Werewolf

3 Son of a bitch!


Notas iniciais
Bom gente, como prometido, tá aí o capítulo. Ficou grandinho até e eu simplesmente preciso dizer que eu estou AMANDO escrever essa fic, hahah!Queria agradecer a Mrs Weasley que fez essa capa lindaaa, muito obrigada!! Enfim, nos vemos nas notas finais!

Assim que chegamos em Hogwarts, já uniformizadas, nós fomos direto para o Salão Principal, não sem antes cumprimentar Hagrid rapidamente com um aceno de cabeça.

Estávamos eu, Lily, Alice e Dorcas correndo para ver quem chegaria primeiro ao jantar de boas-vindas. Maturidade nível máximo. Qual é, nós somos adolescentes, precisamos comer.

Nessas horas, eu agradeço por ser uma lobisomem. Digamos que agora eu tenho uma velocidade BEM maior do que a que eu tinha antes. Isso é bom.

Como esperado, pelo menos por mim, eu cheguei ao salão antes e, ao contrário das meninas, eu não estava nem um pouco ofegante. Obrigada, licantropia.

– Caramba, Lene, você andou treinando nesse verão? É capaz de você by CouponDropDown\">ganhar do James desse jeito. – Lily disse, apoiando as mãos nos joelhos, respirando fundo.

Eu e as meninas arregalamos os olhos.

– JAMES?

Lily corou furiosamente.

– Foi impulso. – ela resmungou baixinho, enquanto nós nos sentávamos.

– Impulso? Então quer dizer que você já está acostuma a chamar o James de James? – Dorcas perguntou, sorrindo maliciosa.

– E eu deveria chamá-lo de que? O nome dele é James, oras.

– Mas é que você sempre o chama de Potter e tudo o mais, quer dizer, ver James saindo da sua boca é inédito. – Alice disse, se servindo de batatas.

– Isso era muito infantil, parei com toda essa baboseira. – Lily disse, enquanto tomava um gole do seu suco. – Mas sério, Lene, você ta muito rápida.

– Ah, sabe como é. Eu andei correndo nos Estados Unidos. Tinha que fugir de uns caras que ficavam me perseguindo. – menti. Desde quando sou tão boa mentirosa? Se fosse há alguns meses atrás, eu teria corado.

– Caras te perseguindo? Já chego para o jantar ouvindo informações desagradáveis. – Sirius se sentou ao meu lado e já foi se servindo de tudo que tinha na mesa. O grande mistério era como ele não engordava. Sério, o garoto come MUITO.

Ignorei-o completamente. Ele me irritava só por respirar.

– Jamie. – chamei e James olhou pra mim, sorrindo. Ele era um dos meus melhores amigos e eu me sentia mal por esconder isso dele, mas era necessário. – Acho que esse ano será muito agradável pra você. Se depender de certas pessoas, você será muito bem tratado.

Ele me olhou confuso e Lily me fuzilou com os olhos. Qual é, eles precisam dar um jeito nesse amor reprimido. E eu preciso para com a minha mania de “qual é”.

– Caham. – Dumbledore pigarreou, chamando nossa atenção. – Queridos alunos e alunas, esse ano nos trará várias surpresas, quer dizer, muitos alunos passaram por surpresas nessas férias. – ele olhou amigavelmente para mim. Sim, Dumbledore sabia. Quer dizer, ele tinha que saber. – Enfim, antes de deixá-los terminar seus banquetes, tenho o prazer de lhes mostrar o nosso mais novo aluno, transferido da USA Magic School... – as portas do salão se abriram e por elas entrou ninguém mais ninguém menos que... DROGA. – Victor Miller.

Ele andou pelo corredor, fazendo garotas suspirarem, mas parou no meio do caminho. E sussurrou com aquela voz grave, para que apenas eu ouvisse: “achou mesmo que eu te deixaria em paz, McKinnon?”

Ele terminou seu caminho até a mesa dos professores, me deixando pálida e com os olhos arregalados. Assim que o chapéu seletor tocou sua cabeça, o salão inteiro pode ouvir: “SONSERINA!”

Eu ainda estava em choque, e nem percebi quando o jantar se encerrou e as pessoas começaram a se levantar.

– Lene. Lene. MARLENE! – Alice gritou no meu ouvido, me fazendo cair do banco, de bunda no chão. Obrigada, Fortescue.

– AI ALICE, PARA DE GRITAR!

– Aconteceu alguma coisa? – ela perguntou, me ajudando a levantar. – Desde que aquele garoto entrou, você pareceu entrar em um tipo de transe. Tudo bem que ele é MUITO sexy e MUITO gato, mas mesmo assim e... MERLIN, VOCÊ TÁ MUITO PÁLIDA.

