Well, You Just Cant Tell

48 Cap. 48 – Everything’s going great


Notas iniciais
AAH, demorei muito, não foi? D:
Me desculpem por isso, nem mexi direito no computador nos últimos dias por causa da correria. Sabe como é essa época do ano...
Bom, leiam as notas finais, é importante.
Boa leitura!

PDV Michelle

“Janeiro, 1980”

O ano novo passou assim como o natal: completamente despercebido. Se não fossem os fogos de artifício estourando escandalosamente a meia noite, não saberia nem que havíamos trocado de ano. Eu trabalhava demais, pois além do trabalho na loja de discos, havia conseguido um emprego de garçonete em um bar noturno. Claro que isso levou William ao delírio por causa do ciúme. Nas primeiras semanas ele ia até o local, tentando se passar por despercebido por mim e ficava me observando. Tivemos algumas discussões por causa disso, mas não adiantou, Bill era completamente cabeça dura. Parou com essa bobagem de me vigiar apenas quando se convenceu de que era apenas meu trabalho como garçonete, nada a mais. Só com meu dinheiro daria para comprar drogas para um mês, comprar comida e pagar as contas da casa. Claro que isso era dividido igualmente entre nós três. Mas não, eu não ganhava muito. O aluguel da casa era muito barato e mal comíamos, pois gastávamos tudo com drogas.

O clima continuava tenso dentro daquela casa, mas estava melhor. Conseguíamos conversar, mas era tudo muito formal, ou quando necessário. Uma hora ou outra, Jeff/Izzy teria que parar com essa infantilidade, assim como Bill que ficava tendo crises de ciúme, como se eu fosse fazer alguma coisa que ele não gostasse junto com Jeff/Izzy.

Uma noite resolvemos ir até o Rainbow aproveitar um pouco de Los Angeles, já que até então havíamos apenas trabalhado. Eu e Bill sentamos em uma mesa junto com Izzy e alguns amigos dele. Um deles olhou para mim, como se tentasse se lembrar de onde me conhecia. Já eu não fazia a mínima ideia de quem era ele. O homem, que já estava completamente embriagado, começou a apontar para mim, quase enfiando o dedo no meu olho. Bill ficou lançando um olhar ameaçador para ele, mas não adiantou, ele estava muito bêbado para notar.

- Calma Bill, ele está completamente bêbado... – falei rindo daquela cena.

- Eu me lembro! Espera! Eu vou me lembrar! – ele começou, olhando para mim – Você ééé... Mi... Hm... Marina? – perguntou.

- Não. – respondi rindo.

- CLARO! Lembrei! Michelle, certo? – ele perguntou feliz da vida por ter me reconhecido, mas eu continuava sem reconhecê-lo.

- Sim... – Izzy e Bill me olharam, sem entender, mas eu estava tão confusa quanto eles.

- De onde você o conhece? – começou Bill com seu ciúme.

- Não lembro... Ei! – o chamei – Você me conhece de onde?

- Você não lembra? – ele começou a rir – Um dia na rua, você estava muito chapada. Eu estava com uns amigos, aí a gente começou a conversar e eu estou esperando por um vocalista até hoje! – comecei a rir, me lembrando de quem se tratava.

- Claro! Você é o Matt Smith!

- Vocês se conhecem? – Izzy perguntou.

- Sim. O conheci logo quando cheguei em L.A.. Quando discuti com você e saí andando por aí. Ele começou a me falar da banda dele e que estavam precisando de um vocalista. Foi quando falei do Bill, que o Bill poderia ser o vocalista.

- Issooo! Cadê esse tal de Bill? – perguntou.

- Está na sua frente! – falei começando a me alegrar por causa da vodka que estava tomando junto com Bill, que olhou para Matt, com a testa franzida.

- Ele?! Cara! – começou voltando a atenção para Bill – Quando você tem um tempo livre pra mostrar o que sabe?

- Amanhã. To de folga. – o cara estendeu a mão para William, para cumprimentá-lo, desajeitado. Bill riu, batendo em sua mão.

