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7 Paper Airplanes and the Playlist


Notas iniciais
-OOOOOOOOOIIIIIIIII! -To tão ferrada...Deu problema! -Mas isso Eh outra história. -Aí meu Deus,vão comer meu couro. Com farofa e vinagrete. -Esse capítulo Eh pra Shirayukki Diva lacradora e pra Nightmare Arrasadora dazinimiga. -Perdão,eu acabei exagerando na flor de lótus. Quer uma? -Eu to tão frita...Me salva! -Agora vai,vai ler. Obrigada por existir. Obrigada por ler. Obrigada por não deixar minha mãe me chicotear amanhã. -Te vejo lá embaixo.

"Paper Airplanes And The Playlist"
Capítulo 5
POV Lost

Okay. Ótimo. Não falta muito.
"Eu acho...Mas e se faltar? Ah,droga..."
–Tá falando sozinha,Esquisitona?
–Pensei que tivéssemos parado com esses apelidos.
–Não tão cedo.
–Arg. Você eh um insuportável.
–Hm...
–Ai!
Eh...isso foi um grito. Por que...bem...eu tinha certeza que alguma coisa tinha voado no meu cabelo. Mas era um avião de papel muito bem feito,perfeitamente simétrico. E emaranhado no meu cabelo também. A gargalhada do desprezível do avestruz loiro estourava meus tímpanos,isso por que talvez,só talvez eu tenha tido um pequeno ataque de pânico. Por causa da benção do avião de papel que ELE lançou,só pra esclarecer. Assim que consegui tirá-lo do meu cabelo,eu quis rasgá-lo,mas ele era tão bem feito...então resolvi desfazê-lo,porque assim eu causaria mais estrago. Hehe.
Assim eu fiz,e descobri algo escrito ali.
Comecei a ler,com o Estúpido deitado na minha cama. Ousado.
Eu devia chutar...Ah,eu to me desviando do assunto,não estou? Desculpa. Tá...o bilhete,eh isso. O começo era algo como
"Ela precisa
Porque não pede?"
Enfim,ele arrancou da minha mão,então eu não terminei de ler. Mas contando as sílabas,era um haicai. 5 na primeira frase,7 na segunda,e 5 na ultima,como eu deduzi.
–Por que você tá lendo isso?
–Ué...Tava no avião.
–Eh. Num avião. Que você destruiu. E ainda leu o que não tinha que ler.
–Calma,parece uma galinha cacarejando.
–E você parece um...
Esperei ele terminar.
–Idiota.-Foi o que ele disse,e percebi que eu tinha ganhado a discussão.
–Enfim...Era um haicai,não era?
–Era. E particular. Pra mim. Não pra tu.
–Eu também escrevo haicais. Esse foi sobre o que?
–Sobre garotas chatas que não largam do meu pé,e leem os aviões de papel dos outros,e no fim a garota eh devorada por crocodilos e esmagada por hipopótamos.
–Hipopótamos? Tipo a Sra. Grant?
Ele tentou manter a cara de bravo,mas eu vi um sorriso nascer nos lábios dele.
–Aí não. Eh melhor fugir. Cara,isso já eh demais. Aí já eh desumano.
–Cala a boca!-Ele exclamou,mas estava rindo.
–Caramba...a cara dela eh um hipopótamo certinho...ela eh meio esquisita como humana,mas como hipopótamo ela eh até jeitosa. Não. Esquece. Não eh não.
–Que crueldade.
–Bem,de você eu só esperava isso mesmo,Cruella.
–Como ousa?
Já sabe no que deu. Ele fugiu,eu corri,pulei por cima dele e meia dúzia de ninjas pularam de trás de mim e me ajudaram a dar uma surra nele...Tá. Viajei. Desculpa. Nem posso acreditar que esqueci de dizer que eles estavam montado em unicórnios.
Ta,parei.
Acabou que a gente caiu no corredor,de cara no chão. Melhorou agora? Humpf...gosto mais da minha versão.
Basicamente,o que eu quero dizer com tudo isso,eh que começamos a os comunicar por meio de aviões de papel com haicais dentro. Era meio esquisito,e eu não lançava muito bem. (Ou conseguia fazê-los muito bem) na verdade,eu era um fiasco nisso tudo,mas vamos relevar a informação.
