Well, You Just Cant Tell

5 Cap. 5 – Ok... I need your help, but just today.


Notas iniciais
Desculpa, desculpa, desculpa... Eu falei que ia postar ontem à noite, mas eu não sei o que aconteceu, só sei que cheguei em casa, fui jantar, fui falar uma coisa pra minha mãe, toquei violão e depois acordei na manhã seguinte. Muito tenso... Não sei o que aconteceu meeesmo. E não, eu não usei drogas e nem bebi dessa vez hahaha. Tá aí o quinto capítulo.

PDV Michelle

– O que aconteceu? Perdeu alguma coisa na minha cara? – perguntou grosseiramente.

Eu apenas suspirei assentindo negativamente e retomando meu caminho até um bar que conseguia bebidas, mesmo sendo menor de idade.

– Michelle, Michelle... – o cara gordo de bigodes acenava negativamente — O que você quer aqui de novo garota?

– O mesmo de sempre... Jack.

– Vou me ferrar ainda por sua culpa.

– Vai não...

– Você tem aqueles DVDs ainda? – dei um sorriso malicioso, confirmando – Se bem que o que eu queria mesmo era você na minha cama, sem roupinha... – ele falou, desmanchando meu sorriso na mesma hora.

– Vai se foder, Paul. – falei enquanto ele entregava a garrafa de whisky.

– Tudo bem... Os DVDs já estão de bom tamanho.

Paguei minha garrafa de Jack e sai pela rua tomando. Quando cheguei a um lugar menos movimentado, sentei na quina da calçada e peguei as três seringas de heroína. Dei mais um gole no whisky e peguei a primeira seringa. Eu já estava tonta por conta da bebida.

– Essa... É por eu ser tão insignificante... – falei injetando a primeira e começando a sentir alterações. Abri à segunda – Essa... É por eu ter sido uma péssima amiga para o Jeff. – eu já sentia tudo ficar confuso. Peguei a terceira – Essa... hmmmm... É... Por eu ter nascido... – mas antes mesmo de eu conseguir enfiar a agulha, alguém retirou a seringa rapidamente de minhas mãos.

– VOCÊ ESTÁ LOUCA? – ouvi a voz distorcida e comecei a rir. – Nossa... Olha o seu estado... – a voz dizia.

PDV Willam

– WOW! Olha! Você teeeeeeem uma... DUAS! DUAS CABEÇAS! – ela falava completamente drogada. – NÃO! EU QUERO O JEFF! CADE O JEFF?

– Calma! Eu não tenho duas cabeças e o Jeffrey não esta aqui... – falei apenas por falar, afinal, ela estava completamente dopada para entender uma palavra.

– Ah... Eu sinto falta do Jeff... – falou começando a chorar e a repugnar. Ela ia vomitar.

– Ei, ei, ei! Calma! – falei a ajudando a ir até o gramado. Segurei os seus cabelos enquanto botava tudo para fora. Quando ela terminou, parecia estar, não mais sóbria, mas mais comunicável. – Vem cá... Deixa eu te levar para casa... Onde você mora?

– Não... Casa... Você... Saber... – “mais comunicável”.

– Hã?!

– Casa... Você... Não... Pod... Hm... Saber.

– Ah, entendi... Não posso saber onde é sua casa? – perguntei como se fosse pra uma criança. Ela assentiu.

– Eu... Não... Ajuda... Sua.

– Ah sim, aquela história de não precisar da minha ajuda... Claro. Você quem manda. – falei largando-a escorada no poste e virando de costas ameaçando sair, quando ela abriu um berreiro.

– R-R-R-R-RUUUIVO! TO COM MEEEEEDO! TEM MOOOOONSTROS AQUI! – gritava desesperada. Fui até ela outra vez, ajudando-a a se levantar.

– Você quer que eu te ajude então? – ela assentiu confirmando. Pus meu braço em sua cintura e o seu braço em meu pescoço, pegando a garrafa de Jack com minha mão livre. – Isso, boa garota. Agora me diz onde é sua casa.

Ela foi apontando e eu fui a guiando, com medo de me perder e chegar a lugar nenhum, afinal, ela estava bêbada e drogada. Chegamos a uma casa de dois andares, muito bonita. Era a casa dela. Parei na porta, ainda a segurando.

– Onde está a chave Michelle? – ela riu – Michelle... Que merda! Onde está a maldita chave? – perguntei irritado.

– Tá... Argh... Vou... Vo...

– Puta merda. – falei a levando para a grama ligeiro – Vai vomitar outra vez. – dito e feito. Depois de ter praticamente posto o estomago para fora, a levei para a entrada de casa outra vez.

