Well, You Just Cant Tell

31 Cap. 31 - The lost shoot


Notas iniciais
Aqui estou para felicidade ou infelicidade de vocês! IUAHSIIAUSHD
Desculpem-me pelos reviews mal respondidos, eu estou realmente correndo contra o tempo para manter isto aqui atualizado. Mas não fiquem preocupadas, tudo é possível. Vou continuar respondendo aos reviews e postando novos capítulos.
Leiam as notas finais.
Boa leitura!

PDV Michelle

– BILL! – gritei tomada pelo medo e pelo desespero. Ouvi a disparo da arma, me deixando perdida e tonta. Meus olhos se encheram de lágrimas enquanto eu caia sentada no chão, sem forças.

Ouvi passos apressados vindo em minha direção, mas não tive coragem de abrir os olhos. Eu tremia muito e chorava mais ainda. Tinha medo de olhar para frente e encontrar Bill morto. Eu não aguentaria isso. Duas mãos seguravam meu rosto. Deveriam ser Charles, tentando me consolar. A pessoa falava algo, mas eu não conseguia escutar, minha cabeça estava atormentada demais para qualquer tipo de compreensão. Um frio terrível tomou meu corpo junto àquela tontura incontrolável. Uma dor tomou conta do meu peito, me fazendo abrir os olhos, mas não adiantou. Minha visão embaçou e logo escureceu. Eu estava desmaiada.

PDV William

Não tive ao menos a paciência de me drogar. Queria morrer logo, não havia tempo para drogas. Ativei a arma, a apontando para minha cabeça, fechei os olhos, dando meu último suspiro. Ouvi um grito chamando pelo meu nome, o que me assustou, afinal, ninguém conhecia aquele lugar. Pelo menos não me lembrava de alguém que conhecesse. Disparei a arma sem querer, sem sentir uma dor se quer. Abri meus olhos. Eu ainda estava vivo e não havia um estrago em mim. Ouvi um choro feminino atrás de mim. Virei-me rapidamente já sabendo de quem se tratava.

Michele estava de joelhos no chão, chorando muito, coberta por sangue. Corri até ela me sentindo pior do que já estava. Segurei seu rosto com as mãos e comecei a chorar desesperado. Fui procurar onde a bala havia a atingido. Achei o machucado em sua cintura de onde jorrava muito sangue. Eu tremia de medo de perdê-la. Perdê-la por minha culpa.

– Michelle! Fala comigo!Por favor! Não me deixa! – eu falava desesperado a segurando. – SOCORRO! – gritei, mas nem foi preciso. Charles já havia aparecido lá antes mesmo de eu fechar minha boca.

– MERDA! O que você fez William?!

– Por favor... Me ajuda, não foi proposital! Essa bala era para estar na minha cabeça agora... Por favor... – já nem sabia o que eu estava falando. Queria apenas que Michelle ficasse bem.

– Vamos para o hospital de uma vez! Merda!

Ele pegou Michelle no colo correndo para a viatura. Eu o segui, sentando no banco de trás e apoiando a cabeça de Michelle em minhas pernas. Eu chorava cada vez mais, acariciando seus cabelos. Ao chegarmos ao hospital, Michelle foi direto para sala de cirurgia, retirar a bala que se encontrava dentro de seu corpo. Eu e Charles ficamos na sala de espera.

– Charles... – ele me encarou, com as sobrancelhas arqueadas – É tudo minha culpa.

– Eu até agora não entendi o que está acontecendo. Ela foi aos prantos até a delegacia falando que você ia tentar se matar. Você não sabe o estado que ela estava. – Charles parecia estar com um pouco de raiva de mim, pelo jeito que gesticulava com as mãos – Espero que nada de tão grave tenha acontecido com ela. – fiquei quieto, não sabia o que dizer – Eu não sei o que aconteceu para você estar assim, mas você nem ao menos pensou nela.

– Eu sei, fui egoísta... Não sei nem o que dizer.

