Well, You Just Cant Tell

29 Cap. 29 – I’m not Bailey!


Notas iniciais
Olá people! Consegui postar mais um capítulo para vocês ^^
Aos que me mandaram reviews, eu peço desculpas. Não consegui responder. Amanhã quando chegar em casa eu respondo todos bem direitinho >.
Leiam as notas finais.
Boa leitura!

PDV William

“Junho, 1979”

Havia recém chegado da casa de Michelle. Todos haviam saído e a casa estava vazia. Subi direto para meu quarto, com um sorriso bobo no rosto. Aquela teria sido uma das melhores transas da minha vida, não que eu tenha tido muitas. Tirei minha camisa e deitei em minha cama, me lembrando de cada detalhe daquele dia maravilhoso com Mi. De repente uma vontade de comer algo doce me tomou. Desci novamente as escadas e me direcionei até o armário onde meu pai costumava esconder caixas de bombons ou até barras de chocolate. Revirei aquilo e nada de doces, até um papel chegar em minhas mãos:

REGISTRO CIVÍL

Estado de INDIANA Município de LAFFAYETE

Comarca de LAFFAYETE Distrito de LAFFAYETE

CERTIFICADO que no livro número _11-A, de registro de nascimento, deste distrito, à folha 203 Vº, consta o termo número 2.304, de nascimento de WILLIAM BRUCE ROSE JR.

Nascido aos 6 dias de FEVEREIRO de 1962, às 8 horas, em residência neste distrito. De sexo masculino, filho de WILLIAM BRUCE ROSE, e de SHARON E. LINTNER ...”

O sorriso no qual eu havia mantido o dia todo desaparecera em um piscar de olhos. Não podia acreditar no que meus próprios olhos estavam vendo. Um frio tomou conta de meu corpo, fazendo eu me sentir morto por alguns segundos. Uma tontura e um zumbido irritante tomaram conta de minha cabeça. Eu me sentia atormentado e perdido naquelas informações sem sentido. Peguei rapidamente o papel ao ouvir o barulho da porta abrindo. Não pude conter lágrimas escorrendo no meu rosto.

- William? O que aconteceu? – era apenas minha mãe. A raiva em mim apenas crescia, me fazendo tremer descontroladamente. Olhei para ela com desgosto, ainda segurando minha verdadeira certidão de nascimento.

- Onde esta o Bailey? – praticamente cuspi a palavra “Bailey” e ela parecia ter entendido o que estava acontecendo. Encarou-me em silêncio, apavorada – Então é tudo uma mentira... MINHA VIDA FOI UMA MENTIRA! – gritei quebrando o vidro do armário como pulso.

- Bill... Por favor... Acalme-se... Eu posso explicar...

- EXPLICAR O QUE? EXPLICAR O QUE, PORRA?! ISSO NÃO TEM EXPLICAÇÃO! VOCÊ É UMA COVARDE, MENTIROSA! FIQUEI ESSE TEMPO TODO SOFRENDO NAS MÃOS DAQUELE DESGRAÇADO ENQUANTO VOCÊ APENAS ABAIXAVA A PORRA DA CABEÇA PRA ELE! VOCÊ NUNCA ME AJUDOU, VOCÊ NUNCA FOI UMA MÃE PRA MIM! E AINDA MENTIU! QUEM É MEU PAI? ONDE ELE ESTÁ? – me aproximei bruscamente dela, levantando a folha nos seus olhos – Quem é William Bruce Rose?! – falei com raiva.

- Bill... Por favor... – ela estava chorando.

- CALA A BOCA! POR FAVOR UMA OVA! NÃO É VOCÊ QUE TEM O CORPO COBERTO POR CICATRIZES QUE UM CARA QUE DIZIA SER SEU PAI E ESTAR TE EDUCANDO, MARCOU! MERDA!

- WILLIAM! – ela gritou com o rosto vermelho de tanto chorar para chamar minha atenção – Tudo bem... Eu te conto. – puxei uma cadeira que estava ali perto e me sentei.

- Estou esperando Sharon... – ela fez o mesmo, sentando na minha frente.

- Seu pai verdadeiro... O William... Tinha vinte anos quando você nasceu. Quando completou você dois anos, ele nos abandonou. Me deixou sozinha com você...

