Well, You Just Cant Tell
46 Cap. 46 – My Michelle, sweet child of mine
Notas iniciais
Espero que gostem do capítulo.
Boa leitura!
PDV Michelle
Levantei com o barulho do movimento dos carros na rua. Aquilo era completamente diferente de Lafayette, e eu teria que me acostumar. Não que eu estivesse reclamando, mas movimento era algo no qual eu não estava tão acostumada.
Vesti minha roupa que estava espalhada pelo quarto e mirei Bill. Ele parecia uma criança dormindo. Na verdade o rosto de uma criança em um corpo de homem esculpido. Sua respiração era leve e tranquila, já nem parecia mais o Bill de ontem a noite. Voltei meu olhar para as duas mochilas enormes atiradas num canto do quarto. Dei um profundo suspiro, tomando coragem para arrumar aquilo tudo dentro do único armário do quarto.
Comecei pela minha mochila, retirando as roupas e organizando em um dos lados do armário, pegando os livros e pondo no chão, ao lado do guarda-roupa e meus documentos junto com o dinheiro em uma gaveta, em baixo de alguns lençóis. Ao pegar a mochila do Bill, fiz a mesma coisa, separando seus pertences no lado que havia sobrado. Bem no fundo dessa mochila, havia um caderno de anotações. Peguei o mesmo abrindo na primeira página.
“My Michelle
Your daddy works in porno
Now that mommy's not around
She used to love her heroin
But now she's underground
So you stay out late at night
And you do your coke for free
Drivin' your friends crazy
With your life's insanity
Well, well, well you just can't tell
Well, well, well my Michelle
Look out!
Sowin' all your wild oats
In another's luxuries
Yesterday was Tuesday
Maybe Thursday you can sleep
But school starts much too early
And this hotel wasn't free
So party till your connection calls
Honey I'll return the key
Well, well, well you just can't tell
Well, well, well my Michelle
Well, well, well you never can tell
Well, well, well my Michelle
Everyone needs love
You know that it's true
Someday you'll find someone
That'll fall in love with you
But oh the time it takes
When you're all alone
Someday you'll find someone
That you can call your own
But till then ya better...
Now you're clean
And so discreet
I won't say a word
But most of all this song is true
Case you haven't heard
So c'mon and stop your cryin'
'Cause we both know money burns
Honey don't stop tryin;
An you'll get what you deserve
Well, well, well you just can't tell
Well, well, well my Michelle
Well, well, well you never can tell
Well, well, well my Michelle”
- O que você está fazendo?! – ouvi Bill quase num tom de desespero.
PDV William
Acordei com o barulho de coisas abrindo e fechando. Parecia que alguém estava arrumando o quarto, provavelmente Michelle, pois não estava mais ao meu lado. Apesar de todo o barulho, continuei com os olhos fechados, eu estava muito cansado. Ao ver que o barulho havia cessado e agora restava apenas o barulho dos carros lá fora, abri meus olhos e vi Michelle sentada no chão com meu caderno de anotações em suas mãos. Um frio subiu na minha barriga. Ela não poderia estar lendo aquilo.
- O que você está fazendo?! – perguntei com medo. Ela me olhou sobre o livro, fechando-o logo depois, séria.
- Foi você que escreveu isso aqui?
- Você não sabe que mexer nas coisas dos outros é uma completa falta de educação? – já comecei a me defender antes de qualquer coisa.
- Você não respondeu minha pergunta.
- Fui eu sim... – falei, vencido.
- Você nunca me contou que escrevia músicas.
- Michelle... Me devolve isso aqui. – pedi tentando manter a calma, com meu braço esticado. Ela não hesitou, me devolveu na mesma hora, mas parecia estar indiferente, calma. Continuou arrumando minhas coisas como se nada tivesse acontecido – O que você leu aqui? – perguntei com um pouco de medo da sua resposta.
- Uma música. Na verdade parecia mais um resumo da minha vida e com o meu nome. Deve ser sobre mim, certo?