Quando a história toda da playlist começou,os aviões foram uma parte importante,então...achei melhor explicar,logo de uma vez. Mas eh agora que a história começa.
✈️✈️✈️
Quantas semanas eu já passei aqui? Já devem fazer 5 meses. 5 meses de morte. 5 meses de Hungry (Lê-se Estúpido). 5 meses de dúvida,de incerteza. De entendimento,também. Eu nunca iria à Disney. Nem veria Vombats. Ou escreveria alguma coisa,que os outros vissem. Nem sentiria meu coração bater de novo,e também não poderia ler um livro que eu comprei,apenas os que eu imaginava. E a minha família? Nunca mais jantar de natal. (Eu nunca comia nada,mas era natal. Tudo era especial pra mim no natal)
Nunca mais eu poderia segurar alguém que não estivesse tão morto quanto eu. O mundo seguiria em frente,e não se importava se eu ainda estava nele ou não. E as pessoas me esqueceriam e eu viraria pó em baixo da terra. Bem,meu corpo,pelo menos. Será que eu fui enterrada? Devo ter sido. Minha mãe nunca dava a mínima quando eu especificava os detalhes da minha morte.
Aí meu Deus.
Como eu morri?
Eu fui assassinada?
Eu fui violentada?
Eu me afoguei?
Eu passei fome?
Eu apanhei?
Ou,pior. " Será..." -Eu me perguntava.- "Será que eu me...não. Eu não faria isso. Mas...E se fiz? Existe a possibilidade de eu ter cometido suicidio?"
Basicamente,eu passei por uma crise meio louca. E chorava o tempo todo. E dormia muito. E chorava mais. E batia em Gry,mas isso eh um detalhe. Como eu sentia saudade do meu cachorro,por Deus.
Acho que eu estava vibrando mal,e finalmente me toquei que tinha morrido mesmo. Eu estava afetando os outros ao meu redor. E talvez até os que ainda estavam vivos. Não era o que eu queria,mas eu acho que estava deixando os outros do jeito que EU estava. O que não eh muito legal.
E por isso eu chorei mais.
Mas eh meio óbvio que eu não chorava na frente de todos. Só no chuveiro,quando ninguém escutava,em lugares vazios,embaixo da cama,debaixo dos cobertores. Basicamente,tudo o que eu fazia enquanto estava viva.
Acho que essa foi minha rotina até achar um aviãozinho de papel azul,e pensando ser uma mensagem de Gry,abri-o e só vi uma frase.
"Lean On Me"
Sem nenhuma assinatura. Nós sempre assinávamos a primeira letra do nome,então ficava algo como "G🐿" (sempre fazíamos um símbolo depois da letra,e o meu era uma estrela. "L⭐️")
Mas como era anônimo,não tinha nada escrito,fora a frase. (Não,jura?)
Pra resumir,era uma música. E eu conhecia a música,e era uma letra em auto-ajuda,mas era linda. No dia seguinte,encontrei um dentro da minha carteira de escola.
Abri o papel,também azul,e li: "Stand By You"
Se era a música que eu pensava que era,eu também conhecia,e também era muito auto-ajuda.
De novo,nenhuma assinatura.
Ao todo,foram 10 Bilhetes, todos com uma música. Alguns eu conhecia,outros não,mas todos num avião de papel azul. Se eu falei com Gry sobre eles? Bem,não exatamente. Ele me mandava esses aviões,ele exclusivamente,mas mesmo assim,eu fiquei com vergonha de estar errada e ele me chamar de burra. Eu guardava os aviões numa caixinha,embaixo da cama. No fim,esses foram os bilhetes:
•"Wake Me Up"
•"Fight Song"
•"Shirtsleeves"
•"Count On Me"
•"Shelter"
•"C'mon"
•"Young Volcanoes"
•"Home"
•"Home"
•"Home"
Esses três últimos eram três músicas diferentes chamadas "Home" . Pois Eh,pois Eh.
E acabou. Eu suspeitava do Gry,por que era meio óbvio. Mas 5 meses seriam suficientes,pra que ele me fizesse ouvir essas musicas? Até onde eu sei,5 meses não foram o bastante nem pra ele deixar de me odiar! Eh,eu admito que me diverti com ele,e eu dou risada de como ele odeia a Sra. Grant,que trabalha na loja-de-tudo. (Só eu chamo assim,mas a loja não tem um nome certo. Eh só "Loja". Todas as vezes que vamos à rua da Colheita,que nós apelidamos carinhosamente de "Feira dos infernos",e passamos pela loja pra ver se conseguimos comprar os benditos doces que tanto queremos,a hipopótamo Grant sobe o preço da bala. O que,eh de se esperar,causou um profundo ódio de ambas as partes.) eu geralmente me divirto com os apelidos que ele inventa pra ela,ou com peças que ele prega (que sempre acabam em encrenca para -pausa dramática- mim.)
