele nessas férias. Quase não havia o encontrado.

Não que ela fosse admitir isso para ele, é claro.

- Ok! – Sinceramente, algumas vezes ele parecia uma criança.

Erza pegou um pequeno banquinho e colocou na frente do armário de louças. Cuidadosamente pegou os pires e organizou-os de acordo com tamanho. Depois, deu uma olhada em seu trabalho, então assentiu para si mesma. Estava tudo em perfeita ordem.

- Erza, olhe aqui, você esqueceu esses. – disse Jellal. Erza se virou rapidamente e encontrou seus olhos. Ela ficou parada por alguns instante, até que...

O barulho de uma foto sendo batida a alertou. Jellal...

Não havia pires algum.

- Me dê o seu celular. – Ela estendeu a mão.

- Nãooo. – Ele sorriu, e mostrou o seu celular, como se tivesse conseguido um prêmio.

- Me dê o seu celular. Agora. – ordenou Erza.

- Vai ser a minha maid particular? – perguntou o descarado. Erza já sentia a sua pele queimando de raiva. Ela precisava se acalmar, afinal de contas, aquele era o emprego de Juvia, e ela estava substituindo à amiga. Precisava ser mais madura que isso. Muito mais.

Acalme-se, Erza. Acalme-se.

- É claro que não. – rosnou.

- Então não. – Jellal se virou e ficou de costas para ela.

Erza cerrou os punhos com força. Jellal sabia que a sorte estava com ele.

A ruiva caminhou até o balcão e ficou bem perto de Jellal, então levantou um pouco o rosto e sussurrou em seu ouvido:

- Eu não vou ficar trabalhando aqui para sempre. Espere fecharmos. Eu vou te encher de socos.

E então se afastou.

Erza começou a vasculhar sua caneta e seu bloquinho para anotar pedidos, quando notou que Jellal a estava olhando, não com o rosto assustado, que ela queria que ele ficasse, mas com um olhar enigmático.

- Conseguiria mesmo bater muito em mim? – E piscou seus olhos como uma daquelas garotas que querem bancar as fofas.

- Quer mesmo ter a prova? – retrucou, saindo de trás do balcão e indo até seu primeiro cliente. Tentou relembrar mentalmente o que Lucy havia lhe ensinado.

“É muito simples, disse ela, é só você sorrir e dizer: o que os mestres gostariam de pedir?, anotar o pedido, entregá-lo para a garota dos pedidos e depois que estiver pronto, é só levar até as mesas. Mas não se esqueça de sorrir.”

Falar era fácil.

Como sorrir forçadamente?

Erza foi treinando até a mesa que estava chamando. Por sorte era uma com duas senhoras.

- O que as mestras desejam? – perguntou, sentindo uma leve dor nas bochechas.

- Dois moe moe omeletes. – Pediu a da ponta.

- Com o que escrito? – Erza seguiu o que havia aprendido vendo as outras “maids” trabalharem.

- Ah, o que você quiser, querida. – Ela sorriu.

Erza sorriu também, dessa vez por vontade. Se tivesse uma avó, gostaria que fosse com aquela senhora. Talvez ser maid não fosse algo tão ruim assim.

Ela entregou o pedido e foi procurar outra mesa. Novamente deu sorte, dessa vez era uma com três garotas, provavelmente colegiais. Todas pediram um parfait. Elas também eram educadas e legais com Erza.

Quando ela voltou com o pedido das senhoras, já sorria naturalmente. Não havia problema algum com o trabalho.

Erza já estava atendendo sua terceira mesa, uma com uma mulher e duas filhas, quando ouviu uma confusão na frente. Lucy estava enfrentando uns problemas com dois clientes suspeitos. Erza sorriu para a família.

- Se me dão licença, eu já volto. – E se afastou.

- O que é, gracinha? – perguntou um dos dois homens, o mais baixo deles, de cabelos verde. Ele tinha uma cicatriz no pescoço.

- Eu não vou sair com vocês. – Lucy parecia alterada. Erza se pôs em sua frente.

- Com licença, os mestres estão com algum problema? – perguntou ela.

- Nós só queríamos dar um passeio com a loirinha, mas uma ruivinha também serve. – O mais alto se manifestou, e tinha uma voz muito grossa. Erza cerrou os punhos e se preparou.

“Sinto muito, Juvia”, pensou.

- Com licença, se os mestres continuarem a incomodar nossas funcionárias, terei de ser rude. – disse uma outra voz. A atenção de Erza foi voltada para o dono.

Ah, então era isso que ele estivera fazendo. Jellal estava com calça social, camisa social, gravata, e um avental. Ele também estava trabalho? Erza não conseguia esconder a confusão.