– Não diga. Apenas espere que ela esteja bem.

– William Bailey, Charles Holman? – perguntou o doutor aparecendo ali. A raiva tomou conta de mim outra vez.

– Não é Bailey! – falei tremendo de raiva.

– William! – Charles chamou minha atenção – O que é isto? Recomponha-se!

– Desculpa... – abaixei minha cabeça.

– Bem... – continuou o médico – Michelle já está bem... Foi para o quarto agora mesmo.

Ele nos levou até lá. Mais uma vez Michelle estava no hospital e, agora mais do que nunca, eu me sentia culpado. Charles foi embora depois de um tempo e eu fiquei ali, encarando aquele rosto angelical, morrendo de culpa. Sentei ao seu lado e segurei sua mão.

PDV Michelle

Estava tudo muito estranho dentro de minha cabeça. Parecia tudo tão surreal. Algumas lembranças de minha infância, da minha mãe, do Jeff, e então do Bill. Ele sorria para mim, mas parecia muito longe. Eu queria abraça-lo, mas parecia algo impossível. Eu já tinha entendido que eu estava desacordada, sonhando e tendo pesadelos ao mesmo tempo, mas não conseguia me lembrar do que acontecerá antes, quanto menos conseguia acordar. Foi quando vi uma arma no meio de meus pensamentos e lembrei claramente da cena: Bill com uma pistola apontada para cabeça, prestes a se matar. E o... Disparo. Bill não podia ter morrido. Eu morreria junto com ele.

Finalmente sai daquele transe e acordei desesperada, já chorando, praticamente pulando da cama na qual eu estava deitada. Senti uma dor terrível na altura da cintura, mas não importava, queria ver Bill. E para minha alegria ele estava ao meu lado, me olhando com uma expressão estranha, indescritível. Agarrei-me em seu pescoço, o abraçando o mais forte possível. Eu chorava, soluçava. Estava completamente fora de mim. Mas algo me incomodava. Sentia uma dor terrível na cintura, uma ardência similar ao fogo.

– Bill! – falei aos prantos ainda agarrada no seu pescoço – Como você está?! Por favor! Nunca mais faça isso comigo! – eu tentava parar de chorar, mas era incrível como as tentativas pareciam inúteis. Ele estava em choque, me abraçando – Ai... Que merda é essa? Tá doendo... – falei olhando para minha barriga.

Havia um grande curativo ali. Olhei ao redor e vi que estava em um quarto de hospital, novamente. Voltei então meu olhar para Bill. Ele me encarou mudo. Tinha os olhos inchados e muito vermelhos, ele havia chorado, e muito. Enquanto eu me acalmava aos poucos, ainda soluçando, Bill começava a chorar como um bebê. Aquilo estava me assustando, aquela história toda parecia do avesso.

– Por favor, me desculpa... – era um pouco incompreensível o que ele falava, de tanto que chorava – Não era pra... – ele não conseguiu falar mais. O abracei, ignorando as pontadas fortes no local do machucado. Agora quem estava agarrado ao meu pescoço era ele.

– Bill... Acalme-se. O que está acontecendo? Por que eu estou... – parei de falar e pensei com mais clareza. O tiro. Claro. Agora eu conseguia ligar os fatos.

– Eu poderia ter te matado... Você não deveria ter ido para lá!

– Você poderia ter se matado! É claro que eu estaria lá! Ou você acha que eu deixaria uma coisa dessas acontecer com você? – ele ia cessando o choro lentamente – Você é tudo que eu tenho Bill...

– Você também é tudo que eu tenho. Desculpa por não pensar nisso antes.

– Está tudo bem. Já estive no seu lugar antes. – falei segurando sua mão – Já tentei me matar várias vezes e... Bem... O Jeff... Ele sempre me salvava. Afinal... O que aconteceu para você ficar desse jeito? – ficamos por um momento em silêncio – Bill?