– Tapete... – ela começou, sem conseguir terminar a frase.

– (?)

– Chave...

– Ah... – falei me abaixando para, finalmente, pegar a maldita chave da casa. Abri a porta e me deparei com uma linda sala. – E agora... Michelle? – a chamei. Parecia estar dormindo em meu ombro.

– Hm?

– Seu quarto é onde?

– Cima...

– Merda! Olha... Vou te pegar no colo, só colabora, por favor. Não quero cair da escada e me matar.

– Eu não... Preciso de... Ajuda... – parecia estar ficando mais sóbria.

– Ah não... – debochei – Magiiina! Cala a boca e deixa eu te pegar no colo. – ela não falou mais nada nem rejeitou, e assim fiz. Peguei-a no colo e subi as escadas com muito esforço e cuidado. – E agora? – perguntei, já lá em cima. – Qual seu quarto? – ela apontou uma porta com a cabeça e fui até lá, abri o quarto e a levei até a cama. – Pronto... – disse quando ela deitou e fechou os olhos – Está entregue... – me virei para sair, mas senti uma mão na minha, me segurando.

– Fica... Preciso da sua ajuda... Só por hoje, Jeff. – ela parecia estar dormindo, mas eu não tinha certeza. A única certeza que eu tinha era que ela estava tendo alucinações. Me acoquei ao seu lado. – Não solta minha mão... – ela sussurrava – preciso sentir você aqui... – aquilo estava ficando constrangedor.

– Er... Michelle, eu não sou o Jeff, sou o Bill, o ruivo que você odeia, lembra?

– Jeffrey... Eu te amo, não vai embora. Se você for... Vou tentar me matar outra vez. – ela ameaçava, com os olhos fechados. – Eu te amo tanto... Se você soubesse, não me deixaria sozinha.

– Tudo bem... Eu vou ficar aqui mais um pouco até você dormir...

– Eu te amo... – revirei os olhos. Aquela noite ia ser longa.

Fiquei ouvindo mil e uma declarações de amor para Jeffrey, e ela não dormia, nem mesmo eu agüentei e cai no sono. Tive pesadelos e mais pesadelos. Também, dormi sentado com as costas apoiadas na cama e com a mão de Michelle por cima de minha cabeça.

[...]

– Ei?! – Ouvi um sussurro gritante seguido de tapinhas irritantes em minha cabeça.

– Ah, vai se foder, me deixa dormir! – falei.

– Cala boca seu idiota! O que você está fazendo aqui? – era Jeffrey.

– Porra! Onde eu est... Merda! Não voltei pra casa! Que horas são?!

– SHHHHH! Michelle está dormindo! São sete e quinze. – olhei para ela com raiva.

– Porra! Essa menina só me trás problemas, vou te dizer. – disse me levantando do chão – AHHHH, minhas costas! Cacete!

– Você pode me explicar o que está acontecendo aqui? – Jeffrey perguntou irritado. Peguei o braço de Michelle que estava apagada e levantei, deixando as marcas da agulha a mostra.

– Heroína foi o que aconteceu! E se não fosse por eu ter seguido ela, estaria morta. Agora quem está ferrado sou eu. Minhas costas doem, estou sem meu material pra escola e já está quase na hora de ir, não fui pra casa ontem à noite, resumo: Meus pais vão me matar! Essa garota só fode com a minha vida! – ele mal ouviu o que eu havia dito. Estava parado ao lado de Michelle a observando com cara de choro.

– Foi tudo minha culpa... Desculpa Bill, mesmo... – revirei os olhos com mais raiva ainda.

– Quer saber, vai se foder você também, e mais! Não fala pra ela que eu ajudei, ela não vai lembrar, diz que foi você.

– Nossa! Você está irritadinho!

– Não foi você que passou a noite cuidando de uma drogada! Puta que o pariu, que noite de merda. Vou pra casa pegar meu material. Você vai pra aula?

– Não, vou ficar com ela... – bufei cansado daquela melancolia.

– Tchau! E lembra: Não fui eu quem ajudou, eu não sei de nada.

– Tá, vai Bill... Eu ein!


Notas finais
Então, o que acharam? O que será que Michelle vai pensar quando souber que foi Bill que a salvou, não Jeff? Mas será que Jeff vai falar a verdade pra ela, ou vai fazer como Bill pediu? Ou será que ela vai lembrar de alguma coisa? Chega de perguntas né? Acho que fiz mais uma, hahaha. Mas sério, se acharam algum erro ou tiverem alguma crítica/elogio ou não, mandem reviews, já sabem disso. Próxima parte eu posto amanhã ou hoje à noite, se eu não dormir misteriosamente outra vez, hahaha.
Bjs ♥