Welcome to my World!
12 Sentimentos confusos e palavras jogadas ao vento!
Notas iniciais
Estou morrendo de raiva e realmente não sei o motivo, odeio esse poder que Vitor tem sobre mim, me deixa morrendo de ódio sem nem ao menos estar por perto. Voltei a olhar para a pista de dança e percebi que Vitor e aquela mulher, não estavam mais dançando, ambos estavam vindo em minha direção, de mãos dadas.
— Oi América. – Cumprimentou Vitor e antes que eu respondesse, sentou-se na mesa, junto com a garota.
—O que você quer aqui? Não tem o que fazer? – O encarei, respirando fundo.
— Acho que vou ficar por aqui com minha amiga. – Olhei para a mulher em seu lado, com certeza deviam ser “apenas amigos” – Não tem mais mesas vazias. –Continuou.
Antes que eu tivesse tempo de responder, Kleber se aproximou novamente, me entregando uma tequila, tenho que me controlar, não quero e nem preciso ficar bêbada.
—Obrigada! – Agradeci.
Kleber sentou-se em meu lado, colocando a mão em minhas costas, acariciando-me. Vitor pareceu fuzila-lo com o olhar e eu fiquei confusa, sem saber o porquê... Tantos sentimentos confusos dentro de mim, vão acabar me deixando maluca.
—Você é amigo do Daniel, certo? – Perguntou Kleber.
—Sou. – Vitor concordou.
—Ah sim... E essa é sua namorada? – Kleber indagou, encarando a loira posicionada ao lado de Vitor. Ao ouvir tais palavras bebi a tequila toda de uma vez só, pelo que vejo meus planos de controlar-me para não ficar bêbada não dariam certo.
—Uau! – Exclamou Kleber sorrindo – Quer que eu vá buscar outra tequila para você?
—Hei, auto lá. Vai com calma América, você não está acostumada a beber. – Vitor disse, como se tivesse algum direito sobre mim.
—Ah, e como você sabe disso? – O encarei, agora com mais raiva do que no princípio.
— Você praticamente nunca sai de casa... não me diga que na sua "caverna" tem bebidas alcoólicas? – Falou sarcasticamente, entrelaçando os dedos e em seguida, seus lábios se repuxaram num pequeno sorriso irônico.
— Traga a garrafa de uma vez, Kleber. –Pedi apenas para desafiar Vitor, mas, no fundo, eu nem se quer sabia se daria conta disso.
—Está certo! – Kleber concordou, voltando a sair da mesa.
— Não faça isso, pare de ser imbecil. – Vitor me encarou, bem mais sério.
—Você não manda em mim, eu bebo o tanto que eu quiser. – Cuspi as palavras, descontando minha raiva.
—Vamos sair daqui amor... – Pediu a menina me encarando como se eu tivesse algum problema mental. E esse ciúmes dentro de mim, não passa, chega a doer. Na maioria das vezes, sinto nojo quando escuto as pessoas se chamando de “amor”, não ciúmes.
—Isso mesmo, saiam daqui. – Berrei, apertando meu próprio vestido com toda minha força.
— Quer saber? É exatamente isso que eu vou fazer. Se você quer pagar de menina mimada e encher a cara, o problema é seu. – Foi tudo que Vitor disse antes de sair dali.
(...)
Consegui dar conta daquela garrafa de tequila mais rápido do que eu imaginava e logo já estava vendo tudo rodar. Era exatamente isso, eu estava bêbeda.Todos dançavam animados na pista de dança, inclusive Vitor novamente com aquela garota, então, decidi dançar também, provavelmente não seria uma boa ideia, mas eu não estava em sã consciência, então foi exatamente o que fiz.
— Eu vou dançar, ok? – Avisei levantando-me da cadeira, nesse momento, se Kleber não tivesse levantado-se também e me segurado, eu teria `espatifado a cara no chão`.
—Cuidado! – Falou me segurando e pressionando meu corpo contra o dele, o encarei por um instante, começando a rir em seguida.
— Está rindo do que? –Perguntou confuso.
— Não sei não. –Expliquei ainda rindo.
—Você está bêbada. –Ele disse, como se isso fosse uma tremenda novidade.
—Eu quero dançar! – Falei e sai dali, indo em direção a pista de dança.
—Espere América. – Pediu vindo atrás de mim.
—O que foi? – Perguntei parando de andar e encarando-o.
—Posso dançar com você? – Pediu e naquele momento eu considerei uma ótima ideia, queria provocar Vitor, deixa-lo enciumado, não que isso fosse funcionar, mas, eu estava fora de mim.
—Está certo. – Aceitei.
Então, Kleber se aproximou de mim, nós andamos em direção à pista de dança, mais juntos do que era necessário. De repente começou a tocar uma música lenta e, toda animação foi-se embora, tivemos que nos aproximar mais, olhei para o lado para não precisar fitar Kleber e assim, evitar uma situação constrangedora para mim, mas, tudo piorou. Dentre uma das poucas pessoas que restavam na pista de dança, estava Vitor, ainda com aquela mulher. Merda, por que isso me irritava tanto? Será que por acaso eu... E mais uma vez, meus próprios pensamentos e suposições começavam a me irritar.
—Algum problema? – Kleber questionou, percebendo meu olhar mortal.
—Nenhum. – Falei, tentando dar pouca importância para a situação.
— Ótimo! Sabe Méri... você é muito linda!
—Já me disseram isso. –Falei encarando-o de forma sedutora.
— Com razão. – Falou sorrindo.
—Você acha? – Perguntei.
—Tenho certeza! – Falou e eu sorri.