- Mas por que ele nos abandonou? Por quê? – eu perguntava praticamente implorando. Sharon ficou me encarando, muda. – RESPONDE! – gritei, fazendo ela dar um pulo de susto.

- Er... Por que haviam descobrido... – ela não falou mais nada novamente.

- Descobrido o que, porra?!

- Sobre o que ele havia feito... Com você. – ela relutava para falar aquilo de certo modo que até eu tinha medo de ouvir o que ela iria falar.

- Continua, Sharon... Pelo amor de Deus... – falei com o rosto caído entre minhas mãos.

- Ele abusou de você... – voltei o olhar para ela, rapidamente.

- Como assim, abusou? – perguntei sentindo meu estomago embrulhar.

- Sexualmente... Ele abusou de você sexualmente. – eu me sentia nauseado, prestes a vomitar. O nojo que eu estava sentindo daquela situação era algo inexplicável. Não vi outra saída se não chorar.

- E o que você fez quanto a isso? – perguntei encarando o chão. Ela não me respondeu. Fiquei esperando sua resposta por mais algum tempo, em silêncio, mas ela continuou muda. – Nada. Foi isso que você fez como sempre. NADA! – gritei levantando da cadeira e indo em direção ao meu quarto, mas ouvi a porta abrir novamente.

Dessa vez era Stephen, meu falso pai. Fui até ele o encarando com raiva, como nunca antes. O olhava de um jeito que até ele ficou com receio. Ficamos assim, trocando olhares tensos por um tempo, até eu atirar meu punho fechado com tudo em seu rosto, o deixando no chão.

- Você não faz ideia de como eu sempre quis fazer isto... SEU BÊBADO IMPRESTÁVEL! – gritei dando um chute em sua barriga. Eu já estava chorando descontroladamente. Fui até Sharon outra vez – Onde está meu pai? – ela continuou muda, em choque me encarando – ONDE ESTÁ MEU PAI, PORRA?! – ela começou a chorar mais ainda enquanto eu agarrava a gola de sua blusa com força.

- E-ele... Está m-morto. – a soltei aos poucos, com os olhos a encarando, arregalados. Era como se eu não tivesse mais nada, como se tudo que eu tivesse vivido fosse uma mentira, como se todos que eu tivesse convivido, nunca estiveram ali. Perdido, era isso que eu estava.

Saí rapidamente daquela sala, subindo as escadas até meu quarto. Tranquei-me lá dentro e fiquei chorando como um bebê. Eu tentava pensar em um modo de recomeçar, sair do meio dessa mentira toda, mas nada. Não consegui pensar em nada, a não ser uma coisa. A única saída fácil e acessível para mim.

Levantei-me do chão e fui até a minha gaveta procurando o que eu tanto desejava naquela hora. Minhas drogas. Achei a cocaína e a heroína, preparando a mesma nas seringas. Sai tentando não fazer barulho e fui em direção ao quarto de Stephen. Abri a gaveta do criado mudo ao lado da cama e peguei aquele pedaço de metal brilhante e chamativo, botando em minha calça. Uma arma carregada, 45mm.

Voltei pelo corredor escuro até meu quarto e pude ouvir Stephen e Sharon discutindo sobre mim. Comecei a chorar mais ainda, trancando a porta do meu quarto e saindo pela janela, tentando fazer o mínimo de barulho possível. Saí pela rua sem rumo, embriagado pela minha tristeza. Não sabia exatamente em que lugar eu queria chegar, só saí seguindo meu rumo, qualquer rumo. Queria um lugar calmo e sem ninguém, para poder desfrutar das minhas últimas doses de droga e meus últimos suspiros de tristeza, até atingir minha própria cabeça com as balas daquela pistola guardada em meu bolso.

Notas finais
Então, o que acharam?
Vocês perceberam que eu não gosto de deixar vocês esperando, né? kkkk
O próximo capítulo já está pronto, só vou esperar os reviews deste para postar. Se vocês quiserem recomendar a fic eu ficaria bem feliz ~Le eu sendo mendiga IUSHDIAUSHD não, é sério kk
Até o próximo! *u*
Bjos ♥