We're survivors

2 Capitulo 1. You've seen us


Notas iniciais
Bom, quem gostou dessa fanfic/capítulo por favor, comentem isso me deixará muito feliz. Beijinhos, e comentem também o que vocês acham que irá acontecer.

Hoje é dia de entrar na cidade e procurar por suprimentos.

— Kath – Gritou minha mãe enquanto eu arrumava minha bolsa para sair. – Aqui a lista do que precisamos – Ela fala enquanto entra no quarto me entregando o pedaço de papel.

Apenas assenti fechando a bolsa e colocando a mesma nas costas. E guardando o papel no bolso.

— Eu sei que é difícil sair com ele, mas você precisa...

Não me dei ao trabalho de escutar o resto que ela queria falar eu sabia exatamente a quem ela estava se referindo... Do marido dela. O agressor. Ela pensa que toda vez que saio e ele é obrigado a vim junto, eu vou acabar o matando.

Provavelmente isso deveria ter acontecido um tempo atrás, o cara é um idiota. Aliás, toda a presença masculina aqui é desnecessária. Eles não fazem nada e sou obrigada a arrasta-los comigo durante a procura e força-los a ver um pouco da realidade, mesmo que eles neguem muito.

Todos têm uma divisão em casa do que fazer, mas nada que inclua o mundo lá fora... Isso é meu trabalho, eles apenas se dividem em ajeitar o plantio que temos atrás da casa, cuidar dos animais que eu trago para comermos e assim segue, além disso, nada demais.

Assim que desço a escada vejo eles jogando conversa fora enquanto vou até a mesa e pego uma variedade diferente de armas, botei uma no meu coldre e peguei minha variedade de facas e meu arco para sair. Todos ficam tensos na sala enquanto destravo as armas e pego munições, fico um tempo observando o mapa e a rota que eu tracei, o silêncio e o medo se espalham rapidamente pela sala, até quando eu viro e todos estão me encarando.

— Samuel, arrume logo suas coisas e vamos embora – Falo rapidamente e baixo enquanto termino de arrumar as coisas. – O resto de vocês... Já sabem o que fazer, certo?

Viro-me para me abaixar e pegar o bebê que puxava minha calça e pegar o mesmo, essa era a pequena Laura, observo seus pequenos olhinhos enquanto brincava com meus cabelos, era tão pequena. Tão indefesa. Era por ela tudo que eu fazia, só por ela, todo o esforço era válido. Presto atenção nas suas feições, era tão parecida com as minhas, ela não é minha eu falo sussurrando umas trinta vezes na minha cabeça para aceitar isso, mesmo sabendo que isso não era exatamente verdade.

Vi Samuel chegar com suas coisas e foi aí que coloquei ela no chão, virando-me para o grupo que estava parado esperando eu falar alguma coisa.

— Isabel, sabe o que fazer, certo? – Pergunto para minha tia enquanto ela fica nervosa.

— Trancar as portas, janelas e não sair – Ela responde como se fosse um teste e esperava passar.

— Certo, não esqueça que eu volto em menos de um dia e se demorarmos dois e não tiver nenhum tipo de sinal é porque provavelmente estamos mortos – Falo indiferente enquanto a tensão entre eles aumenta, eu preciso ser realista. – Logo, você sabe o que vai ter que acontecer. Tem armas lá em cima, vocês sabem onde e daí vão ter que sobreviver. Mas pelo que eu sei, ainda tem um pouco de suprimentos para vocês por mais uma semana. Isso é bom.

Todos assentem quietos enquanto eu saio sem olhar para trás.

Samuel sai atrás de mim, e ele pode sentir meu ódio claro por ele enquanto andamos pela floresta, ele sempre perto e atrás de mim. Não demorou muito para os Walkers começar a chegarem enquanto eu tiro minha faca e os mato facilmente, andamos por mais ou menos, 1km e encontramos o carro de fuga que tinha escondido e entramos em direção a cidade.

O caminho foi em silêncio.

Chegamos rapidamente a cidade e eu tratei de colocar o carro num ponto estratégico, não tão longe para qualquer emergência, mas também escondido para não sermos roubados.

Enquanto vi Samuel puxar sua arma com a mão trêmula, idiota pensei comigo.

— Não atire a não ser que seja uma horda – Alertei.

Idiota.

Ele vai acabar fazendo alguma besteira.

Tento ignorar isso enquanto começo a andar para procurar as coisas.

Começa a chegar alguns Walkers enquanto andamos pela rua da cidade, são poucos. Samuel não tem reação e fica atrás de mim, como um dependente que é. Eu não reajo e deixo tudo acontecer, Samuel começa a correr enquanto eu coloco um sorriso sarcástico no rosto puxando a faca e acabando com os Walkers.

Assim que chegamos nessa loja, bato no vidro e espero. Não demora muito para os grunhidos dos mortos-vivos chegarem ao meu ouvido, e é aí que eu entro com meu arco em mãos.

Assim que acabo com os Walkers, Samuel chega ao meu lado.

Fraco, penso.

Dou a lista rapidamente para ele depois de ler e faço um sinal para ele ir pelo lado esquerdo e eu pelo lado direito.

