Wentworth

22 Capítulo 22 PLÁGIO É CRIME! ALÉM DE SER MUITO DESAGRADÁVEL!!!


Notas iniciais
Mais um capítulo para vocês, curto, mas espero que gostem.

PLÁGIO É CRIME! ALÉM DE SER MUITO DESAGRADÁVEL!!!

WENTWORTH

Estava em frente ao presidio, hoje era o dia de visita, estava tentando tomar coragem para visita-la, mas estava com medo, apertei minha mão em um punho e entrei decidida, eu falaria com ela de uma vez por todas, fui escondida da minha família, todos achavam que eu iria ao shopping, entrei pela porta do presidio e logo fui ao balcão, onde estava um policial.

— Com licença — disse e ele me olhou — eu estou aqui para visitar alguém.

— Ok, mas primeiro eu preciso ver seus documentos — disse e eu entreguei meus documentos — antes de entrar você precisa passar por uma revista — disse e eu arquei a sobrancelha — sem ofensa senhorita, apenas é para a segurança — disse e eu acenei em entendimento, ele colocou todos os meus dados no computador e me devolveu meus documentos — prontinho, pode ir para aquela porta — disse apontando — uma oficial vai te revistar e te levar para quem queira visitar.

— hum... só mais uma pergunta — disse e ele me olhou — a visita pode ser em particular? — perguntei e ele logo me olhou com um sorrisinho malicioso e eu o olhei confusa.

— sim, a visita íntima é permitida aqui — ele disse e eu arregalei os olhos, logo ia falar, mas eu pensei e seria melhor eu encontra-la sozinha, sorri de volta e agradeci e logo fui para porta indicada, uma oficial me revistou e eu quase morri de vergonha, me levaram em um quarto e disseram que iriam chamar Quinn.

Eu estava com muito medo, mas ao mesmo tempo ansiosa em conhecer minha irmã, agora que eu sabia que ela não era aquela assassina impiedosa e iria tirar minhas duvidas.

POV Quinn

Hoje era dia de visita, estávamos no patio enquanto algumas presas eram chamadas para encontrar sua visita, eu apenas estava sentada com Santana e Brittany esperando terminar as visitas, já que não tínhamos ninguém para nos visitar, apenas a Brittany, que as vezes sua irmãzinha à visitava, mas hoje ela não veio, Rachel estava perto da gente, nos trocávamos olhares a toda hora, sorrindo, piscando e mandando beijos discretamente como bobas apaixonadas, Santana como sempre fazia piadinhas e Brittany ria.

O portão que dava acesso ao patio abriu e eu não dei atenção, pois deveria apenas ser para chamar alguma presa.

— Charlie Quinn Fabray visita íntima — gritou um guarda me fazendo assustar e arregalar os olhos, Santana me olhou maliciosa e Brittany me olhou sem entender, olhei para Rachel e me assustei ela estava com um olhar raivoso, logo ia falar mas fui interrompida — Fabray visita íntima! — gritou novamente, mas que merda precisa gritar ''visita íntima'' tão alto! uma mão pegou firme em meu braço me fazendo levantar e me assustando, olhei e era Rachel ainda com os olhos em raiva, ela começou a me arrastar para o portão e eu olhei para trás, Santana passava o dedo em sinal de morte no pescoço e eu apenas engoli em seco.

— Pode deixar que eu a levo, aonde é? — disse Rachel para o oficial que me levaria, ele me algemou com as mão na frente e os meus tornozelos, colocando uma corrente que liga a algema da mão com as dos pés e a indicou e deu um número do local onde minha visita estaria, ela me puxou com força pelas correntes, quase me fazendo cair no chão por estar acorrentada, andava com a cara fechada e não dizia nenhuma palavra para mim.

— Rachel não é nada do que você ta pensando, deve ser um engano, eu não tenho ninguém para me visitar, minha família me odeia e eu fui presa com 14 anos, não tem como eu ter uma amante ou sei lá o que você ta pensando — disse e ela me fuzilou com o olhar e puxou de novo minha corrente com força, dando a entender que ela não acreditou em nenhuma palavra que falei, Rachel quando estava com ciumes era irracional e impulsiva, não tinha nada que falasse que a mudaria de ideia, ela me levou para um corredor, com portas normais de madeira e todas tinham números em cima, até achei estranho, pois naquele lugar só tinha grades, me levou a frente de uma que tinha o número 6, a abriu e entrou junto comigo, me virou pra ela com força e olhou o quarto semicerrando os olhos eu logo ia olhar para trás, mas ela me virou com brusquidão pelas correntes novamente e eu a olhei incrédula, as algemas já estavam começando a machucar, ela as abriu e me liberou, fechou a porta e ainda ficou no quarto olhando algo atrás de mim e cruzou os braços encostando as costa na porta, logo lembrei da minha visita, virei e assim que olhei, senti minha respiração falhar, estava paralisada, não podia ser, não... deve ser outra pessoa era... era a... minha irmã...