– Só um pouco de dor de cabeça. – sorri para ela e nós fomos em direção a sala comunal da Grifinória.

Ela me contando sobre como o Frank era um fofo e eu não conseguia pensar em mais nada além de que o cara que me transformou nesse monstro está, agora, estudando sobre o mesmo teto que eu.

O QUE EU FIZ DE TÃO RUIM, MEU SENHOR?

Chegamos a sala comunal e vimos os meninos sentados perto da lareira, jogando Snap. Alice se despediu de mim e foi pra junto deles. Ela era meio moleca mesmo. E Frank estava lá. Acho que deu pra entender.

Acenei para eles e subi para o dormitório. As meninas já estavam com as caras morgadas de sono. Sério, experimente viajar o dia inteiro em um trem e depois comer que nem uma vaca. Dá muito sono. De verdade.

Pus meu pijama preto de renda, porque tava um calor exagerado e era meu pijama mais fresquinho. Enfim, assim que pus a cabeça no travesseiro, adormeci completamente.

No dormitório masculino do 7º ano:

POV Sirius

Depois de uma partida revigorante de Snap explosivo, com Alice ganhando da gente (juro, essa menina é craque em todos os jogos. Menos quadribol, dá pra entender?) e Frank saindo com ela para fazer coisas que não são recomendadas para menores, nós subimos para o dormitório.

Assim que nos deitamos, uma coisa que estava martelando na minha cabeça desde cedo, voltou aos meus pensamentos.

– James, Remo. – chamei.

– Hmmm. – James resmungou, debaixo das cobertas.

– Oi, Padfoot. – Remo disse, jogando um livro na cama. Típico do Moony.

– Aconteceu uma coisa estranha no trem hoje.- respirei fundo. – A Marley me olhou nos olhos e eu senti uma sensação esquisita.

James se sentou na cama com o cabelo parecendo um porco-espinho.

– Sensação esquisita? Seria tipo, vontade de transar com ela?

– Isso não é esquisito, Prongs. – resmunguei. – Eu senti tipo, medo.

Pude sentir Remo se ajeitar na cama.

– Ela dá medo mesmo, quando está brava. – Remo disse, bocejando. – Não é nada demais, Sirius.

– E ela também ficou esquisita quando aquele garoto esquisito chegou. E ele sussurrou pra ela alguma coisa. Foi estranho. – bufei. Isso me irritou.

– Vai ver ela já ficou com ele e você só está com ciúmes. – Remo disse, se deitando e virando para o lado contrário a onde eu estava.

– É cara, vai ver você só quer ter um sexo selvagem com ela. Só isso. – James disse, bocejando também e se deitando.

– Mas...

– DORME, SIRIUS! – os dois disseram juntos e fecharam a cortina em volta de suas camas. Bando de gays.

Me deitei também, mas não consegui parar de pensar no acontecido. Tinha alguma coisa estranha com ela e eu iria descobrir.

~*~

(Marlene narrando de novo, oi)

Acordei no outro dia e, apesar de ter tido uns sonhos confusos, eu estava bem-humorada.

Isso é inédito. Eu, bem-humorada de manhã. Novidade.

Minhas amigas ainda não tinham acordado, então resolvi tomar um banho demorado, já que, pelo menos por alguns minutos, o banheiro era só meu.

Depois de me banhar na água quentinha do chuveiro de Hogwarts, sai do banheiro e me troquei.

Lily já estava acordada e seus cabelos pareciam estar travando uma batalha. E a cara emburrada dela me deu medo.

– BOM DIA, RUIVAAAA!

– Cala a boca, Marlene. Cala a boca. – ela tacou o despertador em mim, mas eu consegui segurá-lo com a maior facilidade. Reflexo melhorado de lobisomem.

Ela me olhou com a boca aberta. Quer dizer, eu sempre fui meio lerda e devagar e agora eu sou super rápida e boa em reflexos. Prevejo que será mais difícil guardar meu segredo do que eu pensei.

– Sabe como é, treinei quadribol com meu irmão o verão todo. E eu era a goleira. – pisquei pra ela e fui em direção a cama de Dorcas.

Ela dormia segurando seu unicórnio de pelúcia e sorria. Sorri maliciosa e olhei para Lily, que apenas ergueu as mãos para o alto como se dissesse “faz o que quiser.”

– Doe, meu amor, eu sei que a noite foi boa, mas nós precisamos ir para a aula! – sussurrei no seu ouvido, engrossando a voz.

