Welcome to my World!

3 É bom saber que terei meu retardado favorito de volta!


Notas iniciais
Oi,oi oi gente. Aqui estou finalmente com o capítulo 3 da nossa história, shauhsua. Quero agradecer por todos os comentários realmente amei cada um. :) Ah, queria desejar um feliz natal atrasado(bem atrasado.) pra vocês também! haha` Sem mais delongas, podem ler o capítulo.

— Isso para mim é tão desagradável quanto é para você, mas ordens são ordens. Eu até posso aturar a Clarisse, mas você já é demais — Vitor parecia realmente frustrado.

Apenas bufei, não havia nada que eu pudesse fazer. Talvez nem fosse tão ruim, até porque eram poucos minutos de trajeto. Voltei para o meu quarto e peguei minha mochila, torcendo para que a escola não fosse tão ruim quanto eu pensava que fosse.

Ao entrar no carro, peguei meus fones e os coloquei, mas não estava ouvindo música alguma. Apenas não queria ser perturbada. Vitor e Clarisse estavam praticamente mudos.

Clarisse por estar com fones como eu, porém, ela realmente estava ouvindo música. O som estava tão alto que qualquer um daquele carro conseguiria ouvir. Já Vitor estava se concentrando em dirigir o carro.

Durante alguns instantes peguei-me observando-o sem saber o motivo. O jeito que ele mexia as mãos sobre o volante, o cabelo dele se movendo devido ao vento que entrava pela janela, até a forma como ele estava respirando. Tudo aquilo me irritava, em grande proporção. Havia tantos lugares mais agradáveis para olhar, como por exemplo o teto do carro. Mas decidi encarar aquele garoto que, embora eu me odiasse por admitir, era estupidamente atraente.

Quando chegamos, saí rapidamente do carro e fui em direção ao portão da escola sem dizer nenhuma palavra. Assim que entrei na escola, não me surpreendi ao ver as famosas ‘’panelinhas’’.

Fui até um banco que estava mais afastado e observei todos os que estavam ali. Como sempre, havia o grupinho dos populares, o dos ‘’mais ou menos’’ e os nerds, que as pessoas só faziam amizade para pegar cola na hora da prova. E depois disso, havia os estranhos que eram os ignorados por todos e que realmente preferiam assim. Esse era o meu grupo.

Meus pensamentos foram interrompidos bruscamente por um som infernal que eu já conhecia. Maldito seja o sinal. Comecei a procurar minha sala, andei por alguns corredores e comecei a perceber o quão difícil estava achá-la. Tentei perguntar para algumas duas pessoas, mas nenhuma delas me respondeu. Depois de uns dez minutos eu estava sozinha nos corredores, ainda tentando encontrar a minha sala de aula, que, pelo visto, não devia existir.

— Está procurando sua sala? — Perguntou alguém atrás de mim. Subi o olhar e me deparei com uma surpresa maravilhosa.

— Daniel! — Foi tudo que disse antes de correr em sua direção, abraçando-o. — Está fazendo o que aqui?

— Eu moro aqui a três anos, prima. A pergunta é: o que você está fazendo aqui?

— Meu pai me mandou pra cá, estou morando com a minha mãe. — Cruzei os braços, bufando.

— Entendi — Ele sorriu, deixando suas covinhas a mostra. Caramba. Ele continuava o mesmo, com o sorriso mais encantador de todos. Eu tinha vivido com esse menino minha infância inteira, até a família dele ter se mudado para o Rio. As garotas morriam de amores por ele.

— Senti falta de você — Murmurei.

— Não creio! América Collins dizendo isso pra mim? Pelo o que eu me lembro, eu era um retardado.

— Continua sendo. Mas já que eu estou aqui, nesse lugar — Dei uma rápida olhada em volta — É bom saber que terei meu retardado favorito de volta.

Ele deu um sorriso e disse:

— Adivinha? — Ele mal esperou eu abrir a boca para responder e disse ele mesmo — Estamos na mesma sala!

— Como você sabe? — Arqueei uma sobrancelha, sorrindo.