— Oi Quinnie — disse chorando e eu logo senti minhas pernas ficarem bambas e cai de joelhos, lagrimas desciam pelo meu rosto, comecei a tremer, era a minha irmã... isso deve ser um sonho, Frannie esta morta, ela esta morta...

POV Rachel

Estava furiosa uma vadia veio ter uma visita intima com a minha Quinn, sim! minha só minha, eu me prontifiquei em leva-la para onde essazinha tava e logo que entramos, avaliei a cretina semicerrando os olhos, ela parecia muito com a Quinn, só que bem mais baixa, tinha os olhos azuis e os cabelos loiros iguais o da Quinn, ela era linda, assim que Quinn viu que eu olhava para trás dela, ela iria virar, mas a puxei para mim com brusquidão e ela me olhou incrédula, eu não podia deixa-la sozinha com aquela mulher linda no quarto, soltei suas algemas e fechei a porta e encostei nela mesma, cruzando os braços e encarando a mulher que parecia que estava congelada no lugar e tinha lagrimas nos olhos, assim que Quinn se virou ela paralisou igual a mulher que agora a encarava.

— Oi Quinnie — disse a mulher com a voz baixa e chorosa fazendo eu me esforçar para ouvi-la.

Estava mais confusa o possível, Quinn começou a tremer e estava pálida, ela caiu no chão de joelhos colocou as mãos no rosto e chorou, logo veio uma onda de preocupação, a mulher loira que também olhava preocupada para Quinn, foi em sua direção, caiu de joelhos e ficou sem o que fazer, parecia que não sabia se abraçava ou não.

POV Frannie

Assim que Quinn me olhou e eu vi aqueles olhos que jamais esqueceria, uma onda de memorias veio e eu comecei a lembrar de tudo, da minha mãe, do meu pai e dos assassinos, que incriminaram minha irmãzinha, de Sarah, que até hoje se faz de minha amiga aquela cretina, comecei a chorar, Quinn estava me olhando paralisada com lagrimas nos olhos, ela tremia e estava pálida, ela caiu ajoelhada no chão com as mãos no rosto e chorou mais ainda, logo fui em sua direção e me ajoelhei em frente à ela e eu não sabia se a abraçava ou não, a policial que a acompanhava estava na sala ainda, mas eu não me importei. Assim que Quinn percebeu que eu estava em sua frente, tirou as mãos do rosto e olhou para mim, bem nos fundos dos meus olhos, ela colocou as duas mãos no rosto e analisava milimetricamente meu rosto e logo chorou mais ainda encostou a testa junto com a minha e fechou os olhos.

— é você mesmo, é você Fran? — disse baixo com a voz falhando, eu segurei seu rosto também e a afastei limpando suas lagrimas com os dedos, sorri e beijei sua testa.

— sim, sou eu pirralha, achava que iria se livrar de mim tão cedo — disse brincando e acariciando seus cabelos, ela estava tão linda, aos poucos minha memoria voltava, memorias de quando eramos crianças, quando brigávamos, quando ela me trazia sorvete quando estava triste com algum namorado e eu fazia ela assistir filmes românticos e dramáticos junto comigo mesmo ela odiando, quando ela me acompanhava na volta da escola, preocupada com a minha segurança, mesmo ela sendo mais nova, as memorias me bombardeavam de alegrias e tristezas daquele dia horrível que presenciamos, Quinn me abraçou e chorou com a cabeça enfiada em meus cabelos, como quando fazia quando eramos crianças, Quinn sempre foi mais alta que eu, sempre me protegeu e sempre queria me agradar, como pude esquecer da minha Quinnie e ainda acreditar nas baboseiras daquelas pessoas que a chamavam de assassina, psicopata e estupradora.

