Werewolf

5 .McKinnon doesn't give up


Notas iniciais
OI PESSOAL!! Tá ai o capítulo e eu teria postado ontem se minha internet não tivesse resolvido se revoltar hahahah mas enfim, tá aí e eu espero que vocês gostem! E eu tenho um comentário a fazer. Na verdade, é mais uma indicação. To lendo uma fic realmente FODA. Tão foda que até virou livro, sem brincadeira! É muito boa mesmo. Se chama Psicose e o link é esse: clubedasautoras.com.br/fics/andie/psicosei.html Se vocês quiserem ler.... É interativa e a história é muito boa mesmo! hahahahah enfim, vejo vocês nas notas finais!

Apesar de ter corrido muito e muito rápido, cheguei na floresta com a respiração completamente normal. Eu ainda não tinha me acostumado com essas minhas novas habilidades.

Imagine você. Em um dia você é completamente lerda e desastrada e, no outro, você é capaz de pegar um mosquito no ar, de impedir um copo de atingir o chão e capaz de correr mais rápido que os mais experientes atletas.

É esquisito, de verdade. E eu estou demorando pra me acostumar com tudo isso. Com todo esse novo mundo em que Victor me colocou.

Me sentei no chão úmido da floresta, fechando os olhos e inspirando profundamente. Eu conseguia sentir o cheiro de animais mortos, das gotículas de água nas folhas das árvores. E conseguia sentir o cheiro do Victor. E ouvir os passos dele também.

E exatamente como eu previ, alguns segundos depois, eu pude sentir um corpo se sentando ao meu lado.

– Sabia que viria. – ele sussurrou, próximo demais do meu ouvido. Me afastei rapidamente, e o encarei.

– O que eu vou fazer agora?

Ele sorriu malicioso.

– Eu posso te ajudar a aprender a ter autocontrole. – ele se aproximou de mim. De novo. – Você não pode simplesmente andar solta pelo castelo durante as noites de lua cheia. Você é perigosa, McKinnon.

Bufei e revirei os olhos. Disso eu já sabia. Eu já sabia que eu era uma ameaça a todos os alunos daquela escola. Pelo menos até que eu aprendesse a me controlar, eu não podia ficar solta.

– Como você pretende me ajudar? – perguntei, me levantando e começando a adentrar a floresta mais a fundo.

Ele me seguiu.

– Nos próximos dias, durante a noite, eu vou precisar estar perto de você. – apesar de não gostar disso, eu sabia que era necessário, então apenas concordei com a cabeça. – Não que isso seja realmente uma má ideia.

Agora ele estava realmente perto. Perigosamente perto. Podia sentir sua respiração ritmada no meu pescoço. E pude sentir ele sorrir.

– Hm, só isso? – perguntei, acelerando o passo, tentando tirar ele de trás de mim.

– Bom, tecnicamente, sim. – ele agora se postou à minha frente. – Você vai precisar sair do castelo, todos os dias da lua cheia, antes de escurecer. E me encontrar aqui na floresta.

Concordei com a cabeça novamente. – E o que exatamente você vai fazer?

Então ele deu dois passos para a frente e eu dei três para trás, percebendo tarde demais o meu erro. Senti minhas costas encostarem em uma árvore. Não tinha mais para onde ir. Estava encurralada.

Ele sorriu e se aproximou mais.

– Prender você.

Arregalei os olhos por um instante, antes de começar a rir.

– Me prender?

Ele arqueou a sobrancelha.

– Sim, McKinnon, prender você. – então ele abriu a mochila que trazia pendurada nos ombros e tirou grossas correntes de lá de dentro. De a volta na árvore, passando a corrente a minha volta. – Bem assim.

Revirei os olhos. Tinha adquirido essa mania nos últimos tempos.

– Eu posso arrebentar essas correntes, Miller. Como se elas fossem feitas de goma de mascar.

Então ele me olhou fundo nos olhos e pôs uma mão de cada lado do meu rosto. Percebi que os olhos dele começavam a mudar de cor e pequenos pelinhos brotavam de sua face. Como ainda era de dia, presumi que ele estava ficando irritado.

– Não se elas estiverem enfeitiçadas. – ele se aproximou mais. – E eu agradeceria se você parasse de duvidar de mim, McKinnon. Você sabe do que eu sou capaz. Posso arrebentar esse seu pescoço fino com apenas um gesto. – ele deu um sorriso de escárnio. – Ou melhor, eu posso arrebentar o pescoço do Black. Ele não é tão singelo e fino quanto o seu, mas pelo menos, Black é humano.

Engoli em seco. Esse cara estava realmente querendo acabar com a minha vida.

– Por favor, Victor, não. – sussurrei, sentindo um nó na garganta.

– Eu não vou fazer nada se você se comportar, Marley. Sugiro que você comece a me respeitar mais. E a duvidar menos de mim. Eu sou seu Alfa, está entendendo? Eu mando, você faz. – ele sorriu mais largamente.

Aquilo era demais pra mim. Eu sabia que não podia fazer nada. Do mesmo modo que eu podia controlar Sirius, Victor tinha esse efeito ameaçador sobre mim. Eu sentia, por mais que não quisesse, que ele era o meu líder e eu tinha que seguir as suas regras. E isso tudo é uma merda.