- Isso é entre nós e as mocinhas. – disse o mais baixo.

Jellal, que estava a alguns metros de distancia, locomovera-se em uma velocidade assustadora e dera um soco na cara do mais alto, que recuou desnorteado.

- Por favor, retirem-se. – pediu, com um sorriso.

Os dois saíram correndo. Lucy suspirou aliviada.

- Erza! – e a abraçou. Erza passou a mão levemente em seus cabelos.

- Já passou. – sussurrou ela, mas não conseguia desviar os olhos de Jellal, que voltara a atender as mesas. Incrivelmente, ele só pegava as que tinham homens.

Jellal era... gay?

Não, não. Então por que ele só atendia essas mesas?

E por que estava trabalhando?

O gerente decidiu que depois daquele tumulto eles encerrariam as atividades mais cedo. Erza atendeu só aquela mesa que havia abandonado para ver o que estava acontecendo anteriormente, e depois ajudou a arrumar as mesas, quando todos os clientes haviam ido embora.

Lucy garantira ao gerente que ela estava bem, mas ainda assim ele decidiu fechar mais cedo.

Todas as outras garotas já haviam se trocado, e Erza não avistou mais Jellal. Lucy avisou que esperaria ela para fechar a cafeteria, e Erza foi se trocar.

Quando entrou no banheiro, alguém a segurou e a prendeu na parede. Ela ficou em pânico, mas depois relaxou. Era apenas Jellal e uma de suas brincadeiras idiotas. Por que seus olhos pareciam um tanto quanto repreensivos, no entanto?

- Você tem ideia do que estava fazendo? – perguntou ele.

Por que estava zangado?

- Fazendo o quê? – ela perguntou. Sentia-se um pouco encurralada com ele, ali. De repente bateu um leve desespero. Lucy estava esperando sozinha lá fora, e até o gerente já havia ido, não era certo os dois continuarem nesse joguinho esquisito de Jellal. – Olha, Lucy está nos esperando, é melhor nos apressarmos. Eu não tenho ideia do que está falando, vamos conversar depois.

Jellal a olhou nos olhos esperando que ela dissesse algo mais, depois revirou os olhos e a soltou. Enquanto ele saía do banheiro, ela percebeu que ele não estava mais vestindo camisa alguma.

Aquele idiota, e se fosse alguma outra garota que abrisse a porta? Ele não sabia trancá-la?

Precisava dar um sermão nele, mais tarde.

Rapidamente ela tirou a roupa de maid, e vestiu sua blusa branca de lã. O dia amanhecera frio, e apesar de terem fechado mais cedo, já começara a escurecer. Erza colocou uma calça jeans e calçou as botas marrons. Depois se olhou no espelho e suspirou.

Realmente, ela não pertencia a um lugar assim.

Ela saiu do banheiro e conferiu a cafeteria. Tudo estava em perfeita ordem. Saiu de lá e encontrou apenas Lucy, que logo trancou a porta do local. Erza procurou uma certa pessoa de cabelos azuis pela rua movimentada.

- Está procurando por Jellal? – perguntou Lucy, colocando cadeados na porta.

Erza sentiu a pele ficar quente por alguma razão.

- Ah, sim. – murmurou.

A loira a olhou e riu, como se soubesse de algo.

- Ele foi embora um pouco antes de você vir. Parecia bravo. Ah, e ele disse que precisava falar com você rápido. Ele vai ligar.

Por que ele estava bravo?

- Obrigada. – Erza agora transformara sua preocupação em raiva. Aquele cara. Ela precisava bater nele. – Escute Lucy, ele não foi embora sem uma camisa, não é?

O rosto de Lucy ficou vermelho.

- Ehhhhhhh??? Ele estava sem camisa lá dentro? Com você lá? Eh?? Ehhhhhh????

Erza não entendeu.

- Sim. – Qual o motivo de tanto espanto?

- Ah, é que, ah, hahaha, eh, hum... – Ela realmente estava vermelha.

- Lucy, você está bem? Parece que está com febre.

- Ah, haha. Não, é que, bem, deixa pra lá. – Lucy desviou o olhar. – Então, eu acho que ele saiu com camisa, não sei. Que tal irmos embora?

Erza assentiu. E por todo o caminho ficou procurando por alguém que não estava lá.

Notas finais
Então shauhas, nem sei o que pensar agora. Estou morrendo de vergonha x-x. Essa Erza está um tanto quanto diferente, na minha opinião, mas sempre quis ler uma fanfic com uma Erza assim.
Fiquei em dúvida sobre como os garçons dessas cafeterias chamam as moças, se Amnesia estiver certo é "damas" ou "senhoritas", não me lembro bem. Decidi deixar mestra mesmo. u-ú