—Como você acha que descobri que você estava nessa escola?

Fomos em direção a sala, juntos. Eu mal estava acreditando, desde que eu tinha chegado ali essa tinha sido a melhor coisa que havia me acontecido. O professor não estava na sala (ainda?), então não levei nenhuma bronca no primeiro dia de aula e nem arrumei problemas para o Daniel. Estava tudo perfeito, me sentei bem atrás do meu primo, nada poderia atrapalhar aquele momento de felicidade. A não ser Vitor de La Riva, que estava sentado ao meu lado me encarando com um sorriso zombeteiro. A cara que eu fiz deve ter sido muito engraçada, porque ele gargalhou muito. Já não bastava ter esse menino na mesma casa, na mesma escola e ainda teria que suportá-lo na mesma sala?

— Ou, Daniel — Ouvi Vitor dizer.

Então agora ele conhecia meu primo?

— Que foi? — Perguntou Daniel, se virando para ele.

— Por que você tava junto com essa aí? — Perguntou Vitor. Ele parecia realmente confuso — Eu sei que você pega qualquer uma, mas essa aí... — Ele deixou a frase solta, me provocando.

— Não fala assim da minha prima –Respondeu Dan em tom de brincadeira, rindo — Vocês se conhecem da onde?

— Esse inútil é filho do meu padrasto — Falei com má vontade.

— Então o meu melhor amigo é seu primo? — Perguntou Vitor, olhando para mim, incrédulo (pelo menos ele parecia assim) — Ou seja, ele tem o mesmo sangue que você. Desculpe Daniel, mas eu não vou continuar a andar com você — Ele disse se dirigindo ao garoto sentado a minha frente, que ria descontroladamente. Eu não sei onde ele via graça nessa situação.

Meu primo era melhor amigo de Vitor de La Riva, o garoto que merecia o troféu de pessoa mais imbecil do ano.

— Façam silêncio — O professor, que devia estar ali a algum tempo, disse calmamente — Vejo que temos uma aluna nova — Ele dirigiu seu olhar a mim.

Rolei os olhos. Eu não estava com vontade de me levantar da cadeira, dar 5 passos, dizer meu nome e voltar. Não estava.

— Você gostaria de se apresentar? — Ele perguntou e mal esperou eu abrir a boca para dizer — Venha aqui na frente, por favor.

Me levantei da cadeira e andei em passos lentos até ele. Senti muitos olhares sobre mim enquanto eu andava, isto era incrivelmente irritante. Eu não gostava de ser o centro das atenções, não na escola, onde era comum terem valentões, patricinhas... enfim, gente nojenta. Eu não queria ninguém me encarando. Eu sei que sou linda, mas não precisa ficar me secando.

— Qual é seu nome? — Disse o professor, que era até bonito, assim que fiquei de frente para a classe.

— América Collins — Fiz uma cara de quem comeu e não gostou.

— Você é a novata, certo? — Eu odiei essa pergunta.

— A não ser que você tenha me visto aqui antes, sim — Fui sarcástica, como sempre e dei o sorriso mais amigável que eu pude (não foi tão amigável quanto você pode imaginar) Ele sorriu sem graça, mas continuou com aquele diálogo. Eu estava começando a me sentir constrangida com todas aquelas pessoas.

—Prazer em conhecê-la — Não acho que ele tinha tido prazer em me conhecer — Eu me chamo Vicente e sou o professor de Português, bem vinda á escola. Pode se sentar.

Ele mal terminou de completar a frase e eu já virei as costas, me dirigindo á minha mesa. Quando cheguei perto dela, tropecei em alguma coisa, que percebi ser um pé quando estava estatelada no chão. Sim, aconteceu isso que vocês acabaram de pensar. Vitor de La Riva estava se enfartando de rir junto com os demais presentes na sala, com exceção do professor e de Daniel, que estavam com um semblante sério.

“Se você encontrar um caminho sem obstáculos, ele provavelmente não leva a lugar nenhum.” – Frank Clark

Notas finais
Gostaram? Espero realmente que sim. Não se esqueçam dos reviews ! *_* Bjoos :*