– Stephen não é meu pai. – falou olhando para o chão. A raiva transbordava em seus olhos e a surpresa tomou conta de minha expressão – Aquele filho da puta que me bateu todos esses anos, não é meu pai!

– O que?! Nossa... Essa eu não esperava. Mas... Você sabe quem é seu pai?

– Não, quer dizer, só o nome. É o mesmo que o meu. William Bruce Rose. O meu nome verdadeiro seria William Bruce Rose Jr.

– Puta merda... E o que você quer fazer quanto a isto? Vai procurá-lo?

– Gostaria... O encontraria para matá-lo.

– Nossa William! Mas você sabe pelo menos o porquê dele ter abandonado você e sua mãe? – ele me olhou, com os olhos úmidos.

– Sim. – fiquei esperando ele me contar, mas nada. O silêncio prevalecia naquele quarto.

– Você não quer falar?

– Acho que estavam atrás dele... – ele tinha a expressão de dor e... Nojo. Continuei o encarando com um ponto de interrogação no meio da testa – Haviam descobrido que... – deu uma pausa, respirando fundo — Merda! – gritou alterado, dando um soco no bidê ao lado da cama – Ele abusou sexualmente de mim. Foi isso.

– Agora sim... Eu realmente não esperava isso. Puta merda, Bill... Vem cá... – o abracei e assim ficamos por muito tempo, até a dor no meu abdômen ficar insuportável – Ai... Merda... Isso está doendo mesmo.

– Deita, Mi... Você precisa descansar. – fiz o que ele pediu.

– E agora? – perguntei encarando o teto branco.

– Não sei. Ele está morto. Só não quero continuar com o sobrenome Bailey.

– Mas você sabe que não dá para mudar. Pelo menos enquanto sua guarda estiver com Stephen.

– Eu sei disso. Só não quero mais que toquem nesse sobrenome junto com o meu nome por enquanto. Depois eu mudo.

– Para Rose?

– É.

– Quer passar uns tempos lá em casa?

– Seria bom.

– Você sabe que lá é sua segunda casa, na verdade é quase sua primeira casa mesmo.

– Eu te amo, Michelle. – um frio tomou conta do meu corpo ao ouvir aquela frase. O que ele queria dizer com isso?

– Você sabe que eu também te amo, você é como um irmão para mim... – ele sorriu, para o meu alívio.

– Com alguns privilégios a mais, mas é por aí mesmo... – falou rindo.

– Bem nessas. – falei sorrindo, descansada – Você está se sentindo melhor?

– Estou sim... Agora que eu sei que você está bem...

– O que aconteceu com Charles? Lembro que foi ele quem me levou até aquele lugar.

– Ele ficou um tempão aqui com você... Teve que voltar para delegacia. Acho que ele ficou muito puto comigo. Bem, eu também fiquei louco comigo mesmo quando vi você lá desmaiada, coberta de sangue.

– Vamos deixar isso para lá. Daqui a pouco vamos sair desse lugar, como se nada tivesse acontecido.

– Eu vou ficar uns dias refugiado na sua casa, cuidando de você. – falou acariciando meus cabelos. Peguei a mesma mão que me acariciava, levando até meus lábios, selando-as.

– Muito obrigado por aparecer na minha vida. Por favor, não deixe isso desaparecer de uma forma tão triste. Eu preciso de você aqui.

– Isso não vai acontecer. Nunca mais vou cometer esse erro, pequena. – disse selando minha testa.


Notas finais
Desculpem qualquer erro, não deu tempo de revisar.
Esse capítulo foi outro que eu não gostei muito. Não sabia muito bem como acabá-lo e tal, mas espero que vocês gostem.
Vou esperar os reviews e falando nisso, PASSEI DE DUZENTOS! Obrigada a vocês suas limdas ♥
~Le eu pulando pela casa IAUSHDIAUSHDIUDH
Bjos amores da minha vida, até o próximo ♥