Começo a pegar os itens enquanto percebo que ali tem uma pequena farmácia, olho para trás e vejo que está tudo limpo nesse ambiente e deixo Samuel procurando enquanto vou na farmácia.

Limpo.

Acho estranho, fico em alerta todo o tempo.

Procuro os remédios essenciais e volto para a loja. Samuel está esperando na porta com as bolsas cheias e a arma trêmula na mão, ele suava nervoso.

— Você tinha que me deixar? – Ele questiona autoritário.

— Abaixe a bola, você devia estar morto faz anos – Respondo firme enquanto começo a andar em direção ao posto que estava escondido o carro.

Ele me segue quieto e nervoso.

Walkers perseguem ele enquanto ele se esquivava e um quase o mordia, ele ficou muito perto. Sei que é errado brincar com isso, mas na minha cabeça, apenas um acidente para tudo isso terminar.

Fico quieta enquanto ele fica nervoso e começa a chorar ainda segurando o zumbi.

Volto para o real e enfio uma faca na cabeça do Walker que cai em cima de Samuel e esse fica aliviado.

Eu começo a rir enquanto pego as coisas e começo a andar e Samuel começa a correr com medo.

— Você se acha tão superior por saber matar os outros? Acha que é bonito? – Ele provoca tentando ser o maioral.

Viro-me irritada.

— Você e nenhum de nós estaríamos vivos se não fosse por mim, você não deveria estar aqui... Eu não salvei você. Eu salvei eles, mas você? Esperava que estivesse morto a essa altura. Eu não sou superior a eles, sou a você que é um idiota que acha que bater em mulheres vai te fazer ser um pedaço de merda a mais que você é. Você não é nada, quer ser “superior”? Mate eles. É assim que sobrevive. Agora não pense que eu gosto de fazer isso, é o que eu tenho que fazer, é meu trabalho – Grito estressada enquanto chego perto dele e gesticulo com as mãos. – Me irrite de novo e você vai ver que esse Walker não foi nada comparado ao que posso fazer.

Minha mãe não me ensinou muito.

Tive uns exemplos bem errados durante minha vida. Mas não posso deixar um cara achar que é o melhor porque bate em outras pessoas que não consegue se defender. Ele não é uma merda de ditador. Isso não aconteceria nunca mais na minha vigia.

Por causa dessa briga idiota eu tive que baixar a guarda e tudo aconteceu muito rápido, quando começamos a andar de novo, ouço o barulho de uma arma destravando atrás de mim.

Samuel trava do meu lado e eu trato de me virar sem me preocupar em puxar arma. Olho e vejo um caipira com uma Crossbow apontada na minha cara e um homem com uma arma.

— Temos algum problema aqui, rapazes? – Questiono mantendo a calma.

— O que está fazendo aqui? – O homem da arma pergunta.

— Isso não é do seu interesse – Respondo indiferente. – Você não respondeu o que eu perguntei. Isso foi rude.

— Vocês têm algum grupo? – Ele abaixa a arma enquanto o Caipira se mantém firme. – Eu sou Rick Grimes, e se você responder três perguntas vocês poderão vim conosco. Temos um lugar seguro, com comida e água.

— Fofo – Resmungo enquanto nego com a cabeça. – Não precisamos de ajuda.

— Não seja teimosa, garota – O Caipira fala ríspido.

Dou um meio sorriso irônico.

— Ele fala – Finjo estar surpresa. – Continuo negando, não precisamos de ajuda, sério. E já que não temos nenhum problema aqui, Xerife, vamos embora agora – Sou firme na minha posição e viro-me para voltar para o carro tendo certeza de que eles não eram uma ameaça.

Pela primeira vez eu não sinto que são uma ameaça, pelo menos. Meus instintos nunca estão errados.

Entramos no carro enquanto jogo as coisas no banco de trás.

— Você é louca? Eles poderiam ter nos matado – Gritou Samuel nervoso e eu começo a dirigir.

— Mas não mataram – Sussurro.

A volta foi silenciosa. Paro o carro no mesmo local e de lá fomos andando, mas não entro na casa, apenas deixo minha bolsa comigo e saio para vigiar o perímetro.

Acabo caçando alguns esquilos e levo-os para casa, antes de entrar começo a escutar vozes diferentes e é aí que me armo até os dentes antes de entrar na casa pela porta de trás, jogo os esquilos em cima da mesa e me viro apontando as armas na cara de pessoas conhecidas.

Era os mesmos caras da cidade.

— Abaixe as armas – Minha vó fala. – Eles são bons.

Mantenho as armas em posição.

— Vocês seguem pessoas agora que recusa a sua “moradia”? – Questiono. – Rick, eu realmente pensei que vocês não eram uma ameaça e olha o que eu encontro... Vocês aqui na minha casa, o quão louco é isso?

— Nós não somos uma ameaça – Ele afirma.

— Eu disse que não queríamos nenhuma da sua merda de ajuda – Falei abaixando as armas quando minha mãe segura meu braço.