– Tudo bem. – foi só o que eu consegui responder. Me pergunto onde foi parar aquela Marlene cheia de atitude e força de vontade de antes.

– Muito bem. Agora pode ir. – ele se afastou e tirou as correntes de cima do meu corpo. – E não cometa nenhuma besteira, Marley.

Então, na mesma rapidez que corri de meus amigos, eu corri dele. Sai da floresta como um foguete e adentrei no castelo, parando apenas para acenar para o professor Slughorn, que me olhava confuso.

Subi em direção a sala comunal da Grifinória e, assim que entrei, respirei aliviada.

Pude ver meus amigos sentados em poltronas perto da lareira. Sorri e fui em direção a eles.

James me olhou preocupado, mas sorriu. Remus me olhou compreensivo. As meninas sorriram pra mim e me convidaram para sentar com eles.

E o que fez meu coração apertar foi o fato de Sirius não ter olhado para mim. Ele sabia que eu havia chegado, pois eu conseguia ouvir seu coração bater mais rápido. Me sentei ao seu lado e pus uma das mãos em seu ombro. E ai ele olhou pra mim.

Ele sorria irônico, mas seus olhos estavam escuros e me olhavam meio decepcionados.

– Sirius, eu...

– Você se curou. Sozinha, em menos de dois minutos. – ele deu de ombros e sorriu galanteador para uma garota que passou ao nosso lado. Isso fez meu sangue esquentar. – Vamos fingir que isso é normal, ta?

Sorri em compreensão e acenei afirmativamente com a cabeça.

– Mas não faça essas coisas esquisitas de novo. E só converse seriamente comigo quando estiver preparada para me contar a verdade. – e, dizendo isso, ele se levantou e foi se sentar com algumas garotas, do outro lado da sala.

Respirei fundo e encostei a cabeça no sofá. Sentia minha mente mais pesada durante esses dias.

– Marlene. – Lily me chamou.

– Fala, Lils.

– Vai ter uma festa a fantasia no próximo sábado. – ela sorriu animada. E eu também. Quer dizer, eu podia ser o que eu sou, mas uma festa é sempre uma festa, não é mesmo?

– To dentro. – falei na mesma hora, recebendo um olhar aprovador de Dorcas, que tinha a cabeça encostada em Remo. – Já sei até que fantasia usar.

E eu sabia mesmo. Mas precisava estar acertada com Sirius para poder usá-la. Só teria graça, se ele me acompanhasse nessa travessura.

Eu e Sirius sempre tivemos um relacionamento, hm, diferente. Nós sempre fomos amigos, mas ao mesmo tempo, ambos sabíamos que a tensão entre nós era muito mais do que apenas amizade. E tudo começou a se complicar quando eu percebi que ele era um menino e ele percebeu que eu era uma menina. Isso foi no 3º ano. Desde então, ele vive no meu pé, me pedindo pra dar uma chance, pra fazê-lo feliz e blábláblá. Mas eu não queria me dar por vencida assim tão fácil. Quer dizer, ele era e ainda é um dos maiores pegadores de Hogwarts. Loiras, morenas, ruivas, altas, baixas... todo tipo de garota e o senhor Black já tinha experimentado de seu beijo e, muitas vezes, de algo mais. E eu não queria ser mais uma. Não mesmo. Porque ele não era apenas mais um pra mim. Ele era Sirius Black. O irmão Black que eu escolhi. O grifinório mais sexy de toda Hogwarts.

Mas não vou negar, não é fácil resistir. Não mesmo. E ele é irritante, persistente. A criatura não desiste enquanto não consegue o que quer. Ele não se cansa de tentar e, quando consegue, ele sorri como se dissesse “não há nada como um bom desafio vencido.”

E eu me sentia realmente mal, agora mais do nunca. Me sentia mal porque sabia que era só olhar fixamente nos olhos dele pra ele fazer o que eu quisesse. Mal porque eu sabia que se eu não aprendesse a me controlar, eu poderia machucá-lo. Gravemente. Ou, pior, e eu nem gostava de pensar nisso, mas eu podia matá-lo. Eu sabia que podia.

E, agora, se eu resolvesse contar a verdade pra ele, se resolvesse me entregar ao que eu sinto desde muito tempo, eu estragaria tudo. Ele teria medo de mim se eu contasse a verdade. E Victor faria coisas muito ruins, isso eu tinha certeza, se eu me entregasse ao Sirius. Porque, nesse momento, eu só significava uma coisa: perigo.

– Terra chamando Marlene. Na escuta? – Alice disse, estalando os dedos na minha frente.

– Que foi? – perguntei, olhando confusa pra eles. Frank ria da minha cara, enquanto James tentava abraçar Lily, que resistia, mas, mesmo assim, sorria bobamente. – Cadê o Remo e a Dorcas?

Alice revirou os olhos.

– Você ficou vegetando por tanto tempo, que perdeu os dois saírem completamente desesperados, com um desculpa esfarrada de que tinham que fazer o dever. – ela suspirou. – Dever esse que deve ser explorar a língua e descobrir quantas partes palpáveis o corpo do outro tem.