- Tamo tudo junto! – ele praticamente gritou, levantando o copo de cerveja e derramando em quem estivesse por perto.

- EI! TE LIGA CARA! – Izzy gritou indo para longe do bêbado.

- Está muito tenso, meu amor? – uma prostituta chegou por trás de Izzy, massageando seus ombros e sussurrando em seu ouvido do jeito mais sexy possível. Um sorriso apareceu no canto da boca de Jeff.

- Bastante... – ela começou a beijar seu pescoço – Acho que você poderia me ajudar a relaxar, não é?

- Com muito prazer... – falou enquanto Izzy levantava, seguindo aquela vadia. Mas antes virou o olhar para mim, lançando um sorriso estranho. Parecia querer me provocar, ou algo assim. Não tinha certeza, pois estava bêbada.

- Bill! Olha o Izzy! – falei indignada (bêbada).

- Deixa ele... Vai se divertir hoje à noite. Quem sabe seja falta de sexo essa grosseria toda dele? – William falou um pouco fora do ar, com a cabeça pendendo de um lado para o outro.

- Mas... Mas... Você não viu como ele me olhou! – Bill deu uma risada.

Mais algumas prostitutas chegaram na mesa, levando o resto do pessoal que estava ali, inclusive Matt.

- Esquece o Izzy... – falou jogando seu corpo contra o meu – Você me tem aqui. Quer coisa melhor? – brincou.

- Nem um pouco.

- Então! Vamos ir num canto usar o resto da cocaína que eu tenho no bolso e depois vamos para algum lugar mais... Como posso dizer... Mais reservado? – dei um sorriso malicioso, levantando do banco e puxando Bill pela mão. Estávamos ambos andando um pouco torto, mas conseguimos chegar na saída sem cair. Não havia vento na rua, então nos escoramos em qualquer parede no estacionamento do Rainbow e ajeitamos o pó em cima de nossas carteiras de identidade falsas, cheirando logo depois.

Ficamos um tempo ali, apenas nos beijando, aproveitando um pouco o momento juntos, a sós. Fazia tempo que não ficávamos daquele jeito, em um beijo profundo, daqueles que trazem muitos sentimentos à tona. E isso que estávamos chapados, se não fosse o caso, seria muito mais intenso, tinha certeza disso. Ele ficou me encarando com aquele sorriso chapado nos lábios, que o deixava mais atrativo do que já era.

- O que? – perguntei rindo junto com ele.

- Eu te amo. – continuou rindo – E eu nem sabia que isso era possível, não desse jeito que eu me sinto com você. É surreal.

- Ninguém sabe, mas eu to com vontade de tomar chocolate quente...

- Hã? – perguntou rindo.

- Tá frio hoje, aí parece que não tem sol. – as gargalhadas dele eram mais intensas agora.

- Você já tá viajando, ein Michelle?

- Hã? Viajando? Cadê o carro? Eu não fiz as malas. – eu não entendia por que a cada palavra minha, mais ele ria.

- Você é o máximo chapada! Mas se você quer viajar, não precisa de malas. Vamos lá pra casa que você vai ter a melhor viajem da sua vida... – sussurrou mordendo minha orelha e beijando meu pescoço. Ele começou a caminhar, me puxando junto a ele.

[...]

- Merda... – ouvi alguém reclamar. Virei para o lado, olhando para William. Ainda estávamos deitados.

- O que houve?

- Dor de cabeça... – ri baixinho.

- Nem me fale... – ele virou o rosto, me olhando com cara de riso.

- Você viajou demais ontem. Transar com você chapada é muito engraçado.

- É, eu sei... – ficamos nos encarando sem dizer uma palavra, mas aquele silêncio não era constrangedor, pelo contrário, era perfeito. Sua mão alcançou meu rosto, tirando alguns fios de cabelos para trás e o acariciando.

- Bom... Vou me arrumar. Tenho que ir para tal “audição” da A.X.L..

