Wentworth
13 Capítulo 13 PLÁGIO É CRIME! ALÉM DE SER MUITO DESAGRADÁVEL!!!
Notas iniciais
PLÁGIO É CRIME! ALÉM DE SER MUITO DESAGRADÁVEL!!!
Quinn
Eu tinha que me explicar, mas elas não iriam permitir, até Emma não acreditava mais em mim, minhas lagrimas não paravam de sair, lembrei de Rachel chorando, me senti um verdadeiro monstro, senti tanta raiva, que nem vi quando soquei a parede forte,repeti muitas vezes os mesmo movimento até sangrar, isso que eu merecia a solidão eterna sem pais, sem irmã, sem Emma e sem Rachel, todos que estão a minha volta se machucam de alguma forma, que me faz querer me matar, sentei na cama com a cabeça abaixada e vi o canivete de Santana no chão, o peguei e direcionei para meu pescoço, se eu fizesse isso a dor iria embora, nunca mais machucaria ninguém e ninguém iria sentir minha falta, fechei os olhos e pressionei a ponta do canivete em meu pescoço, já sentindo perfurar minha pele, se cortasse minha artéria seria rápido, poderia agonizar alguns segundos até morrer, mas é isso que eu merecia nem um pingo de misericórdia nem mesmo na minha morte, uma morte covarde e fraca, pressionei mais forte.
Rachel
Estava indo buscar Quinn, para leva-la para enfermaria, mesmo Emma e eu estarmos magoadas, quando nós vimos ela estava sangrando, e Santana também não era flor que se cheire, no começo ficamos assustadas com a imagem de Quinn sendo bruta com Santana parecendo tentar estuprá-la, mas depois percebemos que Quinn começou a chorar, se arrependendo do que fez, mas mesmo assim eu e Emma estávamos muito decepcionadas para pensar em algo e batemos nela, depois que Emma parou de chorar, ela disse que queria pedir desculpas para Quinn, mas eu não permiti, pois a culpada desse problema todo era Quinn. Quando cheguei em frente a sua cela, me desesperei Quinn estava com os olhos fechados e um canivete em seu pescoço que já estava começando a sangrar, se ela pressionasse só mais um pouco poderia perfurar alguma veia, quando eu vi que ela estava colocando mais forçar gritei.
— Não! — ela abriu os olhos assustada, meus olhos arderam ela estava tentando se matar — solte isso, Quinn! — seus olhos marejaram e ela começou a chorar, rapidamente abri a grade, ela tirou o canivete do seu pescoço e eu suspirou aliviada dei um tapa em sua mão que a fez soltar o canivete — você esta louca pirralha — disse dando um croque em sua cabeça, ela olhou para meu rosto e não segurou o choro e os soluços altos.
— Me perdoe, eu... eu — chorou mais ainda, afaguei seus cabelos para acalma-la, ela olhou em meus olhos com os olhos marejados como uma criança e sorri e ela me olhou surpresa e abraçou minha cintura escondendo o rosto em minha barriga — pensei que me odiasse — disse com a voz embargada.
— eu não te odeio só fiquei decepcionada com você — disse e ela levantou a cabeça para me olhar a olhei séria e ela se encolheu — o que você fez foi muito errada, mesmo que a Santana te provoque você não tem o direito de fazer isso.
— me desculpe, é que ela entrou aqui e começou a brigar comigo e depois falou da minha irmã e de você, dai eu fiquei com raiva e nem vi mais o que estava fazendo. — sorri ela tinha feito aquilo por mim.
— o que ela disse de mim?
— disse que você era uma vadia e estava dando para mim — disse fazendo cara de brava, não contive e soltei uma risada — o que? por que você ta rindo? — perguntou me olhando confusa.
— só achei bonitinho você me proteger — ela sorriu e suas bochechas ficaram coradas — mas isso não justifica o que você fez — ela assentiu e me olhou triste.
— a Emma me odeia? — eu acariciei seu rosto e ela ficou mais vermelha, assim como eu, quando eu percebi o que fazia, tirei a mão de sua bochecha e me distanciei um pouco.
— não sei, por que você mesma não pergunta pra ela — ela me olhou confusa e eu achei super fofo o que me fez sorrir — vamos para enfermaria a Santana já foi examinada — ela se levantou e estendeu os braços, a algemei e fomos para a enfermaria — espera aqui fora vou perguntar se você pode entrar — ela assentiu e eu entrei.
Emma ainda estava com os olhos vermelhos, ela me olhou e deu um sorriso triste.
— Emma, Quinn esta aqui — me aproximei dela e falei mais baixou — Emma ela tentou se matar — Emma me olhou assustada.
— O que? por que ela fez isso! — disse exaltada e ao mesmo tempo preocupada.
— Quando eu cheguei em sua cela ela estava com um canivete no pescoço, estava quase perfurando e ela acha que a odiamos — Emma me olhou surpresa.
— Mande-a entrar — assenti e chamei Quinn.
Emma
Quinn entrou de cabeça baixa, estava com muita raiva dela tentar se matar, essa menina idiota perdeu o juízo, mas estava muito arrependida de ter chamado ela de monstro, será que era por isso que ela tentou se matar, eu e Rachel eramos as únicas que fazia ela se sentir bem, mas nos duas enlouquecemos quando vimos ela com Santana, ela sentou na maca ainda olhando para o chão, mesmo que eu esteja com dó, ela não merece, ninguém mandou fazer besteira, vi que seu ombro sangrava e peguei algodão e um remédio para limpar.
— vai arder então fique quieta pra ir mais rápido — disse seca e ela apenas assentiu.
Rachel nos observava, olhei para ela e ela apontou pro próprio pescoço, a olhei confusa dai ela fez o mesmo movimento e apontou para Quinn, assim que vi o pescoço de Quinn sangrando me desesperei, era fundo e comprovava que se Rachel não impedisse com certeza ela se mataria, fiquei com mais raiva e passei com força o algodão no seu ombro, ela gritou de dor.
— Ai isso arde para caramba, Emma eu sei que você me odeia por ter feito aquilo com Santana, me desculpe, mas isso arde pra caramba, eu prefiro mais seus tapas do que isso.
— Cala a boca! — ela me olhou assustada — por que você tentou se matar sua imbecil — disse e dei um tapa na sua cabeça, ela olhou para Rachel que deu um sorriso amarelo.
— Se eu não estivesse aqui, vocês não sofreriam tanto e não chorariam por causa de uma idiota igual a mim e ninguém sentiria minha falta, sou apenas um lixo que suja a vida dos outros — sua voz ficou embargada e ela começou a chorar, eu olhei para Rachel que estava com os olhos cheios de lagrimas, senti meus olhos arderem, eu não acredito que em um segundo duvidei de Quinn, pensei que ela era mesmo uma assassina. Rachel veio em nossa direção e abraçou Quinn, que retribuiu o abraço ainda chorando, Rachel beijo a testa de Quinn a confortando e eu logo a abacei também, no começo ela ficou surpresa, mas logo retribuiu.
— você nunca sujou minha vida Quinn — eu sorri e ela sorriu também e olhou para Rachel, que também sorria.
— vocês me perdoam? — disse com olhar de cachorrinho que caiu da mudança, baguncei seu cabelo como sinal que estava tudo bem e Rachel deu um beijo em sua bochecha fazendo as duas corarem e eu comecei a rir — Obrigada — disse Quinn que me abraçou e depois abraçou Rachel, que me fez rir com o jeito desconcertado que se abraçaram.
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