– Hmmm, tá bom amor. – ela abriu os olhos vagarosamente e quando viu que Remo não estava ali e sim, eu, ela corou furiosamente e começou a gritar. – AHHHHH, MCKINNON, VOCÊ VAI VER SÓ! NÃO SE FAZ ISSO COM AS AMIGAS!

Lily saiu do banheiro, com olhar acusador, mas sorria. Dorcas se levantou, bufando e entrou no banheiro, batendo a porta em seguida.

Amo minhas amigas temperamentais.

Depois de termos nos trocado, descemos e fomos tomar café. Mas no meio do caminho, eu vi a última coisa que eu queria ver. E a última coisa que eu pensei que fosse possível acontecer.

Victor, um sonserino, conversava animadamente com James, Remo e Sirius, que eram grifinórios.

A coisa toda já era estranha porque um sonserino conversando com um grifinório já era incomum. E só piorava quando você analisava a coisa mais a fundo e percebia que, era o cara que me transformou em lobisomem, conversando com os amigos. Ai, Merlin.

Assim que viu, Remo sorriu, meio culpado e acenou. Ele sabia que aquele era o cara.

– MENINAS! – James acenou pra gente e veio em nossa direção, juntamente com os outros meninos. – Esse é o Victor, sabe? A gente viu ele meio perdido e bom, nada como ajudar os outros, não é?

– Ué, vocês ajudando um sonserino? Cadê a antiga rixa entre as duas casas? – Dorcas perguntou, olhando confusa de um para outro.

– Bah, nós amadurecemos. – Sirius disse.

– Aham, eu finjo que acredito. – Lily disse, mas sorria animada para eles.

Apenas eu estava quieta.

– Oi. Qual seu nome? – Victor disse, apertando minha mão e a beijando em seguida. Qual é, filho da mãe.

– Marlene. Mas só os amigos me chamam de Marlene. Pra você é McKinnon. – disse, tirando minha mão da dele.

– LENE! – as meninas me olharam reprovadoras, mas eu só revirei os olhos.

Acho que eles perceberam que o clima ficou tenso, porque os meninos saíram com a desculpa que tinham combinado de tomar café com o Frank (?) e as meninas só sorriram e sussurraram no meu ouvido: “faz companhia para ele e não seja mal educada!”.

Mal sabem elas que eu estava muito melhor sendo mal educada com esse coisa.

Assim que todos já estavam longe, Victor me olhou malicioso, agarrou meu braço e me jogou dentro de uma sala vazia.

– Você achou mesmo que iria fugir de mim, Marley? – ele fez questão de dar ênfase no “Marley”. Apenas Sirius me chamava assim. – Sim, seu amiguinho, Black, me falou de você. Parece que você é a única que disse não pra ele.

Eu fiz força e soltei meu braço de suas mãos. Era possível ver o sinal de dedos e um arroxeado, que logo sumiu. Capacidade de cura, pois é.

– Você não tem esse direito que atormentar a minha vida mais do que você já fez. Você já me transformou em um monstro, por favor, Miller, me deixa em paz!

Ele riu. Riu de mim. Isso mesmo.

– Convenhamos, McKinnon. Você não está em posição favorável aqui. O que você acha que seu queridinho Sirius irá pensar quando descobrir que você diz não pra ele, mas disse sim para um estranho? E, pior, quando ele descobrir que você é uma lobisomem e que pode controlá-lo? Sim, eu também sei que ele é um animago e que vira um cachorro.

Meus olhos se arregalaram e pude sentir as lágrimas ameaçando cair.

Por mais que Sirius me irritasse, eu não conseguia imaginar como eu iria me sentir se ele começasse a sentir medo de mim. Não dá.

– Por favor, Miller, não faz nada com ele. – pedi, olhando em seus olhos que me analisavam, frios.

– Só estou avisando, Marlene. Tome cuidado com o que fala de mim por aí, porque eu tenho muitas coisas pra usar contra você. – ele sorriu, abrindo a porta da sala. – E eu tenho seus amigos, que apesar de tudo, me acham um cara legal. Coitados. – ele me olhou novamente e sorriu. – A gente se vê por aí, Marley.

Saco.

A verdade era que eu tinha medo do Victor e do que ele podia fazer. Quer dizer, apesar de eu também ser uma lobisomem, ele era homem. E visivelmente mais forte do que eu. E eu tenho certeza absoluta de que ele faria de tudo para me infernizar.

Inclusive, se infiltrar no meu círculo de amizades. Filho da puta.

Sirius Black:

\"\"

Notas finais
Enfim gente, obrigada pra quem leu, pra quem comentou, vocês são uns amores! Sério mesmo, hahah, o próximo capítulo eu devo postar amanhã, mas só se vocês comentarem! Espero que tenham gostado do capítulo e até a próxima! xoxo