E tudo mais. Só que não acho que ele me considere nem amiga,só alguém que divide o beliche com ele. Não acho que ele eh do tipo meloso,de qualquer forma.
Enquanto arrumava os aviões em ordem cronológica na minha cama,Gry abriu a porta dizendo:
–Oi Esquisitona. Sabia que se você não se apressar,a professora vai dar um "Súbito" na sua cara?
–Haha,engraçado. Eu já estou indo,só preciso guardar os aviões.
–Aviões?
–Do forró.
–Eh o que? O que eh isso?
–Nada. Não deu pra evitar. Enfim,eu venho achando esses aviões já tem um tempo,e o papel eh seu,mas são só musicas,e não acho que você tenha colocado eles pra mim.
–Eh,não fui eu não. Mas eu também tenho recebido aviões seus. Aqui!
Ele foi até a escrivaninha de madeira (que,detalhe,era dividida por horário pra nós quatro.) e pegou a mesma quantidade de aviões que eu ganhei.
–E agora? Quem tá mandando isso? Não eh você,eh? Eh sério,se isso for uma pegadinha...
–E se for?
–Bem...Sei lá. As músicas são boas.
–Eh,mas não fui eu que mandei,já disse,seu chato.
–Tá bem então. E agora,mal-humorada?
–Ta...Olha,só nós sabemos sobre os aviões e os haicais,eu não troco eles com mais ninguém. Então ou eh alguém que conhecemos ou são as Estrelas com alguma lição de vida pra nossa "evolução espiritual".
–Eh. Mas a Sad ou o Ely sabiam sobre os aviões?
–Sei lá ué. Ela nunca me perguntou. Vai falar com eles e perguntar.
–Porque eu?
–Porque você eh loiro.
–E daí?
–Sei lá insuportável! Só vai logo.
–Será que eu consigo mandar uma mensagem mental?
–Do jeito que o Ely eh retardado,talvez.
–E o que tem a ver?
–Você já tá me enchendo a paciência! Eu sei lá o que tem a ver.
Foi nessa hora que escutamos um barulho.
–Gry...
–Shhh.
–Mas...
–Cala a boca,burra!
–Humpf.
Ele andou até a escrivaninha,mas parou lá.
–Eu jurava que o barulho tinha vindo daqui.
–E se eh a pessoa que esta mandando os aviões?
–Fica quieta!
–Atrevido.
–Insuportável.
–Chata.
–Mandão.
–Cara de sapa.
–Eu? Você eh que parece um avestruz!
–E você parece um tubarão!
–Como assim?
–Sei lá.
–Eu não sei se sou fã de tubarões. Eu tenho um pouco de pânico,na verdade.
–E você acha que eu dou a mínima?
Foi quando uma garotinha caiu em cima do Gry,direto do beliche de cima.
Ela gritou,e Gry também. Eu fiquei lá,dando risada porque ela tinha caído na hora certa.
–Bem feito pra você!
Eu andei até ele e estendi a mão.
–Obrigado. -Ele resmungou,mas eu desviei a mão e ajudei a garotinha a se levantar.
–Caramba! Você eh muito vingativa.
Dei uma risada maléfica.
Então,depois de a garotinha levantar assustada,ajudei ele,que me deu um empurrãozinho.
–Qual eh o seu nome?
Ela não respondeu.
–Eu sou Lost. Esse eh o Estupido. Opa,O Hungry.
–Eu...
–Cala a boca Gry,deixa ela falar.
Ela ainda não respondia.
–Você quer escrever o seu nome,então? Pode escrever,eu não vou rir.
–Olha,aqui tem papel,e eu acho que tenho um lápis na minha mochila...
–Rejected.
–Ah...Rejected?
Ela abaixou a cabeça.
–Então você foi rejei...
–Cala a boca,idiota.-Falei.
–Rejected eh bem comprido. Eu vou te chamar de Jackie.
Ela continuou em silêncio.