- Ah... Er... Desculpa... Eu escrevi faz muito tempo, antes mesmo do Jeff vir para cá.
- Por que você está me pedindo desculpas? – perguntou parando de fazer o que estava fazendo para me encarar – Força do hábito? – debochou.
- Não. Você... Não ficou chateada com a letra da música?
- Não, afinal, só tem verdades ali. Aliás, você tem talento pra isso, a música ficou muito boa. – eu estava um pouco confuso. Ela parecia estar sendo sincera comigo, mas ao mesmo tempo parecia estar chateada.
- Então você gostou da música?
- Sim, mesmo.
- Então por que está respondendo tão fria? – perguntei arqueando minhas sobrancelhas.
- Com certeza não é pelo fato de ter uma música falando sobre mim e minha vida, mas sim pelo meu próprio namorado ficar escondendo as coisas de mim, como seu eu não te conhecesse, como se fosse uma estranha.
- Ahhh Michelle, não, por favor, não vamos começar.
- Não estou começando nada, você me perguntou e eu respondi, certo? – suspirei, revirando os olhos.
- Olha... É que eu pensei que você não fosse gostar, fosse ficar furiosa comigo.
- Muito pelo contrário! Parece até que você não me conhece. Aquela música ficou divertida, sei lá. Mas... Se você achava que eu não ia gostar, por que fica levando esse caderno para lá e para cá?
- Por que tem outra coisa aqui além dessa música.
- Ah. – falou voltando para minha mochila novamente, sem questionar mais nada.
- Você não quer saber o que é?
- Deve ser muito íntimo, não é? – falou debochada, daquele jeito que sempre conseguia me irritar, e ela sabia disso. Mas hoje ela não estava conseguindo.
- Não quer ler? – falei estendendo o livro de volta para ela – Sim, é muito íntimo, mas como você mesma disse, é minha namorada, não tenho nada pra esconder de você. – ela me olhou desconfiada.
- O que você está tramando? – comecei a rir de sua desconfiança.
- Nada, ora! Você que é completamente neurótica.
- Cala boca. Me dá isso... – disse pegando o livro e folhando até achar a “tal” outra coisa que estava ali. Fiquei a encarando com um meio sorriso, louco para ver sua reação.
“Sweet Child O’ Mine
She's got a smile that it seems to me
Reminds me of childhood memories
Where everything was as fresh
As the bright blue sky
Now and then when I see her face
She takes me away to that special place
And if I stare too long
I'd probably break down and cry
Ohh! Ohh! Sweet child o' mine
Ohh! Ohh! Sweet love of' mine
She's got eyes of the bluest skies
As if they thought of rain
I hate to look into those eyes
And see an ounce of pain
Her hair reminds me of a warm safe place
Where as a child I'd hide
And pray for the thunder and the rain
To quietly pass me by
Ohh! Ohh! Sweet child o' mine
Ohh! Ohh! Sweet love of mine (x3)
Where do we go
Where do we go now (x7)
Sweet child
Sweet child o' mine”
Sua expressão havia mudado de irritada para surpresa em frações de segundos. Ao acabar de ler o que eu havia escrito, me encarou por cima do livro com a incerteza saltando de seus olhos. Continuei com o mesmo sorriso em meus lábios.
- Pronto. Agora você sabe o que tem aí. Preciso dizer quem foi minha inspiração? – uma lágrima escorreu pelo seu rosto, contornando o sorriso tímido que se formara ali. Levantei do colchão e ela veio até mim, me abraçando com força e molhando meu peito com suas lagrimas silenciosas.
- É a coisa mais linda que alguém já fez pra mim... Obrigada Bill, não sei nem o que te dizer...
- Não precisa dizer nada, muito menos agradecer. Se não fosse por você, eu nunca conseguiria escrever algo assim.
- Eu te amo Bill, mais do que tudo.
- Eu também te amo, Sweet Child. – brinquei, selando sua testa.
Notas finais
Acho que é isso. Vou deixar o tumblr da fic aqui novamente:
fuck-off-nyah.tumblr.com
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