Well, You Just Cant Tell

26 Cap. 26 – The hospital


Notas iniciais
Hey!
Desculpem o título sem graça kkk
De qualquer modo, aí está o novo capítulo.
Boa leitura!

PDV Michelle

Abri meus olhos com dificuldade, sem me lembrar de muita coisa do que havia acontecido. Eu não estava em minha casa e havia fios por tudo quanto era lado e alguns entravam em minha pele e narinas. O quarto era todo branco e a cama o entregava. Estava em um quarto de hospital. Respirei fundo sem conseguir virar para o lado para ver o que havia. O barulho do aparelho que media meus batimentos cardíacos estava me deixando louca, mas logo a minha atenção foi voltada para o barulho da porta abrindo.

- Michelle... Que bom que acordou. – era Charles. Assustei-me com a sua presença ali – Como você está se sentindo? – perguntou sentando ao meu lado.

- Eu não sei... O que está acontecendo? Por que eu estou aqui? Onde está o Jeff? – ele apenas me encarou, parecia pensar nas perguntas que fiz para ele.

- Você entrou em uma overdose, está aqui por que fez uma desintoxicação assim como o seu amiguinho que está dormindo ali no sofá. – não pude conter o sorriso, me sentando rapidamente na cama.

- Jeff! – senti uma pontada muito forte na minha cabeça – Aii...

- Michelle, acalme-se, você está fraca. Volte a deitar, por favor. – fiz o que ele pediu. Já não havia mais um sorriso no meu rosto, mas sim lagrimas escorrendo por ele.

- Jeff... Eu nunca mais o vi, nem ao menos uma ligação para ouvir sua voz... – falava chorando. Charles acariciou meu rosto, limpando minhas lágrimas.

- Eu lembro quando vocês dois se metiam em confusões, sempre um em função do outro. Mas você precisa saber seguir em frente. E não acho que Jeff te deixaria sozinha assim. Por isso que o Bailey está aqui.

- É Bill... Não o chame só de Bailey, ele não gosta. – falei com calma, mirando o teto.

- Tudo bem... Então, nunca havia visto esse garoto falar, o achava estranho. Já foi preso várias vezes, mas não era como vocês, que eu entendia o porquê de tanta confusão. Ele parecia ser realmente um criminoso. Ele já chegou a roubar algumas casas, já o peguei traficando algumas drogas e seu humor era sempre frio ou explosivo. Enfim, me assustei ontem com ele. – eu estava chocada com tudo que Charles estava falando.

- Por que te assustou? – tentei não pensar muito no resto que Charles havia falado sobre Bill.

- Ele estava chorando. Na verdade ele estava desesperado enquanto você estava desmaiada. Quando botei vocês dois na viatura para trazer para cá, ele ficava te olhando para ter certeza de que estava respirando. Ele segurava tua mão, não sei, ele tem um certo carinho por ti que eu nunca pensei vindo dele. Sem falar que ele não quis sair do seu quarto um segundo. Tentaram o tirar daqui, mas não conseguiram. – ele deu uma risada baixa.

- Não sei por que você ficou assustado, ele estava tão drogado como eu...

- Ele me agradeceu depois da desintoxicação, ele estava sóbrio quando tentaram o tirar daqui a força. – fiquei em silêncio por algum tempo.

- Ele é a única pessoa que eu tenho aqui...

- Foi o que ele falou de você.

- E você... Sabe que sempre foi um pai pra mim, não é? – falei enquanto lágrimas escorriam pelo meu rosto. Charles parecia surpreso com aquilo – Eu praticamente não tenho um pai, tenho sorte de ter você aqui em Laffayete. – sorriu e acariciou meus cabelos.

- Você também é como uma filha para mim. – dei um meio sorriso, fazendo silêncio por mais um momento.

- Como Bill está? – Charles olhou para trás e eu sentei na cama novamente, dessa vez com cuidado, olhando para o garoto ruivo, deitado no sofá dormindo tranquilamente.

- Acho que está bem... – ele dormia tranquilamente, com feição descansada e a boca entreaberta. Não pude conter um sorriso.

- Ele está sim... Estou me sentindo fraca. – falei voltando a deitar.

- Durma mais um pouco... Eu vou ter que sair, voltar para delegacia, mas acho que você vai ficar em boas mãos... – ele sorriu, se referindo a Bill.

- Vou sim... Obrigado por tudo, Charles.

- Não precisa agradecer, só, por favor, pare de usar essas porcarias. – nada falei – Tchau Michelle, fique bem. Vou vir te buscar assim que tiver alta.

- Tudo bem. Obrigado outra vez. – ele assentiu saindo do quarto. Fechei meus olhos e, sem muita dificuldade, adormeci outra vez.

***

Senti algo tocando minha mão e aos poucos fui despertando. Estava torcendo para que tudo que eu me lembrava, que havia acontecido, fosse um pesadelo. Abri os olhos lentamente, olhando para a mão que segurava a minha. Olhei para a pessoa que estava ao meu lado, era Bill. Estava sério e me encarava em silêncio enquanto acariciava minha mão.

- Desculpa... – falei segurando o choro.

- Pelo que? – perguntou ainda segurando minha mão, sério.

- Por causar toda essa confusão. Me desculpa...

- Você não precisa me pedir desculpas, sou eu quem deveria pedir por ser tão irresponsável. – estava visivelmente indignado consigo mesmo. Segurei forte sua mão.

- Não faz isso... Você não me obrigou a usar aquilo tudo. Fiz por que quis, não é sua culpa. – ficamos um tempo em silêncio.

- Você me deu um susto.

- Charles me contou... Por isso estou te pedindo desculpas.

- Se você está bem, está tudo bem.

- Obrigado também. Obrigado por ter ficado aqui comigo.

- Não te deixaria sozinha.

- Sabe quando vou poder sair daqui?

- Hoje mesmo. Daqui a pouco Charles vai passar aqui e nos levar para sua casa. Vou dormir com você para ter certeza de que você vai ficar bem...

- Eu estou bem Bill.

- Se você estivesse se vendo, aqui como eu estou te vendo, não teria tanta certeza disso. – bufei, revirando os olhos. Bill deu uma risada abafada. – Você não muda nunca.

- Só não gosto de hospitais...

- Já está anoitecendo, daqui a pouco Charles chega para nos levar pra sua casa. Você já nem está cheia de fios e soros pelo corpo. – olhei para meus braços, nem tinha percebido. Sentei na cama, de frente para Bill.

- Posso te abraçar? – ele me olhou surpreso.

- Pergunta sem sentido essa que você fez. Claro que pode! – falou abrindo os braços. O abracei forte, afundando meu rosto em seu ombro. Ele acariciava minhas costas lentamente, enquanto afundava seu rosto em meu pescoço. Poderia ficar daquele jeito uma eternidade. Ouvimos a porta abrir.

- Vamos para casa? – era Charles. Assentimos. Fui tirar aquela roupa do hospital e botar a minha, para então poder ir pra casa.

Notas finais
Então, como sempre pergunto: O que vocês acharam?
Eu estou conseguindo postar direto capítulos um pouco maiores, por algum milagre kkk
Acho que é isso. Vou esperar os reviews para postar o próximo que já está pronto.
Bjos ♥