–Eu acho legal. Você...Esquilos!
–Hã? -Gry virou pra mim com uma cara estranha.
–Você eh um esquilo,sabia Gry? Ou um rato?
–Você eh louca!
–Vocês são irmãos?-Ela perguntou,finalmente.
–Não. Se fossemos,ele seria adotado. Ele eh estranho.
–Vocês são amigos,então?
–Eh. -Ele respondeu.
–Nós somos?-Perguntei.
–Você eh uma chata,mas eu acho que te considero uma amiga. Mas se contar pra alguém eu te mato.
–Tá bom.
Ficamos em silêncio,enquanto eu pensava. E eu não admitirei nunca,nem sob ameaça de morte,mas eu fiquei feliz de saber que ele me considera uma amiga.
–Foi você que mandou esses aviões?-Disse mostrando pra ela os aviões.
–Não,desculpe. Eles são fofos. Você não vai dizer se o considera um amigo?
–Eu não dispenso amigos,Jackie. Nem Estupidos como o Gry. Eu já passei tempo demais sozinha pra recusar qualquer um.
Ela sorriu pra mim.
–Nastya não me falou sobre você. Vamos,eu vou te colocar na aula,e hoje você pode sentar comigo. Ou,eh claro,você pode sentar com o Gry. Ou quem você quiser. Eu sou meio chata mesmo,não precisa ficar me suportando. Eh só dizer se eu estiver sendo chata...
–Não,eu quero sentar do seu lado. Se você deixar.
–Ah! Claro. Tudo bem.
–Ué,e eu?
Eu acho que Gry pensou que eu fosse mandar ele se virar,porque a cara dele era de incredulidade com minha delicadeza,mas em minha defesa,eu juro que sou legal. Eu sou. Eu tento. Eh só que eu sei como eh se sentir triste,e não quero que ninguém se sinta assim.
Não eh muito legal ficar triste.
Ou sozinho.
–Eu arranjo um lugar pra você sentar,tá? Eu te compenso depois. Eh só pra Jackie se enturmar,e aí eu arranjo um lugar que ela goste,e você volta pra sua cadeira,Okay?
–Hã...Tá...Eu...
–O que?
–Eu me sentiria muitíssimo mais confortável se você dissesse "Se vira".
–Bem, então "Se vira!".
Eu caminhei com os dois até a aula,e Jackie me disse que tinha 8 anos. Ela era muito tímida,magrela e quieta. Ombros de cabide,pernas de arame. Olhinhos brilhantes e sorriso esfomeado. Ela tinha os cabelos mais lindo que eu já tinha visto,e a coisa que ela mais gostava no mundo era de -Pausa dramática- plantas. Ela amava qualquer coisa que saísse da terra. Exceto os zumbis,claro. Não dá pra gostar muito deles sabendo que eles quase mataram a Clementine umas mil vezes,apesar dela ser fofa demais.
Ela (Jackie,não a Clem) e apaixonada por qualquer coisa que traga cor. Ela quer ter uma estufa enorme quando crescer.
–Mas eu morri...Então presumo que não possa mais ter a estufa.
–Eh...E eu não posso mais ir à Disney.
–Eu sempre quis ir!
–Sério?
–Sim!
Não preciso dizer que começamos a falar sobre Disney o caminho todo até a aula (pra qual eu já estava atrasada), e Gry passou no teste do "Você eh um ser humano que presta?"
Ele começou a falar de como Disney esteve presente na vida dele desde o início.
Ou seja...SIM! ELE PASSOU!
E,sim... Cheguei atrasada e levei um "Súbito" na cara.
Jackie sentou comigo,e agora ela já tem um lugar garantido pra sentar,com um garoto da minha sala,que senta na diagonal de Gry. Dez,eu acho. Eh de Desperate.
Sacaram? (Dez)perate.
Só posso dizer em relação à tudo isso uma coisa. Ou duas.
1-Nós só descobriríamos a verdade sobre os aviões de papel muito tempo depois. E assim o caso foi esquecido.
2-Nós ainda não conseguimos nenhuma bala da hipotálamo Grant...

Notas finais
-Hey. OH HAPPY TRÊS,OH HAPPY TRÊS...OH JESUS QUATRO,OOOH JESUS QUATRO! -Desculpa! -Adios! (Ps:A imagem da Jackie deve chegar...se eu sobreviver.)