Notas iniciais
Oi gente!! Tristinhos pelo término Cobrade? Eu também :( Aí está o cap de hj! Não esqueçam de comentar! Boa leitura!

– Uma coisa é certa, crianças... — Profetizou Dimitre. — Depois da primeira noite de apresentações, a vida de vocês muda completamente.

***

Depois de muitos anúncios sobre a estreia do mais novo espetáculo da mais conceituada Companhia de Dança dos Estados Unidos, depois de muito marketing sobre a química do casal de protagonistas, depois de intermináveis entrevistas e exaustivos ensaios, o dia chegou. O grande dia.

Naquela manhã, Jade acordou com uma cara péssima.

– Insônia. — Adiantou-se Jade, aos olhares questionadores do Cobra e da Karina durante o café da manhã.

– Tá nervosa?

– Não, não Karina. Acontece que eu adoro passar as noites em claro, principalmente antes de uma estreia. — Respondeu, ácida, a bailarina.

– Pega leve, Jade... — Acalmou Cobra. — A gente sabe que você tá nervosa, mas relaxa! Todos vão ver o teu talento hoje, minha dama!

– E se alguém da crítica não gostar, a gente desce a porrada, né Cobra?

– É isso aí, Ka! Quero ver alguém dizer na minha cara que não gostou da apresentação!

– Mas eu não quero que a crítica goste por medo de apanhar... — Comentou Jade, fazendo com que o entusiasmo da dupla de lutadores diminuísse. — Eu quero que eles gostem porque a gente se esforçou muito e deu tudo certo. Imagina se o meu salto quebra, no meio da apresentação, e eu caio de cara no palco?

– Aí você levanta e mostra a diva que você é! — Exclamou Karina, fazendo o casal rir. — Cara, eu não acredito que eu usei a palavra diva! A convivência com vocês não tá me fazendo bem, casal!

Eles terminaram de comer e deram mais algumas risadas, fazendo com que Jade se esquecesse por alguns instantes do seu nervosismo. Quando Karina deixou os dois a sós, Cobra chamou Jade para um canto.

– Você vai pra Companhia agora?

– Vou e fico lá até a noite. A gente precisa acertar os últimos detalhes. — A bailarina suspirou. — Ai Cobra... Eu tô com medo.

– Fica calma, minha dama! Vai dar tudo certo! Sabe por que? — Jade negou. — Primeiro, porque você tem talento e segundo, porque você vai olhar pra plateia e vai ver esse cara espetacular aqui, o teu porto-seguro, o teu paraíso e não sei o que mais, aí vai ficar mais confiante e vai fazer tud...

– Convencido! — Jade sorriu e deu um tapinha do braço do lutador. — Você nem é tudo isso! É, no máximo, gostosinho.

– O convencido gostosinho fez você sorrir! — Ele sorriu também. — Tá mais calma? — Jade afirmou. — Que bom, porque ainda não acabou!

– Como assim?

– Já que você vai detonar no espetáculo, a gente precisa comemorar, certo? — A bailarina balançou a cabeça, em afirmação. — Então eu tô planejando uma coisa bem... diferente.

– Diferente? — Jade fez cara feia. — Não sei se gosto muito do diferente.

– Desse diferente você vai gostar. Nem é tão diferente assim... É bem a nossa cara!

– Essa conversa tá me deixando confusa, Cobra!

– Então vai logo pra Companhia e mais tarde a gente se vê. — Jade deu um selinho rápido no rapaz e foi embora.

***

O dia na Companhia foi uma loucura e passou voando. Pessoas andavam de um lado para o outro, fazendo os últimos ajustes. O show foi todo repassado pelo terceira vez e os bailarinos foram dispensados para se arrumarem.

– E então? Como vai a minha carioca predileta? — Perguntou John, chegando ao lado da cadeira onde a bailarina estava se maquiando.

– Vai fazendo a mesma coisa que você deveria estar: se arrumando. — Jade repreendeu.

– Nossa, pelo jeito alguém tá nervosa... — John concluiu. — Mas, para ficar claro, os homens não precisam de tanta maquiagem ou de um penteado tão delicado, por isso, nós, como cavalheiros que somos, deixamos que as maquiadoras e cabeleireiras cuidem de vocês primeiro. — Ele fez uma carinha triste.

– Ai, desculpa John! Eu tô tão nervosa que acabei descontando em quem não merecia!

– Tudo certo! — John mudou de expressão automaticamente. — Vamos começar de novo?

– Pode ser... — Respondeu Jade, sem entender.

– E então? Como vai a minha carioca predileta?

– Vai bem. Um pouquinho nervosa. — Sorriu docemente a dançarina.

– É normal. Se não ficássemos nervosos antes de pisar no palco, qual o sentido da dança? Quero dizer, onde vai parar a magia?

– Você tem toda razão. — Jade olhou nos olhos do rapaz. — Posso te dizer uma coisa?

– Quantas quiser. — Ele respondeu, de pronto.

– Muito obrigada. Por tudo. Mesmo. — O bailarino sorriu. — Você foi incrível e se eu cheguei até aqui, se eu superei todas as minhas dificuldades, todas as minhas crises... Foi porque você tava me ajudando.

– Não foi nenhum sacrifício, pode ter certeza. — Eles riram. — Nos vemos no palco?

– Me aguarde, John. Me aguarde.

***

Minutos antes de entrar no palco, Jade estava completamente pronta. Como o ápice do espetáculo era a apresentação do John e da Jade, seria feita no meio do roteiro. Alguns dançarinos estavam no palco, realizando suas coreografias e deixando o camarim sozinho para Jade.