—Posso te beijar? – Perguntou e eu arregalei os olhos, não estava esperando por essa pergunta.
—O que está esperando? – Falei olhando-o, até agora não acredito que tive coragem de dizer isso. Bebida e eu nunca nos encaixamos bem na mesma frase.
Então, em questão de segundos os lábios de Kleber se aproximaram dos meus. O que você pensa que está fazendo, América? O fantasma do meu inconsciente brigou comigo, então, eu o afastei.
—Melhor não... – Falei. Ótimo, mesmo bêbada ainda tinha um pouco de sanidade.
—O que acha de irmos para um lugar mais reservado? – Disse me apertando de uma maneira estranha.
—Estou bem aqui...acho que vou voltar para a mesa. – Avisei, tentando me afastar em seguida, porém, ele não permitiu, pressionando meu corpo contra o dele.
—Me solta! – Pedi, mas, foi em vão.
— Olha nós poderíamos nos divertir bastante juntos. -Sussurrou deslizando as mãos por minhas costas, descendo para minha bunda.
— Não quero nada com você! – Avisei, tentando empurra-lo, coisa que parecia impossível devido ao meu estado.
—Mas eu quero com você. Vamos para um lugar mais reservado. – Ele não perguntou e sim, afirmou, confesso que fiquei com medo ao notar suas intenções.
— EU JÁ DISSE PARA VOCÊ ME SOLTAR. – Berrei em um tom mais elevado, mas, ele apenas sorriu.
—Você não ouviu!? SOLTA ELA PALHAÇO. – Uma voz que eu conhecia muito bem, gritou, indo em direção a Kleber e lhe dando um soco, era Vitor. Algumas pessoas logo se aproximaram para ver do que se tratava, inclusive, Daniel.
— Hei, o que é isso? – Perguntou, segurando Vitor.
—Esse cara aí, estava tentando ficar a força com a sua prima. – Explicou, seus olhos pareciam pegar fogo.
— Que isso, esse cara está blefando. Eu nunca faria isso, ainda mais em um lugar tão movimentando assim. – Kleber tentou se defender e isso, pareceu irritar mais ainda Vitor.
—Isso é verdade America? – Daniel me encarou e eu por minha vez apenas fiquei o encarando sem dizer nada, eu estava totalmente bêbada.
—Ela está bêbada, Daniel! – Avisou Kleber.
—Você não tem vergonha mesmo, não é? Tentar abusar de uma pessoa que nem ao menos pode se defender. – Vitor parecia estar realmente muito bravo.
—Calma cara, deixa que eu converso com o Kleber. Você está bravo demais para alguém que nem se quer importa-se com minha prima, não acha? – Daniel questionou, eu concordava plenamente com ele, era impossível entender o De La Riva. – Aqui não é lugar para brigar não, tá certo? – Continuou.
Vitor não disse nada, apenas saiu dali, puxando-me pelo braço.
—Onde a gente vai? – Perguntei seguindo-o, sem contestar.
—Vou chamar um táxi, você precisa ir embora. – Explicou dando de ombros.
—Não... Não me deixa sozinha. – Falei, o abraçando. Vitor pareceu ficar surpreso com minha atitude, mesmo assim, retribuiu o abraço, confortando-me e murmurou sobre meu cabelo que tudo ia ficar bem.
— Não volte a fazer isso! – Pediu se afastando um pouco.
—Ok. – Abaixei a cabeça, mesmo bêbada, sabia que a culpa daquilo tinha sido minha.
—Se você não queria ficar com aquele cara, por que você dançou com ele e quase o beijou? – Ele perguntou, meu sangue subiu, como ele não tinha percebido ainda? Tantas dicas não haviam sido suficientes? Eu estava brava mais uma vez, sem um motivo válido, então eu o empurrei para longe.
—Qual é o seu problema? Não percebe que gosto de você? Eu fiz isso para te deixar com ciúmes, pois ver você com aquela menina me matou por dentro! – Praticamente gritei, jogando tais palavras ao vento.
Vitor me encarou em silêncio por alguns segundos, como se eu fosse louca e, após alguns segundos, disse:
—América... vamos, eu te levarei para casa, você está totalmente fora de si. – Avisou puxando-me pelo braço.
—Não estou não! – Falei tentando me soltar.
—Está sim, se você estivesse normal, jamais falaria isso. – Deduziu e tentou continuar andando, porém, eu o segurei pelos ombros e o encarei profundamente.
—Se eu não estiver normal, quero continuar assim para sempre. –Sussurrei, estávamos quase na entrada do local mas, ainda sim podíamos ouvir o som da música "Halo" tocando na festa de forma ensurdecedora.
—Isso não é real... – Sussurrou e mesmo sem entender o que ele quis dizer com isso, não perdi tempo.
— Me beije que te provo como isso é real. – Vitor me encarou como se não acreditasse no que havia ouvido, então insisti – Me beije De La Riva? – Pedi, mordendo o lábio inferior. Aquela música, ele bem ali, na minha frente, mesmo que eu odeie admitir, tudo estava perfeito demais. Lembro-me que Vitor engoliu seco, me encarando como se quisesse fazer isso, mas, tivesse medo.–Por favor, eu preciso disso. – Sussurrei e depois disso, lembro-me de seus olhos castanhos se aproximando dos meus, sem desvia-los nem por um instante, eu tinha consciência de que aquilo era tudo que mais queria no momento e queria desesperadamente.
E por fim, não me lembro de mais nada.
“Se você não está disposto a parecer um idiota, não merece se apaixonar.”— De repente é amor.
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