- Ah, é verdade... Hoje eu trabalho só à tarde. Vou poder dormir mais um pouco.

- Então descansa bem. Nós poderíamos almoçar juntos.

- Sim, claro. Provavelmente já vou estar na loja se não estiver em casa.

- Eu sei onde te procurar então... – ele falou sorrindo seguido de um selinho demorado – Agora volta a dormir e descansa... – disse levantando do colchão e indo em direção a porta do quarto.

- Bill... – o chamei sonolenta. Ele virou para mim enquanto abria a porta – Eu acredito em você... Eu te amo. – ele sorriu.

- Eu sei, pequena. Também te amo, sabe disso.

PDV William

- Izzy? – perguntei para a porta de madeira vagabunda.

- Entra. – ouvi ele do outro lado. Entrei no quarto, mas ele não virou o rosto para mim.

- Hm... Você sabe onde fica a casa de tal de Matt Smith?

- Da banda A.X.L.? – ele continuava concentrado em sua guitarra, sem olhar em meus olhos.

- Isso.

- Fácil. É só descer três quadras. É uma casa laranja apagado.

- Ah... Sério? – ele não respondeu – Tá, valeu. – falei virando as costas.

- William... – ele me chamou. Virei para ele, surpreso, mas o silêncio continuou enquanto ele me encarava, com a boca aberta, prestes a dizer algo – Esquece...

- Tudo bem... – falei dando os ombros.

Segui até a casa de Matt Smith e finalmente apresentei minha voz a eles. Fui aceito na hora por toda a banda. Os ensaios começariam daqui três dias, sempre à noite. Mais um dos meus sonhos foi realizado, entrar em uma banda de verdade, que fosse tocar em clubes, coisa que, obviamente, não havia em Lafayette.

Subi em casa e Michelle não estava mais lá, nem Izzy/Jeff. Fui até a loja de discos onde Mi estava trabalhando e a encontre lá, olhando alguns discos. Entrei de fininho, chegando atrás da distraída, apertando sua cintura. Ela de um pulo, virando rapidamente para mim, com os olhos arregalados.

- Bom dia... – falei rindo de sua expressão assustada.

- Seu louco! E se eu deixasse isso tudo cair e arranhar?

- Mas isso não aconteceu, aconteceu? – perguntei, abraçando sua cintura.

- Não, idiota. E aí? Como foi lá?

- Eu estou na banda!

- Sério? Que bom! – ela falou muito feliz, enchendo meu rosto com beijos – Eu sabia que conseguiria! Você tem muito talento!

- Obrigada. Eu sei disso. – brinquei.

Ficamos ali vendo alguns discos e depois fomos almoçar juntos. A nossa vida estava dando certo.

Notas finais
Vou começar comentando sobre o capítulo: Eu sei que ainda está parado, mas acho que no próximo capítulo as coisas começam a melhorar. (EU ACHO kkk).
Bom, como todas sabem, o dia 31 já está quase aí. Não sei se consigo postar mais aqui no Nyah. Vou tentar até quinta-feira, mas não garanto nada. É que sexta às 5h da manhã eu vou para praia e é bem provável que até dia 3 de Janeiro eu não volte.
Mas como vocês sabem, tem o tumblr da fic (fuck-off-nyah.tumblr.com), onde continuarei postando mais capítulos e onde, provavelmente, eu vá acabar a história. Por lá vocês podem mandar asks no lugar dos reviews.
Muito obrigada por tudo, todos os reviews, todas recomendações, o carinho de todas vocês. Eu AMO vocês mesmo. Vocês salvaram meu ano que foi muito conturbado, um ano que eu quase saí dessa para outra, se é que me entendem. Esse foi o lugar onde me refugiei e uma das coisas que me salvaram.
Pra quem ainda não sabe meu msn: alicemuller.95@hotmail.com
Obrigada novamente e feliz ano novo! Ah! E feliz natal atrasado ;p
Bjos ♥
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.