Ela se olhou no espelho e se achou bonita. Depois de muito tempo, se sentia confiante para fazer alguma coisa. Afinal, ninguém ficaria ensaiando uma vida inteira para chegar na hora e colocar tudo fora.

Porém, aos poucos, velhas lembranças vieram como ecos com a voz da sua mãe e começaram a aturdir a cabeça da bailarina.

"Você não aprende!

Não merece!

Você não sabe nada!

Eu preferia não tá aqui pra ver isso."

– Para, Jade! — A garota sentiu um nó se formar na garganta e o coração acelerar. Ofegante e tremendo, a bailarina se recostou em uma parede e tentou se acalmar. — Não era assim... A tua mãe te amava...

– Tia Jade? Deu pra falar sozinha? — Jade se assustou e olhou na direção da porta, encontrando uma pessoinha tão especial. — Mandou me chamar? Eu espero que seja importante, porque eu tô perdendo uma apresentação linda.

Assim que a data foi marcada, logo Jade tratou de comprar um ingresso para Alice na primeira fila. Sabe Deus o porquê, ela queria ver aquele rostinho na plateia.

– Para de reclamar e vem me dar um abraço, pirralha! — Disse Jade, milagrosamente mais calma e com os braços abertos.

– Do que você me chamou?

– De nada! Vem cá me dar um abraço, vem!

A garotinha veio correndo, balançando seu vestido preto, que contrastava com sua pele branca. Assim que alcançou a bailarina, se jogou nos seus braços.

– E esse vestido lindo?

– Foi doação lá pra Casa... Bonito, né? — Respondeu Alice, alisando seu vestido "novo" e se admirando.

– Lindo... Então, tá gostando das apresentações?

– Tô amando! Eu quero dançar que nem vocês quando eu crescer! — Ela deu pulinhos pela sala e foi parar perto das maquiagens.

– Ah, mas não vai! — Comentou Jade, fazendo com que a garota lhe olhasse com os olhos cheios de lágrimas e um biquinho de cortar o coração.

– Por que?

– Porque você vai dançar bem melhor! — A expressão triste da menina se desfez e ela abriu um sorriso. — E eu sei do que tô falando! Conheço um talento de longe.

– Eu tenho talento, tia Jade?

– Muito. — E tinha mesmo.

Jade já tinha visto várias vezes a Alice ensaiando passinhos de dança que via na televisão. Ainda era um pouco desajeitada, mas tinha uma desenvoltura própria das grandes estrelas.

– Então eu sou que nem você. — Alice sorriu e Jade a puxou para outro abraço.

Antes mesmo de terem se desprendido, Cobra apareceu no camarim e ficou admirando a cena. Quando a sua presença foi notada, ele teve que dar uma explicação:

– Você é a próxima. Perguntei onde era o seu camarim e vim te desejar boa sorte.

– Quem é esse gato, tia Jade? — Cochichou Alice.

– Alice! — Ralhou Jade. — O que é isso? Tá muito saidinha pra uma menina de sete anos!

– Ih! Eu sou criança mas não sou cega, viu tia Jade? — Alice sorriu, sapeca.

– De qualquer jeito... Esse aqui é o Ricardo, meu namorado.

– Oi, garotinha... — Cobra sorriu e Alice ficou observando. — Aconteceu alguma coisa?

– Eu acho que já te vi antes... Só não me lembro onde foi. — A menina levou a mão no queixo e ficou tamborilando seu dedo ali.

– Da televisão. — Cobra concluiu. A notícia sobre o doping tomou grandes proporções e a sua imagem saindo escoltado por seguranças do ginásio correu o mundo. Agora ele estava marcado novamente.

– Isso!! Nossa, de perto você é mais bonito ainda!

– Ei! Vamos parar? Eu ainda tô aqui! — Jade exclamou, com as mãos na cintura, indignada. — Era só o que faltava! Uma criança, paquerando o meu namorado, na minha frente!

– Ai, tia Jade! Para de besteira! Eu não curto pessoas mais velhas. Prefiro da minha idade, mesmo sendo um monte garotos infantis. Ah, os garotos! Eternas crianças... — Comentou Alice, como se fosse a coisa mais normal do mundo.

– Oi? Acorda, garota! Você é uma criança! — Jade franziu o cenho, abismada com a conversa e Cobra gargalhou, para logo em seguida completar sua missão:

– Boa sorte, minha dama! — Ele deu um beijinho rápido na morena. — Arrebenta!

– Pode deixar, vagabundo! — Jade sorriu.

– Que isso, tia Jade! Xingando o gatinho!

– Alice, fica quietinha, por favor! — Jade riu. — Acredite, ele já foi chamado de tanta coisa, que vagabundo é elogio!

– Sei... Boa sorte, tia Jade!! — Ela abraçou a bailarina novamente.

Então, John chegou. Depois de um aceno para os presentes, ele se virou para Jade e convidou:

– Vamos? Já nos deram a deixa. Preparada?

Jade olhou para os que estavam presentes. Pessoas especiais, sem dúvidas, porém faltavam alguém. Então, ela lembrou:

"Vai, vai sim, filha. E eu vou ver, seja lá onde eu estiver! Eu vou te ver... brilhante nos palcos do mundo todo... O teu talento, Jade, é inegável!"

Ela não teve dúvidas. Aquele era o momento.

– É hora do show!

Notas finais
E aí? Gostaram? Comentem! Olha, se quiserem também desabafar sofre o término do nosso casal amado, tudo bem! Eu entendo, comentem sobre isso também! hahahahah Nos vemos nos reviews! Ah! Lembrando que eu fiz uma One-shot, também Cobrade, chamada "Confissão - Cobrade" caso queiram ler. Ela está no meu perfil e vocês serão muito bem recebidos, com certeza! Beijinhos!