Rick está perto da pequena Laura e por um instinto eu puxo ela para mim e irritada saio para ficar na parte de trás.

Deixei Laura brincando com a terra tendo certeza que não tinha nenhum Walker vagando por aí. O lugar estava cheio de armadilhas.

O problema é com minha família. São muito esperançosos, mas o que espera de um mundo que já acabou? Os caras me seguiram e pararam na minha casa, debaixo do meu nariz e eu não percebi, estava distraída e isso me prejudicou. Poderia ter perdido tudo agora.

Xingo-me mentalmente umas mil vezes enquanto Laura sorri para mim.

Minha tia, Sally, vem buscar Laura.

Rick e seu outro cara vem em minha direção.

— Também tenho filhos. Uma bebê – Afirma Rick. – Sua filha é linda.

— Não é minha – Falo indiferente sabendo que isso é mentira. Ele nota também.

— Conversamos com sua família – Rick declara enquanto estou sentada na mesa bebendo água.

— Ah, foi? E o que descobriu? Quer roubar o que temos também ou...

— Eles concordam em ir morar em Alexandria – Ele me interrompe.

Tão fácil assim?

— Uau, agora posso morrer em paz, Rick e seu amigo Caipira vieram proteger minha família de todo esse mundo – Sou irônica fingindo um tom heroico, Rick ri. – Está mentindo, minha família é um peso morto para você.... Você deve estar procurando por soldados – Adivinho porque ele me olha surpreso. – Você não vai achar nenhum aqui – Afirmo.

Quando ele iria rebater, escuto uma das minhas armadilhas soando de longe, me preparo enquanto saio. Rick falava sobre alguma coisa de ser Walker, mas eu tinha certeza quem era. E eu não ir.

Escondo-me atrás de uma árvore quando chego perto e avisto os três caras daquele grupo estranho que tentou devorar toda minha família viva. Fiquei surpresa, pois tinha matado uma boa parte das pessoas. Não achei que eles me encontrariam depois de todo esse tempo.

Fico quieta, eles estavam distantes, talvez eu não precisasse agir.

— Espero achar logo aquela vadia dos cabelos pretos, vou sentir um prazer tão grande quando comer ela viva enquanto aqueles olhinhos azuis me encaram – Um cara começa a falar e eu tenho certeza que essa sou eu, percebo Rick e Daryl me encarando enquanto dou um sorriso irônico em relação ao que ouvi.

Eles falam um pouco mais sobre os membros que queria matar da minha família, mas nada muito surpreendente.

— Não vejo a hora de levar aquele bebezinho, já imagino o choro dele quando eu fizer o que penso – Escuto um outro falar enquanto os outros riem. Minha postura ficou rígida. De repente sinto aquela parte fria em mim onde não penso nas minhas ações.

Rick começa a fazer um sinal enquanto eu o ignoro e vou por trás de um e o mato rapidamente e o outro tenta vim para cima de mim enquanto eu atiro uma faca nele, é tudo muito rápido.

Percebo uma flecha entrar na perna do último que era justamente quem eu queria falar, me agacho perto dele enquanto ele tenta sacar a arma que eu dou um tapa e cai do outro lado.

— Vocês deveriam ter procurado outra merda de grupo – Resmunguei.

— Ele vai achar você – Ele fala rindo. – Você sabe disso.

— Agora você vai ter seus fetiches no inferno, seu desgraçado. Deveria pensar duas vezes quando falar do bebê dos outros – Irritada puxo a flecha da sua perna e cravo em sua cabeça e ele morre rapidamente.

Começo a vascular as armas em seu corpo.

E vou para os outros corpos pegando todas as armas. Viro-me para Rick e entrego uma arma para ele.

— Para que isso?

— Você tem um bebê em casa, certo? Talvez isso ajude em alguma coisa. Quem sabe.

— Isso é um sim para Alexandria? – Sua pergunta é clara.

Penso trinta vezes antes de fazer besteira.

— Não somos guerreiros, eles não sabem se defender.

— Eu vi o que pode fazer, precisamos apenas de você. Vamos ajudar a sua família – Ele confirma olhando para mim e depois para o Caipira que assente.

Noto as feições do caipira enquanto ele me encara. Olhos azuis. Mas não iguais o meu, esses eram diferentes. Como se tentasse me falar alguma coisa, mas ainda não descobri o que é.

Parei de prestar atenção em seus olhos enquanto Rick falava alguma coisa.

— O que? – Pergunto confusa.

— Vou fazer três perguntas e preciso que seja sincera – Ele pede.

Assinto.

— Quantos Walkers você já matou?

Bufo.

— Você está brincando, certo? – Questiono e ele realmente fala sério, dou de ombros. – Não sei. Muitos.

— Quantas pessoas já matou?

Essa foi uma pergunta difícil e pude sentir os pesos das mortes em cima de mim.

— 10 – Tento soar indiferente, mas sei que foi um desperdício.

— Por quê? – Última pergunta.

— Eu sou uma sobrevivente, Xerife. É isso que eu faço. Sobrevivo – Respondo certa de tudo enquanto ele confirma com a cabeça.

Notas finais
:)
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.