Notas iniciais
Olá pessoal. Aqui vai mais um capítulo. Agradecimentos especiais as pessoas que comentaram no anterior, vocês me fazem muito feliz e me estimulam a continuar a fic! Obrigada, obrigada e obrigada! Um super mega blaster THANK YOU a Anya Alessa que sempre me ajuda quando estou aparentemente infeliz com o rumo da fanfic e me dá ideias a serem trabalhadas! O que seria de mim sem você?

Elijah já tinha tudo praticamente pronto. Ele estava oficialmente deixando o complexo de Klaus e aceitava ser olhado do modo que estava recebendo os olhares, como se fugisse de uma obrigação.

Ele se instalaria do outro lado do rio, onde Marcel reunira seus vampiros e usara a desculpa que ajudaria os recém criados a aprender a lutar, afinal quem poderia ensiná-los melhor do que um Original? Ou era isso o que ele pensava, a desculpa mais aceitável que ele poderia dar quando o motivo real era tão embaraçante, pelo menos na opinião do Original. Não poderia conviver na mesma casa que Hayley, não junto com Jackson. Elijah desejava manter seus sentidos apurados longe do quarto do casal.

Ele terminava de carregar suas malas para o lado de fora quando Hayley surgiu tão silenciosamente que seus instintos não a captaram, de fato a mente do vampiro estava distante no momento.

― Está indo embora por minha causa? – ela questionou diretamente e de uma forma dura.

― Não – ele mentiu, virando para olhá-la. Ele sustentava um olhar inquisitório. – Eu não estou deixando o país, estarei do outro lado do rio.

― Você mente mal – ela apontou. – Por favor, Elijah... Não saia de sua própria casa.

Ele desviou o olhar por um segundo, observando a rua estranhamente vazia.

― Marcel conta com minhas habilidades... – ele ia dizendo sem voltar a olhá-la, mas ela o interrompeu.

― Você ia dizer algo para mim no dia em que me casei e eu não quis ouvir... Eu quero agora.

Por um segundo Elijah sentiu sua garganta queimar. Fazia tempo desde a última vez que se alimentara e agora, quando Hayley tentava manipulá-lo tão abertamente, o descontentamento a trouxe à tona. Ele contraiu os músculos da face.

― Você é feliz com ele? – Elijah perguntou num sussurro que não dava brecha para rodeios.

Hayley hesitou em sua resposta, sabia exatamente que se sua resposta fosse uma afirmativa, então já não o teria por perto e sentia-se terrivelmente triste por deixa-lo ir. Era egoísta, mas parte de si desejava a presença calma e sedutora de Elijah.

― Sim... – ela respondeu no mesmo sussurro, mas sua voz era vacilante. – Mas, Elijah...

― Então não há nada para dizer – ele cortou rapidamente, não iria se colocar entre Hayley e o marido a menos que ele a fizesse infeliz.

― Eu fiz o que fiz pela matilha – ela tentou se justificar rapidamente.

― Entendo – ele já não soava tão gentil. – E o que faço é pela minha espécie.

Hayley pareceu engolir algo realmente dolorido, foi audível o som de sua garganta. Ela passou a língua pelos dentes e baixou a cabeça. Sabia que não o convenceria, então virou-lhe as costas e caminhou de volta para dentro do complexo, cruzando diretamente com Klaus, que sustentava uma expressão consternada.

― Elijah – ele chamou como se exigisse que uma dívida fosse paga. – Davina acabou de me dizer que precisa de algumas informações sobre Vincent e o único jeito é com uma bruxa do outro lado do rio. Aproveite sua viagem e converse com a velha.

― Isto é tudo? – Elijah perguntou, olhando firmemente para o irmão.

― É claro que não. Katherine está desaparecida desde ontem, ela é oficialmente sua responsabilidade. Encontre-a – o vampiro não gostou do tom autoritário na voz de Klaus, mas não protestou.

― Ela pode estar bem longe a esta altura, irmão.

Klaus soltou uma risadinha malvada.

― Eu a compeli a não deixar Nova Orleans, irmão – o tom de Klaus tornara-se sarcástico e seus olhos analisaram a expressão ligeiramente surpresa de Elijah. – De qualquer forma, não demore muito. O feitiço acontecerá esta semana.

Elijah preferiu manter-se em silêncio. Fez um gesto afirmativo com a cabeça e deixou o complexo em seu próprio carro, cruzando a cidade sem pressa. Assim que chegou ao Argel, rapidamente se instalou. O apartamento que Marcel havia disponibilizado era mais como um estúdio ou loft, mas a decoração agradava o vampiro Original.

Ele encontrou com Marcel reunido com um grupo de vampiros jovens e aguardou até que a reunião acabasse. Não estava disposto a se apresentar como mais novo professor de todas aquelas pessoas, seu humor estava um pouco sombrio naquela manhã.