Não pude evitar soltar uma gargalhada sonora, enquanto Frank se sentava ao lado de Alice.

– Marlene, o Sirius ta preocupado com você. – ele disse, me olhando como se tentasse descobrir qual o meu problema.

– Preocupado comigo? Mas por quê? – eu disse, olhando para o outro lado da sala, só pra ver Sirius com o braço envolvendo a cintura de uma garota e a outra mão acariciando a coxa de outra. Um ménage ao vivo, é isso?

– Ele disse que se sente estranho toda vez que você está perto. – ele revirou os olhos. – Eu disse a ele que tudo isso é desejo reprimido, mas ele disse que não. Tem alguma coisa acontecendo que a gente deveria saber?

Tem sim. Um pequeno problema peludo.

– Não. – menti descaradamente. Eu realmente sou uma filha da mãe. – Não tem nada.

Alice deu de ombros e se aninhou nos ombros de Frank.

Então, de repente, a sala toda parou com um grito bem potente.

– JAMES POTTER! EU VOU MATAR VOCÊ! COMO SE ATREVE? VOCÊ É UM IDIOTA SEM TAMANHO! EU, EU, EU... – Lily respirava fundo. Estava completamente vermelha. – EU, ARGHHHHHHH, EU TE ODEIO!

James apenas sorria torto pra ela, e seu olhar não podia estar mais alegre.

– Que diabos aconteceu, Lily? – perguntei, me levantando e segurando a risada. As brigas de James Potter e Lily Evans eram memoráveis.

– Aquele vegetal imundo me beijou a força! – ela ainda falava com indiganação.

– Ele sempre faz isso. – disse, dando de ombros. – Por que o escândalo então? Você mesma disse que já tinha se acostumado com isso.

Ela me olhou furiosamente e confesso que fiquei com medo. Os olhos verdes vivo pareciam faiscar pra cima de mim.

– Cale a boca, McKinnon. – e dizendo isso, ela saiu bufando da sala, em direção ao dormitório.

Olhei confusa, mas sorrindo para James, que veio ao meu encontro, sorrindo de orelha a orelha.

Então, ele sussurrou para que só eu ouvisse: — Ela correspondeu ao meu beijo dessa vez.

Comecei a rir e olhei para ele. James parecia ter ganho seu presente de Natal mais cedo. Não é segredo pra ninguém que ele sempre foi apaixonado pela única garota que já tinha lhe dito “não”. E o fato de que agora, ela também estava apaixonada por ele (eu sempre soube disso, aquele sorriso bobo que surgia no rosto dela toda vez que ele aparecia não me enganou nunca), era uma notícia maravilhosa.

– Parabéns, garanhão. – eu disse, o abraçando. Me sentia mal por estar enganando James também. Ele sempre fora o irmão que eu não tive.

– Obrigada, Lene. – ele gargalhou, mas depois ficou sério. – Tem algo acontecendo com você e eu sei disso. Sei também que deve ser algo sério pra você não ter contado pra ninguém. – olhei assustada para ele, mas ele sorriu e passou o braço pelo meu ombro. – Te conheço desde pequena, Marlene. E só quero que você saiba, que qualquer que seja esse segredo que você está escondendo de todos, eu vou estar com você, ta bem? Sempre. Você é a irmã que eu não tive.

Ele beijou o topo da minha testa e seguiu o mesmo caminho de Lily, mas indo em direção ao dormitório masculino.

Me sentei no chão e tentei absorver aquilo tudo. E então, antes que pudesse impedir, eu estava chorando. Chorando porque aquilo tudo estava me sufocando. Eu não aguentava mais guardar tudo aquilo. Eu era pequena demais, fraca demais, para um fardo tão grande. Eu não nasci pra isso. Queria ter a destreza e a força de Remo pra lidar com tudo isso, mas eu não tinha. Eu era apenas uma garotinha que caiu nos encantos de um cara com um sorriso sedutor e agora estava assim, largada, com um problema maior do que eu poderia suportar.

E eu precisava por um fim nisso tudo. Estou começando a acreditar em Karma. Devo ter feito coisas muito erradas pra merecer isso. Devo ter dito ‘não’ a Sirius muitas vezes e agora estavam me castigando por isso, fazendo ele ter medo de mim.

Tudo bem, tudo bem.

Sequei as lágrimas e me levantei olhando ao redor. Tinha chegado a hora de encarar tudo de cabeça erguida. De enfrentar os meus problemas. De provar para o Victor que eu não era tão fraca quanto ele pensava.

Chegou a hora de provar ao mundo quem eu era. E eu era Marlene McKinnon, e Marlene McKinnon não desiste.


James Potter:


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Notas finais
Oi de novo pessoal! Espero que tenham gostado! E não se esqueçam de comentar hein! ♥ No próximo capítulo (vou dar um spoiler pra vocês) vai ter o relato da lua cheia, a Marlene se transformando e tudo mais! hahahaha então comentem porque ai o próximo capítulo sai rapidinho! Enfim, beijinhos e até a proxima!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.