— não... não pode ser você, você mo... rreu — disse tirando a cabeça do meu cabelo e me olhando nos olhos — eu vi, você estava morta quando te encontrei Fran, eu.. eu não consegui te salvar — disse agora soluçando igual uma criança.

— hey eu estou aqui — disse pegando sua cabeça a fazendo me encarar — sou eu, sua irmã, sua Fran e eu nunca mais vou deixar você sozinha — disse agora derramando mais lagrimas ao pensar o que ela passou depois que fiquei em coma — eu vim te tirar desse lugar — disse e ela abriu mais os olhos em surpresa e me abraçou — vim te salvar — disse beijando sua cabeça.

— como você não... não morreu? — perguntou abafado, pois sua cabeça estava em meu ombro, sentia meu ombro molhar com suas lagrimas, ouvi um barulho e logo lembrei que a policial ainda estava lá, olhei para ela e arregalei os olhos, ela chorava e tinha a mão na boca, assim que não respondi, Quinn se afastou e olhou para onde eu olhava, assim que viu que a policial chorava a chamou, a policial se ajoelhou do lado dela e a abraçou e me olhou.

— você é a irmã da Quinn mesmo? — perguntou e eu assenti sorrindo, quem era aquela mulher, parecia que amava minha irmãzinha, a abraçava fortemente e sussurrava palavras carinhosas.

— sim, no dia que houve aquele... — limpei a garganta — no dia que aconteceu aquilo, eu bati minha cabeça e fiquei em coma por 4 anos — disse e Quinn me olhou — mas assim que acordei perdi minha memoria.

— Mas como você se lembrou de mim? — perguntou Quinn.

— No inicio, assim que sai do hospital, nossa família, encheu minha cabeça de coisas, disse que você... você matou nossa família e me... estuprou — disse e Quinn negou rapidamente.

— Não! eu não fiz nada disso — disse desesperada pegando minhas mãos e olhando nos meus olhos chorando — acredite em mim, eu nunca machucaria vocês, eu os amava demais, eu te amo demais, nunca te machucaria por nada — disse e eu acenei sorrindo.

— Eu sei — disse e ela me olhou surpresa — à poucos dias comecei a ter sonhos mais completos, que logo percebi que não eram apenas sonhos e sim lembranças, mas assim que te vi eu lembrei de tudo — disse sorrindo tranquila, Quinn passava paz para meu coração, sempre passou desde quando eramos crianças — primeiro vim aqui para confirmar que meus sonhos eram verdadeiros, mas assim que te vi, tudo esclareceu e eu lembrei de tudo que esqueci, mas fico triste por lembrar tão tarde e fazer você sofrer nesse lugar — disse e ela sorriu e pegou meu rosto beijando minhas bochechas e minha testa.

— eu estava sem esperanças — disse — eu... eu estava perdida, mas — ela olhou para a policial que ainda estava prestando atenção em nossa conversa, que sorriu para ela e acariciou seu rosto com amor — eu conheci a Rachel e a Emma e percebi, que não estava tão só — disse beijando os lábios da policial arregalei os olhos e ela riu — estranho não é? — disse — uma policial acreditar em uma presa — disse e Rachel riu baixinho — ainda mais uma presa confusa como eu — disse — mas mesmo assim acreditou, mesmo todos me julgando, por isso que as amo, e se não tivesse sido presa nunca conheceria o amor da minha vida — disse sorrindo para policial que sorriu e a beijou carinhosamente eu a olhei sorrindo engolindo o choro — e ainda tenho você, minha irmã que tanto amo — disse sorrindo e pegando minha mão — esse é o dia mais feliz da minha vida — disse e eu sorri.

— O meu também — disse e logo nos abraçamos de novo, olhei para Rachel que sorria e peguei sua mão — Rachel não é — disse e ela acenou — obrigada — disse e ela me olhou confusa — por cuidar da minha pirralha aqui — disse bagunçando os cabelos de Quinnie e abraçando sua cabeça ela logo fez um bico, fazendo eu e Rachel rir.

Continua...

Notas finais
ficou meio curto, mas espero que tenham gostado, desculpa terminar assim, mas só fiz hoje, pois queria tirar um pouco a ansiedade de vocês do reencontro da Quinn e da Frannie. Eai gostaram do reencontro, se gostaram comentem e se não gostaram, comentem também para me ajudar a melhorar. Desculpe qualquer erro ortográfico. Obrigada por ler minha fic. bjos...
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.