― Klaus disse-me que precisa de informações sobre o corpo que meu irmão Finn possui, alguma ideia de quem pode ser a líder deste coven? – ele perguntou diretamente ao vampiro negro, enquanto ambos caminhavam pela margem do rio.

― Dia ruim, Elijah? – Marcel comentou antes de responder a pergunta. Algo no tom do vampiro o denunciou. – Você terá problemas com ela, a velha é uma estraga prazeres. Nenhum vampiro jamais conseguiu algum favor com ela.

― Com a frase “nenhum vampiro” você refere-se a si mesmo? – Elijah indagou de forma arrogante, fazendo com que Marcel elevasse os braços em rendição e soltasse uma risada debochada.

― Ok, você está mal humorado – o vampiro constatou o óbvio, exibindo um grande sorriso, como se o humor de Elijah interferisse minimamente no seu. – De qualquer forma, você pode tentar, eles geralmente não tomam partido na guerra entre vampiros e as bruxas do Quarter ou lobisomens.

Elijah olhou para a margem oposta do rio. Pensando como encontraria Katherine, talvez ousaria pedir dois favores a bruxa.

― Sua promessa de ajudar os vampiros ainda está de pé, Elijah? – perguntou Marcel, como se estivesse preocupado que o humor do vampiro transformasse sua personalidade em algo muito semelhante à de Klaus.

― Sei que está acostumado a lidar com a personalidade desonesta de meu irmão mais novo, Marcel, mas deveria saber que o mesmo não aplica-se a mim – Elijah parou a caminhada, olhou com firmeza para Marcel e sorriu minimamente. – Eu vou ajudar você e esses... Vampiros.

O resto da caminhada foi liderada por Marcel, uma vez que Elijah não conhecia o caminho até a casa da bruxa e assim que chegaram o vampiro mais novo partiu, alegando que Elijah não conseguiria nada se a bruxa o visse com aquela companhia. O original avançou até a porta e bateu algumas vezes.

Uma senhora de aparência frágil atendeu a porta.

― Em que posso ajudar? – ela perguntou, elevando uma sobrancelha e olhando Elijah de forma superior.

― Eu preciso conversar com Josephine LaRue – ele falou brevemente, numa entonação incerta. – Ela está?

― Está falando com ela agora mesmo – ela esticou a mão para cumprimentar Elijah.

O vampiro olhou para a palma envelhecida da mulher. Sabia que sua identidade seria revelada se a tocasse e que aquilo inspiraria algum tipo de relação de confiança. Então, ele esticou a própria mão num cumprimento mudo.

― Hmm, vampiro. Eu deveria saber – ela comentou, estivera de olhos fechados e finalmente os abriu enquanto retirava sua mão do aperto. Elijah sorriu da maneira mais gentil que conseguiu. – Sabia que seria revelado.

― Sabia – ele confessou, ainda sustentando um charmoso sorriso.

― E no entanto me entregou sua mão – ela inclinou um pouco a cabeça. – O que significa que deseja minha confiança – os olhos dela estreitaram-se um pouco.

― Eu seria arrogante se respondesse que sim, senhora...? – o modo como ele colocou as palavras deu a entender que ele pedia pelo o nome da bruxa.

― Josephine – ela respondeu. – Posso sentir o quão forte você é. Um dos Originais, eu palpitaria.

Elijah baixou a cabeça, como se reverenciasse os poderes da mulher a sua frente. Precisava fazer com que ela confiasse nele o suficiente para deixa-lo entrar.

― Elijah Mikaelson, as suas ordens – ele falou polidamente.

― Se eu ordenasse que você vá embora de minha propriedade, você iria, senhor Mikaelson? – a mulher de uma forma ligeiramente rude, que pegou o vampiro desprevenido. O silêncio permaneceu por um pequeno tempo e então a mulher continuou – Sei de sua fama, mas poupe-me de toda essa polidez e vá direto ao assunto.

Elijah engoliu a própria saliva, mas sentiu uma queimação forte em sua garganta. Estava faminto e precisava manter sua melhor pose naquele momento.

― Temo que minha educação é constante em minha existência, senhora – ele retrucou. – Precisamos conversar sobre Vincent.

― Oh, meu Deus. Elijah! O que está fazendo aqui? – Katherine surgiu a porta. Ao lado de Josephine.

Talvez aquela aparição tenha vindo para salvar Elijah da falha miserável que estava acontecendo entre sua comunicação com Josephine, mas ele não pode evitar estreitar os olhos perigosamente na direção de Katherine.

― Tenho certeza que Josephine será uma querida e deixará o mais nobre dos homens entrar para conversar – sem dúvidas Katherine estivera escutando. Certificando-se de que Elijah não estava ali para arrancá-la da casa a força, esperando para pronunciar-se no momento certo.

A bruxa soltou um muxoxo baixo, não concordava em deixar vampiro nenhum, por maior sua nobreza, entrar em sua casa.

― Pode entrar – ela falou, demorando para liberar a passagem para o vampiro.

Notas finais
Comentários?
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.